{"id":2556,"date":"2012-10-23T22:41:45","date_gmt":"2012-10-23T22:41:45","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/10\/23\/protesto-expoe-acusado-de-tortura-durante-a-ditadura-militar-em-sao-paulo\/"},"modified":"2012-10-23T22:41:45","modified_gmt":"2012-10-23T22:41:45","slug":"protesto-expoe-acusado-de-tortura-durante-a-ditadura-militar-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/10\/23\/protesto-expoe-acusado-de-tortura-durante-a-ditadura-militar-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Protesto exp\u00f5e acusado de tortura durante a ditadura militar em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p><p style=\"text-align: justify;\">A regi\u00e3o da Brigadeiro Lu\u00eds Ant\u00f4nio, uma das principais avenidas de S\u00e3o Paulo, amanheceu, neste s\u00e1bado (20), com centenas de cartazes de protesto contra Homero C\u00e9sar Machado, militar reformado acusado de ter comandado sess\u00f5es de tortura contra presos pol\u00edticos durante a ditadura militar como parte da Oban (Opera\u00e7\u00e3o Bandeirante).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2511\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/povo1.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"450\" style=\"vertical-align: middle;\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Criada ap\u00f3s o Ato Institucional n\u00famero 5 (AI-5), a Oban reuniu a repress\u00e3o pol\u00edtica estadual e federal em um \u00fanico grupo. Posteriormente, a experi\u00eancia deu origem aos DOI-Codi (Destacamento de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00e3o dos Centros de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna), na d\u00e9cada de 70, que foram locais de tortura e assassinatos de opositores ao regime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parte dos cartazes traz o endere\u00e7o do ex-capit\u00e3o do Ex\u00e9rcito, que mora em uma das ruas da regi\u00e3o. Coincidentemente, o centro de opera\u00e7\u00f5es da Oban ficava na rua Tutoia, a algumas quadras da resid\u00eancia de Homero. Este blog tentou contato telef\u00f4nico com o militar, mas n\u00e3o obteve sucesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem assumiu a autoria da a\u00e7\u00e3o foi a Frente de Esculacho Popular. O grupo, que afirma n\u00e3o estar ligado a nenhum sindicato, partido pol\u00edtico ou entidade, diz ser formado por pessoas preocupadas com o direito \u00e0 Verdade e \u00e0 Justi\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos crimes cometidos pelo Estado durante a ditadura militar.<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2512\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/brigadeiro21.jpg\" border=\"0\" width=\"600\" height=\"323\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2514\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/feira2.jpg\" border=\"0\" width=\"600\" height=\"464\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal de S\u00e3o Paulo havia ajuizado uma a\u00e7\u00e3o civil contra Homero e outros tr\u00eas militares por conta de mortes e desaparecimentos de, ao menos, seis pessoas e a tortura de outras duas dezenas. A op\u00e7\u00e3o pela a\u00e7\u00e3o civil se deu por conta da Lei da Anistia impossibilitar um processo penal contra os torturadores. Em outubro do ano passado, contudo, o Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o decidiu, de forma un\u00e2nime, que os crimes de que eram acusados j\u00e1 haviam prescrito. A Frente de Esculacho afirma que, se n\u00e3o houver justi\u00e7a e puni\u00e7\u00e3o, haver\u00e1 esculacho p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2524\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/homero.jpg\" border=\"0\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p>O tenente-coronel reformado Maur\u00edcio Lopes Lima, que foi apontado pelo MPF como um dos respons\u00e1veis pela tortura de Dilma Rousseff, era outro dos acusados pelo MPF. \u201cEstella\u201d, codinome adotado pela presidente durante a milit\u00e2ncia contra a ditadura, foi presa por conta de sua atua\u00e7\u00e3o na VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucion\u00e1ria Palmares).<\/p>\n<p>Os manifestantes tamb\u00e9m colaram cartazes lembrando a morte de Virg\u00edlio Gomes da Silva, considerado uma das lideran\u00e7as do sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em 1969. O rapto foi retratado no filme \u201cO que \u00e9 Isso, Companheiro?\u201d, parcialmente baseado no livro hom\u00f4nimo do ex-deputadp federal Fernando Gabeira, que tamb\u00e9m participou da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2538\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/lixeira.jpg\" border=\"0\" width=\"600\" height=\"399\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 7 de abril deste ano, a Frente de Esculacho Popular fez um ato semelhante contra Harry Shibata, m\u00e9dico legista e ex-diretor do Instituto M\u00e9dico Legal de S\u00e3o Paulo. Ele \u00e9 acusado de ser respons\u00e1vel por falsos atestados de \u00f3bito usados para acobertar assassinatos de opositores pela ditadura militar. Entre eles, o de Vladimir Herzog, ent\u00e3o diretor da TV Cultura, que fora convocado para \u201cprestar esclarecimentos\u201d no DOI-Codi, em outubro de 1975. A morte do jornalista ap\u00f3s sess\u00e3o de tortura tornou-se um s\u00edmbolo na luta contra a ditadura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p>Manifesta\u00e7\u00e3o \u2013 Cerca de 80 pessoas realizaram um ato na frente do pr\u00e9dio em que fica o apartamento de Homero, na rua Manoel da N\u00f3brega, no come\u00e7o da tarde deste s\u00e1bado. Os manifestantes da Frente de Esculacho Popular marcharam da esquina da avenida Paulista com a Brigadeiro Lu\u00eds Ant\u00f4nio at\u00e9 o pr\u00e9dio, depositando uma coroa de flores na fachada. Uma fanfarra animou o ato, que tamb\u00e9m contou com uma encena\u00e7\u00e3o de um grupo de teatro.<\/p>\n<p>Alguns moradores desceram dos pr\u00e9dios e se disseram surpresos com as den\u00fancias. Um panfleto foi distribu\u00eddo aos que passavam pelo local, exigindo que Homero seja intimado para depor na Comiss\u00e3o da Verdade. A Comiss\u00e3o foi criada para esclarecer quem foram os respons\u00e1veis por mortes, torturas e desaparecimentos na ditadura, mas sem poder de puni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No ato, ocorrido nesta manh\u00e3, o filho de Virg\u00edlio fez um fala emocionada, acusando o militar reformado pelo assassinato de seu pai atrav\u00e9s de um megafone.<\/p>\n<p>Os manifestantes defenderam que a tortura e os assassinatos praticados durante a ditadura militar permaneceram como pr\u00e1tica institucional do Estado. E a impunidade dos crimes praticados pelo Estado no passado funcionou como uma \u201ccarta branca\u201d para que as for\u00e7as policiais e as For\u00e7as Armadas utilizem os mesmos m\u00e9todos hoje.<\/p>\n<p>O coronel Paulo Telhada, ex-comandante da Rota e quinto vereador mais votado nas elei\u00e7\u00f5es municipais de S\u00e3o Paulo, foi citado como exemplo disso por alguns manifestantes. Telhada incitou seus seguidores no Facebook contra o rep\u00f3rter Andr\u00e9 Caramante, da Folha de S.Paulo, por conta da reportagem \u201cEx-chefe da Rota vira pol\u00edtico e prega a viol\u00eancia no Facebook\u201d. As postagens na rede social levaram o Minist\u00e9rio P\u00fablico Eleitoral a pedir a impugna\u00e7\u00e3o de sua candidatura. Caramante foi obrigado a se exilar fora do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Frei Tito \u2013<\/strong> Outro caso de tortura lembrado nos cartazes deste s\u00e1bado e que teria Homero entre os respons\u00e1veis foi a de Tito de Alencar Lima, o Frei Tito. O religioso dominicano viria a cometer suic\u00eddio, na Fran\u00e7a, anos depois por conta das consequ\u00eancias da tortura. Trago um trecho do testemunho de Tito \u00e0 Justi\u00e7a Militar, em 1969, em que conta como foram as sess\u00f5es de tortura. O depoimento faz parte da a\u00e7\u00e3o movida pelo MPF:<\/p>\n<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2539\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/tito2.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p><p style=\"text-align: justify;\">\u201cNa quarta feira, fui acordado \u00e0s 8 horas, subi para a sala de interrogat\u00f3rios, onde a equipe do capit\u00e3o Homero me esperava. Repetiram as mesmas perguntas do dia anterior. A cada resposta negativa, ou recebia cuteladas na cabe\u00e7a, nos bra\u00e7os e no peito. Neste ritmo prosseguiram at\u00e9 o in\u00edcio da noite, quando me serviram a primeira refei\u00e7\u00e3o naquelas 48 horas. (\u2026) Na 5a feira, tr\u00eas policiais acordaram-me \u00e0 mesma hora do dia anterior. De est\u00f4mago vazio, fui para a sala de interrogat\u00f3rios. Um capit\u00e3o, cercado por uma equipe, voltou \u00e0s mesmas perguntas. \u201cVai ter que falar, sen\u00e3o, s\u00f3 sai morto daqui\u201d, gritou. Logo depois vi que isto n\u00e3o era apenas uma amea\u00e7a: era quase uma certeza. Sentaram-me na \u201ccadeira de drag\u00e3o\u201d (com chapas met\u00e1licas e fios), descarregaram choques nas m\u00e3os e na orelha esquerda. A cada descarga, eu estremecia todo, como se o organismo fosse decompor. Da sess\u00e3o de choques, passaram-me ao pau-de-arara. Mais choques, pauladas no peito e nas pernas cada vez que elas se curvavam para aliviar a dor. Uma hora depois, com o corpo todo sangrando e todo ferido, desmaiei. Fui desamarrado e reanimado. Conduziram-me \u00e0 outra sala, dizendo que passariam a carga el\u00e9trica para 230 volts a fim de que eu falasse \u201cantes de morrer\u201d. N\u00e3o chegaram a faz\u00ea-lo. Voltaram \u00e0s perguntas, batiam em minhas m\u00e3os com palmat\u00f3rias. As m\u00e3os ficaram roxas e inchadas, a ponto de n\u00e3o ser poss\u00edvel fech\u00e1-las. Novas pauladas. Era imposs\u00edvel saber qual parte do corpo do\u00eda mais: tudo parecia massacrado. Mesmo que quisesse, n\u00e3o poderia responder \u00e0s perguntas: o racioc\u00ednio n\u00e3o se ordenava mais. Restava apenas o desejo de perder novamente os sentidos.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este blog solicitou ao tamb\u00e9m frei dominicano e membro da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra no Tocantins, Xavier Plassat, \u00faltima pessoa a ver Tito com vida antes do suic\u00eddio, um relato sobre as consequ\u00eancias da tortura sobre o religioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cConvivi com frei Tito na comunidade dominicana de L\u2019Arbresle (Fran\u00e7a). Foram duas primaveras, dois ver\u00f5es, mas um s\u00f3 outono e um s\u00f3 inverno. Ele com seus 27 anos e eu, meus 23. Ali, surgiu entre n\u00f3s uma rela\u00e7\u00e3o feita de cumplicidade e de amizade, de sorrisos e de raivas, de luta e de f\u00e9, enfrentando o Fleury [S\u00e9rgio Fernando Paranhos Fleury, delegado em S\u00e3o Paulo, acusado de ser um dos principais torturadores do regime militar] que, por dentro do Tito, continuava sua tortura destruidora, partindo-lhe a alma entre resist\u00eancia e desist\u00eancia. Resist\u00eancia era quando Tito formava projetos, tocava viol\u00e3o, abra\u00e7ava o amigo, brincava com a crian\u00e7a, rezava, sorria. Desist\u00eancia era quando obedecia cegamente \u00e0 intima\u00e7\u00e3o alucinante da voz que atormentava sua mente sem parar, fugindo para onde mandava que fosse, ou afundando-se em impenetr\u00e1veis prantos ou desesperados sil\u00eancios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lembro como se fosse ontem: o dia era 11 de setembro de 1973. As r\u00e1dios anunciavam o golpe de Pinochet. Ao chegar de longa viagem, achei Tito prostrado e gemendo ao p\u00e9 de uma \u00e1rvore, no estacionamento frente \u00e0 portaria de La Corbusi\u00e8re, nosso convento. Assim estava desde cedo. Ningu\u00e9m entendia seu choramingo incessante e assustador. Sentei e fiquei ao lado, horas a fio, procurando abrigar o amigo da chuva intermitente. Pelas altas horas da noite, a duras custas, incr\u00e9dulo, eu comecei a perceber do que Tito tremia e a quem implorava por piedade: era o Fleury, vociferando em (imagin\u00e1rio) alto-falante localizado do outro lado do vale. Enquanto torturava um ap\u00f3s o outro cada um dos seus irm\u00e3os, ele bradava insultos contra o Tito: \u201ccomunista, traidor, terrorista, a igreja te jogou fora, voc\u00ea n\u00e3o pisar\u00e1 mais neste ch\u00e3o sagrado, n\u00e3o h\u00e1 mais como tu escapar de mim\u201d. Enquanto n\u00e3o se entregasse, continuaria a tortura da fam\u00edlia por inteiro: os dez irm\u00e3os, o pai, a m\u00e3e. E Tito, o ca\u00e7ula, escutava solu\u00e7os dos seus, entre gritos e impreca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desse dia em diante, Tito pendularia entre o entregar-se e o resistir, como que acuado entre as paredes deste novo \u201ccorredor polon\u00eas\u201d: morrer vivendo, viver morrendo. Cumpria-se a louca promessa que recebeu durante as sess\u00f5es reais de tortura. Em suas pr\u00f3prias palavras, em depoimento: \u201cQuiseram-me deixar dependurado toda a noite no \u201cpau-de-arara\u201d. Mas o capit\u00e3o Albernaz objetou: \u201cN\u00e3o \u00e9 preciso, vamos ficar com ele aqui mais dias. Se n\u00e3o falar, ser\u00e1 quebrado por dentro, pois sabemos fazer as coisas sem deixar marcas vis\u00edveis. Se sobreviver, jamais esquecer\u00e1 o pre\u00e7o de sua valentia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Juntos, viajamos, cantamos, choramos, xingamos e desafiamos. Partilhamos do melhor e do pior. O ch\u00e3o que vem e o ch\u00e3o que se v\u00e1. At\u00e9 que um dia (era em agosto de 1974, na semana de S\u00e3o Domingos), Tito resolvesse livrar-se definitivamente do torturador e da loucura que este pretendia infundir-lhe. Neste instante longamente preparado, num \u00faltimo mist\u00e9rio de resist\u00eancia e de f\u00e9, Tito derrubou lhe a pretens\u00e3o de poder continuar, dia ap\u00f3s dia, roubando a sua vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMelhor morrer que perder a vida. Op\u00e7\u00e3o 1: corda (suic\u00eddio, Vejube). Op\u00e7\u00e3o 2: tortura prolongada, Bacuri\u201d, foram umas das \u00faltimas palavras que rabiscou no papel.Entendi assim: minha vida, ningu\u00e9m tira, \u00e9 minha. Eu a estou entregando. Prova de amor, maior n\u00e3o h\u00e1. Se os disc\u00edpulos se calarem, as pr\u00f3prias pedras gritar\u00e3o.\u201d<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2546\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/manuel.jpg\" border=\"0\" width=\"600\" height=\"898\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2548\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/brigadeiro.jpg\" border=\"0\" width=\"600\" height=\"809\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2555\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/mulher2.jpg\" border=\"0\" width=\"594\" height=\"836\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2514\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/feira2.jpg\" border=\"0\" width=\"600\" height=\"464\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o da Brigadeiro Lu\u00eds Ant\u00f4nio, uma das principais avenidas de S\u00e3o Paulo, amanheceu, neste s\u00e1bado (20), com centenas de cartazes de protesto contra Homero C\u00e9sar Machado, militar reformado acusado de ter comandado sess\u00f5es de tortura contra presos pol\u00edticos durante a ditadura militar como parte da Oban (Opera\u00e7\u00e3o Bandeirante).<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2556"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2556"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2556\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2556"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2556"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2556"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}