{"id":12105,"date":"2017-12-14T00:23:57","date_gmt":"2017-12-14T00:23:57","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=12105"},"modified":"2017-12-14T00:23:57","modified_gmt":"2017-12-14T00:23:57","slug":"volkswagen-conclui-relatorio-sobre-repressao-durante-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2017\/12\/14\/volkswagen-conclui-relatorio-sobre-repressao-durante-ditadura\/","title":{"rendered":"Volkswagen conclui relat\u00f3rio sobre repress\u00e3o durante ditadura"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A Volkswagen espera acertar as contas com as acusa\u00e7\u00f5es de apoio aos \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o da ditadura militar na pr\u00f3xima quinta-feira, dia 14. Pressionada por acionistas, sindicalistas e por entidades de defesa dos direitos humanos, a empresa abriu uma investiga\u00e7\u00e3o interna e nomeou um pesquisador independente \u2013 o historiador Christopher Kopper, da Universidade de Bielefeld, da Alemanha \u2013 para verificar as acusa\u00e7\u00f5es e procurar documentos na sede da empresa e no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relat\u00f3rio foi conclu\u00eddo dois anos depois de o jornal\u00a0<b>O Estado de S. Paulo<\/b>\u00a0revelar que a empresa negociava em sigilo uma repara\u00e7\u00e3o judicial em raz\u00e3o de seu apoio \u00e0 repress\u00e3o durante a ditadura. O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF), com base nos dados colecionados pela Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV), abriu uma investiga\u00e7\u00e3o sobre o caso, transformada hoje em inqu\u00e9rito civil. O an\u00fancio do resultado da investiga\u00e7\u00e3o patrocinada pela empresa deve ser feito pelo historiador, com a presen\u00e7a do CEO da empresa para a Am\u00e9rica do Sul, Pablo Di Ci.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o testemunho de ex-oper\u00e1rios da empresa e de policiais envolvidos na repress\u00e3o, al\u00e9m de documentos encontrados no arquivo do departamento Estadual de Ordem Pol\u00edcia e Social (Dops), a seguran\u00e7a da empresa entregou os nomes de oper\u00e1rios supostamente ligados ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1972. O grupo foi preso na empresa e espancado e torturado pelos policiais. A empresa enviaria relat\u00f3rios com as fichas de funcion\u00e1rios e a identidade dos suspeitos de participa\u00e7\u00e3o em movimentos grevistas ou subvers\u00e3o at\u00e9 1982.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio n\u00e3o deve encerrar de vez a disputa envolvendo a montadora e seus ex-funcion\u00e1rios. \u201cN\u00f3s temos receio de que a empresa esteja preocupada somente com sua imagem, divulgando agora o relat\u00f3rio, somente depois da repercuss\u00e3o do caso na Alemanha\u201d, afirmou Antonio Neto, presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o Grupo dos Trabalhadores da Volks, o n\u00famero de v\u00edtima pode passar de uma centena. Apoiados por todas as centrais sindicais brasileiras, o grupo entregou em setembro de 2015 um documento de 500 p\u00e1ginas para o MPF com as den\u00fancias e reclamavam o que consideram ser o \u201csil\u00eancio\u201d da empresa no inqu\u00e9rito em andamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seis ex-trabalhadores da empresa divulgaram agora uma nota qual dizem acreditar que \u201co relat\u00f3rio do senhor Kopper dever\u00e1 se somar ao trabalho do perito contrato pelo MPF.\u201d As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal\u00a0<b>O Estado de S. Paulo.<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte &#8211; Isto \u00c9<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Volkswagen espera acertar as contas com as acusa\u00e7\u00f5es de apoio aos \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o da ditadura militar na pr\u00f3xima quinta-feira, dia 14. 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