{"id":13342,"date":"2020-01-06T16:49:43","date_gmt":"2020-01-06T16:49:43","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=13342"},"modified":"2020-01-06T16:50:48","modified_gmt":"2020-01-06T16:50:48","slug":"livro-reune-historias-de-criancas-presas-torturadas-ou-exiladas-durante-a-ditadura-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2020\/01\/06\/livro-reune-historias-de-criancas-presas-torturadas-ou-exiladas-durante-a-ditadura-no-brasil\/","title":{"rendered":"Livro re\u00fane hist\u00f3rias de crian\u00e7as presas, torturadas ou exiladas durante a ditadura no Brasil"},"content":{"rendered":"<div id=\"barra-globocom\" class=\"barra-globocom\">\n<div class=\"barra-conteudo\" style=\"text-align: justify;\">\n<pre>Publicado originalmente em 08\/11\/2014 - 06:58 \/ Atualizado em 27\/03\/2019 - 12:22 -\u00a0Mariana Sanches<\/pre>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paywall__site-container\">\n<article>\n<article class=\"article\">\n<header class=\"article-header article-header--\">\n<section class=\"block block--advertising block--advertising-header block--advertising--is-fixed\">\n<div class=\"block__advertising\"><\/div>\n<\/section>\n<div class=\"article-header__container\">\n<div class=\"article-header__content\">\n<h1 class=\"article__title\" style=\"text-align: justify;\">Organizado pela Comiss\u00e3o da Verdade de S\u00e3o Paulo, volume traz depoimentos de 40 pessoas que hoje t\u00eam entre 40 e 60 anos<\/h1>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"article__content-container protected-content\">\n<div class=\"block block--advertising block--advertising-inside\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"block__advertising\">\n<div class=\"block__advertising-header\">Os cabelos acastanhados desciam pelas costas estreitas at\u00e9 a cintura. Eram a express\u00e3o de vaidade da menina Zuleide Aparecida do Nascimento, de quatro anos. E uma das poucas coisas \u2014 al\u00e9m de uma boneca de pl\u00e1stico \u2014 que Zuleide supunha lhe pertencer quando foi presa por agentes da ditadura militar, em 1970. Talvez por isso a lembran\u00e7a do corte de cabelo for\u00e7ado que sofreu no Juizado de Menores seja uma das mais marcantes mem\u00f3rias de Zuleide.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Aquilo foi uma viol\u00eancia muito forte para mim \u2014 afirma ela, aos 49 anos, emocionada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Zuleide e os irm\u00e3os de 2, 6 e 9 anos foram \u201ccapturados\u201d no Vale do Ribeira, onde sua fam\u00edlia se engajara na luta armada contra o regime. Ali, Carlos Lamarca comandava quadros da Vanguarda Popular Revolucion\u00e1ria (VPR). Quando o grupo foi preso, as crian\u00e7as tamb\u00e9m o foram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acabaram fotografadas (Zuleide, na imagem acima, \u00e0 esquerda, j\u00e1 com o cabelo cortado), fichadas e tachadas como \u201cminiterroristas\u201d no temido Dops\u00a0 (Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social). E foram banidas do Brasil. Ao lado de 40 presos pol\u00edticos, embarcaram em um avi\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Arg\u00e9lia, e depois a Cuba, em uma negocia\u00e7\u00e3o da esquerda com o governo militar que envolveu o sequestro do ent\u00e3o embaixador alem\u00e3o Ehrenfried von Holleben. O retorno de Zuleide ao Brasil s\u00f3 seria poss\u00edvel 16 anos mais tarde.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Sou uma pessoa sem identidade. Fui alfabetizada em espanhol. Meus documentos foram cassados, nem sei que dia nasci. Me sinto mais cubana do que brasileira \u2014 diz.<\/p>\n<h2>&#8220;Inf\u00e2ncia roubada&#8221;<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria de Zuleide e de outras 39 pessoas que hoje t\u00eam entre 40 e 60 anos e foram crian\u00e7as durante o regime militar est\u00e3o contadas no livro \u201cInf\u00e2ncia roubada\u201d, rec\u00e9m-lan\u00e7ado pela Comiss\u00e3o da Verdade do Estado de S\u00e3o Paulo Rubens Paiva. O material \u00e9 uma tentativa de rememorar, a partir dos relatos das v\u00edtimas, como o Estado militar tratou os filhos de seus inimigos. S\u00e3o narrativas in\u00e9ditas de um dos trechos menos conhecidos da hist\u00f3ria nacional. Em pouco mais de 300 p\u00e1ginas, ilustradas com fotografias e documentos hist\u00f3ricos, h\u00e1 depoimentos e contextualiza\u00e7\u00f5es dos casos.<\/p>\n<div class=\"block block--advertising\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"block__advertising\">\n<div class=\"block__advertising-content\">\u00a0\u201cInf\u00e2ncia roubada\u201d tem valor historiogr\u00e1fico por sugerir um certo padr\u00e3o de tratamento dispensado pelos militares \u00e0s crian\u00e7as. Al\u00e9m de serem banidas, ficaram presas com os pais, participaram de sess\u00f5es de tortura das m\u00e3es, como espectadores ou como alvos das sev\u00edcias. E tiveram a pr\u00f3pria exist\u00eancia amea\u00e7ada.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 o que relata Paulo Fonteles Filho, nascido em 1972, em um hospital militar. Seus pais foram presos por atividades comunistas. Fonteles conta que o pai assistiu a torturas da m\u00e3e, Hecilda, gr\u00e1vida de cinco meses. Antes do nascimento da crian\u00e7a, os agentes teriam dito a ela que \u201cfilho dessa ra\u00e7a n\u00e3o deve nascer\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois do parto, os militares teriam demorado a entregar o beb\u00ea para a fam\u00edlia de Hecilda porque n\u00e3o encontravam algemas que coubessem nos pulsos do rec\u00e9m-nascido. \u201cEles deviam me achar bastante perigoso!\u201d, ironizou Fonteles em seu depoimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Zuleide partilha com Fonteles a mesma impress\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Tratavam-nos como se o comunismo fosse uma doen\u00e7a heredit\u00e1ria, sem cura. Como se fosse uma praga que pudesse se espalhar pela sociedade. \u00c9ramos um risco.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Beb\u00eas entregues a familias da elite militar<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar das semelhan\u00e7as entre os regimes militares brasileiro e argentino, as narrativas sugerem uma diferen\u00e7a fundamental entre eles no tratamento dispensado \u00e0s crian\u00e7as. Se, na Argentina, os militares entendiam os filhos de inimigos como uma esp\u00e9cie de riqueza nacional, uma mat\u00e9ria bruta valiosa a ser moldada para a constru\u00e7\u00e3o da sociedade que desejavam, no Brasil, o Estado, de inspira\u00e7\u00e3o fortemente positivista, foi para o lado oposto.<\/p>\n<div class=\"block block--advertising\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"block__advertising\">\n<div class=\"block__advertising-content\">\u00a0As argentinas presas gr\u00e1vidas eram tratadas com cuidado at\u00e9 o nascimento da crian\u00e7a. Casos de aborto eram raros e acidentais. Depois de nascidos,\u00a0os beb\u00eas eram entregues a fam\u00edlias da elite militar\u00a0ou a seus apoiadores. O resultado foi mais de 500 crian\u00e7as sequestradas e adotadas ilegalmente.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 as for\u00e7as repressivas brasileiras parecem ter revivido uma inspira\u00e7\u00e3o lombrosiana. O cientista italiano Cesare Lombroso fez sucesso entre a pol\u00edcia nacional nos s\u00e9culos XIX e XX ao defender que caracter\u00edsticas f\u00edsicas heredit\u00e1rias \u2014 tais como o formato da orelha \u2014 eram capazes de predizer se um sujeito era louco ou bandido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao tratar o comunismo quase como doen\u00e7a cong\u00eanita, os militares parecem ter flertado com a estapaf\u00fardia teoria. Esta hip\u00f3tese, discutida por especialistas, ainda demanda estudos mais profundos para ser comprovada ou descartada. A tarefa deve ser facilitada quando forem publicados os relat\u00f3rios das comiss\u00f5es da verdade em curso.<\/p>\n<figure class=\"article__picture article__picture--horizontal\">\n<div id=\"attachment_13344\" style=\"width: 1096px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/000-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-13344\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-13344\" class=\"size-full wp-image-13344\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/000-1.jpg\" alt=\"Eliana Paiva (em p\u00e9), com os pais Eunice e Rubens, a av\u00f3 Acary e os irm\u00e3os Vera, Ana L\u00facia, Maria Beatriz e Marcelo Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Arquivo de Fam\u00edlia\" width=\"1086\" height=\"652\" srcset=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/000-1.jpg 1086w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/000-1-300x180.jpg 300w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/000-1-768x461.jpg 768w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/000-1-1024x615.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1086px) 100vw, 1086px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-13344\" class=\"wp-caption-text\">Eliana Paiva (em p\u00e9), com os pais Eunice e Rubens, a av\u00f3 Acary e os irm\u00e3os Vera, Ana L\u00facia, Maria Beatriz e Marcelo Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Arquivo de Fam\u00edlia<\/p><\/div>\n<\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<aside class=\"article-related-links article-related-links--inside\">\n<div class=\"article-related-links__container\"><\/div>\n<\/aside>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo trunfo de \u201cInf\u00e2ncia roubada\u201d \u00e9 dar voz a pessoas cuja dor nunca havia sido abordada. Muitos dos que se dispuseram a falar jamais tinham revelado completamente seu passado.\u00a0\u00c9 o caso de Eliana Paiva, cujo pai, o ex-deputado Rubens Paiva, foi morto em tortura pela ditadura. Eliana passou 24 horas presa. Durante metade do tempo, teve que usar \u201cum capuz fedorento\u201d que a sufocava. Aos 15 anos, foi chamada de comunista, levou cascudos na cabe\u00e7a, apert\u00f5es nos seios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Conforme o tempo passava, os agentes diminu\u00edram a agressividade no interrogat\u00f3rio. Intu\u00ed que meu pai j\u00e1 estava morto \u2014 conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua pris\u00e3o, o desaparecimento do pai e o sofrimento cont\u00ednuo da m\u00e3e marcaram sua vida:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Nunca tinha conseguido contar tudo sobre a pris\u00e3o. Nem para marido, nem para terapeuta. Mas, aos 59 anos, quero resolver algumas coisas. Falar pode ajudar.<\/p>\n<\/div>\n<\/article>\n<aside class=\"extra-content\">\n<div><\/div>\n<div id=\"highlight-sale\">\n<header class=\"list-gallery-teaser__header gallery-teaser__header\">\n<h1 class=\"list-gallery-teaser__header-title gallery-teaser__header-title\" style=\"text-align: justify;\">14 FILMES PARA ENTENDER A DITADURA MILITAR NO BRASIL<\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"gallery__controls carousel-controls\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"gallery-teaser--container carousel__container\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article_list-gallery-teaser--wrapper gallery-teaser--wrapper carousel__wrapper\">\n<article id=\"posicaoLista1\" class=\"list-gallery-teaser gallery-teaser list-gallery-teaser--horizontal carousel__item\">\n<div class=\"list-gallery-teaser__container\">\n<h1 class=\"list-gallery-teaser__title\">&#8216;O que \u00e9 isso, companheiro?&#8217; (1997)<\/h1>\n<div class=\"list-gallery-teaser__video\">Baseado no livro de Fernando Gabeira, o filme narra o sequestro do embaixador americano, Charles Burke Elbrick, por integrantes das guerrilhas MR-8 e A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional, em setembro de 1969. Com dire\u00e7\u00e3o de Bruno Barreto, o longa concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 1998. Dispon\u00edvel no YouTube.<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<article id=\"posicaoLista2\" class=\"list-gallery-teaser gallery-teaser list-gallery-teaser--horizontal carousel__item\">\n<div class=\"list-gallery-teaser__container\">\n<h1 class=\"list-gallery-teaser__title\">&#8216;Cabra marcado pra morrer&#8217; (1984)<\/h1>\n<div class=\"list-gallery-teaser__subtitle\">\n<p>O document\u00e1rio de Eduardo Coutinho que narra a vida de Jo\u00e3o Pedro Teixeira, um l\u00edder campon\u00eas da Para\u00edba assassinado em 1962, teve as filmagens interrompidas em raz\u00e3o do golpe de 1964. Dezessete anos depois, o diretor retomou o filme e entrevistou novamente camponeses que trabalharam nas primeiras grava\u00e7\u00f5es e conviveram com Teixeira.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<article id=\"posicaoLista3\" class=\"list-gallery-teaser gallery-teaser list-gallery-teaser--horizontal carousel__item\">\n<div class=\"list-gallery-teaser__container\">\n<h1 class=\"list-gallery-teaser__title\">&#8216;O ano em que meus pais sa\u00edram de f\u00e9rias&#8217; (2006)<\/h1>\n<div class=\"list-gallery-teaser__video\">\u00a0Escolhido para representar o Brasil no Oscar de melhor filme estrangeiro de 2008, o longa de Cao Hamburguer narra a hist\u00f3ria de Mauro, um garoto de doze anos que v\u00ea os pais partirem de forma inesperada (ambos eram militantes de esquerda e fugiram do regime militar). Est\u00e1 dispon\u00edvel no Telecineplay e Youtube.<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<article id=\"posicaoLista4\" class=\"list-gallery-teaser gallery-teaser list-gallery-teaser--horizontal carousel__item\">\n<div class=\"list-gallery-teaser__container\">\n<h1 class=\"list-gallery-teaser__title\">&#8216;Em busca de Iara&#8217; (2013)<\/h1>\n<div class=\"list-gallery-teaser__subtitle\">\n<p>O filme conta a hist\u00f3ria da psic\u00f3loga e guerrilheira brasileira Iara Iavelberg, integrante da luta armada contra a ditadura militar e companheira de Carlos Lamarca. O document\u00e1rio busca reconstruir sua vida e desmontar a vers\u00e3o oficial de sua morte, dada como suic\u00eddio. Dispon\u00edvel no Google Play.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<article id=\"posicaoLista5\" class=\"list-gallery-teaser gallery-teaser list-gallery-teaser--horizontal carousel__item\">\n<div class=\"list-gallery-teaser__container\">\n<h1 class=\"list-gallery-teaser__title\">&#8216;Batismo de sangue&#8217; (2007)<\/h1>\n<div class=\"list-gallery-teaser__subtitle\">\n<p>O filme baseado no livro hom\u00f4nimo de Frei Betto conta a hist\u00f3ria do convento dos frades dominicanos de S\u00e3o Paulo que, durante a d\u00e9cada de 60, apoiou logistica e politicamente a A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional, grupo comandado por Carlos Marighella.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<article id=\"posicaoLista6\" class=\"list-gallery-teaser gallery-teaser list-gallery-teaser--horizontal carousel__item\">\n<div class=\"list-gallery-teaser__container\">\n<h1 class=\"list-gallery-teaser__title\">&#8216;Zuzu Angel&#8217; (2006)<\/h1>\n<div class=\"list-gallery-teaser__video\">\u00a0No longa, Patr\u00edcia Pillar vive a estilista brasileira Zuzu Angel, que teve seu filho, o militante pol\u00edtico Stuart Angel Jones, torturado e morto pela ditadura. Sua busca por explica\u00e7\u00f5es somente terminou com sua pr\u00f3pria morte, em 1976, em um acidente de carro envolvido em circunst\u00e2ncias suspeitas. Dispon\u00edvel no Youtube.<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<article id=\"posicaoLista7\" class=\"list-gallery-teaser gallery-teaser list-gallery-teaser--horizontal carousel__item\">\n<div class=\"list-gallery-teaser__container\">\n<h1 class=\"list-gallery-teaser__title\">&#8216;O dia que durou 21 anos&#8217; (2012)<\/h1>\n<div class=\"list-gallery-teaser__subtitle\">\n<p>O document\u00e1rio aborda a participa\u00e7\u00e3o do governo dos Estados Unidos no golpe de estado que dep\u00f4s o presidente Jo\u00e3o Goulart, em 1964, e detalha sua participa\u00e7\u00e3o no regime militar brasileiro.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<article id=\"posicaoLista8\" class=\"list-gallery-teaser gallery-teaser list-gallery-teaser--horizontal carousel__item\">\n<div class=\"list-gallery-teaser__container\">\n<h1 class=\"list-gallery-teaser__title\">&#8216;Marighella: retrato falado do guerrilheiro&#8217; (2001)<\/h1>\n<div class=\"list-gallery-teaser__subtitle\">\n<p>O document\u00e1rio de Silvio Tendler retrata a vida de Carlos Marighella, cofundador da A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional e um dos l\u00edderes da luta armada contra a ditadura militar brasileira.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<article id=\"posicaoLista9\" class=\"list-gallery-teaser gallery-teaser list-gallery-teaser--horizontal carousel__item\">\n<div class=\"list-gallery-teaser__container\">\n<h1 class=\"list-gallery-teaser__title\">&#8216;Hoje&#8217; (2011)<\/h1>\n<div class=\"list-gallery-teaser__subtitle\">\n<p>Estrelado por Denise Fraga, o longa conta a hist\u00f3ria de Vera, uma ex-militante pol\u00edtica que recebe indeniza\u00e7\u00e3o do governo brasileiro pelo desaparecimento do marido durante a repress\u00e3o do regime militar.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<article id=\"posicaoLista10\" class=\"list-gallery-teaser gallery-teaser list-gallery-teaser--horizontal carousel__item\">\n<div class=\"list-gallery-teaser__container\">\n<h1 class=\"list-gallery-teaser__title\">&#8216;Pra frente, Brasil&#8217; (1982)<\/h1>\n<div class=\"list-gallery-teaser__subtitle\">\n<p>Um dos primeiros filmes a retratar os horrores do tempo do regime militar, o filme dirigido por Roberto Farias mostra a euforia do Brasil em meio a copa de 1970, enquanto prisioneiros pol\u00edticos eram torturados nos por\u00f5es da ditadura.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<article id=\"posicaoLista11\" class=\"list-gallery-teaser gallery-teaser list-gallery-teaser--horizontal carousel__item\">\n<div class=\"list-gallery-teaser__container\">\n<h1 class=\"list-gallery-teaser__title\">&#8216;Que bom te ver viva&#8217; (1989)<\/h1>\n<div class=\"list-gallery-teaser__subtitle\">\n<p>A diretora L\u00facia Murat, que sofreu na pele a repress\u00e3o da ditadura militar, retrata hist\u00f3rias de mulheres toturadas e perseguidas durante o per\u00edodo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<article id=\"posicaoLista12\" class=\"list-gallery-teaser gallery-teaser list-gallery-teaser--horizontal carousel__item\">\n<div class=\"list-gallery-teaser__container\">\n<h1 class=\"list-gallery-teaser__title\">&#8216;Pastor Cl\u00e1udio&#8217; (2018)<\/h1>\n<div class=\"list-gallery-teaser__subtitle\">\n<p>O document\u00e1rio traz depoimentos perturbadores sobre o delegado Cl\u00e1udio Guerra, que afirma ter cometido nove assassinatos a pedido dos militares enquanto atuou pelo SNI (Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00f5es) e pelo Dops do Esp\u00edrito Santo. Est\u00e1 dispon\u00edvel no YouTube e Google Play.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<article id=\"posicaoLista13\" class=\"list-gallery-teaser gallery-teaser list-gallery-teaser--horizontal carousel__item\">\n<div class=\"list-gallery-teaser__container\">\n<h1 class=\"list-gallery-teaser__title\">&#8216;Quase dois irm\u00e3os&#8217; (2015)<\/h1>\n<div class=\"list-gallery-teaser__subtitle\">\n<p>O senador Miguel e o traficante de drogas Jorge s\u00e3o amigos de inf\u00e2ncia e voltam a se encontrar nos anos 50 para negociar um projeto social numa favela. Duas d\u00e9cadas depois, eles se reencontram na pris\u00e3o da Ilha Grande, nos anos 1970, quando presos pol\u00edticos e presos comuns dividiam o mesmo espa\u00e7o.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<article id=\"posicaoLista14\" class=\"list-gallery-teaser gallery-teaser list-gallery-teaser--horizontal carousel__item\">\n<div class=\"list-gallery-teaser__container\">\n<h1 class=\"list-gallery-teaser__title\">&#8216;Lamarca&#8217; (1994)<\/h1>\n<div class=\"list-gallery-teaser__subtitle\">\n<p>Paulo Betti interpreta o guerrilheiro Carlos Lamarca no longa baseado na biografia do militar e guerrilheiro. Capit\u00e3o do Ex\u00e9rcito Brasileiro, ele desertou em 1969 e tornou-se um dos comandantes da Vanguarda Popular Revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n<\/article>\n<footer>\n<footer class=\"site-footer\">\n<section class=\"site-footer__container\">\n<div class=\"site-footer__texts\">\n<div class=\"site-footer__texts-container\">\n<div class=\"site-footer__links-institucionais\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"site-footer__direitosreservados\">\n<p class=\"site-footer__direitosreservados_texto\" style=\"text-align: justify;\">FONTE &#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/cultura\/livros\/livro-reune-historias-de-criancas-presas-torturadas-ou-exiladas-durante-ditadura-no-brasil-14496104\" target=\"_blank\">O Globo<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/footer>\n<\/footer>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado originalmente em 08\/11\/2014 &#8211; 06:58 \/ Atualizado em 27\/03\/2019 &#8211; 12:22 &#8211;\u00a0Mariana Sanches Organizado pela Comiss\u00e3o da Verdade de S\u00e3o Paulo, volume traz depoimentos de 40 pessoas que hoje t\u00eam entre 40 e 60 anos Os cabelos acastanhados desciam pelas costas estreitas at\u00e9 a cintura. 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