{"id":1547,"date":"2012-07-13T12:59:10","date_gmt":"2012-07-13T12:59:10","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/07\/13\/os-80-anos-da-revolucao-constitucionalista-2\/"},"modified":"2012-07-13T12:59:10","modified_gmt":"2012-07-13T12:59:10","slug":"os-80-anos-da-revolucao-constitucionalista-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/07\/13\/os-80-anos-da-revolucao-constitucionalista-2\/","title":{"rendered":"Os 80 anos da Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No m\u00eas em que se celebram os 80 anos da Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista, a Revista de Hist\u00f3ria da Biblioteca Nacional (RHBN) publica uma s\u00e9rie de artigos que discutem aspectos pouco lembrados do movimento que op\u00f4s o Estado de S\u00e3o Paulo ao governo de Get\u00falio Vargas.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1528\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/revista-1.jpg\" border=\"0\" width=\"250\" height=\"329\" style=\"vertical-align: middle;\" srcset=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/revista-1.jpg 250w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/revista-1-228x300.jpg 228w\" sizes=\"(max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Segundo <a href=\"http:\/\/www.revistadehistoria.com.br\/secao\/dossie-imigracao-italiana\/quando-perder-e-vencer\">artigo de Ilka Stern Cohen<\/a>, \u201cRevolu\u00e7\u00e3o! Precavenha-se fazendo suas compras da margarina Elza\u2026\u201d Esta propaganda, estampada no Di\u00e1rio Nacional em 1930, mostra como a perturba\u00e7\u00e3o da ordem invadia o cotidiano do pa\u00eds naquela \u00e9poca. De fato, entre 1920 e 1930, a ideia de revolu\u00e7\u00e3o permeava o debate pol\u00edtico e pairava sobre a sociedade brasileira. Militares demonstraram sua contrariedade em 1922 e em 1924, ao marcharem contra o governo federal, e um grupo de rebeldes militares percorreu o pa\u00eds em nome da revolu\u00e7\u00e3o entre 1925 e 1927. Nas grandes cidades, o descontentamento de parte da popula\u00e7\u00e3o se manifestava em greves e inquieta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Publicado no segundo semestre daquele ano, o an\u00fancio de margarina permite compreender o clima do momento: uma sucess\u00e3o presidencial complicada, a duvidosa vit\u00f3ria da situa\u00e7\u00e3o e os insistentes boatos de revolu\u00e7\u00e3o, que se concretizaram finalmente no golpe pol\u00edtico-militar que destituiu o presidente Washington Lu\u00eds e suspendeu a ordem constitucional. O grupo que se instalou no poder \u2013 liderado por Getulio Vargas \u2013 fechou as c\u00e2maras legislativas estaduais, dissolveu os partidos e substituiu os presidentes dos estados por interventores federais.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Os maiores derrotados pelo golpe foram os pol\u00edticos que se alternavam no poder de modo a se perpetuarem no governo do pa\u00eds. Desde o in\u00edcio do regime republicano, esses grupos mantinham o controle do processo eleitoral, com destaque para os Partidos Republicanos de Minas Gerais e de S\u00e3o Paulo, imediatamente desalojados.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Os artigos desta edi\u00e7\u00e3o abordam temas como as causas do conflito e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, que mobilizou homens e mulheres e at\u00e9 a imprensa, a import\u00e2ncia da atua\u00e7\u00e3o de tropas nortistas no apoio a Vargas, que levou \u00e0 derrota dos \u201crebeldes paulistas\u201d, a influ\u00eancia da propaganda no engajamento popular e os marcos e mitos que sobrevivem at\u00e9 hoje. Contribu\u00edram para o dossi\u00ea os historiadores Ilka Stern Cohen, Raimundo Helio Lopes, Luiz Alberto Grij\u00f3, entre outros. O especial traz ainda uma entrevista com a pesquisadora e especialista no assunto Vavy Pacheco Borges.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m \u00e9 destaque na edi\u00e7\u00e3o um perfil da Marquesa de Santos, que revela o lado pol\u00edtico e pouco conhecido da famosa amante de D. Pedro I. Militante ativa, a marquesa sobreviveu a uma tentativa de homic\u00eddio, casou-se mais de uma vez e engajou-se em diversas lutas, como a Revolu\u00e7\u00e3o Liberal de 1842. A publica\u00e7\u00e3o inclui ainda artigo sobre os riscos da minera\u00e7\u00e3o, atividade que desde o s\u00e9culo XVII vitima milhares de pessoas no Brasil.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ada em 2005, a Revista de Hist\u00f3ria da Biblioteca Nacional \u00e9 a \u00fanica em seu segmento editorial especializada em Hist\u00f3ria do Brasil e traz, a cada m\u00eas, reportagens e artigos assinados por importantes historiadores e soci\u00f3logos. A publica\u00e7\u00e3o, que tem patroc\u00ednio da Petrobras, \u00e9 mensal e vendida em bancas de todo o pa\u00eds.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No m\u00eas em que se celebram os 80 anos da Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista, a Revista de Hist\u00f3ria da Biblioteca Nacional (RHBN) publica uma s\u00e9rie de artigos que discutem aspectos pouco lembrados do movimento que op\u00f4s o Estado de S\u00e3o Paulo ao governo de Get\u00falio Vargas.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1528,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1547"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1547"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1547\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1528"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1547"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1547"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1547"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}