{"id":1806,"date":"2012-08-02T01:47:38","date_gmt":"2012-08-02T01:47:38","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/08\/02\/ex-delegado-afirma-que-padre-henrique-foi-assassinado-qpor-acasoq-2\/"},"modified":"2012-08-02T01:47:38","modified_gmt":"2012-08-02T01:47:38","slug":"ex-delegado-afirma-que-padre-henrique-foi-assassinado-qpor-acasoq-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/08\/02\/ex-delegado-afirma-que-padre-henrique-foi-assassinado-qpor-acasoq-2\/","title":{"rendered":"Ex-delegado afirma que padre Henrique foi assassinado &#8220;por acaso&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Jorge Tarso de Souza disse \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade de Pernambuco que n\u00e3o havia planejamento para matar o bra\u00e7o direito de dom Helder<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1783\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/20120731210925183063e.jpg\" border=\"0\" width=\"256\" height=\"170,5\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<address \/>Na primeira sess\u00e3o p\u00fablica da Comiss\u00e3o Estadual da Mem\u00f3ria e Verdade, Jorge Tarso de Souza prestou depoimento sobre a morte do Padre Henrique. Foto: Teresa Maia\/DP\/D.A.Press  <!--more-->  <\/address>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Em um depoimento hist\u00f3rico, mas sem novas informa\u00e7\u00f5es, a Comiss\u00e3o da Mem\u00f3ria e da Verdade em Pernambuco saiu na frente da Comiss\u00e3o Nacional e realizou, ontem, a primeira audi\u00eancia p\u00fablica com um personagem que foi testemunha dos crimes cometidos pelo aparelho repressivo do regime militar do Brasil (1964-1985). Em depoimento aos membros do grupo, o ex-delegado Jorge Tarso de Souza jogou mais lenha na \u201cfogueira\u201d do caso do padre Henrique, assassinado em 1969 e considerado o bra\u00e7o direito do arcebispo de Recife e Olinda, dom Helder Camara. A tese pol\u00eamica referendada por ele seria de que n\u00e3o havia planejamento para o assassinato do religioso e que o crime foi cometido \u201cpor acaso\u201d.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u201cA inten\u00e7\u00e3o inicial era dar um susto em dom Helder Camara. Mas algu\u00e9m acabou fazendo isso\u2026 Tanto \u00e9 que depois deste assassinato, o grupo parou de fazer grandes atentados\u201d, disse Tarso. A argumenta\u00e7\u00e3o foi logo contestada por membros do colegiado, como o advogado Gilberto Marques, que relembrou que o padre foi morto com dois tiros precisos na cabe\u00e7a, um bem perto do outro. \u201cComo voc\u00ea mata sem querer uma pessoa com dois tiros na cabe\u00e7a?\u201d, ironizou o especialista em direito, levantando tamb\u00e9m as discuss\u00f5es em torno do tipo de armamento e a dist\u00e2ncia na qual os disparos forma efetuados.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Outro depoimento de Jorge de Tarso que chamou a aten\u00e7\u00e3o foi que ele teria assumido um posto de destaque na pol\u00edcia (uma delegacia na capital) e encontrou no bir\u00f4 do ent\u00e3o delegado e promotor do Minist\u00e9rio P\u00fablico Bartolomeu Gibson, tamb\u00e9m relacionado como um dos r\u00e9us, um peda\u00e7o de corda, o que lhe chamou a aten\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, ele pegou o fragmento e juntou ao peda\u00e7o encontrado junto ao corpo de padre Henrique. \u201cJuntei, e as duas cordas se encaixavam\u201d, contou friamente, afirmando ainda que era uma pessoa \u201cnon grata\u201d pelo Departamento de Ordem Pol\u00edcia e Social (Dops). As provas coletadas por ele foram entregues a representantes da Pol\u00edcia Federal, mas foram perdidas.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u201cBartolomeu Gibson era o mandachuva do Dops e fez o que p\u00f4de para atrapalhar as investiga\u00e7\u00f5es do crime\u201d, denunciou. Basta assinalar que Jorge de Tarso, antes de ingressar na pol\u00edcia, ajudou na investiga\u00e7\u00e3o do caso, j\u00e1 que era irm\u00e3o do assistente de acusa\u00e7\u00e3o Fernando Tarso. Inclusive, no primeiro inqu\u00e9rito foi convocado pelo magistrado Alu\u00edzo Xavier numa consulta, com cinco pessoas, e todos atestaram que Rog\u00e9rio Matos (apresentado como bra\u00e7o direito de Bartolomeu), preso posteriormente por outro crime, seria o culpado.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">O ex-deputado e membro da Comiss\u00e3o da Verdade, Pedro Eurico, tamb\u00e9m destacou que, apesar das duas investiga\u00e7\u00f5es (ambas prescritas na Justi\u00e7a), o depoimento do ex-delegado ajudou a comprovar as liga\u00e7\u00f5es do aparelho de estado com o crime, al\u00e9m de verificar que havia uma rela\u00e7\u00e3o estreita do Dops com o ent\u00e3o Comando de Ca\u00e7a aos Comunistas (CCC).<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Di\u00e1rio de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Tarso de Souza disse \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade de Pernambuco que n\u00e3o havia planejamento para matar o bra\u00e7o direito de dom Helder Na primeira sess\u00e3o p\u00fablica da Comiss\u00e3o Estadual da Mem\u00f3ria e Verdade, Jorge Tarso de Souza prestou depoimento sobre a morte do Padre Henrique. 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