{"id":12505,"date":"2018-09-26T23:00:07","date_gmt":"2018-09-26T23:00:07","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=12505"},"modified":"2018-09-26T23:00:07","modified_gmt":"2018-09-26T23:00:07","slug":"retificada-certidao-de-obito-de-diplomata-vitima-da-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2018\/09\/26\/retificada-certidao-de-obito-de-diplomata-vitima-da-ditadura\/","title":{"rendered":"Retificada certid\u00e3o de \u00f3bito de diplomata v\u00edtima da ditadura"},"content":{"rendered":"<div class=\"wysiwyg\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O diplomata e jornalista Jos\u00e9 Pinheiro Jobim, morto em 1979, foi considerado oficialmente uma v\u00edtima da ditadura militar. Na\u00a0\u00faltima sexta-feira (21\/9), a 5\u00aa Circunscri\u00e7\u00e3o de Registro Civil das Pessoas Naturais do Rio de Janeiro expediu nova certid\u00e3o de \u00f3bito retificando a causa da morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A antiga certid\u00e3o trazia causa da morte indefinida.\u00a0De acordo com relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, o diplomata foi sequestrado em mar\u00e7o de 1979, no Rio de Janeiro, e mantido em cativeiro por dois dias e meio, onde foi interrogado sob tortura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dois dias depois do sequestro, no dia 24 de mar\u00e7o, Jos\u00e9 Jobim foi encontrado pendurado em uma \u00e1rvore pequena, no canteiro central da avenida da Barra da Tijuca. Suas pernas estavam curvadas e tocavam o ch\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O laudo pericial\u00a0elaborado na \u00e9poca sugeria a tese de morte por suic\u00eddio. No entanto, segundo a\u00a0Comiss\u00e3o da Verdade as circunst\u00e2ncias indicam ter se tratado de um crime de Estado, consumado por motiva\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00e9poca em que foi assassinado, Jos\u00e9 Jobim escrevia suas mem\u00f3rias e afirmava possuir provas de superfaturamento na constru\u00e7\u00e3o da Hidrel\u00e9trica de\u00a0Itaipu. Como diplomata, ele participou de uma miss\u00e3o de negocia\u00e7\u00e3o entre Brasil e Paraguai para a constru\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica, na \u00e9poca do governo Jo\u00e3o Goulart.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na ditadura militar, o governo tomou um novo caminho e fechou acordo com o Paraguai para dividir a posse da hidrel\u00e9trica e arcar com 100% dos custos de constru\u00e7\u00e3o, que custou U$ 17 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com base nesse relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, foi expedido pela Comiss\u00e3o Especial sobre Mortos e Desaparecidos Pol\u00edticos (CEMDP) um atestado de \u00f3bito no qual consta que Jos\u00e9 Jobim, conforme reconhecido no Relat\u00f3rio Final da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, institu\u00edda pela Lei 12.528, de 18 de novembro de 2011, faleceu por volta do dia 24 de mar\u00e7o de 1979, na cidade do Rio de Janeiro, em raz\u00e3o de morte n\u00e3o natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro, no contexto da persegui\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica e generalizada \u00e0 popula\u00e7\u00e3o identificada como opositora pol\u00edtica ao regime ditatorial de 1964 a 1985.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De posse desse documento, a filha de Jos\u00e9 Jobim, Lygia Maria Collor Jobim, protocolou junto ao cart\u00f3rio uma peti\u00e7\u00e3o requerendo a retifica\u00e7\u00e3o do assento de \u00f3bito de seu pai, para fazer constar os termos do atestado.\u00a0<em>Com informa\u00e7\u00f5es da R\u00e1dio Nacional e da Assessoria de Imprensa do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte &#8211; Revista\u00a0Consultor Jur\u00eddico<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O diplomata e jornalista Jos\u00e9 Pinheiro Jobim, morto em 1979, foi considerado oficialmente uma v\u00edtima da ditadura militar. 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