{"id":1659,"date":"2012-07-20T21:00:11","date_gmt":"2012-07-20T21:00:11","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/07\/20\/mais-um-militar-e-denunciado-por-desaparecimento-de-guerrilheiro-2\/"},"modified":"2012-07-20T21:00:11","modified_gmt":"2012-07-20T21:00:11","slug":"mais-um-militar-e-denunciado-por-desaparecimento-de-guerrilheiro-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/07\/20\/mais-um-militar-e-denunciado-por-desaparecimento-de-guerrilheiro-2\/","title":{"rendered":"Mais um militar \u00e9 denunciado por desaparecimento de guerrilheiro"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Par\u00e1 denunciou mais um militar por sequestro durante a guerrilha do Araguaia. O major da reserva L\u00edcio Augusto Maciel \u00e9 acusado pelo sequestro de Divino Ferreira de Sousa, \u00fanico de quatro guerrilheiros que foi levado vivo \u00e0s depend\u00eancias do Ex\u00e9rcito ap\u00f3s confronto com militares em 1973, no Sul do Par\u00e1, durante a Opera\u00e7\u00e3o Marajoara, de repress\u00e3o \u00e0 guerrilha. Na \u00e9poca, o major usava o codinome de &#8220;doutor Asdr\u00fabal&#8221;.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Esta \u00e9 a segunda a\u00e7\u00e3o penal movida pelo MPF contra militares envolvidos na repress\u00e3o \u00e0 guerrilha do Araguaia. O primeiro denunciado foi Sebasti\u00e3o Curi\u00f3. A den\u00fancia n\u00e3o foi aceita pela primeira inst\u00e2ncia \u2013 a Justi\u00e7a Federal de Marab\u00e1 \u2013 mas o MPF est\u00e1 recorrendo. Para o MPF, os crimes de sequestro praticados durante o regime militar n\u00e3o est\u00e3o prescritos ou cobertos pelo manto da anistia por serem crimes permanentes, de acordo com decis\u00f5es do pr\u00f3prio Supremo Tribunal Federal brasileiro e tamb\u00e9m da Corte Interamericana de Direitos Humanos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Segundo o MPF, Divino foi emboscado no dia 14 de outubro de 1973 pelos militares chefiados por L\u00edcio. O guerrilheiro estava junto com Andr\u00e9 Grabois (Z\u00e9 Carlos), Jo\u00e3o Gualberto Calatroni (Zeb\u00e3o) e Ant\u00f4nio Alfredo de Lima (Alfredo). O militares atiraram e tr\u00eas guerrilheiros foram mortos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Divino foi levado com vida para a base militar da Casa Azul, em Marab\u00e1, e interrogado. Segundo o MPF, ele foi submetido a grave sofrimento f\u00edsico.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Depois do interrogat\u00f3rio, n\u00e3o foi mais visto. O militar Jos\u00e9 Vargas Jimenez, que escreveu um livro sobre a repress\u00e3o \u00e0 guerrilha, confirmou o sequestro em depoimento oficial \u00e0s autoridades brasileiras. Ele disse que Divino foi capturado com vida e levado para as depend\u00eancias do Ex\u00e9rcito. Tamb\u00e9m foi relacionado como testemunha Manoel Leal Lima, o Vanu, que servia de guia para os militares.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Vanu afirmou que os militantes estavam abatendo porcos para a alimenta\u00e7\u00e3o no momento da captura e poderiam ser rendidos facilmente, mas foram mortos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">As duas testemunhas contam que os outros tr\u00eas militantes do PCdoB foram enterrados. Segundo Jimenez, um dos corpos teve o dedo cortado por um soldado, que descarnou o dedo e passou a usar o osso do guerrilheiro como amuleto.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Segundo os procuradores, L\u00edcio Augusto Maciel teve participa\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca nos crimes relatados na den\u00fancia e reconheceu essa participa\u00e7\u00e3o em depoimento prestado na Justi\u00e7a Federal do Rio de Janeiro, em 2010.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Segundo o MPF, a Opera\u00e7\u00e3o Marajoara marcou a ado\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de medidas ilegais e violentas, com sequestros e execu\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria dos militantes. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 not\u00edcias de sequer um militante que, privado da liberdade pelas For\u00e7as Armadas durante a Opera\u00e7\u00e3o Marajoara, tenha sido encontrado livre posteriormente\u201d, relata a den\u00fancia do MPF.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A den\u00fancia contra L\u00edcio \u00e9 assinada pelos procuradores da Rep\u00fablica Tiago Modesto Rabelo, Andr\u00e9 Casagrande Raupp, Melina Alves Tostes e Luana Vargas Macedo, de Marab\u00e1, Ubiratan Cazetta e Fel\u00edcio Pontes Jr., de Bel\u00e9m, Ivan Cl\u00e1udio Marx, de Uruguaiana, Andrey Borges de Mendon\u00e7a, de Santos, e Sergio Gardenghi Suiama e Marlon Alberto Weichert, de S\u00e3o Paulo. A a\u00e7\u00e3o contra L\u00edcio Augusto Maciel tramita na 2\u00aa Vara da Justi\u00e7a Federal de Marab\u00e1.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Di\u00e1rio de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Par\u00e1 denunciou mais um militar por sequestro durante a guerrilha do Araguaia. 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