{"id":1493,"date":"2012-07-11T17:29:35","date_gmt":"2012-07-11T17:29:35","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/07\/11\/o-joio-e-o-trigo-2\/"},"modified":"2012-07-11T17:29:35","modified_gmt":"2012-07-11T17:29:35","slug":"o-joio-e-o-trigo-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/07\/11\/o-joio-e-o-trigo-2\/","title":{"rendered":"O joio ?e o trigo"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No domingo 1\u00ba de julho, o jornal Di\u00e1rio do Amazonastrouxe uma cr\u00f4nica de ampla repercuss\u00e3o na internet: o compositor ga\u00facho Lupicinio Rodrigues teria sido preso e torturado pela ditadura durante meses a fio por manter amizade com Jo\u00e3o Goulart e Leonel Brizola.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Dilma1-199x300.jpg\" border=\"0\" width=\"199\" height=\"300\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<address \/>As agress\u00f5es \u00e0 jovem Dilma vieram \u00e0 tona. Foto: Ed Ferreira\/AE   <!--more-->  <\/address>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Suas unhas teriam sido arrancadas para impossibilit\u00e1-lo de tocar viol\u00e3o. Quem confidenciou ao autor do artigo a hist\u00f3ria, mantida em segredo at\u00e9 hoje, teria sido um suposto filho do compositor, L\u00f4ndero Gustavo D\u00e1vila Rodrigues, atualmente motorista de uma universidade no Rio de Janeiro. Um assunto e tanto para a Comiss\u00e3o da Verdade investigar, n\u00e3o fosse por um detalhe: Lupicinio n\u00e3o sabia tocar viol\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cMeu pai nunca tocou nenhum instrumento. S\u00f3 tocava caixinha de f\u00f3sforos, nada mais\u201d, disse a CartaCapitalLupicinio Rodrigues Filho, \u00fanico herdeiro var\u00e3o reconhecido pelo compositor, morto em 1974. Ele tamb\u00e9m teve uma filha, Tereza, do primeiro casamento. Lupicinio Filho, dono do bar em Porto Alegre que leva o t\u00edtulo da famosa can\u00e7\u00e3o do pai, \u201cSe Acaso Voc\u00ea Chegasse\u201d, garante que a hist\u00f3ria contada por L\u00f4ndero n\u00e3o passa da mais pura fic\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o tem nem um fundo de verdade nisso, \u00e9 mentira da grossa. Eu sei a hist\u00f3ria da fam\u00edlia de cor e salteado e nunca ouvi falar em outro filho do meu pai.\u201d E acrescenta: \u201cSe a tortura tivesse ocorrido, pedir\u00edamos indeniza\u00e7\u00e3o ao Estado, at\u00e9 por ter direito. Mas meu pai jamais foi preso, em lugar algum\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Leia mais:<span class=\"s1\"><br \/> <a href=\"http:\/\/www.cartacapital.com.br\/sociedade\/impunidade-por-atos-de-tortura-esta-disseminada-no-brasil\/\"><span class=\"s2\">Impunidade por atos de tortura est\u00e1 disseminada no Brasil<\/span><\/a><\/span> <span class=\"s1\"><br \/> <a href=\"http:\/\/www.cartacapital.com.br\/politica\/denuncias-de-ex-delegado-do-dops-sobre-crimes-da-ditadura-estao-sendo-investigadas\/\"><span class=\"s2\">Den\u00fancias de ex-delegado do Dops sobre crimes da ditadura est\u00e3o sendo investigadas<\/span><\/a><br \/> <a href=\"http:\/\/www.cartacapital.com.br\/politica\/sociedade\/sociedade\/usp-quer-comissao-da-verdade-para-investigar-crimes-cometidos-dentro-da-universidade\/\"><span class=\"s2\">USP quer Comiss\u00e3o da Verdade para investigar crimes cometidos dentro da universidade<\/span><\/a><\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O caso do compositor ilustra as armadilhas das quais a Comiss\u00e3o da Verdade precisar\u00e1 se esquivar nos pr\u00f3ximos dois anos. Quantos mit\u00f4manos e oportunistas poder\u00e3o aparecer a partir de agora para \u201cdenunciar\u201d abusos da ditadura? Os integrantes da comiss\u00e3o asseguram que todos os casos ser\u00e3o checados e investigados \u00e0 exaust\u00e3o para atestar a verossimilhan\u00e7a das acusa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Outro depoimento recente que precisa ser averiguado a fundo \u00e9 aquele do ex-agente do Dops Cl\u00e1udio Guerra, que afirmou ter participado da morte e incinera\u00e7\u00e3o de militantes de esquerda. O capixaba narra suas hist\u00f3rias no livro Mem\u00f3rias de uma Guerra Suja, s\u00e9rie de entrevistas aos jornalistas Marcelo Netto e Rog\u00e9rio Medeiros. Em maio, quando lan\u00e7ado, o livro causou furor e certa descren\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos depoimentos de Guerra, que chegou a dizer que levara dez corpos para serem queimados no forno de uma usina de a\u00e7\u00facar em Campos (RJ).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/montagem1-300x140.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"140\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<address>Ustra e Curi\u00f3 est\u00e3o na mira do MP. Fotos: Sergio Dutti\/AE e Dida Sampaio\/AE<\/address>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Sua vers\u00e3o de que o delegado S\u00e9rgio Paranhos Fleury teria sido condenado \u00e0 morte por seus pr\u00f3prios companheiros, dopado e atingido por uma pedra antes de cair no mar, e n\u00e3o morrido afogado, como sempre se pensou, foi contestada pelo jornalista Percival de Souza, bi\u00f3grafo de Fleury. Segundo a Comiss\u00e3o da Verdade, a narrativa do ex-agente do Dops dever\u00e1 ser confrontada com os fatos. \u201cVamos examinar, na pr\u00f3xima reuni\u00e3o, o que poderemos aprofundar (do depoimento de Guerra)\u201d, disse o coordenador da comiss\u00e3o, Gilson Dipp.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Enquanto isso, uma investiga\u00e7\u00e3o paralela de cerca de 70 casos de desaparecimento e sequestro de militantes pol\u00edticos \u00e9 conduzida por procuradores federais em v\u00e1rias partes do Pa\u00eds. Eles foram acionados por parentes dos desaparecidos ou tomaram a iniciativa por conta pr\u00f3pria, a partir das informa\u00e7\u00f5es do livro Habeas Corpus \u2013 A busca dos desaparecidos pol\u00edticos do Brasil, lan\u00e7ado em 2010 pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Os procuradores t\u00eam ouvido testemunhas e buscado pistas com a inten\u00e7\u00e3o de encontrar os respons\u00e1veis pelos crimes.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Foi a investiga\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico que tornou poss\u00edveis os recentes pedidos de a\u00e7\u00e3o penal contra dois not\u00f3rios repressores: os coron\u00e9is da reserva Sebasti\u00e3o Curi\u00f3 e Carlos Alberto Brilhante Ustra. Ambas as a\u00e7\u00f5es foram negadas em primeira inst\u00e2ncia, mas o MP recorre. Por causa da insist\u00eancia dos procuradores, Ustra foi recentemente condenado em primeira inst\u00e2ncia na \u00e1rea c\u00edvel. A Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo entendeu ter sido ele respons\u00e1vel pela tortura e morte do jornalista Luiz Merlino em 1971. O coronel foi condenado a pagar 100 mil reais de indeniza\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia de Merlino.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEvidentes os excessos cometidos pelo requerido (\u2026), que, na maior parte das vezes, participava das sess\u00f5es de tortura e, inclusive, dirigia e calibrava intensidade e dura\u00e7\u00e3o dos golpes e as v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es de instrumentos utilizados\u201d, anotou na senten\u00e7a a ju\u00edza Claudia de Lima Menge.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ustra comandava o DOI-Codi quando Merlino foi preso e sua defesa anunciou que vai recorrer porque a lei da anistia teria \u201capagado\u201d os atos que o levaram \u00e0 condena\u00e7\u00e3o. A senten\u00e7a foi uma vit\u00f3ria para quem defende o contr\u00e1rio e pode se tornar precedente para futuras condena\u00e7\u00f5es de torturadores e outros agentes da repress\u00e3o, ao menos na \u00e1rea c\u00edvel.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Se a Comiss\u00e3o da Verdade n\u00e3o ter\u00e1 o poder de punir, justamente por causa da inexplic\u00e1vel e vexat\u00f3ria valida\u00e7\u00e3o pelo Supremo Tribunal Federal da lei da anistia, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal busca brechas legais para puni\u00e7\u00f5es. Um parecer do MPF defende que, segundo a Corte Interamericana de Direitos Humanos, o desaparecimento for\u00e7ado de pessoas \u00e9 crime permanente. Assim como crimes de sangue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Guerra-300x201.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"201\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\">Guerra. Muitas hist\u00f3rias para serem checadas. Entre elas, o suposto assassinato de Fleury. Foto: Andressa Cardoso\/ A Tribuna<\/address>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEssa discuss\u00e3o uma hora ter\u00e1 de ser feita, porque existem duas decis\u00f5es: uma do Supremo Tribunal Federal, que reconhece a lei da anistia, e outra, da Corte Interamericana, que prev\u00ea a puni\u00e7\u00e3o. O entendimento de nossa coordena\u00e7\u00e3o criminal \u00e9 pelo cumprimento integral da decis\u00e3o da Corte Interamericana\u201d, diz o procurador da Rep\u00fablica Marlon Weichert, envolvido nas buscas de corpos de desaparecidos desde 1999. \u201cAs investiga\u00e7\u00f5es feitas pelo MP s\u00e3o justamente para possibilitar a\u00e7\u00f5es pela puni\u00e7\u00e3o dos crimes. O que n\u00e3o for comprovado, ser\u00e1 arquivado.\u201d<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Quase dois meses ap\u00f3s ser instalada, j\u00e1 pode se falar em um \u201cefeito Comiss\u00e3o da Verdade\u201d. Desde que a presidenta Dilma Rousseff deu posse aos integrantes, v\u00e1rios relatos t\u00eam vindo \u00e0 tona, inclusive sobre a pr\u00f3pria hist\u00f3ria da presidenta. Em meados do m\u00eas passado, os jornais Estado de Minas e Correio Braziliense divulgaram depoimentos in\u00e9ditos de Dilma ao Conselho dos Direitos Humanos de Minas Gerais sobre as torturas que sofreu durante sua pris\u00e3o, aos 22 anos: \u201cMe deram um soco, e o dente deslocou-se e apodreceu. Tomava de vez em quando Novalgina em gotas para passar a dor. S\u00f3 mais tarde, quando voltei para S\u00e3o Paulo, o Albernaz completou o servi\u00e7o com um soco, arrancando o dente\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O Albernaz que socou a jovem militante acabou identificado no s\u00e1bado 30 pelo jornal O Globo: trata-se do capit\u00e3o do Ex\u00e9rcito Benoni de Arruda Albernaz, chefe da equipe de interroga\u00e7\u00e3o preliminar da famigerada Opera\u00e7\u00e3o Bandeirante em S\u00e3o Paulo. A Oban mais tarde se tornaria o DOI-Codi. O torturador de Dilma Rousseff, que costumava dizer que ao se dirigir \u00e0 Oban \u201cdeixava o cora\u00e7\u00e3o em casa\u201d, faleceu em 1992. Uma das primeiras iniciativas tomadas pela Comiss\u00e3o da Verdade foi justamente visitar o acervo e acertar uma parceria com o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos de Minas Gerais, que guarda centenas de outros depoimentos de presos pol\u00edticos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Falta, por\u00e9m, coordenar os trabalhos com a subcomiss\u00e3o do Congresso que tamb\u00e9m apura os abusos da ditadura. Criada quando a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade n\u00e3o passava de uma ideia, a Comiss\u00e3o Parlamentar Mem\u00f3ria, Verdade e Justi\u00e7a ainda n\u00e3o conseguiu abrir um canal de comunica\u00e7\u00e3o com sua an\u00e1loga no Executivo. A comiss\u00e3o parlamentar, ao contr\u00e1rio da nomeada pelo Pal\u00e1cio do Planalto, n\u00e3o pretende apenas recuperar a verdade, mas fazer justi\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00edtimas dos assassinatos e torturas. Conta, para tal, com informa\u00e7\u00f5es da chamada Rede Nacional de Comiss\u00f5es da Verdade, tocada pelas Assembleias Legislativas de S\u00e3o Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Cear\u00e1.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A ideia fundamental \u00e9 manter a comiss\u00e3o parlamentar como uma a\u00e7\u00e3o complementar \u00e0 nacional, de modo, por exemplo, a salvaguard\u00e1-la de ataques externos, como aqueles de militares insatisfeitos e seus admiradores na m\u00eddia. Poder\u00e1 ouvir depoimentos de militares e civis envolvidos nos crimes, mas que, eventualmente, sejam refrat\u00e1rios a falar em uma comiss\u00e3o nomeada por uma ex-integrante da luta armada, caso da presidenta.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O grupo parlamentar acaba de realizar um semin\u00e1rio internacional sobre a Opera\u00e7\u00e3o Condor, mas v\u00e1rios parlamentares se queixaram publicamente de que, embora convidados, nenhum integrante da Comiss\u00e3o da Verdade tenha comparecido. A Opera\u00e7\u00e3o Condor foi uma articula\u00e7\u00e3o entre os \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o das ditaduras da Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. O objetivo era eliminar ativistas de esquerda e opositores aos regimes. Estima-se que ao menos 30 mil tenham sido mortos durante a opera\u00e7\u00e3o, apelidada de \u201cmultinacional do terror\u201d, entre os anos 1970 e 1980.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A articula\u00e7\u00e3o entre o Minist\u00e9rio P\u00fablico, a Comiss\u00e3o da Verdade e o grupo do Congresso \u00e9 fundamental para cumprir o pressuposto de esclarecer os fatos. Quanto mais informa\u00e7\u00f5es foram checadas, mais dif\u00edcil ser\u00e1 para os mit\u00f4manos plantarem falsas den\u00fancias como no caso de Lupicinio Rodrigues.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Carta Capital<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 No domingo 1\u00ba de julho, o jornal Di\u00e1rio do Amazonastrouxe uma cr\u00f4nica de ampla repercuss\u00e3o na internet: o compositor ga\u00facho Lupicinio Rodrigues teria sido preso e torturado pela ditadura durante meses a fio por manter amizade com Jo\u00e3o Goulart e Leonel Brizola. \u00a0 As agress\u00f5es \u00e0 jovem Dilma vieram \u00e0 tona. Foto: Ed Ferreira\/AE<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1493"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1493"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1493\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1493"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1493"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1493"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}