{"id":1419,"date":"2012-07-03T16:17:08","date_gmt":"2012-07-03T16:17:08","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/07\/03\/noticias-6\/"},"modified":"2012-07-03T16:17:08","modified_gmt":"2012-07-03T16:17:08","slug":"noticias-6","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/07\/03\/noticias-6\/","title":{"rendered":"Not\u00edcias"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>O Globo\u00a0publica que teor dos documentos confidenciais sobre o fornecimento de armamentos por parte do governo brasileiro para a repress\u00e3o interna no Chile, no in\u00edcio dos anos 1970, surpreendeu at\u00e9 o presidente da Comiss\u00e3o da Verdade, Gilson Dipp.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Segundo Dipp, que \u00e9 ministro do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), a Comiss\u00e3o havia sido informada pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, da exist\u00eancia dos arquivos, mas os membros do colegiado n\u00e3o acreditavam que houvesse registros t\u00e3o claros e contundentes sobre a Opera\u00e7\u00e3o Condor, a alian\u00e7a pol\u00edtico-militar entre v\u00e1rios regimes militares da Am\u00e9rica do Sul. &#8211; Pens\u00e1vamos que n\u00e3o houvesse documentos t\u00e3o reveladores. Esses arquivos s\u00e3o de grande valia para reconstruir a hist\u00f3ria. A reportagem confirma o que j\u00e1 estava apontado por ind\u00edcios, que houve estreita colabora\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito da Opera\u00e7\u00e3o Condor &#8211; disse o ministro. &#8211; Eles ser\u00e3o examinados pela Comiss\u00e3o, com a finalidade de recuperar a verdade hist\u00f3rica. Segundo o ministro, a publica\u00e7\u00e3o dos documentos pelo jornal ir\u00e1 acelerar o exame dos pap\u00e9is na reuni\u00e3o extraordin\u00e1ria da Comiss\u00e3o da Verdade, que est\u00e1 prevista para hoje. Os documentos confidenciais foram produzidos pelo extinto Estado-Maior das For\u00e7as Armadas (EMFA) durante a ditadura militar (1964-1985) e revelam que o governo brasileiro forneceu armamentos militares ao Chile para a repress\u00e3o interna no regime do general Augusto Pinochet (1973-1990). Um acordo iniciado no governo do general Em\u00edlio Garrastazu M\u00e9dici (1969-1974), e posto em pr\u00e1tica durante os primeiros anos do governo de Ernesto Geisel (1974-1979), propiciou \u00e0 ditadura chilena milhares de fuzis, espingardas, cartuchos de muni\u00e7\u00e3o e carregadores , entre outros equipamentos b\u00e9licos que foram classificados \u00e0 \u00e9poca como &#8220;material destinado \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da ordem interna&#8221;. Para o presidente da Comiss\u00e3o de Anistia do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, Paulo Abr\u00e3o, a reportagem \u00e9 a &#8220;ponta do iceberg&#8221; para que se possam aprofundar os estudos sobre a colabora\u00e7\u00e3o das ditaduras latino-americanas: &#8211; Essas revela\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes porque h\u00e1 pouqu\u00edssima documenta\u00e7\u00e3o no Brasil sobre esse assunto. O que se sabe hoje sobre a Opera\u00e7\u00e3o Condor se deve aos arquivos de pa\u00edses vizinhos, como os Arquivos del Terror do Paraguai. O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), integrante da Comiss\u00e3o parlamentar Mem\u00f3ria, Verdade e Justi\u00e7a da C\u00e2mara, que realiza nesta semana um semin\u00e1rio sobre a Opera\u00e7\u00e3o Condor &#8211; com a poss\u00edvel presen\u00e7a da secret\u00e1ria-geral adjunta da ONU, Michele Bachelet &#8211; destaca que a reportagem &#8220;desmonta a vis\u00e3o&#8221; que a historiografia tinha sobre o general Ernesto Geisel: &#8211; Esses documentos desmontam a vis\u00e3o de que Geisel seria um propulsor da abertura democr\u00e1tica ou que fizesse parte de uma linha dita mais humana da ditadura. Na verdade, ele tinha uma solidariedade plena com a barb\u00e1rie dos regimes ditatoriais. A colabora\u00e7\u00e3o dele com regimes atrozes como o de Pinochet foi r\u00e1pida, imediata e segura.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">#<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O Globo\u00a0informa que um dos principais personagens da luta armada contra a ditadura militar confessou ter participado pessoalmente da execu\u00e7\u00e3o de um companheiro &#8211; um integrante da chamada &#8220;coordena\u00e7\u00e3o nacional&#8221; da A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional (ALN). A confiss\u00e3o foi feita durante o programa Globo News Dossi\u00ea (a entrevista completa, que foi ar, ser\u00e1 reprisada amanh\u00e3, \u00e0s 11h05m, na Globo News). O autor da declara\u00e7\u00e3o: Carlos Eug\u00eanio Paz, o Clemente, comandante militar da A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional, organiza\u00e7\u00e3o criada por Carlos Marighella para combater, com armas, o regime militar. Primeiro, Carlos Eug\u00eanio Paz falou genericamente sobre a decis\u00e3o &#8220;colegiada&#8221;. Depois, ao ser perguntado pela terceira vez se tinha participado diretamente da execu\u00e7\u00e3o, respondeu: &#8211; \u00c9 uma informa\u00e7\u00e3o que at\u00e9 hoje n\u00e3o dei. A verdade \u00e9 que n\u00e3o dei porque ningu\u00e9m teve esta atitude de me perguntar diretamente. Participei, sim, da a\u00e7\u00e3o. Um comando de quatro companheiros participou. N\u00e3o fui sozinho. Os outros tr\u00eas est\u00e3o mortos. Era decis\u00e3o de organiza\u00e7\u00e3o. Ao quebrar um voto de sil\u00eancio que deveria durar at\u00e9 a morte, Carlos Eugenio Paz diz que quer dar o exemplo nestes tempos de Comiss\u00e3o da Verdade: se um ex-guerrilheiro confessa participa\u00e7\u00e3o num ato &#8220;nada glorioso&#8221;, militares envolvidos em atos violentos deveriam, tamb\u00e9m, relatar o que ocorreu nos &#8220;por\u00f5es&#8221;: A confiss\u00e3o do ex-comandante da ALN significa que uma cena ocorrida no dia 23 de mar\u00e7o de 1971, na rua Ca\u00e7apava, na Consola\u00e7\u00e3o, em S\u00e3o Paulo, ganhou um desfecho, 41 anos depois. Naquele dia, um comando da ALN formou uma expedi\u00e7\u00e3o para executar a tiros o militante M\u00e1rcio Leite de Toledo. Ex-estudante de sociologia de 26 anos, Toledo tinha sido enviado a Cuba para treinar guerrilha. Voltou, clandestino, ao Brasil. A volta coincidiu com a morte de dirigentes da ALN, capturados pelos \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a. M\u00e1rcio tinha d\u00favidas sobre se a t\u00e1tica de luta da ALN era correta. Resultado: reunido, o comando da ALN decidiu que Toledo passara a ser um perigo. Se desertasse, levaria consigo todos os segredos sobre as t\u00e1ticas de luta, identidade dos militantes e planos da ALN. Um encontro foi marcado na rua Ca\u00e7apava. Quando chegou ao local, Toledo foi surpreendido pelo comando da ALN &#8211; que abriu fogo contra ele. Panfletos deixados no local diziam que a ALN, &#8220;uma organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria em guerra declarada, n\u00e3o pode permitir uma defec\u00e7\u00e3o desse grau em suas fileiras&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">#<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Guardado em sigilo por mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, um conjunto de 40 relat\u00f3rios encadernados detalha a destrui\u00e7\u00e3o de aproximadamente 19,4 mil documentos secretos produzidos ao longo da ditadura militar pelo extinto SNI. As ordens de destrui\u00e7\u00e3o, agora liberadas \u00e0 consulta pelo Arquivo Nacional de Bras\u00edlia, partiram do comando do SNI e foram cumpridas no segundo semestre de 1981, no governo de Jo\u00e3o Baptista Figueiredo. Do material destru\u00eddo, o SNI guardou apenas um resumo, de uma ou duas linhas, que ajuda a entender o que foi eliminado. Entre os documentos, estavam relat\u00f3rios sobre personalidades famosas, como o ex-governador do Rio Leonel Brizola, o arcebispo cat\u00f3lico dom Helder C\u00e2mara, o poeta e compositor Vinicius de Moraes e o poeta Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto. Alguns pap\u00e9is podiam causar inc\u00f4modo aos militares, como um relat\u00f3rio intitulado &#8220;Tr\u00e1fico de Influ\u00eancia de Parente do Presidente da Rep\u00fablica&#8221;. O material era relacionado ao ex-presidente Em\u00edlio Garrastazu M\u00e9dici, que governou de 1969 a 1974. Outros documentos destru\u00eddos descreviam supostas &#8220;contas banc\u00e1rias no exterior&#8221; do ex-governador de S\u00e3o Paulo Adhemar de Barros ou a &#8220;infiltra\u00e7\u00e3o de subversivos no Banco do Brasil&#8221;. Boa parte dos documentos eliminados trata de pessoas mortas at\u00e9 1981. A an\u00e1lise dos registros sugere que o SNI procurava se livrar de todos os dados de pessoas mortas, talvez por considerar que elas n\u00e3o eram mais de import\u00e2ncia para as atividades de vigil\u00e2ncia da ditadura. Algumas das ordens de destrui\u00e7\u00e3o foram assinadas pelo general Newton Cruz, que foi chefe da ag\u00eancia central do SNI entre 1978 e 1983. Em entrevista por telefone realizada na semana passada, Cruz, que est\u00e1 com 87 anos, disse que n\u00e3o se recorda de detalhes das destrui\u00e7\u00f5es. Mas afirmou ter &#8220;cumprido a lei da \u00e9poca&#8221;. A legisla\u00e7\u00e3o em vigor nos anos 80 abria amplo espa\u00e7o para elimina\u00e7\u00f5es indiscriminadas de documentos. Baixado durante a ditadura, o Regulamento para Salvaguarda de Assuntos Sigilosos, de 1967, estabelecia que materiais sigilosos poderiam ser destru\u00eddos, mas n\u00e3o exigia motivos objetivos. Bastava que uma equipe de tr\u00eas militares decidisse que os pap\u00e9is eram in\u00fateis como dado de intelig\u00eancia militar. A pr\u00e1tica da destrui\u00e7\u00e3o de pap\u00e9is sigilosos foi adotada por outros \u00f3rg\u00e3os estatais. Como o jornal revelou em 2008, pelo menos 39 relat\u00f3rios secretos do Ex\u00e9rcito e do extinto Emfa foram incinerados pela ditadura entre o final dos anos 60 e o in\u00edcio dos 70.Segundo quatro &#8220;termos de destrui\u00e7\u00e3o&#8221; arquivados pelo CSN, \u00f3rg\u00e3o de assessoria direta do presidente da Rep\u00fablica, foram queimados documentos nos anos de 1969 e 1972. Publicado no caderno \u2018Poder\u2019, da\u00a0Folha.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">#<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Continua\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria da\u00a0Folha.\u00a0O general da reserva Newton Cruz, que chefiou a ag\u00eancia central do SNI na \u00e9poca da destrui\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is, diz n\u00e3o se recordar do ato, mas afirma ter seguido a legisla\u00e7\u00e3o em vigor. &#8220;Foi tudo de acordo com a lei da \u00e9poca. O SNI existia para assessorar o presidente da Rep\u00fablica na pol\u00edtica do governo. \u00c9 um \u00f3rg\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o, e a informa\u00e7\u00e3o nascia de um processamento doutrinariamente resolvido. Ele cumpriu o papel dele e terminou a\u00ed&#8221;, afirmou. Para o general, documentos produzidos a partir de informantes do SNI deveriam ser todos destru\u00eddos. &#8220;Documento foi destru\u00eddo para voc\u00ea n\u00e3o deixar aparecer pessoas que n\u00e3o tinham nada (a ver) com o problema, mas que tinham sido informantes e que tinham entrado no problema sob a garantia do sigilo profissional. Esses n\u00e3o podiam ir adiante.&#8221; Cruz disse &#8220;ter o maior interesse&#8221; na divulga\u00e7\u00e3o dos atos que assinou: &#8220;Pode vir \u00e0 tona \u00e0 vontade&#8221;. Para ele, a hist\u00f3ria do combate \u00e0 guerrilha do Araguaia &#8220;foi escondida&#8221; pelas For\u00e7as Armadas, mas &#8220;foi um esconderijo burro&#8221;. Na \u00e9poca, ele era adido militar na Bol\u00edvia e disse ter tomado conhecimento da guerrilha s\u00f3 anos depois. &#8220;Se voc\u00ea est\u00e1 combatendo uma guerrilha, vai ter o m\u00e1ximo interesse de que o pa\u00eds saiba que est\u00e1 havendo uma guerrilha contra o governo. Por que esconder? Esconde at\u00e9 que um dia aparece.&#8221; O tenente-coronel da reserva Osmany Meneses de Carvalho, 75, que tamb\u00e9m assina alguns termos de destrui\u00e7\u00e3o, disse que a inutiliza\u00e7\u00e3o &#8220;era parte da rotina&#8221;. &#8220;Periodicamente, n\u00f3s faz\u00edamos a revis\u00e3o do arquivo. O que n\u00e3o valia mais era descartado, n\u00e3o era nem avaliado por mim. Eu era apenas encarregado da localiza\u00e7\u00e3o de documentos. Esses documentos eram coisas que n\u00e3o tinham mais nada a ver com a hist\u00f3ria, coisas passadas&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">#<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Criada para relatar segredos da ditadura militar, a Comiss\u00e3o da Verdade optou por uma agenda secreta de trabalho. At\u00e9 agora, o grupo s\u00f3 colheu testemunhos sigilosos de agentes da repress\u00e3o, obrigando-os a assinar termo de compromisso de n\u00e3o dar entrevistas ap\u00f3s prestar informa\u00e7\u00f5es. A posi\u00e7\u00e3o contraria o discurso adotado pelo governo durante a tramita\u00e7\u00e3o do projeto de lei que criou a comiss\u00e3o e tamb\u00e9m do que aconteceu em outros pa\u00edses. H\u00e1 duas semanas, o grupo ouviu Harry Shibata, ex-m\u00e9dico legista do IML-SP, que produzia laudos falsos para acobertar crimes da ditadura. Foi Shibata quem atestou que o jornalista Vladimir Herzog, torturado e assassinado numa cela do DOI-Codi, de S\u00e3o Paulo, em 1976, &#8220;cometeu&#8221; suic\u00eddio. O relato do legista \u00e0 comiss\u00e3o foi mantido em sigilo. A comiss\u00e3o se limitou a informar, uma semana depois, que Shibata tinha prestado um depoimento &#8220;frustrante&#8221;. Integrantes da comiss\u00e3o argumentam que o sigilo \u00e9 pedido pelas testemunhas que, assim, ficariam mais \u00e0 vontade para esclarecer epis\u00f3dios obscuros. O sigilo, no entanto, n\u00e3o impediu que Shibata desse um depoimento &#8220;fraco&#8221;, uma avalia\u00e7\u00e3o do grupo. Ivo Herzog, filho de Vladimir, disse compreender o uso do sigilo. &#8220;A gente n\u00e3o teve acesso ao conte\u00fado, s\u00f3 ouviu rumores&#8221;, afirmou Ivo, que considerou &#8220;decepcionante&#8221; a postura de Shibata. &#8220;Em certos momentos, isso \u00e9 interessante. Mas a quest\u00e3o precisa ser debatida.&#8221; No come\u00e7o da semana passada, os advogados Rosa Maria Cardoso e Jos\u00e9 Carlos Dias, integrantes da comiss\u00e3o, disseram que o grupo definiu uma agenda que incluir\u00e1 depoimentos em sess\u00f5es abertas. N\u00e3o informaram, por\u00e9m, os crit\u00e9rios que v\u00e3o definir essas a\u00e7\u00f5es. O colegiado tem prazo de dois anos para apresentar relat\u00f3rio final com suas conclus\u00f5es. Para o historiador Jair Krischke, do Movimento de Justi\u00e7a e Direitos Humanos, a comiss\u00e3o infringe a Constitui\u00e7\u00e3o Federal ao esconder suas reuni\u00f5es. &#8220;A Constitui\u00e7\u00e3o s\u00f3 prev\u00ea a regra do sigilo no servi\u00e7o p\u00fablico em casos envolvendo seguran\u00e7a nacional e direito de fam\u00edlia&#8221;, disse. &#8220;Vejo o sigilo com um profundo desprazer. A transpar\u00eancia \u00e9 uma exig\u00eancia. A comiss\u00e3o come\u00e7ou mal&#8221;, ressaltou. &#8220;Com o sigilo, fico em d\u00favida se o relat\u00f3rio ser\u00e1 fiel aos depoimentos.&#8221; Na avalia\u00e7\u00e3o de Krischke, quem deveria dizer se um depoimento foi frustrante s\u00e3o os parentes das v\u00edtimas, entidades de direitos humanos e a opini\u00e3o p\u00fablica. Ele p\u00f4s em xeque o tratamento dado a Shibata. &#8220;Ser\u00e1 que as perguntas feitas a ele foram as mais adequadas e oportunas?&#8221;Desde sua instala\u00e7\u00e3o, em maio, a comiss\u00e3o se re\u00fane nas tardes de segunda-feira. No final do dia, Gilson Dipp, ministro do STJ, atua como porta-voz do grupo e passa informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ricas sobre as atividades. Ele e outros integrantes da comiss\u00e3o dizem que precisam de tempo para organizar e estruturar os trabalhos. Argumentam que ainda que est\u00e3o montando a equipe de assessores. Publicado no caderno \u2018Nacional\u2019, do\u00a0Estado.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">#<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Arquivos do SNI re\u00fanem relat\u00f3rios do &#8220;estouro de aparelhos da VAR-Palmares&#8221; em 1970 que apontam a atua\u00e7\u00e3o de Dilma Rousseff como uma esp\u00e9cie de tesoureira da organiza\u00e7\u00e3o em que militava. Ao entrar em im\u00f3veis utilizados pela VAR-Palmares, militares da Oban relatam ter encontrado armas, muni\u00e7\u00e3o, um mime\u00f3grafo utilizado para rodar manifestos subversivos, documentos e um organograma que indica a posi\u00e7\u00e3o que a atual presidente do Brasil e ex-militante Dilma ocupava na organiza\u00e7\u00e3o. Os documentos, reunidos sob o t\u00edtulo Recentes Dilig\u00eancias da Opera\u00e7\u00e3o Bandeirante, indicam que os militares monitoravam as atividades financeiras de Dilma na VAR-Palmares, em S\u00e3o Paulo. Depoimentos de integrantes da organiza\u00e7\u00e3o e fragmento de relato registrado como de Dilma, quando esteve detida no pres\u00eddio Tiradentes, indicam que ela era respons\u00e1vel por receber e repassar recursos do comando nacional da Var-Palmares para custear os setores de imprensa, opera\u00e7\u00f5es, estudantil, oper\u00e1rio e intelig\u00eancia no estado. Tamb\u00e9m recebia verbas de integrantes de &#8220;expropria\u00e7\u00e3o&#8221;, composto por membros da organiza\u00e7\u00e3o encarregado dos furtos, arrecada\u00e7\u00e3o para compor o que era chamado de &#8220;fundos para uma revolu\u00e7\u00e3o popular&#8221;. Esse montante n\u00e3o passava pelo comando nacional, sendo enviado diretamente para Dilma. Organograma da VAR-Palmares: Dilma aparece \u00e0 direita, identificada como Luiza. Acompanhando os passos dela, os militares tinham informes que davam conta de sua transfer\u00eancia do Rio de Janeiro para S\u00e3o Paulo, com a miss\u00e3o de coordenar a organiza\u00e7\u00e3o. &#8220;Ultimamente, vinha operando na Guanabara. Foi mandada a S\u00e3o Paulo em dezembro de 1969 pelo Comando Nacional da Var-Palmares para reestruturar tal organiza\u00e7\u00e3o subersiva-terrorista.&#8221; A Oban tamb\u00e9m tinha o objetivo de chegar ao comando da Var-Palmares por meio da militante. &#8220;Dilma Vana Rousseff Linhares, tamb\u00e9m conhecida pela falsa identidade de Maria L\u00facia Santos, condinome Luiza. Membro muito importante da VAR-Palmares. Pertenceu \u00e0 Colina, veio a S\u00e3o Paulo para reorganizar a Var-Palmares. Ela \u00e9 o elemento de liga\u00e7\u00e3o com o Comando Nacional da VAR-Palmares, de quem recebe dinheiro para custear a subvers\u00e3o na \u00e1rea. Atrav\u00e9s dela se pretende chegar ao pessoal do Comando Nacional.&#8221; Publicado no\u00a0Correio.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">#<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Continua\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria do\u00a0Correio. No organograma da VAR-Palmares, o ex-marido de Dilma Rousseff, Carlos Franklin Paix\u00e3o de Ara\u00fajo, tamb\u00e9m conhecido como Max, figurava como um dos principais l\u00edderes da organiza\u00e7\u00e3o. A posi\u00e7\u00e3o custou a ele severa sess\u00e3o de depoimentos e acarea\u00e7\u00f5es, de acordo com documento do Minist\u00e9rio do Ex\u00e9rcito, que tamb\u00e9m faz parte do acervo do Arquivo Nacional. No termo de declara\u00e7\u00e3o de 4 de setembro de 1970, os militares registraram relato de Ara\u00fajo sobre o plano da VAR-Palmares &#8220;do sequestro com resgate monet\u00e1rio de um indiv\u00edduo dono do supermercado P\u00e3o de A\u00e7\u00facar&#8221; identificado como Manoel. Ele tamb\u00e9m teria relatado processo de compra de armamento para a organiza\u00e7\u00e3o. Uma das transa\u00e7\u00f5es teria ocorrido por meio da &#8220;regional de Bras\u00edlia&#8221;, onde o militante &#8220;Ti\u00e3o&#8221; foi encarregado de comprar metralhadoras, mas &#8220;desapareceu com o dinheiro&#8221;. A outra transa\u00e7\u00e3o teria ocorrido no Rio de Janeiro, mas os integrantes da Var-Palmares destacados para a compra de armamento foram presos, frustando a a\u00e7\u00e3o. Nas acarea\u00e7\u00f5es a que Ara\u00fajo foi submetido, ele contou aos interrogadores que a organiza\u00e7\u00e3o tinha um &#8220;projeto de comunica\u00e7\u00f5es&#8221;, com o objetivo de construir uma emissora para transmitir sinal de r\u00e1dio, de Bel\u00e9m a Porto Alegre. O objetivo era interferir nos programas de grande audi\u00eancia, com a participa\u00e7\u00e3o de integrantes da Var-Palmares lendo manifestos pol\u00edticos que informassem a sociedade sobre os crimes praticados pelo governo militar. &#8220;O interrogado esclarece que nada foi feito por n\u00e3o concordar com o mesmo, porque o segundo pedido era completamente impratic\u00e1vel&#8221;, conclui o relat\u00f3rio militar.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>LEI DE ACESSO \u00c0 INFORMA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O Globo\u00a0noticia que divulga\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios de todos os servidores p\u00fablicos do Executivo Federal, que come\u00e7ou nesta semana por for\u00e7a da Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o, revelou o tamanho da discrep\u00e2ncia entre as remunera\u00e7\u00f5es de diferentes \u00e1reas. Embora em toda campanha eleitoral candidatos apregoem nos palanques que ensino e sa\u00fade s\u00e3o prioridades do pa\u00eds, isso n\u00e3o se reflete na estrutura salarial do funcionalismo Federal. Entre as carreiras de n\u00edvel superior, ningu\u00e9m recebe t\u00e3o pouco quanto professores e m\u00e9dicos. As diferen\u00e7as chegam a 580% quando se compara o sal\u00e1rio inicial de um professor auxiliar universit\u00e1rio ou de escolas t\u00e9cnicas em in\u00edcio de carreira, com 40 horas semanais, com o de um advogado da Uni\u00e3o com mesma carga hor\u00e1ria: o primeiro come\u00e7a com R$ 2,2 mil; o segundo, com R$ 14.970. Essa discrep\u00e2ncia na folha de pagamento Federal \u00e9 um reflexo do que j\u00e1 se verifica na iniciativa privada. Esse mesmo advogado chega ao setor p\u00fablico ganhando 368% a mais que um m\u00e9dico Federal de in\u00edcio de carreira, que tem sal\u00e1rio de R$ 3,2 mil. O jornal fez levantamento dos sal\u00e1rios de todas as carreiras de n\u00edvel superior do servi\u00e7o p\u00fablico Federal &#8211; do Executivo, do Legislativo e do Judici\u00e1rio. Na elite do Executivo, est\u00e3o carreiras como delegado da Pol\u00edcia Federal, perito criminal, advogado da Uni\u00e3o, procurador Federal, auditor fiscal da Receita e diplomata. Todos t\u00eam sal\u00e1rios iniciais a partir de R$ 13 mil e no fim da carreira os vencimentos passam dos R$ 18 mil, isso sem contar gratifica\u00e7\u00f5es.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Globo\u00a0publica que teor dos documentos confidenciais sobre o fornecimento de armamentos por parte do governo brasileiro para a repress\u00e3o interna no Chile, no in\u00edcio dos anos 1970, surpreendeu at\u00e9 o presidente da Comiss\u00e3o da Verdade, Gilson Dipp.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1419"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1419"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1419\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1419"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1419"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1419"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}