{"id":2482,"date":"2012-10-04T14:59:38","date_gmt":"2012-10-04T14:59:38","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/10\/04\/ministro-apesar-de-perseguicao-na-ditadura-modelo-da-unb-prosperou-2\/"},"modified":"2012-10-04T14:59:38","modified_gmt":"2012-10-04T14:59:38","slug":"ministro-apesar-de-perseguicao-na-ditadura-modelo-da-unb-prosperou-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/10\/04\/ministro-apesar-de-perseguicao-na-ditadura-modelo-da-unb-prosperou-2\/","title":{"rendered":"Ministro: apesar de persegui\u00e7\u00e3o na ditadura, modelo da UnB prosperou"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>Mesmo apontada como a universidade que mais sofreu com a interven\u00e7\u00e3o administrativa \u00e0 \u00e9poca da ditadura militar (1964-1985), o projeto da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), considerado inovador por aproximar ensino e pesquisa, prosperou e influenciou a reforma universit\u00e1ria feita pelos pr\u00f3prios militares, em1968, assim como outras experi\u00eancias &#8211; a cria\u00e7\u00e3o da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 1966, e do Instituto Alberto Luiz Coimbra de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa de Engenharia (Coppe), em 1963. A opini\u00e3o \u00e9 do ministro da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, Marco Antonio Raupp, que fez mestrado e lecionou na UnB nos primeiros anos de funcionamento da institui\u00e7\u00e3o, criada em 1962.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;N\u00f3s conseguimos ter uma universidade de pesquisa. A UnB foi interceptada, mas propagou e contaminou as ideias. A universidade pode ter sido interrompida, mas as grandes ideias n\u00e3o s\u00e3o interrompidas&#8221;, disse, em refer\u00eancia ao livro A Universidade Interrompida: Bras\u00edlia (1964-1965) do f\u00edsico Roberto Aureliano Salmeron, que trata sobre as persegui\u00e7\u00f5es aos docentes e alunos da UnB, iniciada desde o primeiro m\u00eas do golpe militar (abril de 1964).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Salmeron, com 90 anos, foi homenageado nesta quarta-feira pelo minist\u00e9rio e pela pr\u00f3pria UnB e relan\u00e7ou seu livro (escrito em 1999). O f\u00edsico foi o primeiro coordenador-geral dos Institutos Centrais de Ci\u00eancias e Tecnologias da universidade e \u00e9 considerado, ao lado de Darcy Ribeiro e An\u00edsio Teixeira, um dos fundadores da UnB. &#8220;Tinham v\u00e1rios generais, mas o general de campo era Salmeron&#8221;, disse Raupp, ao elogiar a lideran\u00e7a &#8220;sonhadora e realista&#8221; do f\u00edsico, que se desligou da UnB como forma de protesto, junto com 222 professores, em setembro de 1965.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O epis\u00f3dio da sa\u00edda dos professores e as persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas na universidade durante a ditadura militar est\u00e3o sendo investigadas pela Comiss\u00e3o de Mem\u00f3ria e Verdade da institui\u00e7\u00e3o, recentemente instalada. Para Salmeron, a comiss\u00e3o desempenha papel fundamental. &#8220;H\u00e1 uma frase que apendi e gosto de dizer: &#8216;um povo que n\u00e3o conhece a sua hist\u00f3ria, corre o perigo de repeti-la&#8217;. Isso que est\u00e1 acontecendo, de divulgar para a nova gera\u00e7\u00e3o o que ocorreu no per\u00edodo ditatorial \u00e9 extremamente importante. Isso faz parte da educa\u00e7\u00e3o de todos os dias&#8221;, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No livro relan\u00e7ado, Salmeron narra a cria\u00e7\u00e3o da universidade, trata das viol\u00eancias e apresenta documentos da \u00e9poca. Entre eles, um depoimento prestado por ele a uma comiss\u00e3o parlamentar (em novembro de 1965) onde defende a universidade.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Segundo o ministro Raupp, as persegui\u00e7\u00f5es na UnB eram alimentadas pela ideologia anticomunista dos tempos da Guerra Fria. &#8220;No regime militar, havia um preconceito contra a esquerda. Os militares conservadores achavam que a esquerda estava a\u00ed para subverter a ordem. Era a vis\u00e3o do inimigo interno. Vis\u00e3o da Guerra Fria e que o movimento comunista era um movimento internacional e que setores internos contribu\u00edam para os inimigos externos sabotando as atividades. Essa concep\u00e7\u00e3o \u00e9 que favoreceu essa dicotomia entre o regime militar e a esquerda. Em outros aspectos, devia at\u00e9 ter uma converg\u00eancia, como o nacionalismo, mas eles brigavam at\u00e9 a morte por causa dessa concep\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica.&#8221;<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O ministro ser\u00e1 convidado pela Comiss\u00e3o de Mem\u00f3ria e Verdade da UnB para falar a respeito das persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e o ambiente da universidade.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Ag\u00eancia Brasil<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo apontada como a universidade que mais sofreu com a interven\u00e7\u00e3o administrativa \u00e0 \u00e9poca da ditadura militar (1964-1985), o projeto da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), considerado inovador por aproximar ensino e pesquisa, prosperou e influenciou a reforma universit\u00e1ria feita pelos pr\u00f3prios militares, em1968, assim como outras experi\u00eancias &#8211; a cria\u00e7\u00e3o da Universidade Estadual de Campinas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2482"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2482"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2482\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2482"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2482"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2482"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}