{"id":12101,"date":"2017-11-30T00:14:39","date_gmt":"2017-11-30T00:14:39","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=12101"},"modified":"2017-11-30T00:14:39","modified_gmt":"2017-11-30T00:14:39","slug":"amnistia-quer-investigacao-a-shell-por-homicidios-e-tortura-na-nigeria","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2017\/11\/30\/amnistia-quer-investigacao-a-shell-por-homicidios-e-tortura-na-nigeria\/","title":{"rendered":"Amnistia quer investiga\u00e7\u00e3o \u00e0 Shell por homic\u00eddios e tortura na Nig\u00e9ria"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"lead\" style=\"text-align: justify;\">Organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos acusa a gigante petrol\u00edfera de estar envolvida em abusos de direitos humanos cometidos contra o povo Ogoni pelas for\u00e7as de seguran\u00e7a nigerianas na d\u00e9cada de 1990<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A Amnistia Internacional est\u00e1 a exigir ao Reino Unido, \u00e0 Nig\u00e9ria e \u00e0 Holanda que\u00a0abram investiga\u00e7\u00f5es criminais \u00e0 gigante petrol\u00edfera Shell\u00a0pelo que diz ter sido a sua cumplicidade em abusos de Direitos Humanos cometidos pelo Ex\u00e9rcito nigeriano na d\u00e9cada de 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num\u00a0relat\u00f3rio divulgado esta ter\u00e7a-feira, a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental apresenta os resultados de uma an\u00e1lise aprofundada a milhares de documentos internos da empresa com sede em Haia e de declara\u00e7\u00f5es de testemunhas; em conjunto, aponta a Amnistia, os documentos demonstram que a petrol\u00edfera anglo-holandesa esteve envolvida numa brutal campanha para silenciar ativistas na regi\u00e3o de Ogoniland h\u00e1 cerca de 20 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os investigadores da ONG acusam a Shell de ter sido &#8220;c\u00famplice de homic\u00eddios, viola\u00e7\u00f5es e tortura&#8221; de manifestantes que, no in\u00edcio dos anos de 1990, organizaram protestos contra as opera\u00e7\u00f5es da empresa e os consequentes derramamentos de petr\u00f3leo na regi\u00e3o.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O CASO<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relat\u00f3rio da Amnistia compila milhares de documentos que j\u00e1 eram do conhecimento p\u00fablico mas tamb\u00e9m outros que nunca tinham sido noticiados \u2014 entre eles declara\u00e7\u00f5es de testemunhas consultadas pelo &#8220;The Guardian&#8221; onde estas alegam que a Shell geria uma unidade de agentes da pol\u00edcia \u00e0 paisana, treinada pelos servi\u00e7os de seguran\u00e7a da Nig\u00e9ria, que foi criada para vigiar Ogoniland depois de a empresa ter abandonado oficialmente a regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Shell suspendeu as suas opera\u00e7\u00f5es ali no in\u00edcio de 1993 por causa de &#8220;preocupa\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 seguran\u00e7a&#8221; dos seus trabalhadores, mas os documentos, aponta a Amnistia, mostram que &#8220;depois disso tentou encontrar formas de reentrar na regi\u00e3o e p\u00f4r fim aos protestos do Movimento pela Sobreviv\u00eancia do Povo Ogoni&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grupo de ativistas foi fundado e liderado pelo escritor nigeriano Ken Saro-Wiwa para proteger as comunidades ind\u00edgenas de Ogoniland e as suas terras de\u00a0um potencial &#8220;desastre ecol\u00f3gico&#8221;. Em 1993, as press\u00f5es exercidas pelo grupo levaram a Shell a abandonar a regi\u00e3o, mas apenas temporariamente \u2014 meses depois, novos protestos em massa tiveram lugar ali quando a petrol\u00edfera avan\u00e7ou com os planos para a constru\u00e7\u00e3o de um novo oleoduto.<\/p>\n<figure class=\"placement-\" style=\"text-align: justify;\"><picture class=\"landscape\"><img decoding=\"async\" class=\" js-lazy-picture-loaded\" src=\"http:\/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Refinaria-ilegal-Shell-Delta-Niger\/original\/mw-320\" sizes=\"(min-width: 1280px) 680px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw\" srcset=\"\/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Refinaria-ilegal-Shell-Delta-Niger\/original\/mw-240 240w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Refinaria-ilegal-Shell-Delta-Niger\/original\/mw-320 320w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Refinaria-ilegal-Shell-Delta-Niger\/original\/mw-480 480w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Refinaria-ilegal-Shell-Delta-Niger\/original\/mw-680 680w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Refinaria-ilegal-Shell-Delta-Niger\/original\/mw-768 768w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Refinaria-ilegal-Shell-Delta-Niger\/original\/mw-960 960w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Refinaria-ilegal-Shell-Delta-Niger\/original\/mw-1024 1024w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Refinaria-ilegal-Shell-Delta-Niger\/original\/mw-1280 1280w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Refinaria-ilegal-Shell-Delta-Niger\/original\/mw-1920 1920w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Refinaria-ilegal-Shell-Delta-Niger\/original\/mw-2048 2048w\" alt=\"Fotos a\u00e9reas captadas em 2013 mostram uma refinaria ilegal da Shell Nig\u00e9ria em Ogoniland\" data-srcset=\"\/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Refinaria-ilegal-Shell-Delta-Niger\/original\/mw-240 240w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Refinaria-ilegal-Shell-Delta-Niger\/original\/mw-320 320w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Refinaria-ilegal-Shell-Delta-Niger\/original\/mw-480 480w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Refinaria-ilegal-Shell-Delta-Niger\/original\/mw-680 680w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Refinaria-ilegal-Shell-Delta-Niger\/original\/mw-768 768w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Refinaria-ilegal-Shell-Delta-Niger\/original\/mw-960 960w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Refinaria-ilegal-Shell-Delta-Niger\/original\/mw-1024 1024w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Refinaria-ilegal-Shell-Delta-Niger\/original\/mw-1280 1280w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Refinaria-ilegal-Shell-Delta-Niger\/original\/mw-1920 1920w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Refinaria-ilegal-Shell-Delta-Niger\/original\/mw-2048 2048w\" data-sizes=\"(min-width: 1280px) 680px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw\" \/><\/picture><figcaption>\n<p class=\"caption\">Fotos a\u00e9reas captadas em 2013 mostram uma refinaria ilegal da Shell Nig\u00e9ria em Ogoniland<\/p>\n<p class=\"credits\">\n<p class=\"credits\">PIUS UTOMI EKPEI<\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A 30 de abril desse ano, as tropas que protegiam a Shell abriram fogo contra os manifestantes e feriram 11 pessoas; dias depois, num incidente distinto, as mesmas for\u00e7as de seguran\u00e7a mataram um homem da aldeia de Nonwa a tiro. Os eventos espoletaram uma brutal opera\u00e7\u00e3o de repress\u00e3o da pol\u00edcia militar nigeriana, que ao longo da semanas seguintes matou cerca de mil pessoas e destruiu as casas de outras 30 mil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;H\u00e1 provas de que a Shell encorajou repetidamente o Ex\u00e9rcito da Nig\u00e9ria a lidar com as manifesta\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, mesmo quando sabia os horrores que se seguiriam \u2014 execu\u00e7\u00f5es extrajudiciais, viola\u00e7\u00e3o, tortura e queima de aldeias&#8221;, diz Audrey Gaughran, diretora de assuntos globais da Amnistia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O papel-chave que a Shell desempenhou nos eventos devastadores em Ogoniland nos 1990 \u00e9 indisput\u00e1vel e acreditamos agora que h\u00e1 provas suficientes para abrir uma investiga\u00e7\u00e3o criminal. Juntar todas estas provas foi o primeiro passo. Agora vamos preparar um ficheiro criminal para apresentar \u00e0s autoridades relevantes com vista a acusa\u00e7\u00f5es formais.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No relat\u00f3rio esta ter\u00e7a-feira divulgado, a Amnistia alega que a Shell forneceu &#8220;apoio log\u00edstico&#8221; ao Ex\u00e9rcito da Nig\u00e9ria durante aquele per\u00edodo e que, em pelo menos uma inst\u00e2ncia, pagou a um comandante j\u00e1 conhecido por viola\u00e7\u00f5es de Direitos Humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os documentos que a ONG reuniu revelam que, em mar\u00e7o de 1994, a empresa pagou mais de 900 d\u00f3lares a uma unidade especial do governo nigeriano criada para &#8220;restaurar a ordem&#8221; em Ogoniland \u2014 isto dez dias antes de o comandante dessa unidade ter ordenado o seu batalh\u00e3o a abrir fogo sobre os manifestantes pac\u00edficos frente \u00e0 sede regional da Shell em Port Harcourt.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">ACUSA\u00c7\u00d5ES E REA\u00c7\u00d5ES<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo de v\u00e1rios anos, a Shell alegou sempre que a sua rela\u00e7\u00e3o com as for\u00e7as policiais e militares da Nig\u00e9ria tinha &#8220;unicamente&#8221; como objetivo &#8220;proteger&#8221; os seus funcion\u00e1rios e propriedades; novos documentos\u00a0obtidos no \u00e2mbito de um processo judicial contra a empresa\u00a0alegadamente mostram que a unidade criada a pedido da petrol\u00edfera tinha liga\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas \u00e0s SSS, a ag\u00eancia de servi\u00e7os secretos da Nig\u00e9ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O facto de a Shell estar a gerir uma unidade clandestina e duvidosa e a passar informa\u00e7\u00f5es \u00e0 secreta nigeriana \u00e9 incrivelmente perturbador&#8221;, defende Mark Dummett, um dos membros da Amnistia envolvidos nesta investiga\u00e7\u00e3o. &#8220;Isto aconteceu numa altura em que a Nig\u00e9ria estava a reprimir manifestantes pac\u00edficos e existia certamente o risco de as informa\u00e7\u00f5es recolhidas pela unidade de espionagem secreta da Shell contribu\u00edrem para graves viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos. Estas revela\u00e7\u00f5es mostram o qu\u00e3o estreita e p\u00e9rfida era a rela\u00e7\u00e3o da petrol\u00edfera com o Estado nigeriano. A Shell tem de dar respostas a quest\u00f5es s\u00e9rias.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A campanha do governo nigeriano contra o povo Ogoni em que a Shell esteve alegadamente envolvida\u00a0culminou com as condena\u00e7\u00f5es \u00e0 morte de nove nigerianos da etnia, entre eles Saro-Wiwa, o l\u00edder dos protestos. Na altura, v\u00e1rias ONG denunciaram o julgamento injusto a que foram submetidos e que conduziu \u00e0s suas execu\u00e7\u00f5es. Em junho deste ano, as vi\u00favas de quatro desses homens\u00a0abriram um processo contra a Shell na Holanda, acusando a petrol\u00edfera de cumplicidade nas suas mortes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"placement-\" style=\"text-align: justify;\"><picture class=\"landscape\"><img decoding=\"async\" class=\" js-lazy-picture-loaded\" src=\"http:\/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Protesto-contra-Shell-na-India\/original\/mw-320\" sizes=\"(min-width: 1280px) 680px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw\" srcset=\"\/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Protesto-contra-Shell-na-India\/original\/mw-240 240w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Protesto-contra-Shell-na-India\/original\/mw-320 320w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Protesto-contra-Shell-na-India\/original\/mw-480 480w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Protesto-contra-Shell-na-India\/original\/mw-680 680w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Protesto-contra-Shell-na-India\/original\/mw-768 768w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Protesto-contra-Shell-na-India\/original\/mw-960 960w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Protesto-contra-Shell-na-India\/original\/mw-1024 1024w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Protesto-contra-Shell-na-India\/original\/mw-1280 1280w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Protesto-contra-Shell-na-India\/original\/mw-1920 1920w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Protesto-contra-Shell-na-India\/original\/mw-2048 2048w\" alt=\"Protesto frente \u00e0 sede da Shell \u00cdndia em Bombaim em mem\u00f3ria de Ken Saro-Wiwa e outros oito ativistas nigerianos executados em 1995\" data-srcset=\"\/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Protesto-contra-Shell-na-India\/original\/mw-240 240w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Protesto-contra-Shell-na-India\/original\/mw-320 320w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Protesto-contra-Shell-na-India\/original\/mw-480 480w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Protesto-contra-Shell-na-India\/original\/mw-680 680w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Protesto-contra-Shell-na-India\/original\/mw-768 768w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Protesto-contra-Shell-na-India\/original\/mw-960 960w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Protesto-contra-Shell-na-India\/original\/mw-1024 1024w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Protesto-contra-Shell-na-India\/original\/mw-1280 1280w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Protesto-contra-Shell-na-India\/original\/mw-1920 1920w, \/\/images-cdn.impresa.pt\/expresso\/2017-11-28-Protesto-contra-Shell-na-India\/original\/mw-2048 2048w\" data-sizes=\"(min-width: 1280px) 680px, (min-width: 768px) 75vw, 100vw\" \/><\/picture><figcaption>\n<p class=\"caption\">Protesto frente \u00e0 sede da Shell \u00cdndia em Bombaim em mem\u00f3ria de Ken Saro-Wiwa e outros oito ativistas nigerianos executados em 1995<\/p>\n<p class=\"credits\">SEBASTIAN D&#8217;SOUZA<\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Amnistia sublinha que qualquer indiv\u00edduo ou empresa pode ser responsabilizado e julgado por um dado crime caso se comprove que o encorajou, facilitou ou exacerbou. No seu relat\u00f3rio, &#8220;A Criminal Enterprise?&#8221;, a organiza\u00e7\u00e3o diz que \u00e9 neste sentido que a Shell deve ser levada a tribunal pelo papel que desempenhou em Ogoniland.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando proferiu as suas \u00faltimas declara\u00e7\u00f5es diante do tribunal que o condenou \u00e0 morte, Saro-Wiwa sublinhou que chegaria o dia em que seria a petrol\u00edfera a sentar-se no banco dos r\u00e9us. Agora, a Amnistia diz que est\u00e1 &#8220;empenhada em fazer isto acontecer&#8221; \u2014 &#8220;\u00c9 precisa justi\u00e7a para Ken Saro-Wiwa e para milhares de outros cujas vidas foram arruinadas pela destrui\u00e7\u00e3o que a Shell causou em Ogoniland.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contactado pelo &#8220;Guardian&#8221;, um porta-voz da Shell Petroleum Development Company of Nigeria Ltd (SPDC) disse que as alega\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o novas e que a empresa continua a rejeit\u00e1-as categoricamente. &#8220;As\u00a0execu\u00e7\u00f5es de Ken Saro-Wiwa e dos seus conterr\u00e2neos Ogonis\u00a0em 1995 foram eventos tr\u00e1gicos assinados pelo governo militar que estava no poder \u00e0 data. Estamos chocados e entristecidos com estas not\u00edcias.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A isto, o porta-voz acrescentou: &#8220;Apoiar os direitos humanos em linha com o papel leg\u00edtimo empresarial [da Shell] \u00e9 fundamental e est\u00e1 de acordo com os valores-base de honestidade, integridade e respeito pelas pessoas que orientam a Shell. As alega\u00e7\u00f5es da Amnistia contra a SPDC s\u00e3o falsas. A SPDC n\u00e3o colaborou com as autoridades para suprimir protestos comunit\u00e1rios e de forma alguma encorajou ou defendeu qualquer ato de viol\u00eancia na Nig\u00e9ria. Acreditamos que as provas v\u00e3o demonstrar claramente que a Shell n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por estes eventos tr\u00e1gicos.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte &#8211; Expresso.pt<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos acusa a gigante petrol\u00edfera de estar envolvida em abusos de direitos humanos cometidos contra o povo Ogoni pelas for\u00e7as de seguran\u00e7a nigerianas na d\u00e9cada de 1990 A Amnistia Internacional est\u00e1 a exigir ao Reino Unido, \u00e0 Nig\u00e9ria e \u00e0 Holanda que\u00a0abram investiga\u00e7\u00f5es criminais \u00e0 gigante petrol\u00edfera Shell\u00a0pelo que diz ter sido [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12102,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12101"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12101"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12101\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12103,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12101\/revisions\/12103"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12102"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12101"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12101"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12101"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}