{"id":12950,"date":"2019-06-20T02:38:40","date_gmt":"2019-06-20T02:38:40","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=12950"},"modified":"2019-06-20T02:39:05","modified_gmt":"2019-06-20T02:39:05","slug":"morre-metalurgico-que-mostrou-colaboracao-de-empresas-com-a-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2019\/06\/20\/morre-metalurgico-que-mostrou-colaboracao-de-empresas-com-a-ditadura\/","title":{"rendered":"Morre metal\u00fargico que mostrou colabora\u00e7\u00e3o de empresas com a ditadura"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"nitfSubtitle\" style=\"text-align: justify;\">L\u00facio Bellentani, de 74 anos, foi preso em 1972 em plena f\u00e1brica da Volkswagen em S\u00e3o Bernardo e torturado. Caso foi investigado por comiss\u00f5es da verdade e \u00e9 acompanhado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/h4>\n<div class=\"nitfSubtitle\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"post-box-meta-single espacamentoDaImg\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"author-post byline\"><span class=\"author vcard\">Publicado por\u00a0Vitor Nuzzi, da RBA<\/span><\/span><\/div>\n<div class=\"post-box-meta-single espacamentoDaImg\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"post-box-meta-single espacamentoDaImg\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O ex-metal\u00fargico L\u00facio Bellentani morreu por volta das 5h de hoje (19), aos 74 anos \u2013 completaria 75 em 30 de novembro.\u00a0Ele foi o principal personagem do document\u00e1rio\u00a0<em>Komplizen?<\/em>\u00a0(<em>C\u00famplices?<\/em>)\u00a0<em>\u2013 A Volkswagen e a ditadura militar brasileira<\/em>,\u00a0lan\u00e7ado na Alemanha em 2017 pelos jornalistas\u00a0Stefanie Dodt e Thomas Aders, retratando a colabora\u00e7\u00e3o da empresa com o regime ditatorial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Filho de camponeses, Bellentani chegou a S\u00e3o Paulo em meados dos anos 1950. Entrou na Volkswagen de S\u00e3o Bernardo do Campo, no ABC paulista, em 1964. Em julho de 1972, ent\u00e3o ferramenteiro da Volks e militante do PCB, foi preso por agentes na pr\u00f3pria f\u00e1brica, torturado no local e posteriormente no Dops, onde permaneceu durante oito meses. Ele se tornou um dos principais exemplos da colabora\u00e7\u00e3o que muitas empresas, p\u00fablicas e privadas, deram \u00e0 ditadura, o que se tornou objeto de investiga\u00e7\u00e3o de diversas comiss\u00f5es da verdade instaladas pelo pa\u00eds, inclusive a nacional (CNV), que reservou um cap\u00edtulo espec\u00edfico ao tema em seu relat\u00f3rio final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Henrich Plagge (homenagem a outro ex-metal\u00fargico), Tarc\u00edsio Tadeu, ainda ontem (18) Bellentani, que presidia a entidade, participava de reuni\u00e3o em S\u00e3o Bernardo, quando se sentiu mal. Chegou a escarrar sangue e teve s\u00fabitos aumento e queda da press\u00e3o arterial. Socorrido, voltou para casa, em Jacare\u00ed, no interior paulista. L\u00e1, voltou a passar mal, foi internado, entrou em coma e morreu no final da madrugada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O vel\u00f3rio ocorreu\u00a0na C\u00e2mara Municipal de Jacare\u00ed. O sepultamento\u00a0foi realizado \u00e0s 16h. Bellentani tinha duas filhas e um filho do primeiro casamento. Do atual, com Maria S\u00e9rgia, uma enteada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 pouco mais de um m\u00eas, Bellentani e outros ex-metal\u00fargicos da Volks estiveram na f\u00e1brica, cobrando da empresa uma repara\u00e7\u00e3o, incluindo um pedido formal de desculpas, por suas atitudes durante a ditadura. \u201cOs protagonistas n\u00e3o est\u00e3o participando da negocia\u00e7\u00e3o (<em>com o Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/em>)\u201d, protestou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDesde o in\u00edcio do Caso Volks, L\u00facio foi incans\u00e1vel militante. Ia onde fosse necess\u00e1rio para testemunhar e pedir REPARA\u00c7\u00c3O pelos crimes cometidos pela Volks e outras empresas\u201d, afirmou, em nota, o IIEP (Interc\u00e2mbio, Informa\u00e7\u00f5es, Estudos e Pesquisas), lembrando o \u201clongo percurso\u201d de Bellentani como militante e destacando sua presen\u00e7a na Oposi\u00e7\u00e3o Metal\u00fargica de S\u00e3o Paulo e na f\u00e1brica da Ford em S\u00e3o Paulo. O dirigente tamb\u00e9m era fundador e presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados do Brasil (Sinab), filiado \u00e0 CSB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>FONTE &#8211; <a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/trabalho\/2019\/06\/morre-metalurgico-que-mostrou-colaboracao-das-empresas-com-o-regime-durante-a-ditadura\/\" target=\"_blank\">REDE BRASIL ATUAL<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L\u00facio Bellentani, de 74 anos, foi preso em 1972 em plena f\u00e1brica da Volkswagen em S\u00e3o Bernardo e torturado. 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