{"id":14085,"date":"2026-09-15T19:55:39","date_gmt":"2026-09-15T19:55:39","guid":{"rendered":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=14085"},"modified":"2026-09-16T20:01:41","modified_gmt":"2026-09-16T20:01:41","slug":"nota-de-falecimento-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2026\/09\/15\/nota-de-falecimento-2\/","title":{"rendered":"NOTA DE FALECIMENTO"},"content":{"rendered":"<p>ABAP lamenta a morte de Amelinha Teles, refer\u00eancia na luta pela democracia e pelos direitos humanos<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Anistiados Pol\u00edticos (ABAP) manifesta seu profundo pesar pelo falecimento de Maria Am\u00e9lia de Almeida Teles, a Amelinha Teles, ocorrido nesta ter\u00e7a-feira, 15 de setembro de 2026, aos 81 anos.<\/p>\n<p>Jornalista, escritora, feminista e hist\u00f3rica defensora dos direitos humanos, Amelinha dedicou sua vida \u00e0 luta pela democracia, pela mem\u00f3ria e pela verdade sobre as viola\u00e7\u00f5es cometidas durante a ditadura militar brasileira.<\/p>\n<p>Presa em 1972, durante a ditadura, Amelinha foi torturada nas depend\u00eancias do DOI-Codi, em S\u00e3o Paulo. Seus filhos, ainda crian\u00e7as, tamb\u00e9m foram levados pelos agentes da repress\u00e3o e obrigados a presenciar a viol\u00eancia praticada contra os pais. A experi\u00eancia da persegui\u00e7\u00e3o e da viol\u00eancia de Estado marcou sua trajet\u00f3ria, mas n\u00e3o interrompeu sua atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social.<\/p>\n<p>Com a redemocratiza\u00e7\u00e3o, Amelinha permaneceu na luta. Foi uma das fundadoras da Uni\u00e3o de Mulheres de S\u00e3o Paulo, participou da Comiss\u00e3o de Familiares de Mortos e Desaparecidos Pol\u00edticos e atuou na Comiss\u00e3o da Verdade do Estado de S\u00e3o Paulo \u2013 Rubens Paiva, al\u00e9m de desenvolver importante trabalho na defesa dos direitos das mulheres.<\/p>\n<p>Sua trajet\u00f3ria tamb\u00e9m esteve ligada \u00e0 luta pelo reconhecimento das viola\u00e7\u00f5es cometidas durante a ditadura. A a\u00e7\u00e3o movida pela fam\u00edlia Teles resultou no reconhecimento judicial de Carlos Alberto Brilhante Ustra como torturador, decis\u00e3o posteriormente mantida pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Amelinha tamb\u00e9m deixou sua experi\u00eancia registrada em livros, entre eles Breve Hist\u00f3ria do Feminismo no Brasil e Contos da Cela Tr\u00eas: Mem\u00f3rias de uma Presa Pol\u00edtica na Ditadura, contribuindo para que a mem\u00f3ria da repress\u00e3o e da resist\u00eancia permanecesse registrada para as novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Servi\u00e7os e Informa\u00e7\u00f5es do Brasil<br \/>\nPara a ABAP, a partida de Amelinha representa uma perda para todos aqueles que trabalham pela preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria pol\u00edtica brasileira, pela defesa dos direitos humanos e pela constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade democr\u00e1tica.<br \/>\nSua hist\u00f3ria permanece como testemunho de resist\u00eancia. Sua mem\u00f3ria permanece como parte da hist\u00f3ria da luta pela democracia no Brasil.<\/p>\n<p>A ABAP se solidariza com seus filhos, familiares, amigas, amigos, companheiras, companheiros de milit\u00e2ncia e todos aqueles que compartilharam sua caminhada.<br \/>\nAmelinha Teles, presente.<\/p>\n<p>ABAP \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Anistiados Pol\u00edticos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ABAP lamenta a morte de Amelinha Teles, refer\u00eancia na luta pela democracia e pelos direitos humanos A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Anistiados Pol\u00edticos (ABAP) manifesta seu profundo pesar pelo falecimento de Maria Am\u00e9lia de Almeida Teles, a Amelinha Teles, ocorrido nesta ter\u00e7a-feira, 15 de setembro de 2026, aos 81 anos. 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