{"id":2441,"date":"2012-10-02T22:04:19","date_gmt":"2012-10-02T22:04:19","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/10\/02\/gt-que-investiga-operacao-condor-inicia-atividades-pelo-rs-2\/"},"modified":"2012-10-02T22:04:19","modified_gmt":"2012-10-02T22:04:19","slug":"gt-que-investiga-operacao-condor-inicia-atividades-pelo-rs-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/10\/02\/gt-que-investiga-operacao-condor-inicia-atividades-pelo-rs-2\/","title":{"rendered":"GT que investiga Opera\u00e7\u00e3o Condor inicia atividades pelo RS"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Os familiares das v\u00edtimas da Opera\u00e7\u00e3o Condor que vivem no Rio Grande do Sul foram ouvidos pela Comiss\u00e3o Nacional da Verdade nesta segunda-feira (01). O encontro ocorreu na sede da Comiss\u00e3o Estadual da Verdade, no pr\u00e9dio onde funciona o Instituto da Previd\u00eancia do RS. As investiga\u00e7\u00f5es da coopera\u00e7\u00e3o militar de \u00f3rg\u00e3os de intelig\u00eancia das for\u00e7as armadas de pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul durante as ditaduras militares, nas d\u00e9cadas de 70 e 80, come\u00e7am em territ\u00f3rio ga\u00facho pela participa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do estado na Opera\u00e7\u00e3o Condor.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2351\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Rosa-Maria-Cardoso-Comiss%C3%A3o-da-Verdade-IMG_4320-300x199.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"199\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>\n<address \/>Comiss\u00e3o Estadual da Verdade do RS assinar\u00e1 termo de coopera\u00e7\u00e3o com Comiss\u00e3o Nacional em novembro | Foto: Bernardo Jardim Ribeiro\/Sul21  <!--more-->  <\/address>\n<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 um local estrat\u00e9gico. O Jair Krischke (Conselheiro do Movimento de Justi\u00e7a e Direitos Humanos) tem dados e informa\u00e7\u00f5es que dizem, diferente do que foi divulgado at\u00e9 hoje, que a Opera\u00e7\u00e3o Condor n\u00e3o foi constitu\u00edda em 1975, no Chile. Ele tem provas de que o Brasil praticou atos fundacionais desta opera\u00e7\u00e3o muito antes da d\u00e9cada de 70\u201d, disse a advogada e coordenadora do GT Opera\u00e7\u00e3o Condor, Rosa Maria Cardoso da Cunha.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Segundo ela, os materiais que comprovam a participa\u00e7\u00e3o do Brasil na considerada mais terr\u00edvel a\u00e7\u00e3o cooperativa entre for\u00e7as armadas para exterminar grupos de resist\u00eancia a golpes militares ser\u00e3o cedidos por Krischke \u00e0 Comiss\u00e3o Nacional da Verdade. \u201cO que ele tem \u00e9 t\u00e3o importante que ele ir\u00e1 depor em Bras\u00edlia\u201d, disse Rosa.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A estimativa \u00e9 que mais de 100 mil pessoas foram mortas e 400 mil torturadas em decorr\u00eancia das a\u00e7\u00f5es da opera\u00e7\u00e3o que envolveu militares brasileiros, chilenos, uruguaios, argentinos, bolivianos e paraguaios. De acordo com a advogada Rosa Maria Cardoso da Cunha, o grupo ir\u00e1 apurar todos os arquivos referentes ao per\u00edodo, compreendendo estruturas das for\u00e7as armadas e ligadas ao Itamaraty. Uma destas estruturas \u00e9 o Ciex (Centro de Informa\u00e7\u00f5es do Exterior). Conforme Rosa, documentos ser\u00e3o requeridos a embaixadas e consulados de pa\u00edses como Chile, Argentina e Uruguai em territ\u00f3rio brasileiro. Integrantes da Comiss\u00e3o da Verdade tamb\u00e9m viajar\u00e3o para pa\u00edses vizinhos para buscar documentos nas embaixadas do Brasil.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Comiss\u00f5es estaduais auxiliam nas investiga\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2352\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Rosa-Maria-Cardoso-Comiss%C3%A3o-da-Verdade-IMG_4372-300x199.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"199\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\n<address>Coordenadora do GT Opera\u00e7\u00e3o Condor Rosa Maria Cardoso diz que estados ter\u00e3o apoio da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade para convocar depoimentos e dados sigilosos | Foto: Bernardo Jardim Ribeiro\/Sul21<\/address>\n<p class=\"p2\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\">Para auxiliar nas investiga\u00e7\u00f5es e unificar o trabalho feito nacionalmente com o desenvolvidos pelas Comiss\u00f5es Estaduais de Verdade, a coordenadora explica que termos de coopera\u00e7\u00e3o est\u00e3o sendo assinados com os estados. Pernambuco j\u00e1 assinou e o Rio Grande do Sul, apesar de j\u00e1 ter a Comiss\u00e3o Estadual institu\u00edda e em funcionamento, assinar\u00e1 a coopera\u00e7\u00e3o em 13 de novembro. \u201cA meta \u00e9 n\u00e3o duplicar trabalhos, principalmente no estado do Rio Grande do Sul que ter\u00e1 pesquisas espec\u00edficas a serem feitas\u201d, salientou.<\/p>\n<p class=\"p3\">A ideia \u00e9 que os estados apurem as mortes e desaparecimentos de pessoas nos per\u00edodos hist\u00f3ricos de tortura e ditaduras no Brasil e contribuam com a investiga\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade. \u201cN\u00f3s podemos dar apoio para a convoca\u00e7\u00e3o dos depoimentos e no acesso a documentos sigilosos dos quais os estados n\u00e3o consigam acessar por limita\u00e7\u00f5es legais\u201d, explica.<\/p>\n<p class=\"p3\">Por ser constitu\u00edda por lei federal, apenas a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade tem o poder de convocar os agentes de crimes de tortura a prestar depoimentos. \u201cA partir do momento em que tivermos encerrado o nosso trabalho de investiga\u00e7\u00e3o e refer\u00eancia bibliogr\u00e1fica, no qual coletamos dados sobre os fatos ocorridos no Rio Grande do Sul, poderemos ent\u00e3o chamar autores de crimes para prestar depoimentos\u201d, estima um dos membros da Comiss\u00e3o Estadual da Verdade do RS, Carlos Frederico Guazzelli.<\/p>\n<p class=\"p3\">A Comiss\u00e3o Estadual da Verdade ter\u00e1 mais tempo que a Comiss\u00e3o Nacional para investigar os crimes e come\u00e7ar\u00e1 antes do Golpe de 64. \u201cVamos documentar os desaparecimentos for\u00e7ados, torturas, mortes, casos de ex\u00edlio e persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas nos per\u00edodo de 1961 a 1964 \u2013 Da Legalidade at\u00e9 o Golpe; de 1964 a 1968; de 1968 a 1985 quando come\u00e7a a redemocratiza\u00e7\u00e3o e de 1985 a 1988 quando h\u00e1 o marco da Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u201d, conta.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2353\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Rosa-Maria-Cardoso-Comiss%C3%A3o-da-Verdade-IMG_4326-199x300.jpg\" border=\"0\" width=\"199\" height=\"300\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p3\">\n<address>Membro da Comiss\u00e3o Estadual da Verdade do RS, Carlos Frederico Guazzelli diz que autores dos crimes de tortura no RS ser\u00e3o ouvidos | Foto: Bernardo Jardim Ribeiro\/Sul21<\/address>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"p1\">Segundo ele, o trabalho de pesquisa e investiga\u00e7\u00e3o j\u00e1 feito por universidades, entidades de direito \u00e0 mem\u00f3ria e comiss\u00f5es de anistia contribui com o trabalho da Comiss\u00e3o. No caso espec\u00edfico da Opera\u00e7\u00e3o Condor, Guazzelli fala que documentos j\u00e1 foram repassados ao grupo de trabalho da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade. \u201cJ\u00e1 est\u00e1 bem adiantado o trabalho sobre a Opera\u00e7\u00e3o Condor. Promoveremos um encontro com convidados do Chile, Uruguai e Argentina no final de outubro, na Universidade Federal do RS (Ufrgs). Estes pa\u00edses est\u00e3o mais adiantados que n\u00f3s na reconstitui\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es internacionais respons\u00e1veis pela ditadura do Conesul\u201d, falou.<\/p>\n<p class=\"p1\">A Comiss\u00e3o Estadual da Verdade tamb\u00e9m ir\u00e1 promover audi\u00eancias p\u00fablicas, inquisi\u00e7\u00e3o de pessoas e visitas nos locais onde se cometeram atos de tortura. O relat\u00f3rio dever\u00e1 ser repassado \u00e0 Comiss\u00e3o Nacional at\u00e9 agosto de 2014. H\u00e1 quatro meses em funcionamento, a Comiss\u00e3o Nacional dever\u00e1 entregar o seu relat\u00f3rio quando findar dois anos. \u201cMas a pesquisa sobre as condi\u00e7\u00f5es em que as pessoas morreram e a autoria destes fatos n\u00e3o ser\u00e1 abandonada. At\u00e9 o momento de publicar o relat\u00f3rio\u201d, garante a coordenadora Rosa Maria Cardoso.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>\u201cN\u00e3o temos pressa em ouvir os\u00a0perpetradores\u00a0da viol\u00eancia\u201d, diz coordenadora do GT<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Desde a instala\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, em maio, foram ouvidos apenas dois agentes do aparato de repress\u00e3o da ditadura civil militar, que durou de 1964 at\u00e9 1985 no pa\u00eds. \u201c\u00c9 verdade. Mas n\u00e3o h\u00e1 atraso. N\u00f3s n\u00e3o estamos preocupados em chamar prontamente os perpetradores da viol\u00eancia porque n\u00e3o sabemos se diante da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade eles ir\u00e3o falar o que fizeram. Temos rela\u00e7\u00f5es que vem sendo publicadas, desde o relat\u00f3rio do Brasil Nunca Mais, feito pelo Dom Evaristo, sabemos quem deveremos chamar\u201d, explica a advogada, que tamb\u00e9m integra o GT de Antecedentes e Raz\u00f5es do Golpe Civil Militar.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2354\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Rosa-Maria-Cardoso-Comiss%C3%A3o-da-Verdade-IMG_4363-300x199.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"199\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\n<address>&#8220;N\u00e3o sabemos se os perpetradores da tortura falar\u00e3o diante da Comiss\u00e3o&#8221;, diz Rosa Maria Cardoso | Foto: Bernardo Jardim Ribeiro\/Sul21<\/address>\n<p class=\"p1\">\n<p class=\"p1\">A estrat\u00e9gia \u00e9 confrontar os dados coletados pela Comiss\u00e3o ao longo do per\u00edodo de investiga\u00e7\u00f5es com o poss\u00edvel sil\u00eancio dos autores dos crimes de tortura. Os dados bem embasados tamb\u00e9m poder\u00e3o servir de futuras provas para processos judiciais no Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, j\u00e1 que a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade n\u00e3o tem car\u00e1ter punitivo.<\/p>\n<p class=\"p1\">\u201c\u00c9 fundamental fazer a rela\u00e7\u00e3o entre passado e presente. A tortura ainda existe. A viol\u00eancia militar da ditadura foi um cap\u00edtulo da hist\u00f3ria de viol\u00eancia do Brasil, que teve caracter\u00edsticas da \u00e9poca, mas a cultura de viol\u00eancia, sexista, machista e do direito \u00e0 propriedade ainda persiste. \u00c9 uma hist\u00f3ria de concilia\u00e7\u00e3o e impunidade\u201d, afirma Rosa Maria.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\">Fonte &#8211; Sul 21<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os familiares das v\u00edtimas da Opera\u00e7\u00e3o Condor que vivem no Rio Grande do Sul foram ouvidos pela Comiss\u00e3o Nacional da Verdade nesta segunda-feira (01). 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