{"id":1618,"date":"2012-07-19T12:14:19","date_gmt":"2012-07-19T12:14:19","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/07\/19\/oab-exercito-forjou-laudo-na-ditadura-para-torturar-adolescente-2\/"},"modified":"2012-07-19T12:14:19","modified_gmt":"2012-07-19T12:14:19","slug":"oab-exercito-forjou-laudo-na-ditadura-para-torturar-adolescente-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/07\/19\/oab-exercito-forjou-laudo-na-ditadura-para-torturar-adolescente-2\/","title":{"rendered":"OAB: Ex\u00e9rcito forjou laudo na ditadura para torturar adolescente"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>Preso pol\u00edtico durante o regime militar, C\u00e9sar Benjamin contou em depoimento \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade da OAB do Rio de Janeiro (OAB-RJ) como um laudo assinado por um psiquiatra do Ex\u00e9rcito foi usado pela Justi\u00e7a Militar para comprovar a sua maioridade em 1971, apesar dele ter 17 anos na \u00e9poca.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O laudo, de autoria do tenente-m\u00e9dico Leuzzi, atestava que sua idade mental era de 35 anos. A Justi\u00e7a Militar aceitou o documento como prova de maioridade e, com base nisso, passou a conden\u00e1-lo por integrar uma organiza\u00e7\u00e3o clandestina e de ter participado de a\u00e7\u00f5es armadas.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">C\u00e9sar passou cinco anos preso. Foi solto nove meses depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) n\u00e3o aceitou a suposta prova de maioridade, em janeiro de 1976. Preso em 31 de agosto de 1970 em Salvador, Bahia, C\u00e9sar denuncia que foi torturado inicialmente em quart\u00e9is militares da capital baiana.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Mais tarde, no Destacamento de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00f5es &#8211; Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna (DOI-Codi) do Rio, situado no interior do I Batalh\u00e3o da Pol\u00edcia do Ex\u00e9rcito, na rua Bar\u00e3o de Mesquita, ele conta que foi mantido durante v\u00e1rios dias sem dormir, sem comer e sem \u00e1gua, numa cela min\u00fascula a baix\u00edssimas temperaturas, com ru\u00eddos altos de turbina de avi\u00e3o e sons distorcidos de guitarra el\u00e9trica. S\u00f3 era retirado dessa cela, chamada de &#8220;geladeira&#8221; pelos militares, para ser interrogado. Hoje C\u00e9sar tem problemas de audi\u00e7\u00e3o e usa aparelho para surdez.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ele foi solto por uma ordem direta do general Ernesto Geisel, que ocupava a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, com uma condi\u00e7\u00e3o: que viajasse imediatamente para o exterior. Assim, retirado do pres\u00eddio por uma equipe da Pol\u00edcia Federal, foi levado para um avi\u00e3o no qual embarcou para a Su\u00e9cia, que j\u00e1 tinha lhe dado asilo pol\u00edtico.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O depoimento de C\u00e9sar foi gravado em v\u00eddeo e em \u00e1udio e vai ser repassado \u00e0 Comiss\u00e3o Nacional da Verdade.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Terra<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Preso pol\u00edtico durante o regime militar, C\u00e9sar Benjamin contou em depoimento \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade da OAB do Rio de Janeiro (OAB-RJ) como um laudo assinado por um psiquiatra do Ex\u00e9rcito foi usado pela Justi\u00e7a Militar para comprovar a sua maioridade em 1971, apesar dele ter 17 anos na \u00e9poca.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1618"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1618"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1618\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1618"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1618"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1618"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}