{"id":133,"date":"2012-05-09T04:57:06","date_gmt":"2012-05-09T04:57:06","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/09\/o-globo-publica-um-polemico-editorial\/"},"modified":"2012-05-09T04:57:06","modified_gmt":"2012-05-09T04:57:06","slug":"o-globo-publica-um-polemico-editorial","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/09\/o-globo-publica-um-polemico-editorial\/","title":{"rendered":"O Globo publica um pol\u00eamico editorial"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>Mem\u00f3ria: antes de ser canonizado pela pseudo-esquerda brasileira, o extremista de direita e apoiador de primeira hora da ditadura militar Roberto Marinho, dono das Organiza\u00e7\u00f5es Globo, publicava este editorial em seu jornal \u201cO Globo\u201d do Rio de Janeiro, no dia 7 de outubro de 1984 enaltecendo o regime militar e recusando-se a participar da Campanha pela redemocratiza\u00e7\u00e3o do Brasil.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cJulgamento da Revolu\u00e7\u00e3o\u201d<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Roberto Marinho<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Participamos da Revolu\u00e7\u00e3o de 1964, identificados com os anseios nacionais de preserva\u00e7\u00e3o das lnstitui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas, amea\u00e7adas pela radicaliza\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, greves, desordem social e corrup\u00e7\u00e3o generalizada. Quando a nossa reda\u00e7\u00e3o foi invadida por tropas anti-revolucion\u00e1rias, mantivemo-nos firmes e nossa posi\u00e7\u00e3o.Prosseguimos apoiando o movimento vitorioso desde os primeiros momentos de corre\u00e7\u00e3o de rumos at\u00e9 o atual processo de abertura, que se dever\u00e1 consolidar com a posse do novo presidente. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Temos permanecidos fi\u00e9is aos seus objetivos, embora conflitando em v\u00e1rias oportunidades com aqueles que pretenderam assumir o controle do processo revolucion\u00e1rio, esquecendo-se de que os acontecimentos se iniciaram, como reconheceu o Marechal Costa e Silva, &#8220;por exig\u00eancia inelut\u00e1vel do povo brasileiro&#8221;. Sem o povo n\u00e3o haveria revolu\u00e7\u00e3o, mas apenas um &#8216;pronunciamento&#8221; ou &#8220;golpe&#8221; com o qual n\u00e3o estar\u00edamos solid\u00e1rios. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>O Globo, desde a Alian\u00e7a Liberal, quando lutou contra os v\u00edcios pol\u00edticos da Primeira Rep\u00fablica, vem pugnando por uma aut\u00eantica democracia, e progresso econ\u00f4mico e social do Pa\u00eds. Em 1964, teria de unir-se aos companheiros jornalistas de jornadas anteriores, aos &#8216;tenentes e bachar\u00e9is&#8217; que se mantinham coerentes com as tradi\u00e7\u00f5es e os ideais de 1930, aos expedicion\u00e1rios da FEB que ocupavam a Chefia das For\u00e7as Armadas, aos quais sob a press\u00e3o de grandes marchas populares, mudando o curso de nossa hist\u00f3ria. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Acompanhamos esse esfor\u00e7o de renova\u00e7\u00e3o em todas as suas fases. No per\u00edodo de ordena\u00e7\u00e3o de nossa economia, que se encerrou em 1977. Nos meses dram\u00e1ticos de 1968 em que a intensifica\u00e7\u00e3o dos atos de terrorismo provocou a implanta\u00e7\u00e3o do AI-5. Na expans\u00e3o econ\u00f4mica de 1969 a 1972, quando o produto nacional bruto cresceu \u00e0 taxa m\u00e9dia anual de 10 %. Assinale-se que, naquele primeiro dec\u00eanio revolucion\u00e1rio, a infla\u00e7\u00e3o decrescera de 96 % para 12,6 % ao ano, elevando-se as exporta\u00e7\u00f5es anuais de 1 bilh\u00e3o e 300 mil d\u00f3lares para mais de 12 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Na era do impacto da crise mundial do petr\u00f3leo desencadeada em 1973 e repetida em 1979, a que se seguiram aumentos vertiginosos nas taxas de juros, impondo-nos , uma sucess\u00e3o de sacrif\u00edcios para superar a nossa depend\u00eancia externa de energia, a deteriora\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dos nossos produtos de exporta\u00e7\u00e3o e a desorganiza\u00e7\u00e3o do sistema financeiro internacional. Essa conjun\u00e7\u00e3o de fatores que violaram a administra\u00e7\u00e3o de nossas contas externas obrigou- nos a desvaloriza\u00e7\u00f5es cambiais de emerg\u00eancia que teriam fatalmente de resultar na exacerba\u00e7\u00e3o do processo inflacion\u00e1rio. Nas respostas que a sociedade e o governo brasileiros deram a esses desafios, conseguindo no segundo dec\u00eanio revolucion\u00e1rio que agora se completa, apesar das dificuldades, reduzir de 80 % para menos de 40% a depend\u00eancia ex- terna na importa\u00e7\u00e3o de energia, elevando a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo de 175 mil para 500 mil barris di\u00e1rios e a de \u00e1lcool, de 680 milh\u00f5es para 8 bilh\u00f5es de litros; e simultaneamente aumentar a fabrica\u00e7\u00e3o industrial em 85%, expandir a \u00e1rea plantada para produ\u00e7\u00e3o de alimentos com 20 milh\u00f5es de hectares a mais, criar 13 milh\u00f5es de novos empregos, assegurar a presen\u00e7a de mais de 10 milh\u00f5es de estudantes nos bancos escolares, ampliar a popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa de 29 milh\u00f5es para 45 milh\u00f5es, 797 mil, elevando as exporta\u00e7\u00f5es anuais de 12 bilh\u00f5es para 22 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Volvendo os olhos para as realiza\u00e7\u00f5es nacionais dos \u00faltimos vinte anos, h\u00e1 que se reconhecer um avan\u00e7o impressionante: em 1964, \u00e9ramos a quadrag\u00e9sima nona economia mundial, com uma popula\u00e7\u00e3o de 80 milh\u00f5es de pessoas e uma renda per capita de 900 d\u00f3lares; somos hoje a oitava, com uma popula\u00e7\u00e3o de 130 milh\u00f5es de pessoas, e uma renda m\u00e9dia per capita de 2.500 d\u00f3lares. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>O Presidente Castello Branco, em seu discurso e posse, anunciou que a Revolu\u00e7\u00e3o visava? \u00e0 arrancada para o desenvolvimento econ\u00f4mico, pela eleva\u00e7\u00e3o moral e pol\u00edtica&#8221;. Dessa maneira, acima do progresso material, delineava-se o objetivo supremo da preserva\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios \u00e9ticos e do restabelecimento do estado de direito. Em 24 de junho de 1978, o Presidente Geisel anunciou o fim dos atos de exce\u00e7\u00e3o, abrangendo o AI-5, o Decreto-Lei 477 e demais Atos Institucionais. Com isso, restauravam-se as garantias da magistratura e o instituto do habeas-corpus. Cessava a compet\u00eancia do Presidente para decretar o fechamento do Congresso e a interven\u00e7\u00e3o nos Estados, fora das determina\u00e7\u00f5es constitucionais. Perdia o Executivo as atribui\u00e7\u00f5es de suspender os direitos pol\u00edticos, cassar mandatos, demitir funcion\u00e1rios e reformar militares. Extinguiam-se as atividades da C.G.1 (Comiss\u00e3o Geral de Inqu\u00e9ritos) e o confisco sum\u00e1rio de bens. Desapareciam da legisla\u00e7\u00e3o o banimento, a pena de morte, a pris\u00e3o perp\u00e9tua e a inelegibilidade perene dos cassados. Findava-se o per\u00edodo discricion\u00e1rio, significando que os anseios de liberaliza\u00e7\u00e3o que Castello Branco e Costa e Silva manifestaram em diversas ocasi\u00f5es e que M\u00e9dici vislumbrou em seu primeiro pronunciamento finalmente se concretizavam. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Enquanto v\u00e1rios l\u00edderes oposicionistas pretenderam considerar aquelas medidas fundamentais como &#8216;meros paliativos&#8221;, o ent\u00e3o Deputado Tancredo Neves, l\u00edder do MDB na C\u00e2mara Federal, reconheceu que a determina\u00e7\u00e3o governamental ?foi al\u00e9m do esperado&#8221;. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Ao assumir o Governo, o Presidente Flgueiredo jurou dar continuidade ao processo de redemocratiza\u00e7\u00e3o. A concess\u00e3o da anistia ampla e irrestrita, as elei\u00e7\u00f5es diretas para Governadores dos Estados, a colabora\u00e7\u00e3o federal com os novos Governos oposicionistas na defesa dos interesses maiores da coletividade, s\u00e3o demonstra\u00e7\u00f5es de que o presidente n\u00e3o falou em v\u00e3o. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>N\u00e3o h\u00e1 mem\u00f3ria de que haja ocorrido aqui, ou em qualquer outro pa\u00eds, que um regime de for\u00e7a, consolidado h\u00e1 mais de dez anos, se tenha utilizado do seu pr\u00f3prio arb\u00edtrio para se auto-limitar, extinguindo os poderes de exce\u00e7\u00e3o, anistiando advers\u00e1rios, ensejando novos quadros partid\u00e1rios, em plena liberdade de imprensa. \u00c9 esse, indubitavelmente, o maior feito da Revolu\u00e7\u00e3o de 1964 <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Neste momento em que se desenvolve o processo da sucess\u00e3o presidencial, exige-se coer\u00eancia de todos os que t\u00eam a miss\u00e3o de preservar as conquistas econ\u00f4micas e pol\u00edticas dos \u00faltimos dec\u00eanios. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>O caminho para o aperfei\u00e7oamento das institui\u00e7\u00f5es \u00e9 reto. N\u00e3o admite desvios a\u00e9ticos, nem afastamento do povo. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Adotar outros rumos ou retroceder para atender a meras conveni\u00eancias de fac\u00e7\u00f5es ou assegurar a manuten\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gios seria trair a Revolu\u00e7\u00e3o no seu ato final&#8221;.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.unaabrasil.com\/mediac\/400_0\/media\/cab1f6b828ba4bb5ffff80c6ffffd524.jpg\" border=\"0\" width=\"400\" height=\"572\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; UNAA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mem\u00f3ria: antes de ser canonizado pela pseudo-esquerda brasileira, o extremista de direita e apoiador de primeira hora da ditadura militar Roberto Marinho, dono das Organiza\u00e7\u00f5es Globo, publicava este editorial em seu jornal \u201cO Globo\u201d do Rio de Janeiro, no dia 7 de outubro de 1984 enaltecendo o regime militar e recusando-se a participar da Campanha [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/133"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=133"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/133\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=133"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=133"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=133"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}