{"id":1237,"date":"2012-06-19T14:53:37","date_gmt":"2012-06-19T14:53:37","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/06\/19\/presidente-prefere-ficar-em-silencio-2\/"},"modified":"2012-06-19T14:53:37","modified_gmt":"2012-06-19T14:53:37","slug":"presidente-prefere-ficar-em-silencio-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/06\/19\/presidente-prefere-ficar-em-silencio-2\/","title":{"rendered":"Presidente prefere ficar em sil\u00eancio"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>Logo de manh\u00e3, antes de deixar o Brasil rumo ao M\u00e9xico, onde participa de reuni\u00e3o do G-20, a presidente Dilma Rousseff leu a reportagem do Correio\/Estado de Minas sobre a tortura por ela sofrida em Juiz de Fora (MG), em 1972, mas preferiu o sil\u00eancio. Entre setores do governo e da sociedade civil, entretanto, os relatos contundentes da mandat\u00e1ria do pa\u00eds foram motivo de muita repercuss\u00e3o. Secret\u00e1rio nacional de Justi\u00e7a e presidente da Comiss\u00e3o de Anistia do Minist\u00e9rio de Justi\u00e7a, Paulo Abr\u00e3o destacou a import\u00e2ncia de testemunhos como o de Dilma ao Conselho Estadual de Indeniza\u00e7\u00e3o \u00e0s V\u00edtimas de Tortura. &#8220;Eles s\u00e3o fundamentais para desconstruir as verdades produzidas pela ditadura&#8221;, disse ele.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;A riqueza do testemunho de Dilma Rousseff na comiss\u00e3o estadual \u00e9 recorrente nesses quase 11 anos de julgamentos. Esse caso ajuda a divulgarmos para a sociedade a import\u00e2ncia do arquivo das v\u00edtimas&#8221;, afirmou Abr\u00e3o. A divulga\u00e7\u00e3o das torturas sofridas pela presidente em Juiz de Fora (MG) reacendeu, na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), se\u00e7\u00e3o Minas Gerais, o debate encerrado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou a anistia ampla, para os dois lados \u2014 agentes do Estado e atores da resist\u00eancia. &#8220;N\u00f3s, da OAB, continuamos a entender que a Lei da Anistia n\u00e3o prospera diante da uma situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica do crime da tortura. Temos de continuar a exigir puni\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Lu\u00eds Cl\u00e1udio Chaves, presidente da OAB-MG.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No mesmo coro, o presidente da OAB no Rio de Janeiro, Wadih Damous, lembrou a import\u00e2ncia da Comiss\u00e3o da Verdade, que pretende esclarecer viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos ocorridas no per\u00edodo da ditadura. &#8220;O fato de a presidente ter sido torturada em Juiz de Fora era desconhecido de todos, o que mostra a amplitude e a responsabilidade dos trabalhos que a Comiss\u00e3o da Verdade ter\u00e1 que desenvolver&#8221;, afirmou Wadih. Ele se disse impressionado com a contund\u00eancia do depoimento de Dilma reproduzido pela reportagem. &#8220;\u00c9 muito dif\u00edcil conter a indigna\u00e7\u00e3o diante do relato da presidente Dilma, em que ela descreve os seus padecimentos sob tortura. S\u00e3o sofrimentos extraordin\u00e1rios que n\u00e3o encontram paralelo no cotidiano das nossas vidas.&#8221;<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) ressaltou que o epis\u00f3dio de tortura sofrido por Dilma, at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito, pode vir a integrar a agenda de trabalho da Comiss\u00e3o da Verdade. &#8220;A partir do depoimento dela, a comiss\u00e3o pode investigar a fundo o que ocorreu, exist\u00eancia de outras v\u00edtimas&#8221;, ressaltou o parlamentar. Para o deputado C\u00e2ndido Vaccarezza (PT-SP), conhecer mais um relato de tortura sofrida pela presidente da Rep\u00fablica colabora para a conscientiza\u00e7\u00e3o da sociedade, especialmente no momento em que a Comiss\u00e3o da Verdade come\u00e7ou a funcionar. &#8220;Todas essas hist\u00f3rias servem para as pessoas saberem a verdade, os fatos ocorridos, para que eles nunca mais se repitam&#8221;, destacou o petista.<span class=\"s1\"><br \/> <\/span>M\u00e1rcio Santiago, coordenador executivo da Comiss\u00e3o Estadual de Indeniza\u00e7\u00e3o \u00e0s V\u00edtimas de Tortura de Minas Gerais, ressaltou ontem a coragem de pessoas como Dilma, de reviverem momentos dolorosos. &#8220;S\u00e3o depoimentos que servir\u00e3o para a hist\u00f3ria. Essas pessoas que superam a dor e contam o que viveram contribuem para a hist\u00f3ria de todos e a hist\u00f3ria do Brasil naqueles anos t\u00e3o dif\u00edceis&#8221;, considerou Santiago. Paulo Abr\u00e3o tem opini\u00e3o semelhante, destacando os relatos como pe\u00e7as fundamentais na apura\u00e7\u00e3o da verdade. &#8220;S\u00f3 a an\u00e1lise combinada entre esses arquivos das v\u00edtimas e os arquivos da repress\u00e3o, que est\u00e3o no Arquivo Nacional, pode, de fato, elucidar o que ocorreu no pa\u00eds naqueles anos de exce\u00e7\u00e3o&#8221;, assinalou.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Do total de 60 mil processos julgados, entre os 70 mil recebidos pela Comiss\u00e3o da Anistia desde 28 de agosto de 2001, quando foi instalada, um ter\u00e7o resultou em repara\u00e7\u00e3o moral \u00e0s v\u00edtimas, com pedido formal de desculpas do Estado. Em outros 20 mil processos, os cidad\u00e3os que sofreram n\u00e3o apenas graves viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos \u2014 tortura, execu\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria, massacre, genoc\u00eddio e desaparecimento for\u00e7ado \u2014 como tamb\u00e9m viola\u00e7\u00f5es do tipo monitoramento il\u00edcito, demiss\u00f5es arbitr\u00e1rias, compelimento ao ex\u00edlio, entre outras, tiveram reconhecido o direito a indeniza\u00e7\u00f5es no valor m\u00e1ximo de R$ 100 mil, que, juntas, somam R$ 2,4 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Correio Braziliense<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Logo de manh\u00e3, antes de deixar o Brasil rumo ao M\u00e9xico, onde participa de reuni\u00e3o do G-20, a presidente Dilma Rousseff leu a reportagem do Correio\/Estado de Minas sobre a tortura por ela sofrida em Juiz de Fora (MG), em 1972, mas preferiu o sil\u00eancio. 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