{"id":12138,"date":"2018-01-13T22:29:24","date_gmt":"2018-01-13T22:29:24","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=12138"},"modified":"2018-01-13T22:29:24","modified_gmt":"2018-01-13T22:29:24","slug":"manifesto-em-nome-da-verdade-completa-42-anos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2018\/01\/13\/manifesto-em-nome-da-verdade-completa-42-anos\/","title":{"rendered":"Manifesto \u201cEm nome da verdade\u201d completa 42 anos"},"content":{"rendered":"<div class=\"section section-post-header\">\n<div class=\"section_wrapper clearfix\">\n<div class=\"column one single-photo-wrapper image\">\n<div class=\"share_wrapper\">\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><em>Documento assinado por 1.004 jornalistas contestava a vers\u00e3o oficial de que Vladimir Herzog havia cometido suic\u00eddio.<\/em><\/h3>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi no dia 6 de janeiro de 1976, h\u00e1 exatos 42 anos, que o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de S\u00e3o Paulo encaminhou \u00e0 Justi\u00e7a Militar o manifesto \u201cEm nome da verdade\u201d, que contestava a vers\u00e3o oficial de que Vladimir Herzog havia se suicidado dentro da cela do Destacamento de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00f5es do Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna, o DOI-CODI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Subscrito por 1.004 jornalistas, o documento\u00a0constituiu a primeira vez, naquele per\u00edodo de forte censura e repress\u00e3o, em que se ousava contestar publicamente a vers\u00e3o de suic\u00eddio e reclamar a completa elucida\u00e7\u00e3o dos fatos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A repercuss\u00e3o do corajoso manifesto foi um importante marco na resist\u00eancia \u00e0 ditadura militar, ao repudiar publicamente o Inqu\u00e9rito Policial Militar (IPM) conclu\u00eddo pelo Ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aud\u00e1lio Dantas, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de S\u00e3o Paulo na \u00e9poca, contextualiza este grande ato de bravura dos mais de mil jornalistas que concordaram em assinar o documento em plena \u00e9poca de repress\u00e3o militar: \u201cCada assinatura constante daquele documento expressava um gesto de coragem: todos sabiam que o seu conte\u00fado, uma clara contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 mentira oficial, poderia levar a repres\u00e1lias. E ningu\u00e9m duvidava de que o texto, com as assinaturas, seria publicado. E como havia d\u00favida de que os jornais o publicariam, os signat\u00e1rios contribu\u00edam com dinheiro para custear uma eventual publica\u00e7\u00e3o como mat\u00e9ria paga. Ou seja, pagavam para correr um risco\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De fato, nenhum jornal publicou como not\u00edcia a \u00edntegra do documento produzido pelos jornalistas indicando minuciosamente e denunciando as falhas do IPM. Com o dinheiro arrecadado, o abaixo-assinado foi publicado como mat\u00e9ria paga no jornal \u201cO Estado de S. Paulo\u201d em 3 de Fevereiro de 1976, com o texto e a lista completa dos 1.004 jornalistas que o subscreviam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ver a \u00edntegra do manifesto, acesse:\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2m0jNRR\" target=\"_blank\">http:\/\/bit.ly\/2m0jNRR<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em breve, a Pra\u00e7a Memorial Vladimir Herzog, no centro da cidade de S\u00e3o Paulo, receber\u00e1 uma transcri\u00e7\u00e3o do documento hist\u00f3rico, com texto e assinaturas. No local, hoje j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel encontrar um mosaico que reproduz a obra \u201c25 de outubro\u201d, do artista pl\u00e1stico Elifas Andreato, assim como a escultura \u201cVlado Vitorioso\u201d, vers\u00e3o ampliada por Giusepe B\u00f4sica do conceito de Andreato.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>FONTE &#8211; INSTITUTO\u00a0 VLADIMIR HERZOG\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Documento assinado por 1.004 jornalistas contestava a vers\u00e3o oficial de que Vladimir Herzog havia cometido suic\u00eddio. 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