{"id":1766,"date":"2012-07-30T18:13:25","date_gmt":"2012-07-30T18:13:25","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/07\/30\/a-verdade-dos-anos-de-chumbo-na-unb-3\/"},"modified":"2012-07-30T18:13:25","modified_gmt":"2012-07-30T18:13:25","slug":"a-verdade-dos-anos-de-chumbo-na-unb-3","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/07\/30\/a-verdade-dos-anos-de-chumbo-na-unb-3\/","title":{"rendered":"A verdade dos anos de chumbo na UnB"},"content":{"rendered":"<p><p style=\"text-align: justify;\">Universidade de Bras\u00edlia deve instalar em agosto a comiss\u00e3o que pretende resgatar e esclarecer epis\u00f3dios ocorridos durante a ditadura militar contra alunos e professores. Grupo pretende identificar quem eram os informantes do governo na institui\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1751\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/1924.jpg\" border=\"0\" width=\"250\" height=\"185\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<address \/>Honestino Guimar\u00e3es (em p\u00e9, \u00e0 direita) foi um dos estudantes perseguidos pelos militares na UnB  <!--more-->  <\/address>\n<p style=\"text-align: justify;\">As p\u00e1ginas em branco deixadas pela ditadura na hist\u00f3ria das fam\u00edlias dos estudantes da Universidade de Bras\u00edlia podem come\u00e7ar a ser preenchidas. No in\u00edcio de agosto, a Comiss\u00e3o da Verdade da UnB iniciar\u00e1 os trabalhos para recolher documentos e depoimentos sobre o que ocorreu na institui\u00e7\u00e3o no per\u00edodo compreendido entre 1964 e 1988, quando foi promulgada a atual Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Al\u00e9m de contribuir com o grupo nacional, uma das inten\u00e7\u00f5es \u00e9 identificar quem foram os colaboradores do regime dentro da universidade e quais direitos dos que resistiram ao regime foram violados. Outro ponto a ser tratado \u00e9 o resgate do projeto inicial idealizado por Darcy Ribeiro ao fundar a institui\u00e7\u00e3o de ensino superior, criada para ser o centro de pensamento cultural livre de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 hoje, as informa\u00e7\u00f5es sobre a resist\u00eancia e a repress\u00e3o dos militares foram coletadas a partir de testemunhos. Professores reintegrados e alunos contaram o que viveram \u00e0 \u00e9poca. Com a recente Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o, uma outra vers\u00e3o dos fatos pode ser descoberta. Os arquivos do Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00f5es (SNI) \u2014 que antes traziam com tarjas pretas sobre os nomes dos envolvidos com a repress\u00e3o e atentados aos direitos humanos \u2014 agora est\u00e3o liberados no Arquivo Nacional e na pr\u00f3pria universidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Jos\u00e9 Ot\u00e1vio Nogueira, um dos entusiastas da proposta e professor do Departamento de Hist\u00f3ria, a pesquisa pode trazer revela\u00e7\u00f5es surpreendentes sobre os anos de chumbo. \u201cJ\u00e1 come\u00e7am a pipocar pap\u00e9is do monitoramento do regime na UnB at\u00e9 a primeira elei\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, quando Cristovam Buarque tornou-se reitor\u201d, afirma. Al\u00e9m disso, o historiador espera encontrar comprovantes que expliquem a repres\u00e1lia sofrida pelos docentes que n\u00e3o conseguiram progredir na carreira porque defendiam outras quest\u00f5es ideol\u00f3gicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os relatos dos arapongas instalados pela ditadura devem apontar como eram tratados os desaparecidos pol\u00edticos, como Honestino Guimar\u00e3es, Paulo de Tarso e Ieda Delgado, ex-estudantes da UnB que posteriormente foram sequestrados e assassinados pelos militares. Documentos revelados pelo Correio, publicados em abril, mostram algumas das acusa\u00e7\u00f5es contra o maior s\u00edmbolo da resist\u00eancia brasiliense. Honestino era acusado pelo governo de \u201cpromover e orientar a a\u00e7\u00e3o subversiva na UnB e ser o respons\u00e1vel por todas as crises por que tem passado a institui\u00e7\u00e3o. Um agitador contumaz e pernicioso ao ambiente universit\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Iniciativa positiva <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o sobrinho do ex-presidente da Federa\u00e7\u00e3o dos Estudantes Universit\u00e1rios de Bras\u00edlia (Feub) Mateus Guimar\u00e3es, 26 anos, toda iniciativa no sentido de revelar a verdade dos fatos \u00e9 positiva. \u201cA cada pedacinho da hist\u00f3ria do meu tio que descubro, conhe\u00e7o um pouco mais de mim, das minhas atitudes e rea\u00e7\u00f5es\u201d, diz. Em uma conversa recente com Cl\u00e1udio Almeida, amigo e companheiro de Honestino, o jovem ouviu uma hist\u00f3ria sobre uma fuga do tio. \u201cEles estavam em uma van. Um estudante simulou estar passando mal e os militares abriram a porta para ver o que era. Nesse momento, Honestino saiu correndo. Os policiais atiraram contra ele, mas n\u00e3o o atingiram\u201d, relata. A hist\u00f3ria j\u00e1 era conhecida pelo rapaz, mas um pequeno detalhe completou mais uma pe\u00e7a do quebra-cabe\u00e7a. \u201cO Cl\u00e1udio contou que o epis\u00f3dio foi perto do Zool\u00f3gico. Isso fez toda diferen\u00e7a. Agora, quando eu passar por ali, vou poder lembrar e refletir\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o da Verdade, em nenhum \u00e2mbito, tem for\u00e7a penal, ou seja, n\u00e3o pode punir ou exigir pris\u00f5es. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 mudar a rela\u00e7\u00e3o da universidade com a hist\u00f3ria, al\u00e9m de revelar fatos do passado importantes para o futuro da comunidade acad\u00eamica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A investiga\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como funcionar\u00e1 a Comiss\u00e3o da Verdade da UnB:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00bb Possivelmente ser\u00e1 formada por 11 integrantes. A nomea\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o foi realizada. Os membros n\u00e3o v\u00e3o parar as atividades acad\u00eamicas e as pesquisas ser\u00e3o feitas em conjunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00bb Os levantamentos focar\u00e3o o per\u00edodo compreendido<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">entre 1964 e 1988.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00bb O colegiado atuar\u00e1 em duas frentes: reunir documentos relacionados aos direitos humanos e liberdades individuais feridas na ditadura no Arquivo Nacional ou no conjunto de dados da pr\u00f3pria universidade. Al\u00e9m disso, colher\u00e1 depoimentos de alunos, docentes e outras pessoas que vivenciaram o per\u00edodo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00bb Os trabalhos ser\u00e3o conclu\u00eddos antes da Comiss\u00e3o da Verdade Nacional. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 contribuir com informa\u00e7\u00f5es consistentes para levantar o que ocorreu na UnB na ditadura e complementar o trabalho j\u00e1 realizado. A previs\u00e3o \u00e9 que a pesquisa seja conclu\u00edda no in\u00edcio de 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00bb Haver\u00e1 debate para tentar compreender como o projeto de vanguarda, revolucion\u00e1rio, idealizado por Darcy Ribeiro, acabou reprimido. Pretende-se ainda promover o resgate desses ideais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00bb O grupo deve firmar parcerias com outros \u00f3rg\u00e3os para ter acesso a outros documentos e informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00bb A comiss\u00e3o vai apurar quais foram os colaboradores do regime militar dentro da UnB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Artigo <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mateus Dounis Guimar\u00e3es, sobrinho de Honestino Guimar\u00e3es e membro do<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comit\u00ea pela Verdade, Mem\u00f3ria e Justi\u00e7a do DF<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9.692 dias&#8230; e depois?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fosse eu o meu tio, teria desaparecido no s\u00e1bado passado, 21 de julho de 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Honestino Monteiro Guimar\u00e3es nasceu em 28 de mar\u00e7o de 1947 e o \u00faltimo relato confirmado sobre ele data de 10 de outubro de 1973, quando completava 9.692 dias de exist\u00eancia. Eu nasci em 7 de janeiro de 1986, e completei 9.692 dias de vida h\u00e1 exatamente uma semana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se fosse comigo \u2014 estivesse eu clandestino por lutar pelos direitos de todos n\u00f3s \u2014 minha m\u00e3e teria recebido tr\u00eas dias depois, aqui em Bras\u00edlia, um bilhete comunicando que eu teria sido \u201cinternado\u201d, c\u00f3digo que Honestino e a minha av\u00f3 Maria Rosa tinham estabelecido para informar sua pris\u00e3o. Depois da not\u00edcia, vov\u00f3 correu para o Rio de Janeiro com o meu pai, Norton, iniciando a angustiante busca. A \u00fanica informa\u00e7\u00e3o que conseguiram foi que ele havia sido sequestrado pelo Centro de Informa\u00e7\u00f5es da Marinha (Cenimar). Na certid\u00e3o de \u00f3bito, emitida no \u00e2mbito da Lei n\u00ba 9.140\/1995, consta t\u00e3o somente:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c&#8230; lavrado o \u00f3bito de Honestino Monteiro Guimar\u00e3es, falecido aos 10 dias do m\u00eas de outubro do ano de 1973, em hora ignorada, em local ignorado (&#8230;) Causa mortis: . M\u00e9dico atestante: Dr(a) . , Local de sepultamento: . \u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas lacunas. P\u00e1ginas de uma biografia que permanecem em branco. Com esse documento, a \u00fanica coisa que o Estado assumiu \u2014 a data em que o sequestraram \u2014 ainda o fez querendo enganar, ao colocar como a data do falecimento. Ao meu ver, soa como uma tentativa, digamos, de evitar quaisquer perguntas desse dia em diante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Frustra\u00e7\u00f5es perversas para uma m\u00e3e que s\u00f3 queria encontrar o seu filho. Desde ent\u00e3o, o Estado brasileiro perpetua a tortura, na medida em que n\u00e3o teve a coragem, o respeito e o compromisso com seu povo que Chile, Argentina, Peru, Uruguai e tantos outros pa\u00edses demonstraram ao efetivar um processo real de Justi\u00e7a de Transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As lacunas s\u00e3o como barreiras que me impedem de compreender por completo a dimens\u00e3o dessa hist\u00f3ria na minha vida. Em busca de respostas, fa\u00e7o o doloroso exerc\u00edcio de me colocar no lugar dele: se, aos meus 9.692 dias de vida, tivesse sido raptado e levado para a tortura, o c\u00e1rcere e a morte? Penso na minha fam\u00edlia, em minhas amigas e amigos e como a not\u00edcia iria impactar a todos. Penso em meu povo e no quanto eu ainda gostaria de contribuir com sua emancipa\u00e7\u00e3o. E me indigno ao cogitar a remota possibilidade de justi\u00e7a que teria nesse sistema, cujo regime \u00e9 definido pelo poderio econ\u00f4mico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O exerc\u00edcio \u00e9 limitado pelas d\u00favidas. Em 15 de outubro de 1973, 9.699 dias depois de nascido ele ainda estaria vivo? Afinal, o que aconteceu? Como ele resistiu? Como tratou os torturadores? J\u00e1 que se preparava para o pior, como reagiu nos \u00faltimos momentos? Que palavras pronunciou? Como foi? Quem? Quando? Onde?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As perguntas se esvaem no choque com a realidade: vivo em um pa\u00eds no qual, ainda hoje, centenas de fam\u00edlias t\u00eam de lutar para tentar garantir o direito \u00e0 mem\u00f3ria e \u00e0 verdade. Por isso, reivindico e luto por esses direitos, n\u00e3o s\u00f3 pela minha fam\u00edlia, pelas fam\u00edlias dos mortos e desaparecidos pol\u00edticos e pelos que foram violentados pela ditadura civil-militar no pa\u00eds. Mas por todos que t\u00eam seus direitos sequestrados por esse sistema opressor, gerador da impunidade perpetrada pelo Judici\u00e1rio brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa perspectiva, a luta pelo direito \u00e0 mem\u00f3ria e \u00e0 verdade soma-se \u00e0 luta em defesa das crian\u00e7as sem inf\u00e2ncia, das m\u00e3es desamparadas, dos trabalhadores escravizados. Luta pelo direito \u00e0 terra e \u00e0 soberania alimentar; dos povos ind\u00edgenas atingidos por desmatamentos e hidrel\u00e9tricas; dos ribeirinhos cujos rios foram polu\u00eddos; dos quilombolas para manterem suas ra\u00edzes, das comunidades tradicionais de matriz africana contra os apartheids contempor\u00e2neos; dos jovens das periferias; das popula\u00e7\u00f5es em situa\u00e7\u00e3o de rua. Enfim, nossa luta \u00e9 uma, pois nosso inimigo \u00e9 o mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As perguntas n\u00e3o cessam, por vezes voltam refletindo sobre as imensur\u00e1veis perdas. O que Honestino faria hoje? Um cara inteligent\u00edssimo e dedicado, que, desde crian\u00e7a, sonhava ser presidente do Brasil, certamente o seria se assim quisesse. E as outras tantas vidas brilhantes ceifadas na barb\u00e1rie? Que diferen\u00e7a fariam hoje tantos sonhos e projetos de na\u00e7\u00e3o que, como a Universidade de Bras\u00edlia, foram aniquilados? Como dimensionar tantas perdas?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na d\u00favida se as perdas ser\u00e3o superadas um dia, fico com a resposta de Honestino, registrada no mandado de seguran\u00e7a popular escrito em seus \u00faltimos dias de liberdade clandestina: \u201cA justi\u00e7a a que recorro \u00e9 a consci\u00eancia democr\u00e1tica de nosso povo e dos povos de todo o mundo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Impactos no projeto de Darcy Ribeiro <\/strong><\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1754\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/2699.jpg\" border=\"0\" width=\"150\" height=\"227\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<address>Para Mateus, sobrinho de Honestino, os fatos precisam ser revelados <\/address>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Quando abriu as portas, em 1962, a Universidade de Bras\u00edlia tinha um projeto inovador, classificado por muitos como revolucion\u00e1rio. Darcy Ribeiro pensou uma universidade livre, sem pol\u00edtica de cr\u00e9ditos definida para a forma\u00e7\u00e3o. Um ambiente universit\u00e1rio no qual as pessoas formariam o conhecimento a partir das trocas coletivas, no Instituto Central de Ci\u00eancias. Isso se perdeu ap\u00f3s a reforma da educa\u00e7\u00e3o, com a padroniza\u00e7\u00e3o do ensino superior. Hoje, embora ainda seja poss\u00edvel fazer mat\u00e9rias alternativas, algumas experi\u00eancias se perderam.<\/p>\n<p>Em 1966, por exemplo, Honestino estava inscrito no curso de extens\u00e3o de futurologia. As aulas eram ministradas por Gilberto Freyre, um dos mais importantes pensadores brasileiros do s\u00e9culo 20. A experi\u00eancia quase impens\u00e1vel nos dias atuais inclu\u00eda aulas te\u00f3ricas e com aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica em conjunto com a sociedade. \u201cVoltar a debater esse projeto seria a maior contribui\u00e7\u00e3o dessa comiss\u00e3o, mas \u00e9 preciso muita coragem e disposi\u00e7\u00e3o, tendo em vista que colocar\u00e1 em quest\u00e3o a maneira como a universidade est\u00e1 estruturada. As mudan\u00e7as provocadas pelo regime no plano de Darcy e de An\u00edsio Teixeira seriam uma balan\u00e7a para dimensionar os impactos da ditadura\u201d, afirma Mateus Guimar\u00e3es.<\/p>\n<p>O projeto previa o pensamento independente, cr\u00edtico, com autonomia na gest\u00e3o intelectual estava completamente fora dos padr\u00f5es do Estado na \u00e9poca. \u201cA UnB representava a liberdade de pensamento, tudo que era mais combatido pelo governo da \u00e9poca. Come\u00e7ou ent\u00e3o a pol\u00edtica de terror, de punir quem questionasse. Alguns resistiram, mas muito se perdeu\u201d, lembra o professor de direito Cristiano Paix\u00e3o. (MA)<\/p>\n<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Fonte &#8211; Correio Web<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Universidade de Bras\u00edlia deve instalar em agosto a comiss\u00e3o que pretende resgatar e esclarecer epis\u00f3dios ocorridos durante a ditadura militar contra alunos e professores. Grupo pretende identificar quem eram os informantes do governo na institui\u00e7\u00e3o Honestino Guimar\u00e3es (em p\u00e9, \u00e0 direita) foi um dos estudantes perseguidos pelos militares na UnB<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1751,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1766"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1766"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1766\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1751"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1766"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1766"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1766"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}