{"id":12122,"date":"2017-12-18T14:19:44","date_gmt":"2017-12-18T14:19:44","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=12122"},"modified":"2017-12-18T14:19:44","modified_gmt":"2017-12-18T14:19:44","slug":"relatos-colhidos-revelam-dor-de-filhos-de-presos-politicos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2017\/12\/18\/relatos-colhidos-revelam-dor-de-filhos-de-presos-politicos\/","title":{"rendered":"Relatos colhidos revelam dor de filhos de presos pol\u00edticos"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: justify;\">Efeitos da repress\u00e3o durante a Ditadura Militar s\u00e3o sentidos ainda hoje por crian\u00e7as daquela \u00e9poca<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mortes, desaparecimentos, torturas e pris\u00f5es pol\u00edticas s\u00e3o algumas das marcas do regime militar, instaurado em 1964 no Brasil. Mas o per\u00edodo tamb\u00e9m resultou em uma gera\u00e7\u00e3o de meninos e meninas que tiveram parte de suas hist\u00f3rias roubada. Usadas muitas vezes como instrumento de chantagem, v\u00e1rias crian\u00e7as n\u00e3o tiveram o direito de desfrutar da conviv\u00eancia familiar, de frequentar o ambiente escolar ou de se relacionar com a comunidade. Pelo contr\u00e1rio, foram obrigadas a viver diariamente com segredos e com o receio de que novos epis\u00f3dios de viol\u00eancia, contra elas ou seus pais, ocorressem novamente.<\/p>\n<p>O quinto e \u00faltimo volume do relat\u00f3rio final da Comiss\u00e3o da Verdade em Minas Gerais (Covemg), divulgado na \u00faltima semana, traz hist\u00f3rias de 21 fam\u00edlias que tiveram os destinos marcados pela viol\u00eancia do per\u00edodo. Um dos relatos \u00e9 de Chirlene Gon\u00e7alves. O pai dela, Benedito, atuava como sindicalista e trabalhou durante 11 anos como metal\u00fargico na Companhia Sider\u00fargica Pains, em Divin\u00f3polis, no Centro-Oeste de Minas.<\/p>\n<p>A vida mudou drasticamente em 13 de agosto de 1979. Durante uma manifesta\u00e7\u00e3o de grevistas no munic\u00edpio, ele foi agredido pela Pol\u00edcia Militar (PM) e, sete dias depois, morreu \u2013 no mesmo dia em que completaria 48 anos de idade. \u201cSe falar que tem greve l\u00e1 no centro, eu corro l\u00e9guas. Por qu\u00ea? Trauma que a gente fica. O jeito que ele morreu, como que ele foi tratado, que eu acho que n\u00e3o precisava daquilo. Machucou, levou para o hospital, chegou l\u00e1, n\u00e3o fizeram os exames que ele tinha que fazer\u201d, relata Chirlene, que tinha 10 anos na \u00e9poca. Se o pai dela ainda estivesse vivo, teria hoje dez netos e seis bisnetos.<\/p>\n<p>Outra mem\u00f3ria presente no relat\u00f3rio da comiss\u00e3o \u00e9 a de Glaucy, que encontrou o pai e a m\u00e3e mortos quando ainda era crian\u00e7a. O jornalista Fl\u00e1vio Ferreira da Silva era prefeito de Barreiro Grande, atual Tr\u00eas Marias, quando houve o golpe militar. Por ter participado de um evento com o presidente Jo\u00e3o Goulart, foi considerado subversivo. Ele foi cassado, preso e torturado na base a\u00e9rea de Lagoa Santa. Tempos depois, foi inocentado pelos pr\u00f3prios militares. Contudo, a fam\u00edlia diz que ele nunca mais foi o mesmo. Fl\u00e1vio passou a ter problemas psicol\u00f3gicos e, em 1975, em Belo Horizonte, matou a mulher e suicidou em seguida. Al\u00e9m de lidarem com adversidades no \u00e2mbito familiar, Glaucy e os dois irm\u00e3os cresceram sendo hostilizados pelos demais moradores de sua cidade natal, V\u00e1rzea da Palma. \u201cDurante muitos anos eu falava assim: \u201cPara qu\u00ea que eu vou viver?\u201d Porque quem eu mais gostava n\u00e3o tem mais (sic). A\u00ed eu preferia que tivesse acabado a fam\u00edlia inteira ali. Aos 12 anos, eu tive muita crise tamb\u00e9m de n\u00e3o querer viver. Aos 16 tamb\u00e9m. Eu s\u00f3 fui ter for\u00e7a quando eu fui m\u00e3e\u201d, narra.<\/p>\n<p><strong>Gravidez.<\/strong>\u00a0Tamb\u00e9m s\u00e3o comuns os casos de mulheres torturadas durante a ditadura enquanto estavam gr\u00e1vidas. Administrador de empresas e matem\u00e1tico, Jo\u00e3o Carlos Schmidt de Almeida Grabois, mais conhecido como Joca, nasceu na pris\u00e3o, em Bras\u00edlia. A m\u00e3e dele, Crimeia, conta que ouvia amea\u00e7as de viol\u00eancia contra o filho e que sentia o feto tendo crises de solu\u00e7o na barriga sempre que era torturada pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.<\/p>\n<p>O trabalho de parto de Crimeia durou 27 horas, sendo a maior parte na cadeia, sem assist\u00eancia m\u00e9dica. Joca ficou com a m\u00e3e por apenas um m\u00eas na pris\u00e3o e foi entregue a sua fam\u00edlia. Eles se reencontraram um tempo depois. Desnutrido, com infec\u00e7\u00e3o e sendo sedado constantemente, o menino teve sequelas e fez muitos tratamentos, incluindo o neurol\u00f3gico at\u00e9 os 10 anos. O rapaz tamb\u00e9m nunca conheceu o pai, Andr\u00e9, morto no Araguaia em 1973.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Balan\u00e7o.<\/strong>\u00a0O relat\u00f3rio final da comiss\u00e3o identificou 1.531 presos pol\u00edticos presos no Estado, revela o nome de 125 torturadores que atuaram em Minas e cita 98 locais de tortura em territ\u00f3rio mineiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Viol\u00eancia sexual era usada pelo regime<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relat\u00f3rio final da Comiss\u00e3o da Verdade em Minas Gerais (Covemg) mostra que no per\u00edodo da ditadura militar, durante os interrogat\u00f3rios com mulheres, era comum o ass\u00e9dio f\u00edsico e a viol\u00eancia sexual. Ainda segundo o documento, os militares utilizavam a maternidade ao tratarem as mulheres.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m da priva\u00e7\u00e3o do conv\u00edvio com os filhos, em v\u00e1rios casos esses eram mantidos em frente \u00e0s suas m\u00e3es durante as sess\u00f5es de tortura, enquanto os oficiais amea\u00e7avam tortur\u00e1-los caso as prisioneiras n\u00e3o falassem o que eles queriam\u201d, diz trecho do relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia, segundo a Covemg, tamb\u00e9m perseguia mulheres que faziam parte do conv\u00edvio familiar de presos pol\u00edticos. Caso de Luzia Nereu, 51, filha de um oper\u00e1rio. Ela conta que quando tinha 13 anos, um sargento identificado como Alaor fazia amea\u00e7as caso ela n\u00e3o fizesse o que ele mandasse.<\/p>\n<p>\u201cEm resumo, ele me molestava, era nojento. Eu era uma crian\u00e7a, e n\u00e3o entendia nada. Aquele nojento estragou minha adolesc\u00eancia. E ele falava que se eu n\u00e3o obedecesse ao maior absurdo, o meu pai sofreria. At\u00e9 matar eles o fariam. Com a minha m\u00e3e ele fazia o mesmo\u201d, relata.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">\nAmea\u00e7as e fome em hospital<\/h2>\n<table class=\"imagemArticle\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"credito\">FOTO: REPRODU\u00c7\u00c3O\/COVEMG<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><a href=\"http:\/\/www.otempo.com.br\/polopoly_fs\/1.1554387!image\/image.JPG_gen\/derivatives\/main-horizontal-photo-gallery-leading-resize_620\/image.JPG\" data-lightbox=\"article\" data-title=\"FOTO: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Covemg - \"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.otempo.com.br\/polopoly_fs\/1.1554387!image\/image.JPG_gen\/derivatives\/hard-news-img-medium-resize_380\/image.JPG\" alt=\"k\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"legenda\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rodrigo Penna.<\/strong>\u00a0Cinco dias ap\u00f3s seu nascimento, ele ficou por 50 dias preso com a m\u00e3e, Ana L\u00facia, no Hospital Militar de Belo Horizonte. O pai dele, S\u00e1lvio, tamb\u00e9m foi detido. Eles escondiam ferramentas de confeccionar panfletos para manifesta\u00e7\u00f5es. \u201cEu fui utilizado como instrumento de tortura contra ela. Eles amea\u00e7aram fazer coisas horr\u00edveis comigo. Durante a tortura, o leite da minha m\u00e3e secou. Eles davam s\u00f3 uma mamadeira por dia para ela, e ela n\u00e3o tinha leite de manh\u00e3. E era um hospital! E era usado como centro de repress\u00e3o da ditadura\u201d, contou.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">\nMedo acompanha at\u00e9 hoje<\/h2>\n<table class=\"imagemArticle\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"credito\">FOTO: REPRODU\u00c7\u00c3O\/COVEMG<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><a href=\"http:\/\/www.otempo.com.br\/polopoly_fs\/1.1554386!image\/image.JPG_gen\/derivatives\/main-horizontal-photo-gallery-leading-resize_620\/image.JPG\" data-lightbox=\"article\" data-title=\"FOTO: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Covemg - \"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.otempo.com.br\/polopoly_fs\/1.1554386!image\/image.JPG_gen\/derivatives\/hard-news-img-medium-resize_380\/image.JPG\" alt=\"63\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"legenda\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leta Vieira de Sousa.\u00a0<\/strong>Ela nasceu em um hospital do Rio de Janeiro, no momento em que seus pais, Jessie e Colombo, estavam presos. Por isso, ela teve que viver junto com sua m\u00e3e na cadeia nos seus primeiros meses. \u201cPra mim, ser uma anistiada pol\u00edtica, filha de pessoas que lutaram contra os absurdos da ditadura \u00e9, e sempre foi, raz\u00e3o de grande orgulho. No entanto, com esse status de \u201cfilha de her\u00f3is\u201d, vem tamb\u00e9m o outro status, o de \u201cfilha de terroristas\u201d. Com isso, vem o sil\u00eancio, o medo de saberem quem voc\u00ea \u00e9 e o que pensa. Esse medo me acompanha at\u00e9 hoje\u201d, narrou.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">\nOito anos sem ver a m\u00e3e<\/h2>\n<table class=\"imagemArticle\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"credito\">FOTO: REPRODU\u00c7\u00c3O\/COVEMG<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><a href=\"http:\/\/www.otempo.com.br\/polopoly_fs\/1.1554385!image\/image.JPG_gen\/derivatives\/main-horizontal-photo-gallery-leading-resize_620\/image.JPG\" data-lightbox=\"article\" data-title=\"FOTO: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Covemg - \"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.otempo.com.br\/polopoly_fs\/1.1554385!image\/image.JPG_gen\/derivatives\/hard-news-img-medium-resize_380\/image.JPG\" alt=\"20\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"legenda\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eduardo Neves da Silva.<\/strong>\u00a0Foi preso com a m\u00e3e, Maria Madalena, quando tinha quatro anos, e levado ao Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social (Dops), em Belo Horizonte, de onde foi resgatado posteriormente por seu pai, Everaldo. Por oito anos, ele n\u00e3o viu sua m\u00e3e, conversavam somente por cartas. \u201cVem uma marreta e esmigalha tudo, todos os seus sonhos, a sua vida inteira e voc\u00ea tem que tentar segurar o sentido da vida, \u00e9 um pouco segurar essas migalhas, \u00e9 tentar fazer disso um todo, e \u00e9 o que eu tentei fazer\u201d, relatou Eduardo.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">\nM\u00e3e presa, pai morto<\/h2>\n<table class=\"imagemArticle\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"credito\">FOTO: REPRODU\u00c7\u00c3O\/COVEMG<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><a href=\"http:\/\/www.otempo.com.br\/polopoly_fs\/1.1554384!image\/image.JPG_gen\/derivatives\/main-horizontal-photo-gallery-leading-resize_620\/image.JPG\" data-lightbox=\"article\" data-title=\"FOTO: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Covemg - \"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.otempo.com.br\/polopoly_fs\/1.1554384!image\/image.JPG_gen\/derivatives\/hard-news-img-medium-resize_380\/image.JPG\" alt=\"gh\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"legenda\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tessa Moura Lacerda.<\/strong>\u00a0Em 1973, os pais dela, Gildo e Mariluce \u2013 que estava gr\u00e1vida\u2013, foram presos em Salvador. Gildo foi assassinado pelos militares tr\u00eas dias depois e a m\u00e3e ficou detida por 42 dias. Tessa conviveu na inf\u00e2ncia com a incerteza sobre o paradeiro do pai e acreditava na possibilidade de encontr\u00e1-lo. \u201cA maior dor \u00e9 n\u00e3o poder enterrar meu pai. Mais do que qualquer dor f\u00edsica que eu tenha sofrido sem saber e que, de alguma maneira, esteja l\u00e1 no meu subconsciente, se \u00e9 que eu tinha o subconsciente naquela \u00e9poca, no embri\u00e3o\u201d, declarou.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">\nM\u00e3e foi vista irreconhec\u00edvel<\/h2>\n<table class=\"imagemArticle\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"credito\">FOTO: REPRODU\u00c7\u00c3O\/COVEMG<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><a href=\"http:\/\/www.otempo.com.br\/polopoly_fs\/1.1554383!image\/image.JPG_gen\/derivatives\/main-horizontal-photo-gallery-leading-resize_620\/image.JPG\" data-lightbox=\"article\" data-title=\"FOTO: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Covemg - \"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.otempo.com.br\/polopoly_fs\/1.1554383!image\/image.JPG_gen\/derivatives\/hard-news-img-medium-resize_380\/image.JPG\" alt=\"c\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"legenda\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Edson Lu\u00eds de Almeida Teles.<\/strong>\u00a0Em 1972, foram presos no mesmo dia os pais dele, C\u00e9sar e Amelinha e, no outro, Edson, a irm\u00e3 e uma tia. Todos foram levados ao DOI-Codi. C\u00e9sar e Amelinha foram extremamente torturados, e os filhos n\u00e3o os reconheceram no dia seguinte. \u201cA cena que mais me ficou presente foi o meu primeiro contato com a minha m\u00e3e. Eu estava de costas para a janelinha de uma cela ou de um port\u00e3o. Ela me chamou, e eu, feliz da vida, reconheci a voz e me virei. Quando eu vi o rosto, eu n\u00e3o a reconheci. J\u00e1 estava roxeado, desfigurado\u201d, descreveu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte &#8211; O Tempo<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Efeitos da repress\u00e3o durante a Ditadura Militar s\u00e3o sentidos ainda hoje por crian\u00e7as daquela \u00e9poca Mortes, desaparecimentos, torturas e pris\u00f5es pol\u00edticas s\u00e3o algumas das marcas do regime militar, instaurado em 1964 no Brasil. 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