{"id":1035,"date":"2012-06-10T19:01:12","date_gmt":"2012-06-10T19:01:12","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/06\/10\/catarinense-morto-no-periodo-da-ditadura-militar-brasileira-vira-documentario-em-radio-2\/"},"modified":"2012-06-10T19:01:12","modified_gmt":"2012-06-10T19:01:12","slug":"catarinense-morto-no-periodo-da-ditadura-militar-brasileira-vira-documentario-em-radio-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/06\/10\/catarinense-morto-no-periodo-da-ditadura-militar-brasileira-vira-documentario-em-radio-2\/","title":{"rendered":"Catarinense morto no per\u00edodo da Ditadura Militar brasileira vira document\u00e1rio em r\u00e1dio"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Trajet\u00f3ria de vida de Paulo Stuart Wright \u00e9 o Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso em Jornalismo do acad\u00eamico Carlos Eduardo Mocelin.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>Na pr\u00f3xima segunda-feira (11\/06), \u00e0s 20h30, ser\u00e1 apresentado na Faculdade Est\u00e1cio de S\u00e1 de Santa Catarina, em S\u00e3o Jos\u00e9, o document\u00e1rio radiof\u00f4nico intitulado &#8220;Cidad\u00e3o Wright &#8211; Uma Hist\u00f3ria de Luta, Persegui\u00e7\u00e3o e Morte na Ditadura Militar do Brasil&#8221;.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O aluno Carlos Eduardo Mocelin, sob a orienta\u00e7\u00e3o do professor Ricardo Medeiros, produziu o document\u00e1rio que tem por objetivo registrar a hist\u00f3ria de Paulo Stuart Wright.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Paulo Wright, catarinense de Herval d\u2019Oeste, nasceu no dia 2 de julho de 1933. Filho dos mission\u00e1rios presbiterianos Latham Ephraim Wright e Maggie Belle Miller Wright e, foi casado com Edimar Rickli, com a qual teve tr\u00eas filhos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Sempre preocupado com as quest\u00f5es pol\u00edticas e sociais, o catarinense trabalhou como oper\u00e1rio metal\u00fargico e ajudou a organizar cooperativas em Santa Catarina e em outras regi\u00f5es do Brasil.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em 1961 foi convidado pelo governador do Estado de Santa Catarina, Celso Ramos, para ser o diretor de Imprensa Oficial do Estado e mudou-se para Florian\u00f3polis. Em 1962, Paulo Stuart Wright venceu a elei\u00e7\u00e3o para deputado estadual em Santa Catarina com 2.144 votos pelo Partido Social Progressista, o PSP. Nesse mesmo ano fundou a Fecopesca, com 27 entidades associadas, esse projeto lhe rendeu cal\u00fanias pelos pol\u00edticos de direita que o acusavam de usar recursos il\u00edcitos na organiza\u00e7\u00e3o das Ligas Mar\u00edtimas. Esses fatos aumentaram a fama de Paulo Wright a qual consideravam como subversivo e comunista.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Os catarinenses viviam seu dia a dia sem imaginar que as for\u00e7as armadas estavam preparadas para implantar o Golpe Militar no dia 31 de mar\u00e7o de 1964. Nesse dia tropas militares desciam de Minas Gerais rumo \u00e0 cidade do Rio de Janeiro onde encontrava-se o presidente Jo\u00e3o Goulart, o Jango.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Os setores conservadores da sociedade brasileira desaprovavam as pol\u00edticas trabalhistas adotadas pelo presidente Jango. Isso colaborou ainda mais com os objetivos dos golpistas. No dia 1 de abril de 1964, o pa\u00eds tinha uma nova cara, os militares tinham tomado o poder, e Jo\u00e3o Goulart foi para Porto Alegre e com ajuda do governador Leonel Brizola conseguiu asilo no Uruguai.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No dia seguinte ao Golpe Militar, o governador de Santa Catarina envia uma mensagem de apoio \u00e0s for\u00e7as militares. Nessa efervesc\u00eancia pol\u00edtica estava o deputado Paulo Wright, cujo envolvimento com os grupos sociais incomodava os colegas da bancada na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O PSP, partido de Paulo Wright, pressionou a ren\u00fancia de seu mandato.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No dia 9 de abril ao definir a reforma da Constitui\u00e7\u00e3o foi decretado o AI-1 Ato Institucional n\u00ba1 que eliminava a elei\u00e7\u00e3o direta para presidente da Rep\u00fablica. Al\u00e9m disso, tinha amplos poderes para cassar os mandatos pol\u00edticos e suspender os direitos dos cidad\u00e3o por 10 anos.\u00a0 O Congresso elegeu no dia seguinte o general Humberto de Alencar Castelo Branco como o novo presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Paulo Wright foi deputado estadual e teve seu mandato cassado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina no dia 9 de maio de 1964. Nesse dia estavam presentes para votar a cassa\u00e7\u00e3o, l\u00edderes e deputados estaduais dos partidos: UDN, PTB, Partido Social Progressista (PSP), Partido Democrata Crist\u00e3o (PDC). No dia 10 de maio de 1964 os jornais catarinenses O Estado e a A Gazeta publicaram a not\u00edcia da cassa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Em 1965 ingressou no Movimento A\u00e7\u00e3o Popular (AP) e atrav\u00e9s de ideias e a\u00e7\u00f5es ousou desafiar a Ditadura Militar brasileira. Sua milit\u00e2ncia pol\u00edtica resultou em persegui\u00e7\u00e3o e morte. Paulo viveu oito anos na clandestinidade desde seu ingresso como militante de esquerda da A\u00e7\u00e3o Popular.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em setembro de 1973, Paulo Stuart Wright, aos 40 anos de idade, foi visto pela \u00faltima vez pelo companheiro de partido Osvaldo Rocha numa viagem na cidade de S\u00e3o Paulo. Percebendo a presen\u00e7a de militares no trem Osvaldo desceu primeiro e Paulo Wright desceu em outro ponto. Essa foi \u00e0 \u00faltima vez que Paulo foi visto. Chegando \u00e0 sua casa, Osvaldo foi preso pelos militares e levado para o Destacamento de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00f5es &#8211; Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna de S\u00e3o Paulo, o DOI-CODI. Em meio \u00e0s agress\u00f5es viu a blusa que Paulo vestia no trem jogado no ch\u00e3o. Paulo Wright est\u00e1 desaparecido desde 1973.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O document\u00e1rio \u00e9 o resultado de uma s\u00e9rie de entrevistas com familiares e companheiros de milit\u00e2ncia que conviveram ou conheceram a hist\u00f3ria do catarinense.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Servi\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O qu\u00ea: Defesa do document\u00e1rio de r\u00e1dio Cidad\u00e3o Wright: Uma Hist\u00f3ria de Luta, Persegui\u00e7\u00e3o e Morte na Ditadura Militar do Brasil<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Aluno: Carlos Eduardo Mocelin<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Data: Dia11\/06 &#8211; Segunda-feira<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Hor\u00e1rio: 20h30<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Local: Laborat\u00f3rio de Inform\u00e1tica 08 \u2013 3\u00ba andar da Faculdade Est\u00e1cio de S\u00e1 (SC)<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Endere\u00e7o: Avenida Leoberto Leal, 431, Barreiros &#8211; S\u00e3o Jos\u00e9 (SC)<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trajet\u00f3ria de vida de Paulo Stuart Wright \u00e9 o Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso em Jornalismo do acad\u00eamico Carlos Eduardo Mocelin. 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