{"id":12565,"date":"2018-12-02T18:18:12","date_gmt":"2018-12-02T18:18:12","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=12565"},"modified":"2018-12-02T18:18:12","modified_gmt":"2018-12-02T18:18:12","slug":"operacao-condor-sequestro-dos-uruguaios-completa-40-anos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2018\/12\/02\/operacao-condor-sequestro-dos-uruguaios-completa-40-anos\/","title":{"rendered":"Opera\u00e7\u00e3o Condor: \u2018Sequestro dos uruguaios\u2019 completa 40 anos"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"article-subtitle\" style=\"text-align: justify;\">A\u00e7\u00e3o conjunta das ditaduras militares do Brasil e Uruguai foi frustrada ap\u00f3s testemunho de pris\u00e3o ilegal de dois militantes e duas crian\u00e7as<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante as d\u00e9cadas de 1970 e 1980, per\u00edodo marcado pelas ditaduras militares na Am\u00e9rica Latina, uma alian\u00e7a uniu os governos dos pa\u00edses sul-americanos para combater qualquer oposi\u00e7\u00e3o aos regimes autorit\u00e1rios. Chamada de\u00a0<strong>Opera\u00e7\u00e3o Condor<\/strong>, a colabora\u00e7\u00e3o internacional tinha apoio dos Estados Unidos e ficou conhecida por perseguir, e muitas vezes matar, advers\u00e1rios pol\u00edticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O caso mais popular no \u00e2mbito dessa parceria obscura entre os pa\u00edses vizinhos ocorreu no Brasil. Em 12 de novembro de 1978, quatro uruguaios, dois adultos e duas crian\u00e7as, foram sequestrados em Porto Alegre por militares do Uruguai e policiais civis do Dops (Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sob a tutela do delegado Pedro Seelig, o Dops ga\u00facho era t\u00e3o \u201ceficiente\u201d na persegui\u00e7\u00e3o dos advers\u00e1rios pol\u00edticos que o Ex\u00e9rcito n\u00e3o precisava sujar as m\u00e3os no estado. Seelig era amigo pessoal do tamb\u00e9m ga\u00facho coronel Carlos Brilhante Ustra, not\u00f3rio torturador e autor do livro de cabeceira do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u201csequestro dos uruguaios\u201d \u00e9 o epis\u00f3dio mais conhecido da Opera\u00e7\u00e3o Condor porque foi o \u00fanico que teve final feliz: todos sobreviveram. As crian\u00e7as ficaram 13 dias detidas pela for\u00e7a da repress\u00e3o e foram entregues vivas aos av\u00f3s porque o caso ganhou repercuss\u00e3o internacional. Depois que o sequestro foi revelado, os adultos \u201creapareceram\u201d no Uruguai onde ficaram presos por diversos anos ap\u00f3s a captura e tortura em territ\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n<div class=\"ad-content\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"abrAD_dyn_rectangle1\" class=\"appear\" data-appear-top-offset=\"300\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/9287\/veja\/blogs_7__container__\"><iframe id=\"google_ads_iframe_\/9287\/veja\/blogs_7\" title=\"3rd party ad content\" name=\"google_ads_iframe_\/9287\/veja\/blogs_7\" width=\"300\" height=\"250\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO desfecho contrariou a regra de sangue da Condor, que era \u2018localiza, prende, tortura, mata e desaparece\u2019. \u00c9 a \u00fanica a\u00e7\u00e3o da Condor no Cone-Sul que teve um desfecho feliz, eles n\u00e3o foram mortos. \u00c9 tamb\u00e9m o \u00fanico caso que teve testemunhas. O que se sabe normalmente s\u00e3o sempre fatos posteriores. Hist\u00f3rias contadas depois de localizarem os cad\u00e1veres. O caso de Porto Alegre \u00e9 singular porque \u00e9 o \u00fanico que foi abortado porque apareceram jornalistas que atrapalharam tudo\u201d, disse o jornalista Luiz Claudio Cunha, autor do livro \u201cOpera\u00e7\u00e3o Condor: Sequestro dos Uruguaios\u201d (L&amp;PM, 2008, obra consultada para esta reportagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele era diretor da sucursal de VEJA em Porto Alegre quando testemunhou, ao lado do fot\u00f3grafo Jo\u00e3o Batista Scalco, da revista PLACAR, o sequestro da uruguaia\u00a0<strong>Lili\u00e1n Celiberti<\/strong>\u00a0no apartamento onde ela morava com os filhos, Camilo, de 7 anos, Francesca, de 3 anos, e o companheiro,\u00a0<strong>Universindo D\u00edaz<\/strong>\u00a0(morto aos 60 anos em 2012, em decorr\u00eancia de um c\u00e2ncer). Com dez anos de vida, VEJA j\u00e1 era a principal revista semanal do pa\u00eds. O trabalho de reportagem, que ganhou o Pr\u00eamio Esso, durou 630 dias, de 19 de novembro de 1978 a 30 de julho de 1980, quando ocorreu a primeira condena\u00e7\u00e3o de agentes do estado na ditadura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lil\u00edan e Universindo estavam no Brasil para enviar informa\u00e7\u00f5es sobre viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos e tortura no Uruguai. Os relatos eram repassados para \u00f3rg\u00e3os internacionais interessados em denunciar os crimes das ditaduras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cunha e Scalco bateram na porta no apartamento 101 na Rua Botafogo, no bairro Menino Deus, em 17 de novembro de 1978. Em meio ao fechamento da edi\u00e7\u00e3o sobre a elei\u00e7\u00e3o para o Congresso, o chefe da sucursal recebeu uma liga\u00e7\u00e3o an\u00f4nima de S\u00e3o Paulo. Falando em espanhol, um homem avisava que os uruguaios estavam desaparecidos h\u00e1 uma semana e informava o endere\u00e7o do desaparecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s enviar o material sobre o resultado da vota\u00e7\u00e3o para a revista, Cunha foi acompanhado de Scalco ao local indicado. Lil\u00edan abriu a porta. Cunha se apresentava, tamb\u00e9m em espanhol, quando uma pistola foi apontada para sua cabe\u00e7a. Depois, o mesmo ocorreu com Scalco. Encostados na parede com as m\u00e3os para cima, o jornalista perguntou, em portugu\u00eas, o que estava acontecendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os policiais do Dops e do Ex\u00e9rcito uruguaio haviam sido enganados por Lili\u00e1n. Um dia antes, ap\u00f3s ser amea\u00e7ada de morte na frente dos filhos na regi\u00e3o do Chu\u00ed, na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, ela disse que entregaria um companheiro importante caso os filhos fossem levados aos av\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela temia que eles fossem mortos ou vendidos, como tantas outras crian\u00e7as v\u00edtimas da repress\u00e3o no seu pa\u00eds e na Argentina. As crian\u00e7as seguiram viagem com os militares e ela foi levada de volta ao apartamento na capital ga\u00facha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00e1, foi obrigada a telefonar para Paris e marcar um encontro na sua casa. Os agentes tentavam capturar Hugo Cores, l\u00edder do Partido por la Victoria del Pueblo (PVP). Mas Lili\u00e1n passou uma mensagem cifrada, sem a desconfian\u00e7a de nenhum policial. O recado foi entendido e culminou no telefonema an\u00f4nimo que agu\u00e7ou a curiosidade de Cunha e Scalco, que acabaram testemunhando um crime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os questionamentos sucessivos dos jornalistas \u00e0s autoridades frustraram o plano. O Ex\u00e9rcito do Uruguai precisou admitir que havia prendido o casal, mas mentiu. A vers\u00e3o oficial era que os uruguaios tinham um plano subversivo e haviam sido presos na fronteira. \u201cMentira tem perna curta. N\u00f3s est\u00e1vamos no lado certo, que \u00e9 o lado da verdade. Por isso conseguimos desmascarar tudo. T\u00ednhamos um cuidado obsessivo com a apura\u00e7\u00e3o e checagem. A cada informa\u00e7\u00e3o que consegu\u00edamos desmentir, eles se atrapalhavam mais\u201d, disse o ent\u00e3o fot\u00f3grafo de VEJA, Ricardo Chaves, o Kad\u00e3o, que trabalhou na investiga\u00e7\u00e3o junto com Cunha e o rep\u00f3rter Pedro Maciel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As \u201carapongagens\u201d inclu\u00edam at\u00e9 criar uma falsa calv\u00edcie para a foto da carteira de identidade de um policial que participou do sequestro para evitar sua responsabiliza\u00e7\u00e3o. Em uma coletiva de imprensa, Kad\u00e3o usou a lente de sua m\u00e1quina fotogr\u00e1fica para detectar a careca forjada. Maciel, o rep\u00f3rter, descobriu que a carteira de identidade havia sido emitida recentemente e conseguiram imagens que confirmavam seu testemunho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A obsess\u00e3o pela precis\u00e3o fez com que Cunha e Kad\u00e3o viajassem para Montevid\u00e9u para falar com Camilo, que j\u00e1 estava sob o cuidado do av\u00f4. A av\u00f3 estava em Porto Alegre, lutando pela seguran\u00e7a da filha com o aux\u00edlio do advogado Omar Ferri. L\u00e1, Cunha e Kad\u00e3o mostraram a ele a foto do Dops, hoje sede da Pol\u00edcia Civil ga\u00facha. O garoto confirmou que era ali que ficou preso com sua irm\u00e3zinha. Da janela, ele contou, podia ver um \u201carroyito\u201d e \u201cduas calles\u201d, o Arroio Dil\u00favio que corta a Avenida Ipiranga, em Porto Alegre, em frente ao pr\u00e9dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A equipe tamb\u00e9m conseguiu fotografar uma secret\u00e1ria que cuidou das crian\u00e7as enquanto estavam detidas ilegalmente. Camilo confirmou que aquela era Faustina Severino, subordinada do delegado Seelig. A mulher apareceu com um olho roxo para depor na CPI que investigou o caso na assembleia ga\u00facha acompanhada de um m\u00e9dico. O doutor afirmou que ela tinha desmaios constantes e bateu o olho no fog\u00e3o. Cinco dias depois, ela morreu. O atestado de \u00f3bito informa um acidente cardiovascular, mas seu irm\u00e3o relatou ter visto um ferimento na parte de tr\u00e1s do seu pesco\u00e7o antes do caix\u00e3o ser fechado. A CPI concluiu que n\u00e3o houve nenhum sequestro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O testemunho de Camilo aos rep\u00f3rteres foi essencial para confirmar a participa\u00e7\u00e3o do Dops na a\u00e7\u00e3o irregular do Uruguai em territ\u00f3rio brasileiro. \u201cPoder ajudar foi reconfortante, mesmo com um \u2018gr\u00e3o de areia\u2019, era o que tinha que fazer, era um dever. Eu tentei escapar com Francesca descendo as escadas do Dops, mas n\u00e3o consegui. Era muito pequeno. Vi Universindo ser torturado, bateram muito, minha irm\u00e3 chorava. Estavam sempre armados, mostrando poder\u201d, contou Camilo em entrevista a VEJA no \u00faltimo 12 de novembro, em Porto Alegre, durante atividade que marcou os 40 anos do caso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuando est\u00e1vamos sozinhos em uma cabana na \u00e1rea militar em Santa Tereza (na regi\u00e3o fronteiri\u00e7a do Chu\u00ed), ap\u00f3s treze dias, escutei \u2018o que vamos fazer com eles? Matamos?\u2019. Tentei olhar por uma janela, mas me bateram, mesmo sendo apenas um menino. Nos enrolavam em panos para que n\u00e3o pud\u00e9ssemos saber onde est\u00e1vamos. Depois dessa cabana, ainda ficamos em mais dois lugares diferentes em Montevid\u00e9u\u201d, relembrou o filho de Lili\u00e1n.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto o irm\u00e3o foi capaz de identificar envolvidos no sequestro e o pr\u00e9dio do Dops, sua irm\u00e3 Francesca n\u00e3o guarda mem\u00f3rias daqueles dias, quando tinha apenas 3 anos. \u201cN\u00e3o tenho recorda\u00e7\u00f5es concretas, mas aquilo mudou a vida da nossa fam\u00edlia. \u00c9 uma falta de mem\u00f3ria eterna na minha vida. A partir da\u00ed, muitas coisas eu n\u00e3o consigo lembrar, talvez uma forma de resguardo\u201d, contou \u00e0 reportagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cobertura de VEJA e da imprensa nacional e local, com destaque para o\u00a0<em>Coojornal<\/em>, um jornal produzido por uma cooperativa de rep\u00f3rteres ga\u00fachos, garantiu que L\u00edlian e Universindo n\u00e3o fossem mortos, mas n\u00e3o impediu que ficassem presos por diversos anos no Uruguai e fossem torturados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, Lili\u00e1n luta para que aqueles tempos de ditaduras militares no continente n\u00e3o sejam esquecidos. \u201cA li\u00e7\u00e3o mais importante \u00e9 que a for\u00e7a dos militares n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de intelig\u00eancia, a for\u00e7a n\u00e3o \u00e9 capaz de derrotar o pensamento livre. Os jornalistas se comprometeram com uma causa que n\u00e3o era pessoal, eles n\u00e3o me conheciam, n\u00e3o me deviam nada. Eles se comprometeram com a verdade\u201d, disse, 40 anos depois do sequestro.<\/p>\n<div id=\"attachment_12567\" style=\"width: 930px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/ABAP-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-12567\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12567\" class=\"size-full wp-image-12567\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/ABAP-1.jpg\" alt=\"Inspetor Jo\u00e3o Augusto da Rosa, conhecido com &quot;Irno&quot;, comandante da opera\u00e7\u00e3o que sequestrou os uruguaios Lili\u00e1n Celiberti e Universindo Dias - 1979 (Ricardo Chaves\/VEJA\/Dedoc)\" width=\"920\" height=\"613\" srcset=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/ABAP-1.jpg 920w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/ABAP-1-300x200.jpg 300w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/ABAP-1-768x512.jpg 768w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/ABAP-1-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 920px) 100vw, 920px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-12567\" class=\"wp-caption-text\">Inspetor Jo\u00e3o Augusto da Rosa, conhecido com &#8220;Irno&#8221;, comandante da opera\u00e7\u00e3o que sequestrou os uruguaios Lili\u00e1n Celiberti e Universindo Dias &#8211; 1979 (Ricardo Chaves\/VEJA\/Dedoc)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_12568\" style=\"width: 470px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/ABAP-2.jpg\" rel=\"attachment wp-att-12568\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12568\" class=\"size-full wp-image-12568\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/ABAP-2.jpg\" alt=\"Orandir Lucas, conhecido como &quot;Didi Pedalada&quot;, policial que participou do sequestro dos exilados uruguaios Lili\u00e1n Celiberti e Universindo Dias - 1979 (Ricardo Chaves\/VEJA\/Dedoc)\" width=\"460\" height=\"613\" srcset=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/ABAP-2.jpg 460w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/ABAP-2-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 460px) 100vw, 460px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-12568\" class=\"wp-caption-text\">Orandir Lucas, conhecido como &#8220;Didi Pedalada&#8221;, policial que participou do sequestro dos exilados uruguaios Lili\u00e1n Celiberti e Universindo Dias &#8211; 1979 (Ricardo Chaves\/VEJA\/Dedoc)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte &#8211; VEJA<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00e7\u00e3o conjunta das ditaduras militares do Brasil e Uruguai foi frustrada ap\u00f3s testemunho de pris\u00e3o ilegal de dois militantes e duas crian\u00e7as Durante as d\u00e9cadas de 1970 e 1980, per\u00edodo marcado pelas ditaduras militares na Am\u00e9rica Latina, uma alian\u00e7a uniu os governos dos pa\u00edses sul-americanos para combater qualquer oposi\u00e7\u00e3o aos regimes autorit\u00e1rios. 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