{"id":13500,"date":"2020-09-28T12:25:24","date_gmt":"2020-09-28T12:25:24","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=13500"},"modified":"2020-09-28T12:25:24","modified_gmt":"2020-09-28T12:25:24","slug":"chega-ao-amazon-prime-filme-paraense-sobre-impacto-da-guerrilha-do-araguaia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2020\/09\/28\/chega-ao-amazon-prime-filme-paraense-sobre-impacto-da-guerrilha-do-araguaia\/","title":{"rendered":"Chega ao Amazon Prime filme paraense sobre impacto da Guerrilha do Araguaia"},"content":{"rendered":"<pre>Publicado originalmente em domingo, 27\/09\/2020. <i class=\"fas fa-user-edit\"><\/i>\u00a0Autor:\u00a0<b>Wal Sarges\/ Di\u00e1rio do Par\u00e1<\/b><\/pre>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">O longa \u201cAikewara &#8211; a Ressurrei\u00e7\u00e3o de um Povo\u201d, que relata mem\u00f3rias ind\u00edgenas durante a Guerrilha do Araguaia.<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O longa-metragem \u201cAikewara &#8211; a Ressurrei\u00e7\u00e3o de um Povo\u201d, que relata mem\u00f3rias ind\u00edgenas durante a Guerrilha do Araguaia, entrou no cat\u00e1logo do Amazon Prime. Dirigido por C\u00e9lia Maracaj\u00e1 e Luiz Arnaldo Campos, o filme conta a saga do povo ind\u00edgena Asurini Aikewara, que vive na terra ind\u00edgena Soror\u00f3, no sudeste do Par\u00e1, no munic\u00edpio de S\u00e3o Jo\u00e3o do Araguaia, a cerca de 100km de Marab\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre pesquisa, roteiro, pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e finaliza\u00e7\u00e3o, o document\u00e1rio demorou tr\u00eas anos para ser conclu\u00eddo. \u201cAcho fant\u00e1stico que o longa seja exibido para o mundo inteiro ver, quanto mais essa hist\u00f3ria percorrer o mundo, melhor. O que posso fazer com minha arte para contar essas hist\u00f3rias, como posso intervir nessa realidade dura, \u00e9 por meio de filmes. Penso que \u00e9 uma maneira de humanizarmos um pouco mais a nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria, frente a essas durezas que est\u00e3o nos confrontando, e revelar essa mem\u00f3ria t\u00e3o oculta\u201d, afirma C\u00e9lia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sua vis\u00e3o, merece destaque que \u201cas falas s\u00e3o do pr\u00f3prio povo Aikewara, com suas estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia, como se reconstru\u00edram\u201d, aponta C\u00e9lia. \u201cNa hist\u00f3ria do Brasil, os ind\u00edgenas foram muito silenciados nos anos de chumbo. V\u00e1rias etnias foram atacadas, mas optamos por falar especificamente deles, porque estavam mais pr\u00f3ximos de n\u00f3s. \u00c9 um povo que tem a capacidade de transcender v\u00e1rias amea\u00e7as que estiveram em contato com eles, como os ca\u00e7adores e epidemias, que os reduziram a 32 indiv\u00edduos\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma teia de hist\u00f3rias t\u00e3o marcantes intrigou a equipe a se embrenhar pela mata em busca de descobertas. \u201cConversava com o Luiz Arnaldo e por coincid\u00eancia, alguns dias depois, saiu uma mat\u00e9ria no DI\u00c1RIO DO PAR\u00c1 sobre o povo Asurini Aikewara. Disse a ele que embarcaria na mesma hora para o Par\u00e1 (risos)\u201d, diz C\u00e9lia, lembrando que eles contaram ent\u00e3o com a ajuda do advogado Paulo Fonteles Filho, membro da Comiss\u00e3o Estadual da Verdade, morto em outubro de 2017, para contactar os ind\u00edgenas. \u201cA gente foi com nossos pr\u00f3prios recursos. Voltamos muitas vezes, sempre com a ideia de trabalhar a mem\u00f3ria que estava oculta\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a coleta de depoimentos, surgiram hist\u00f3rias comoventes. \u201cOs sobreviventes n\u00e3o entendiam como \u00e9 que de repente sua aldeia estava militarizada. Nos anos de 1972 e 1973, com a justificativa de combater na Guerrilha do Araguaia, os militares acabaram ficando nas terras ind\u00edgenas, tornando aquele espa\u00e7o cercado de pessoas amea\u00e7adas, mulheres violentadas\u201d, diz C\u00e9lia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme segue os passos de um grupo de jovens ind\u00edgenas que assumiu a tarefa de documentar o per\u00edodo, atrav\u00e9s da implanta\u00e7\u00e3o de uma Comiss\u00e3o da Verdade Aikewara, criada no ano de 2012, a primeira comiss\u00e3o deste tipo constitu\u00edda por ind\u00edgenas, exemplo tamb\u00e9m seguido pelos Xavantes. \u201cO relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o da Verdade revela esse triste epis\u00f3dio que a Ditadura Militar n\u00e3o relatou. Acho que o filme, no decorrer dessa trajet\u00f3ria, pode contribuir com tudo isso\u201d, diz a realizadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>VEJA<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Document\u00e1rio \u201cAikewara &#8211; a ressurrei\u00e7\u00e3o de um povo\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Onde: Amazon Prime<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; <a href=\"https:\/\/www.diarioonline.com.br\/entretenimento\/cinema\/608426\/chega-ao-amazon-prime-filme-paraense-sobre-impacto-da-guerrilha-do-araguaia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Diario Online<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado originalmente em domingo, 27\/09\/2020. \u00a0Autor:\u00a0Wal Sarges\/ Di\u00e1rio do Par\u00e1 O longa \u201cAikewara &#8211; a Ressurrei\u00e7\u00e3o de um Povo\u201d, que relata mem\u00f3rias ind\u00edgenas durante a Guerrilha do Araguaia. 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