{"id":12508,"date":"2018-09-26T23:36:43","date_gmt":"2018-09-26T23:36:43","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=12508"},"modified":"2018-09-26T23:36:43","modified_gmt":"2018-09-26T23:36:43","slug":"morre-o-jornalista-e-ex-militante-contra-a-ditadura-antonio-roberto-espinosa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2018\/09\/26\/morre-o-jornalista-e-ex-militante-contra-a-ditadura-antonio-roberto-espinosa\/","title":{"rendered":"Morre o jornalista e ex-militante contra a ditadura Ant\u00f4nio Roberto Espinosa"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: justify;\">Espinosa foi preso e brutalmente torturado em 1969<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">O professor da Unifesp no curso de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e jornalista, Ant\u00f4nio Roberto Espinosa, morreu na noite desta ter\u00e7a-feira (25), em Osasco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Espinosa ajudou a organizar a greve da Cobrasma (a primeira do regime militar) e foi dirigente da VPR (Vanguarda Popular Revolucion\u00e1ria) e VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucion\u00e1ria Palmares).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi preso e brutalmente torturado em 1969, carregava marcas permanentes da ditadura militar brasileira (ficou surdo e perdeu muitos dentes). Assistiu \u00e0 tortura de sua companheira Dodora e do amigo Chael, que veio a morrer no Dops em decorr\u00eancia de um golpe de fuzil no peito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando saiu da cadeia, em 1974, decidiu se dedicar ao jornalismo, of\u00edcio que exerceu por 11 anos na editora Abril e depois em seu jornal\u00a0Primeira Hora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte &#8211; Revista Forum<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h1 class=\"title\" style=\"text-align: justify;\">Morre o jornalista e opositor da ditadura militar Ant\u00f4nio Roberto Espinosa<\/h1>\n<h2 class=\"description\" style=\"text-align: justify;\">Professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Unifesp tinha 73 anos e atuou ao lado de\u00a0 Carlos Lamarca<\/h2>\n<div class=\"details-bar\">\n<div class=\"author-time\">\n<div class=\"author\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>O jornalista Ant\u00f4nio Roberto Espinosa, professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), morreu nesta ter\u00e7a-feira (25) aos 72 anos em Osasco, S\u00e3o Paulo. \u00a0Ele lutava contra um c\u00e2ncer no pulm\u00e3o.<\/p>\n<p>Espinosa foi um revolucion\u00e1rio que combateu a ditadura militar para restaurar a democracia no Brasil. Ele foi dirigente da Vanguarda Popular Revolucion\u00e1ria (VPR) e da Vanguarda Armada Revolucion\u00e1ria Palmares (VAR-Palmares), ao lado de Carlos Lamarca.<\/p>\n<p>Em dezembro de 1969, Espinosa foi preso no Rio de Janeiro e levado para S\u00e3o Paulo onde foi torturado. O advogado e militante contra a ditadura Aton Fon Filho, preso na mesma noite, conta ao Brasil de Fato como foi o breve encontro com o colega naquele momento.<\/p>\n<p>&#8220;Era o dia 19 de dezembro de 1969. Conheci o Espinosa na sede da Pol\u00edcia do Ex\u00e9rcito, na Vila Militar. De l\u00e1, fomos trazidos para S\u00e3o Paulo, no mesmo carro, trancados no porta-malas. N\u00f3s evitamos conversar porque tinham pessoas do Ex\u00e9rcito prestando aten\u00e7\u00e3o na gente&#8221;, relata. Chegando em S\u00e3o Paulo, os dois jovens foram levados para a sede da Oban [Opera\u00e7\u00e3o Bandeirantes], um dos centros de tortura da ditadura. &#8220;Logo depois da chegada, ele foi levado para o DOPS [Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social], e eu fiquei mais um m\u00eas na Oban&#8221;, completa.<\/p>\n<p>Na cadeia, Espinosa assistiu \u00e0 tortura de sua companheira Dodora e do amigo Chael, que veio a morrer no DOPS em decorr\u00eancia de um golpe de fuzil no peito.<\/p>\n<p>Em 1974, ele saiu da pris\u00e3o e passou a se dedicar \u00e0 profiss\u00e3o de jornalista. Depois de alguns anos, fundou o jornal Primeira Hora, com sede em Osasco.<\/p>\n<p><strong>Fonte &#8211; Brasil de Fato<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Espinosa foi preso e brutalmente torturado em 1969 O professor da Unifesp no curso de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e jornalista, Ant\u00f4nio Roberto Espinosa, morreu na noite desta ter\u00e7a-feira (25), em Osasco. 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