{"id":2576,"date":"2012-10-28T03:17:10","date_gmt":"2012-10-28T03:17:10","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/10\/28\/o-fim-da-farsa\/"},"modified":"2012-10-28T03:17:10","modified_gmt":"2012-10-28T03:17:10","slug":"o-fim-da-farsa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/10\/28\/o-fim-da-farsa\/","title":{"rendered":"O fim da farsa"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Biografia do guerrilheiro Carlos Marighella desmonta a vers\u00e3o oficial do assassinato do militante comunista e confirma reportagem de ISTO\u00c9<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2572\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/mi_2933229492366218.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" \/>\n<address style=\"text-align: justify;\" \/>P\u00c1GINAS HIST\u00d3RICAS<br \/>Dividido em 43 cap\u00edtulos, o livro-reportagem discorre\u00a0sobre os trope\u00e7os e triunfos do ex-l\u00edder da ALN  <!--more-->  <\/address>\n<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2573\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/mi_2933238300842600.jpg\" border=\"0\" width=\"177\" height=\"250\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"p1\">O regime militar instalado no Brasil em 1964 e que se manteve no poder por mais de 20 anos deixou um saldo macabro de 475 mortos \u2013 163 deles ainda desaparecidos. Entre os militantes assassinados nos anos de chumbo est\u00e1 o guerrilheiro Carlos Marighella, l\u00edder da A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional (ALN), cuja hist\u00f3ria da morte, em 1969, sempre esteve envolta em mist\u00e9rios. A vers\u00e3o oficial d\u00e1 conta de que o guerrilheiro foi abatido dentro de um autom\u00f3vel depois de sacar uma arma e resistir \u00e0 pris\u00e3o. Logo em seguida, ainda de acordo com essa vers\u00e3o, teria acontecido um tiroteio entre as for\u00e7as p\u00fablicas e seguran\u00e7as da ALN, que resultou na morte de outras duas pessoas.<\/p>\n<p class=\"p1\">Agora, depois de mais de quatro d\u00e9cadas, o jornalista M\u00e1rio Magalh\u00e3es contraria tudo o que j\u00e1 foi publicado sobre o caso. Em \u201cMarighella, o Guerrilheiro Que Incendiou o Mundo\u201d (Companhia das Letras), o autor desmonta a tese oficial ao revelar que Marighella estava desarmado ao ser morto dentro do carro. O jornalista ainda conta na publica\u00e7\u00e3o que a troca de tiros entre os policiais e os guerrilheiros nunca aconteceu, pois Marighella estava sozinho. Entre as 588 p\u00e1ginas da obra, Magalh\u00e3es revela que o ex-deputado comunista n\u00e3o andava armado. Tampouco escoltado por seguran\u00e7as. \u201cFoi fogo amigo\u201d, afirma Magalh\u00e3es no livro.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2574\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/mi_2933251334952491.jpg\" border=\"0\" width=\"490\" height=\"326\" style=\"vertical-align: middle;\" srcset=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/mi_2933251334952491.jpg 490w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/mi_2933251334952491-300x200.jpg 300w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/mi_2933251334952491-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 490px) 100vw, 490px\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\">\n<address style=\"text-align: justify;\">EXCLUSIVO<br \/>Em reportagem do dia 7 de mar\u00e7o deste ano &#8211; edi\u00e7\u00e3o 2208 -,\u00a0ISTO\u00c9 desmanchou a tese oficial sobre a morte de Marighella <\/address>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Sua convic\u00e7\u00e3o est\u00e1 amparada em uma investiga\u00e7\u00e3o rigorosa com 256 pessoas entrevistadas em nove anos de pesquisa. Ao desmontar a farsa da morte de Marighella, o livro confirma reportagem de ISTO\u00c9, publicada em mar\u00e7o, que revelou o teatro montado pelos policiais para esconder como de fato foi assassinado o l\u00edder da ALN. \u201cEu vi os policiais colocando o corpo do Marighella no banco de tr\u00e1s do carro\u201d, afirmou o fot\u00f3grafo S\u00e9rgio Vital Jorge.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Temido por sua valentia e coragem, Marighella era considerado o inimigo n\u00famero 1 dos militares. Perseguido pelas for\u00e7as de repress\u00e3o nacional e monitorado tanto pela ag\u00eancia de intelig\u00eancia americana CIA como pela russa KGB, Mariga, como era tratado pelos amigos, foi um dos mais destacados revolucion\u00e1rios do s\u00e9culo XX. Os policiais tratavam-no como o Che Guevara nacional. Entre as passagens da vida do guerrilheiro contadas pelo autor, chama a aten\u00e7\u00e3o um paradoxo: Marighella n\u00e3o acreditava no triunfo da guerrilha na cidade, mas, sim, que as a\u00e7\u00f5es urbanas estavam fadadas ao fracasso. \u201cPouco antes da morte, ele preparava-se para ir para o meio rural\u201d, diz Magalh\u00e3es.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2575\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/mi_2933271680758801.jpg\" border=\"0\" width=\"483\" height=\"303\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\n<address>&#8220;Chequei obsessivamente cada vers\u00e3o. O livro n\u00e3o\u00a0promove o personagem principal da hist\u00f3ria&#8221;\u00a0<span class=\"s2\">M\u00e1rio Magalh\u00e3es, autor do livro<\/span><\/address>\n<p class=\"p1\">Para esquadrinhar os passos de Marighella, o autor debru\u00e7ou-se sobre mais de 600 t\u00edtulos, al\u00e9m de garimpar material em 32 arquivos p\u00fablicos e privados espalhados pelo Pa\u00eds. Em um dos 43 cap\u00edtulos, ele mostra, por exemplo, que o chefe da ALN teve que se tratar com rem\u00e9dios e sess\u00f5es de an\u00e1lise quando se tocou de que o l\u00edder russo Josef Stalin era um engodo. A publica\u00e7\u00e3o revela tamb\u00e9m o lado rom\u00e2ntico do guerrilheiro, a partir dos conflitos da paix\u00e3o, ci\u00fames e agruras de uma vida em sobressalto. \u201cChequei obsessivamente cada vers\u00e3o, sabedor das trai\u00e7\u00f5es e idiossincrasias da mem\u00f3ria\u201d, afirma Magalh\u00e3es. \u201cO livro n\u00e3o promove o personagem principal da hist\u00f3ria, ou \u00e9 um libelo de oposi\u00e7\u00e3o a ele. O trabalho \u00e9 uma reportagem que escrutina seus triunfos e trope\u00e7os, grandezas e pequenezas, os altos e baixos pr\u00f3prios da esp\u00e9cie humana\u201d, diz Magalh\u00e3es.<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Leia um trecho do livro:<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\">37. \u00c9 melhor ser alegre que ser triste<\/p>\n<p class=\"p1\">\u201cAten\u00e7\u00e3o: est\u00e1 no ar a R\u00e1dio Libertadora. De qualquer parte do Brasil, para os patriotas de toda parte. R\u00e1dio clandestina da revolu\u00e7\u00e3o. O dever de todo revolucion\u00e1rio \u00e9 fazer a revolu\u00e7\u00e3o. Abaixo a ditadura militar.\u201d<\/p>\n<p class=\"p1\">Em vez das exclama\u00e7\u00f5es impl\u00edcitas na mensagem, o gravador de rolo capta a voz feminina com a dic\u00e7\u00e3o contida, e n\u00e3o de pregoeiro. \u00c9 proposital: se falar com alguns decib\u00e9is a mais, Iara Xavier Pereira arrisca desvendar \u00e0 vizinhan\u00e7a o segredo mais bem guardado dos oponentes armados da ditadura: o paradeiro do inimigo p\u00fablico n\u00famero um.<\/p>\n<p class=\"p1\">\u201cOu\u00e7am Carlos Marighella desmascarando a provoca\u00e7\u00e3o da carta falsa a dom Agnelo, cardeal de S\u00e3o Paulo\u201d, anuncia a garota de dezessete anos.<\/p>\n<p class=\"p1\">\u201cO atentado \u00e9 obra da direita\u201d, ele acusa, lendo o script que redigiu. \u201cSeus autores devem ser procurados entre os homens da ditadura militar que inspiram assassinatos como o do padre Henrique Pereira Neto, da equipe de dom H\u00e9lder C\u00e2mara no Nordeste. Nossa posi\u00e7\u00e3o ante a Igreja \u00e9 de absoluto respeito \u00e0 liberdade religiosa e pela completa separa\u00e7\u00e3o entre a Igreja e o Estado.\u201d<\/p>\n<p class=\"p1\">Enquanto o guerrilheiro d\u00e1 o seu recado, um motor de carro ou motocicleta ronca defronte \u00e0 casinha branca do sub\u00farbio de Todos os Santos, onde ele se refugia nesse agosto de 1969. Um tom acima da locutora, o foragido pronuncia \u201cfachismo\u201d \u00e0 antiga, e n\u00e3o \u201cfascismo\u201d, e jamais se promove com o t\u00edtulo de \u201ccomandante\u201d. Seu sotaque baiano contrasta com o da carioca quatro d\u00e9cadas mais jovem, que introduz o \u201cCorrespondente Libertador\u201d:<\/p>\n<p class=\"p1\">\u201cAten\u00e7\u00e3o: as grava\u00e7\u00f5es em fita das transmiss\u00f5es da R\u00e1dio Libertadora devem ser ligadas aos sistemas de alto-falantes dos bairros e sub\u00farbios e irradiadas para o povo, mesmo que para isso tenhamos de empregar a m\u00e3o armada.\u201d<\/p>\n<p class=\"p1\">Na Casa de Deten\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro, Marighella vivenciou em 1936 e 1937 a distra\u00e7\u00e3o dos presos pol\u00edticos com a R\u00e1dio Libertadora, cuja reencarna\u00e7\u00e3o hom\u00f4nima ele tenta estabelecer como porta-voz guerrilheira. J\u00e1 disp\u00f4s de microfones potentes, como o da Constituinte de 1946. Nos novos tempos, s\u00f3 na marra para ser ouvido. Desde abril de 1969, no in\u00edcio das sess\u00f5es improvisadas de grava\u00e7\u00e3o com Iara, ele tenciona reverberar os manifestos da aln nas pra\u00e7as p\u00fablicas. O auge do arrojo foi dias atr\u00e1s, na tomada da R\u00e1dio Nacional, que Marighella festeja em um trecho, alertando para riscos excessivos:<\/p>\n<p class=\"p1\">\u201cTemos avan\u00e7ado com aud\u00e1cia e com cautela. N\u00e3o desafiamos o inimigo e s\u00f3 agimos quando estamos perto do \u00eaxito. N\u00e3o travamos combate em campo raso. [&#8230;] Reconhecemos que somos infinitamente mais fracos.\u201d<\/p>\n<p class=\"p1\">Nem por isso abaixam a cabe\u00e7a, e a organiza\u00e7\u00e3o se tonifica. Na segunda quinzena de agosto de 1969, ele e Iara intercalam apelos com vinhetas instrumentais. Todas pertencem a um disco do Milton Banana Trio que toca na vitrolinha da sala. Das doze faixas, Marighella seleciona quatro. A mais executada \u00e9 \u201cEst\u00e1 chegando a hora\u201d (\u201cCielito lindo\u201d, no original mexicano), cuja vers\u00e3o jazz\u00edstica evoca os versos \u201co dia j\u00e1 vem raiando, meu bem, eu tenho que ir embora\u201d. H\u00e1 \u201cRoda-viva\u201d, de Chico Buarque (\u201cTem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu\u201d). E \u201cVesti azul\u201d, de Nonato Buzar, hit consagrado por Wilson Simonal (\u201cVesti azul, minha sorte ent\u00e3o mudou\u201d). Por \u00faltimo, uma esp\u00e9cie de epit\u00e1fio acidental, ainda que com o long-play exclusivo de melodias, sem as letras: \u201cSamba da b\u00ean\u00e7\u00e3o\u201d, de Vinicius de Moraes e Baden Powell, o da profiss\u00e3o de f\u00e9 \u201c\u00e9 melhor ser alegre que ser triste, a alegria \u00e9 a melhor coisa que existe, \u00e9 assim como a luz no cora\u00e7\u00e3o\u201d. Antes e depois das m\u00fasicas, Iara divulga com acento intimista o manuscrito incendi\u00e1rio de Marighella:<\/p>\n<p class=\"p1\">\u201cA A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional organiza a guerrilha, o terrorismo e os assaltos, no combate sem tr\u00e9gua que faz \u00e0 ditadura militar e ao imperialismo dos Estados Unidos. [&#8230;] O lema da A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional \u00e9 gta. Quer dizer guerrilha, terrorismo e assalto. G\u00ea-t\u00ea-a, g\u00ea-t\u00ea-a, g\u00ea-t\u00ea-a&#8230;\u201d<\/p>\n<p class=\"p1\">O mesmo Marighella exorciza o l\u00e9xico assacado por seus perseguidores:<\/p>\n<p class=\"p1\">\u201cA pol\u00edcia nos acusa de terroristas e assaltantes, mas n\u00e3o somos outra coisa sen\u00e3o revolucion\u00e1rios que lutam \u00e0 m\u00e3o armada contra a atual ditadura militar brasileira e o imperialismo norte-americano.\u201d<\/p>\n<p class=\"p1\">A quimera das emiss\u00f5es guerrilheiras n\u00e3o vingaria, embora as fitas de Marighella tenham viajado, como uma que alcan\u00e7ou o Cear\u00e1, com sambas de Martinho da Vila entre as alocu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p1\">As duas janelas da casa ficam sempre fechadas, n\u00e3o s\u00f3 durante as grava\u00e7\u00f5es. Adentra-se na resid\u00eancia humilde passando por uma portinhola escoltada por um muro baixo de pedra e ferro, vencendo um pequeno p\u00e1tio e caminhando por um corredor \u00e0 direita. Ali se abre a porta, que d\u00e1 para a sala, onde Marighella l\u00ea e escreve sobre uma mesa. O im\u00f3vel sem \u00e1rea livre nos fundos e com muros laterais espichados foi alugado por uma tia de Iara, irm\u00e3 de sua m\u00e3e, Zilda. A menina conheceu o ilustre camarada dos pais quando tinha por volta de tr\u00eas anos. N\u00e3o se esqueceria de sua \u201crisada gostosa, do fundo da alma\u201d. Marighella s\u00f3 ensaia dispensar o humor ao encrencar com as minissaias de Iara:<\/p>\n<p class=\"p1\">\u201cT\u00e1 faltando pano!\u201d<\/p>\n<p class=\"p1\">O zelo paternal com a filha mulher que ele n\u00e3o teve permaneceu quando a aluna do Col\u00e9gio Pedro ii ingressou na organiza\u00e7\u00e3o. J\u00e1 que Iara insiste em seguir para Cuba, onde os irm\u00e3os Iuri e Alex treinam, Marighella sugere que se dedique ao ensino superior regular da ilha, pois a almejada revolu\u00e7\u00e3o no Brasil depender\u00e1 de profissionais qualificados. A fim de afast\u00e1-la das li\u00e7\u00f5es armadas, argumenta com a escoliose que a acomete. A adolescente bate p\u00e9 e decola para o curso de guerrilha na virada de agosto para setembro. Antes, encomenda roupas \u00e0 costureira, e o Preto, como ela e muitos companheiros chamam Marighella, inventa:<\/p>\n<p class=\"p1\">\u201cQuem anda de minissaia \u00e9 at\u00e9 preso em Cuba.\u201d<\/p>\n<p class=\"p1\">A bainha de um vestido cai at\u00e9 pouco acima do joelho, demasiado tecido para a moda vigente. Tanto que o secundarista Aldo de S\u00e1 Brito provoca:<\/p>\n<p class=\"p1\">\u201cIara vai para o convento, vai ser freira.\u201d<\/p>\n<p class=\"p1\">Ela reproduz fitas cassete na sala do aparelho de Todos os Santos quando repara outro movimento na sala apertada: ao embalo de uma can\u00e7\u00e3o do r\u00e1dio, Zilda e Marighella dan\u00e7am juntinhos.<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>INFORMA\u00c7\u00d5ES:<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\">Na segunda-feira 29, ser\u00e1 realizado o lan\u00e7amento do livro\u00a0\u201cMarighella, o Guerrilheiro Que Incendiou o Mundo\u201d, \u00e0s 19h30, na loja da Companhia das Letras no Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073), em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p class=\"p3\">Na ter\u00e7a-feira 30, o autor \u00a0M\u00e1rio Magalh\u00e3es dar\u00e1 um curso sobre o Marighella na loja da Companhia das Letras, no Conjunto Nacional .<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Biografia do guerrilheiro Carlos Marighella desmonta a vers\u00e3o oficial do assassinato do militante comunista e confirma reportagem de ISTO\u00c9 P\u00c1GINAS HIST\u00d3RICASDividido em 43 cap\u00edtulos, o livro-reportagem discorre\u00a0sobre os trope\u00e7os e triunfos do ex-l\u00edder da ALN<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2572,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2576"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2576"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2576\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2572"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2576"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2576"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2576"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}