{"id":2481,"date":"2012-10-03T22:34:49","date_gmt":"2012-10-03T22:34:49","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/10\/03\/livro-as-duas-guerras-de-vlado-herzog-chega-as-livrarias-2\/"},"modified":"2012-10-03T22:34:49","modified_gmt":"2012-10-03T22:34:49","slug":"livro-as-duas-guerras-de-vlado-herzog-chega-as-livrarias-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/10\/03\/livro-as-duas-guerras-de-vlado-herzog-chega-as-livrarias-2\/","title":{"rendered":"Livro: As duas guerras de Vlado Herzog chega \u00e0s livrarias"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Nas 400 p\u00e1ginas de &#8220;As duas guerras de Vlado Herzog&#8221; (Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira), que chega esta semana \u00e0s livrarias, Aud\u00e1lio Dantas escreve sobre as batalhas que o jornalista enfrentou: a primeira, na inf\u00e2ncia, quando fugiu dos nazistas que haviam invadido a Iugosl\u00e1via; e a segunda, j\u00e1 adulto, durante ditadura militar brasileira, que o mataria em 1975.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2395\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/image32958.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>\n<address \/>A capa do livro e o autor, Aud\u00e1lio Dantas.  <!--more-->  <\/address>\n<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">A vontade de escrever o livro ficou contida desde o culto ecum\u00eanico em homenagem a Herzog, em 31\/10\/1975, na catedral da S\u00e9, em S\u00e3o Paulo: \u201cAquele momento nunca saiu da minha mente. Ele est\u00e1 permanentemente gravado porque marcou a hist\u00f3ria do Brasil. T\u00ednhamos dado a informa\u00e7\u00e3o de que a desordem interessava a eles [militares], n\u00e3o \u00e0 sociedade\u201d. Em 2005, 30 anos ap\u00f3s o epis\u00f3dio, Aud\u00e1lio decidiu que era tempo de colocar aquela ideia em pr\u00e1tica.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEste livro \u00e9 a tentativa de reconstitui\u00e7\u00e3o de um tempo ruim. Centrado nos tumultuados dias de outubro de 1975, quando a f\u00faria dos agentes do lado mais escuro da ditadura militar golpeou a fundo a categoria dos jornalistas, ele mostra os acontecimentos do ponto de vista de quem os viveu intensamente. Eu, por exemplo, que n\u00e3o tenho d\u00favida de que aqueles foram os dias mais angustiantes da minha vida\u201d, diz em trecho da obra.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O ponto de partida de &#8220;As duas guerras de Vlado Herzog&#8221; \u00e9 a fuga da fam\u00edlia Herzog de Banja Luka, na Iugosl\u00e1via, para a It\u00e1lia durante a Segunda Guerra Mundial. Parte da fam\u00edlia que ficou para tr\u00e1s foi exterminada em campos de concentra\u00e7\u00e3o. Vlado e seus pais \u2013 Zigmund e Zora \u2013 chegaram aos Brasil \u00e0s v\u00e9speras do Natal de 1946, com sonhos de uma vida melhor longe da guerra de devastara seu pa\u00eds de origem. Aud\u00e1lio conta a hist\u00f3ria da inf\u00e2ncia de Vlado a partir de uma carta escrita por Zigmund, em 1972.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u201cResolvi fazer um plano do livro diferente, que n\u00e3o se fixasse na epis\u00f3dio da morte. Quis fazer no livro uma pequena biografia de duas fases da vida de Vlado: uma dele menino e outra na fase adulta no Brasil\u201d, conta Aud\u00e1lio.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Em outro trecho da obra, ele diz que \u201cescrever este livro significa reviver um pesadelo. Nos pesadelos, os momentos de maior ang\u00fastia persistem na mem\u00f3ria\u201d. E completa: \u201cMuito da hist\u00f3ria que insistem em manter na sombra \u00e9 aqui contada por pessoas que viveram os longos anos de opress\u00e3o da ditadura e s\u00e3o testemunhas dos fatos ocorridos durante os dias tumultuados de outubro de 1975. Depoimentos de quase meia centena de pessoas foram registrados para este livro. Todos os jornalistas que passaram pelo DOI-Codi, antes e depois da morte de Vlado, foram entrevistados. Foram ouvidos diretores do Sindicato e personalidades que tiveram participa\u00e7\u00e3o relevante no epis\u00f3dio\u201d.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Na \u00e9poca, Aud\u00e1lio Dantas era presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de S\u00e3o Paulo. Foi o pr\u00f3prio Sindicato, que, no dia seguinte \u00e0 morte de Vlado, denunciou o ocorrido como assassinato e responsabilizou o Estado pela morte do jornalista.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u201cVlado foi o 12\u00ba jornalista sequestrado naquele per\u00edodo. E denunciamos um a um, desde o primeiro. Claro que com ele foi mais grave, porque resultou em morte. No dia seguinte \u00e0 not\u00edcia \u2013 quando ainda n\u00e3o havia sido divulgada a foto dele morto na pris\u00e3o \u2013 emitimos nota responsabilizando o Estado pela morte. Dois pontos foram fundamentais para a repercuss\u00e3o dessa nota: o primeiro foi que a responsabilidade pela morte do preso que estava em poder das autoridades era, sim, do Estado, independentemente das circunst\u00e2ncias dessa morte; o segundo, foi que havia um convite para o vel\u00f3rio do Vlado, o que n\u00e3o era comum. Na \u00e9poca, as pessoas que morriam v\u00edtimas de confrontos policiais, suic\u00eddio etc. eram enterradas sem barulho. Vlado foi a primeira v\u00edtima da ditadura a n\u00e3o ser enterrada em sil\u00eancio\u201d, conta.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Aud\u00e1lio completa dizendo que a principal miss\u00e3o do livro \u00e9 ressaltar a import\u00e2ncia do papel do Sindicato na luta contra a ditadura: \u201cO Sindicato deu passos ousados. Destaco entre eles a elabora\u00e7\u00e3o de um documento, intitulado &#8220;Em nome da verdade&#8221;, no qual se contestavam \u2013 com apoio de advogados \u2013 as conclus\u00f5es do inqu\u00e9rito sobre a morte de Herzog, cujo objetivo era provar um suic\u00eddio que n\u00e3o existiu. Esse documento circulou em reda\u00e7\u00f5es de v\u00e1rios estados e reuniu 1.004 assinaturas, al\u00e9m de dinheiro para que o public\u00e1ssemos como mat\u00e9ria paga. Apenas O Estado de S. Paulo publicou\u201d.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u201cA sensa\u00e7\u00e3o agora \u00e9 semelhante a que eu tive em 31\/10\/1975, quando desci as escadarias da S\u00e9: de al\u00edvio, de dever cumprido. Com este livro, pago uma d\u00edvida comigo mesmo\u201d.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Servi\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7amento do livro &#8220;As duas guerras de Vlado Herzog&#8221;, de Aud\u00e1lio Dantas<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><strong>S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Data: 16\/10 (3\u00aa.feira)<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Hor\u00e1rio: 19 horas<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Local: Sindicato dos Jornalistas do Estado de S\u00e3o Paulo (rua Rego Freitas, 530 &#8211; sobreloja)<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Rio de Janeiro<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Data: 25\/10 (5\u00aa.feria)<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Hor\u00e1rio: 20 horas<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Local: Livraria Travessa do Shopping Leblon (av. Afr\u00e2nio de Melo Franco, 290, 2\u00ba piso)<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Portal dos Jornalistas<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas 400 p\u00e1ginas de &#8220;As duas guerras de Vlado Herzog&#8221; (Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira), que chega esta semana \u00e0s livrarias, Aud\u00e1lio Dantas escreve sobre as batalhas que o jornalista enfrentou: a primeira, na inf\u00e2ncia, quando fugiu dos nazistas que haviam invadido a Iugosl\u00e1via; e a segunda, j\u00e1 adulto, durante ditadura militar brasileira, que o mataria em 1975. 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