{"id":1280,"date":"2012-06-22T18:05:07","date_gmt":"2012-06-22T18:05:07","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/06\/22\/rio20-tambem-esculacha-2\/"},"modified":"2012-06-22T18:05:07","modified_gmt":"2012-06-22T18:05:07","slug":"rio20-tambem-esculacha-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/06\/22\/rio20-tambem-esculacha-2\/","title":{"rendered":"Rio+20 tamb\u00e9m esculacha"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>Centenas de jovens, entre militantes brasileiros e de outros pa\u00edses latino-americanos, participaram do &#8220;esculacho&#8221; de Dulene Aleixo Garcez do Reis, no Rio de Janeiro. Amparado na Lei de Anistia, Garcez do Reis reside no apartamento 1409 do pr\u00e9dio localizado na Avenida Lauro Muller, 96, onde dois de seus vizinhos disseram ignorar que viviam junto a um repressor que em 1970 torturou o secret\u00e1rio geral do Partido Comunista Brasileiro Revolucion\u00e1rio Mario Alves, morto pouco depois no Batalh\u00e3o da Pol\u00edcia do Ex\u00e9rcito na Barra da Tijuca. A reportagem \u00e9 de Dar\u00edo Pignotti.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1278\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/foto_mat_36021.jpg\" border=\"0\" width=\"470\" height=\"217\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Ana Bursztym-Miranda, ex-companheira de pris\u00e3o de Dilma Rousseff, foi feita prisioneira por agentes da ditadura aqui, na zona universit\u00e1ria da Urca, h\u00e1 30 anos. \u201cMe sequestraram a tr\u00eas quadras desta pra\u00e7a onde agora est\u00e3o estes jovens do Levante Popular, \u00e9 necess\u00e1rio que os repressores sejam esculachados para recuperar a mem\u00f3ria, para que se conhe\u00e7a a verdade e se fa\u00e7a justi\u00e7a, n\u00e3o vamos desistir at\u00e9 que se fa\u00e7a justi\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"s1\"> <br \/> <\/span>\u201cEstes jovens n\u00e3o s\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o de meus filhos, porque nossos filhos cresceram com temor por serem tratados como filhos de bandidos, esta nova gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 intimidada pela repress\u00e3o, eles v\u00e3o de frente \u00e0 busca da verdade\u201d.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Ana participou hoje, junto a centenas de jovens entre os quais havia militantes brasileiros e de pa\u00edses latino-americanos, na marcha at\u00e9 o domicilio do torturador Dulene Aleixo Garcez do Reis, no Botafogo.<span class=\"s1\"><br \/> <\/span>Amparado na Lei de Anistia, Garcez do Reis reside no apartamento 1409 do pr\u00e9dio localizado na Avenida Lauro Muller, 96, onde dois de seus vizinhos me disseram ignorar que viviam junto a um repressor que em 1970 torturou o secret\u00e1rio geral do Partido Comunista Brasileiro Revolucion\u00e1rio Mario Alves, morto pouco depois no Batalh\u00e3o da Pol\u00edcia do Ex\u00e9rcito na Barra da Tijuca.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>H\u00e1 bandeiras do MST, um estandarte multicolor que representa as na\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas bolivianas, militantes com bon\u00e9s verdes nos quais se l\u00ea um rep\u00fadio ao \u201ccapitalismo verde\u201d e campesinos paraguaios. Boa parte dos presentes est\u00e1 participando na C\u00fapula dos Povos que acontece no Aterro do Flamengo, a umas poucas quadras da resid\u00eancia do torturador.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Todos os entrevistados &#8211; fora C\u00e9sar, que trabalha na seguran\u00e7a privada &#8211; coincidiram que os esculachos devem gerar consci\u00eancia e aumentar a press\u00e3o por um objetivo crucial: que haja Justi\u00e7a com os repressores da ditadura.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Carolina Dias, estudante da Faculdade de Ci\u00eancias Sociais, \u00e9 uma das coordenadoras do esculacho e me explica que esta modalidade de den\u00fancia \u201cse inspirou no que fizeram os companheiros da Argentina e do Uruguai contra os repressores\u201d. \u201cA gente acredita muito na for\u00e7a do povo e se o Povo toma consci\u00eancia da necessidade de que se puna os repressores n\u00e3o haver\u00e1 imprensa, por mais hegem\u00f4nica que seja, que possa frear o avan\u00e7o at\u00e9 a Justi\u00e7a\u201d assegura Carolina.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>\u201cO importante desta marcha \u00e9 que h\u00e1 companheiros de v\u00e1rios estados vindos \u00e0 C\u00fapula dos Povos, a partir deste ano os esculachos se nacionalizaram, em maio fizemos esculachos simult\u00e2neos em 11 estados, vamos avan\u00e7ando a passos curtos, n\u00e3o podemos avan\u00e7ar al\u00e9m de nossas pr\u00f3prias pernas\u201d opina Carolina, de 22 anos.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Eliete Ferrer foi presa no Chile em 1973, pouco depois do golpe de Estado, financiado e apoiado pela ditadura brasileira em conluio com o Departamento de Estado.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>\u201cSe o esculacho \u00e9 uma pr\u00e1tica que est\u00e1 sendo realizada em todos os pa\u00edses da regi\u00e3o, tamb\u00e9m temos que realizar investiga\u00e7\u00f5es coordenadas sobre a Opera\u00e7\u00e3o Condor para esclarecer como se reprimiu e matou os militantes em v\u00e1rios pa\u00edses\u201d me disse Ferrer, que acaba de publicar um livro sobre as v\u00edtimas da repress\u00e3o.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Rosa Britez veio do Paraguai para participar da C\u00fapula. \u201cEsculachar os militares est\u00e1 muito bem, para que se fa\u00e7a Justi\u00e7a. No Paraguai a Justi\u00e7a \u00e9 muito corrupta e muito lenta, e quase ningu\u00e9m foi preso. Se todos os jovens e os militantes fizerem press\u00e3o, vai poder haver justi\u00e7a. N\u00f3s sabemos que (o ditador) Stroessner recebeu muita ajuda do Brasil, que trocavam prisioneiros na Opera\u00e7\u00e3o Condor\u201d.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>S\u00f3 faltava o Capit\u00e3o Nascimento<span class=\"s1\"><br \/> <\/span>Nunca havia visto um caveir\u00e3o ao vivo at\u00e9 o meio-dia de hoje. O ve\u00edculo estava parado em frente ao pr\u00e9dio do repressor Garcez dos Reis, atr\u00e1s e dando cobertura a um nutrido n\u00famero de efetivos da pol\u00edcia de choque, liderados pelo robusto major Pires. Pelo menos cinco viaturas, outras tantas motocicletas e um helic\u00f3ptero que depois de sobrevoar pelo menos quatro vezes a marcha, permaneceu uns 5 minutos est\u00e1tico sobre os manifestantes.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>\u201cIsto n\u00e3o \u00e9 um ato de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 marcha, \u00e9 uma provoca\u00e7\u00e3o. Colocam o helic\u00f3ptero aqui em cima para impedir que se ou\u00e7am os oradores&#8230; ningu\u00e9m sabe para que trazer um caveir\u00e3o&#8230; isto acontece porque o Estado que torturou continua sendo igual agora, um Estado repressivo\u201d disse Neyrivam, do MST de Pernambuco. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>A maioria das janelas do edif\u00edcio est\u00e1 fechada, salvo algumas onde se notam alguns vizinhos que tiram fotos dos manifestantes quando aplaudem um orador que diz \u201csomos um pa\u00eds p\u00e1ria na justi\u00e7a internacional&#8230; os esculachos continuar\u00e3o enquanto n\u00e3o houver uma revis\u00e3o da anistia\u201d.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Carta Maior<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Centenas de jovens, entre militantes brasileiros e de outros pa\u00edses latino-americanos, participaram do &#8220;esculacho&#8221; de Dulene Aleixo Garcez do Reis, no Rio de Janeiro. 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