{"id":1632,"date":"2012-07-19T14:42:19","date_gmt":"2012-07-19T14:42:19","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/07\/19\/viuva-de-militante-politico-morto-durante-regime-militar-tem-direito-a-indenizacao-2\/"},"modified":"2012-07-19T14:42:19","modified_gmt":"2012-07-19T14:42:19","slug":"viuva-de-militante-politico-morto-durante-regime-militar-tem-direito-a-indenizacao-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/07\/19\/viuva-de-militante-politico-morto-durante-regime-militar-tem-direito-a-indenizacao-2\/","title":{"rendered":"Vi\u00fava de militante pol\u00edtico morto durante regime militar tem direito a indeniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>A 3.\u00aa Se\u00e7\u00e3o do TRF da 1.\u00aa Regi\u00e3o garantiu \u00e0 vi\u00fava de um militante pol\u00edtico morto durante o regime militar o direito de ser indenizada pelo Estado. A mulher recorreu \u00e0 se\u00e7\u00e3o ap\u00f3s ter o recurso negado pela 6.\u00aa Turma do Tribunal.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O militante pol\u00edtico foi morto em outubro de 1973; mas a a\u00e7\u00e3o judicial com pedido de indeniza\u00e7\u00e3o s\u00f3 foi proposta em outubro de 1999, 26 anos depois. Por esse motivo, a 6.\u00aa Turma havia, por maioria, reconhecido a ocorr\u00eancia de prescri\u00e7\u00e3o e, consequentemente, julgou prejudicado o recurso da vi\u00fava, com base no Decreto 20.910\/1932. O dispositivo limita em cinco anos o prazo para cobran\u00e7a de d\u00edvidas e a\u00e7\u00f5es contra a Fazenda P\u00fablica.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Na ocasi\u00e3o, em mar\u00e7o de 2010, a 6.\u00aa Turma apontou falha da mulher em n\u00e3o declarar o desaparecimento do marido, como prev\u00ea \u00e0 Lei de Anistia (Lei 6.683\/79). Tamb\u00e9m entendeu que, por tratar-se do regime militar, o caso n\u00e3o se enquadraria na Lei 9.140\/95 &#8211; com nova reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei 10.536, de 2002 &#8211; que garante o direito de as fam\u00edlias dos desaparecidos pol\u00edticos serem indenizadas. &#8220;Diante da circunst\u00e2ncia do desaparecimento (&#8230;) poderia a autora, a partir da Lei de Anistia, em 1979, ou pelo menos desde que promulgada a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, ter ajuizado a\u00e7\u00e3o postulando a declara\u00e7\u00e3o de aus\u00eancia do marido&#8221;, mencionou a decis\u00e3o da turma.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Esse entendimento, contudo, foi rebatido na 3.\u00aa Se\u00e7\u00e3o. Por maioria, os magistrados deram raz\u00e3o \u00e0 vi\u00fava e votaram pela tempestividade do pedido.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O relator, desembargador federal Souza Prudente, afian\u00e7ou que &#8220;as a\u00e7\u00f5es em que se busca o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o em face de tortura supostamente praticada por agentes do Estado, durante o regime militar, n\u00e3o se sujeitam ao prazo prescricional previsto no Decreto 20.910\/32&#8221;. Isso porque os abusos, segundo o magistrado, violam os direitos humanos fundamentais assegurados pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Esse mesmo entendimento j\u00e1 foi adotado pelo TRF, em outros julgamentos, e pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a. O STJ, inclusive, reconhece que o artigo 14 da Lei 9.140\/95 deve ser aplicado, tamb\u00e9m, nos casos de direitos violados pelo regime. &#8220;O artigo (&#8230;) n\u00e3o restringiu seu alcance aos desaparecidos pol\u00edticos, pelo contr\u00e1rio, ele abrangeu todas as a\u00e7\u00f5es indenizat\u00f3rias decorrentes de atos arbitr\u00e1rios do regime militar&#8221;, afirma uma das decis\u00f5es do tribunal superior.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Com a decis\u00e3o da 3.\u00aa Se\u00e7\u00e3o de afastar a prescri\u00e7\u00e3o, ficou determinado o retorno dos autos \u00e0 6.\u00aa Turma para exame das demais quest\u00f5es veiculadas nos recursos interpostos pelas partes.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Processo n.\u00ba 0001727-06.1999.4.01.3802<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Denuncio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 3.\u00aa Se\u00e7\u00e3o do TRF da 1.\u00aa Regi\u00e3o garantiu \u00e0 vi\u00fava de um militante pol\u00edtico morto durante o regime militar o direito de ser indenizada pelo Estado. 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