{"id":1658,"date":"2012-07-20T20:56:03","date_gmt":"2012-07-20T20:56:03","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/07\/20\/relatorio-de-1972-aponta-mortes-na-ditadura-2\/"},"modified":"2012-07-20T20:56:03","modified_gmt":"2012-07-20T20:56:03","slug":"relatorio-de-1972-aponta-mortes-na-ditadura-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/07\/20\/relatorio-de-1972-aponta-mortes-na-ditadura-2\/","title":{"rendered":"Relat\u00f3rio de 1972 aponta mortes na ditadura"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>Um relat\u00f3rio do Centro de Informa\u00e7\u00f5es do Ex\u00e9rcito (CIE), \u00f3rg\u00e3o de repress\u00e3o da ditadura militar (1964-1985) extinto h\u00e1 duas d\u00e9cadas, comprova que o governo brasileiro sabia oficialmente 30 anos atr\u00e1s da morte do desaparecido pol\u00edtico Ruy Carlos Vieira Berbert, cujas fotos j\u00e1 morto foram achadas pelo jornal \u201cO Estado de S. Paulo\u201d no Arquivo Nacional. Berbert \u00e9 um dos 12 integrantes da luta armada &#8211; um dos outros \u00e9 Virg\u00edlio Gomes da Silva, comandante do sequestro do embaixador dos EUA Charles Elbrick em 1969, tamb\u00e9m oficialmente desaparecido &#8211; dados como mortos no documento do CIE \u201cTerroristas da ALN com cursos em Cuba (Situa\u00e7\u00e3o em 21jun72)\u201d guardado no Arquivo P\u00fablico do Estado do Rio de Janeiro (Aperj).\u00a0  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Segundo o texto, o homem cujas fotos depois de morto foram divulgadas no s\u00e1bado, 7 de julho, integrou na ilha, sob o codinome Joaquim, uma das turmas de treinamento de guerrilha da ALN (A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional), organiza\u00e7\u00e3o fundada pelo ex-deputado pelo PCB Carlos Marighela. As fotografias mostram o cad\u00e1ver de Berbert em Natividade, hoje no Estado de Tocantins. Depois da publica\u00e7\u00e3o da reportagem, a Comiss\u00e3o da Verdade, criada para investigar crimes contra direitos humanos ocorridos de 1946 a 1988, decidiu reabrir as investiga\u00e7\u00f5es sobre o paradeiro dos restos mortais do guerrilheiro. Foi a primeira iniciativa desse tipo tomada pelo \u00f3rg\u00e3o, que come\u00e7ou a trabalhar em maio.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span><strong>O III DA ALN<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O documento do CIE \u00e9 parte do acervo do antigo Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social (DOPS) carioca guardado no Aperj. O texto aponta que oito dos 12 mortos eram do \u201cIII Ex\u00e9rcito da ALN\u201d, nome dado a uma das turmas do curso de guerrilha &#8211; s\u00e3o citadas quatro. O detalhamento do relat\u00f3rio &#8211; com codinome de cada guerrilheiro na ilha, nomes de quase todos, per\u00edodo do treino (maio a dezembro de 1970, no caso do III Ex), turma (s\u00e3o citadas quatro), situa\u00e7\u00e3o (morto, foragido, preso ou banido) e at\u00e9 cursos espec\u00edficos que s\u00f3 alguns frequentaram (explosivos, enfermagem)- levantou suspeitas entre ex-ativistas. Para alguns sobreviventes da organiza\u00e7\u00e3o, havia um agente infiltrado, presumivelmente da Ag\u00eancia Central de Intelig\u00eancia dos EUA (CIA, na sigla em ingl\u00eas) em Cuba, delatando-os.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>O III Ex da ALN teve caracter\u00edsticas especiais. Seus integrantes formaram o \u201cGrupo dos 28\u201d, que rachou com a organiza\u00e7\u00e3o e formou o Molipo (Movimento de Liberta\u00e7\u00e3o Popular), dizimado ao tentar se instalar no Brasil.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Ag\u00eancia Estado<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um relat\u00f3rio do Centro de Informa\u00e7\u00f5es do Ex\u00e9rcito (CIE), \u00f3rg\u00e3o de repress\u00e3o da ditadura militar (1964-1985) extinto h\u00e1 duas d\u00e9cadas, comprova que o governo brasileiro sabia oficialmente 30 anos atr\u00e1s da morte do desaparecido pol\u00edtico Ruy Carlos Vieira Berbert, cujas fotos j\u00e1 morto foram achadas pelo jornal \u201cO Estado de S. Paulo\u201d no Arquivo Nacional. 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