{"id":1871,"date":"2012-08-07T22:17:35","date_gmt":"2012-08-07T22:17:35","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/08\/07\/milhares-de-arquivos-secretos-do-ditador-pinochet-sao-revelados\/"},"modified":"2012-08-07T22:17:35","modified_gmt":"2012-08-07T22:17:35","slug":"milhares-de-arquivos-secretos-do-ditador-pinochet-sao-revelados","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/08\/07\/milhares-de-arquivos-secretos-do-ditador-pinochet-sao-revelados\/","title":{"rendered":"Milhares de arquivos secretos do ditador Pinochet s\u00e3o revelados"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Segundo documentos, ditadura chilena trocava correspond\u00eancias com o Vaticano e o FBI<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/in\/5673679-0a2-bd5\/FT500A\/2006-090714-_20061210.jpg\" border=\"0\" width=\"250\" height=\"187,5\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O ditador Augusto Pinochet durante uma visita a uma f\u00e1brica de armas em Santiago, no Chile<\/p>\n<address>  <!--more-->  <\/address>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A pol\u00edcia secreta do general Augusto Pinochet liderou uma rede de espionagem dentro e fora do Chile, que cruzava informa\u00e7\u00e3o com o Vaticano, o FBI, e com outras ditaduras da Am\u00e9rica Latina. As opera\u00e7\u00f5es detalhadas na documenta\u00e7\u00e3o, revelados pela ag\u00eancia alem\u00e3 DPA, mostram ainda a persegui\u00e7\u00e3o a centenas de correspondentes dentro e fora do Chile, como Pierre Kalfon, do jornal franc\u00eas \u201cLe Monde\u201d, e James Pringle, da revista americana \u201cNewsweek\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Catalogados e guardados por d\u00e9cadas como confidenciais, os arquivos indicam que os corpos de repress\u00e3o do Chile, primeiro a Dire\u00e7\u00e3o de Intelig\u00eancia Nacional (Dina) e logo a Central Nacional de Informa\u00e7\u00f5es (CNI), mantinham uma troca de correspond\u00eancia quase di\u00e1ria com ministros e outras autoridades, para coordenar opera\u00e7\u00f5es em todo o mundo. Os textos mostram ainda di\u00e1logos com o Vaticano, para neutralizar setores da Igreja que criticavam as viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos, liderados pelo cardeal Ra\u00fal Silva Henr\u00edquez.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Segundo os documentos, o diretor da Dina, o coronel Manuel Contreras &#8211; hoje preso e cumprindo dezenas de condena\u00e7\u00f5es &#8211; tinha poder para investigar at\u00e9 os funcion\u00e1rios p\u00fablicos, como mostra uma circular de 1975. Intelectuais, como o escritor Ariel Dorfman tamb\u00e9m foram investigados. As equipes de intelig\u00eancia enviam ao governo detalhes inclusive de debates em centros de estudo, o que chamam de \u201cativismo intelectual\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cSua excel\u00eancia (Pinochet) declara que, a partir desta data, nenhum funcion\u00e1rio p\u00fablico poder\u00e1 ser contratado sem que previamente se inclua a seus antecedentes um informe da Dina sobre as atividades que ele possa ter realizado, informava o ministro do Interior da \u00e9poca, o general Ra\u00fal Benavides.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A documenta\u00e7\u00e3o revela um esfor\u00e7o cont\u00ednuo da ditadura em desacreditar a seus opositores e ganhar aliados, opera\u00e7\u00e3o que envolveu o atual deputado da Renova\u00e7\u00e3o Nacional Alberto Cardemil, correligion\u00e1rio do presidente Sebasti\u00e1n Pi\u00f1era. Cardemil, ex- vice-ministro do Interior na \u00e9poca, enviou arquivos secretos sobre a ONG \u201cVicariato da Solidariedade\u201d afim de lan\u00e7ar um amplo programa para desacreditar a institui\u00e7\u00e3o defensora dos direitos humanos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Poderes ampliados<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em 1976, os poderes da Dina foram ampliados. O \u00f3rg\u00e3o repressor passou a investigar qualquer funcion\u00e1rio. Seu diretor poderia inclusive dar ordens a ministros, como revela o Plano de Opera\u00e7\u00f5es \u00c9psilon. A iniciativa foi planejada em junho de 1975 por Contreras, diante da vista da Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos ao pa\u00eds. A estrat\u00e9gia, divulgada em 11 p\u00e1ginas distribu\u00eddas a ministros e chefes de servi\u00e7os da ditadura, tinha como miss\u00e3o \u201crealizar uma campanha de a\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica aberta e clandestina\u201d para neutralizar no mundo as den\u00fancias por viola\u00e7\u00f5es aos direitos humanos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A coordena\u00e7\u00e3o entre a pol\u00edcia secreta e os ministros continuaram inclusive depois da dissolu\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o, em 1978. A CNI, que substitui a Dina, impulsionou desde sua cria\u00e7\u00e3o as opera\u00e7\u00f5es na Bol\u00edvia, Argentina e Brasil, por meio das embaixadas chilenas que enviavam informes peri\u00f3dicos sobre a atividade dos exilados, os meios de comunica\u00e7\u00e3o e os organismos humanit\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; O Globo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Segundo documentos, ditadura chilena trocava correspond\u00eancias com o Vaticano e o FBI O ditador Augusto Pinochet durante uma visita a uma f\u00e1brica de armas em Santiago, no Chile<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1871"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1871"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1871\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1871"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1871"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1871"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}