{"id":2582,"date":"2012-10-30T12:53:00","date_gmt":"2012-10-30T12:53:00","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/10\/30\/membro-da-cnv-ouviu-depoimentos-de-camponeses-e-de-indios-surui\/"},"modified":"2012-10-30T12:53:00","modified_gmt":"2012-10-30T12:53:00","slug":"membro-da-cnv-ouviu-depoimentos-de-camponeses-e-de-indios-surui","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/10\/30\/membro-da-cnv-ouviu-depoimentos-de-camponeses-e-de-indios-surui\/","title":{"rendered":"Membro da CNV ouviu depoimentos de camponeses e de \u00edndios Suru\u00ed"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Membro da CNV, a psicanalista Maria Rita Kehl ouviu depoimentos de camponeses e de \u00edndios Suru\u00ed que tiveram direitos humanos violados na ditadura durante a destrui\u00e7\u00e3o da guerrilha, na d\u00e9cada de 70<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>A Comiss\u00e3o Nacional da Verdade realizou entre 15 e 20 de outubro uma visita de 6 dias ao Araguaia, regi\u00e3o onde se travou um dos mais sangrentos epis\u00f3dios da ditadura militar \u2013 os combates e as expedi\u00e7\u00f5es militares que resultaram na destrui\u00e7\u00e3o da guerrilha de mesmo nome, nos anos 70.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Durante a visita, a psicanalista Maria Rita Kehl, membro da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade e coordenadora do Grupo de Trabalho que apura a\u00a0viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos contra camponeses e popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas,\u00a0e o assessor da CNV, Pedro Pontual, percorreram os munic\u00edpios de Marab\u00e1, S\u00e3o Geraldo do Araguaia e S\u00e3o Domingos do Araguaia, a Terra Ind\u00edgena Soror\u00f3, no Par\u00e1, e o munic\u00edpio de Xambio\u00e1, em Tocantins. Integrantes do Projeto Rep\u00fablica, da Universidade Federal de Minas Gerais, tamb\u00e9m participaram da expedi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cFoi muito proveitosa esta primeira visita da CNV ao Araguaia. Conhecer a regi\u00e3o, ouvir camponeses e lideran\u00e7as ind\u00edgenas da etnia Suru\u00ed, acompanhar as buscas nos cemit\u00e9rios locais e na Serra das Andorinhas, toda esta intensa atividade contribuiu para me aproximar desse tema pouco conhecido da sociedade brasileira. Com a ajuda do assessor Pedro Pontual, que j\u00e1 esteve na regi\u00e3o com a SEDH, e dos familiares, tive a oportunidade de conhecer n\u00e3o apenas os abusos sofridos pelos ind\u00edgenas e camponeses no per\u00edodo da repress\u00e3o \u00e0 guerrilha, mas tamb\u00e9m as condi\u00e7\u00f5es em que vivem hoje, em fun\u00e7\u00e3o das perdas materiais que lhes foram impostas pela alian\u00e7a entre militares e latifundi\u00e1rios\u201d, disse Maria Rita Kehl.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No per\u00edodo, Maria Rita se reuniu com lideran\u00e7as comunit\u00e1rias e de trabalhadores e ouviu 13 camponeses v\u00edtimas de viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos. Durante as campanhas de combate e destrui\u00e7\u00e3o da guerrilha pelas For\u00e7as Armadas, camponeses \u201csuspeitos\u201d de apoiar o movimento do PCdoB, que se instalou na regi\u00e3o, tamb\u00e9m foram presos e torturados.\u00a0Em 2009, a Comiss\u00e3o de Anistia determinou indeniza\u00e7\u00f5es a 44\u00a0camponeses paraenses (ou seus parentes) por terem sido torturados, mortos ou perdido as propriedades durante a a\u00e7\u00e3o dos militares contra a guerrilha.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A CNV tamb\u00e9m esteve na Terra Ind\u00edgena Soror\u00f3, da etnia Suru\u00ed. Em diversos livros sobre a guerrilha, o papel da etnia \u00e9 citado das mais diferentes maneiras. A vers\u00e3o mais corrente \u00e9 a de que a comunidade teria sido for\u00e7ada pelo Ex\u00e9rcito a cooperar no combate \u00e0 guerrilha. Representantes da comunidade decidiram criar\u00a0uma comiss\u00e3o da verdade Suru\u00ed.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o Nacional acompanhou tamb\u00e9m os trabalhos da mais recente miss\u00e3o do Grupo de Trabalho Araguaia, criado em 2009 para dar cumprimento \u00e0 decis\u00e3o da Justi\u00e7a Federal de Bras\u00edlia que determina a\u00a0localiza\u00e7\u00e3o e identifica\u00e7\u00e3o dos corpos dos desaparecidos na Guerrilha do Araguaia.\u00a0 O GTA \u00e9 composto por servidores dos minist\u00e9rios da Defesa, Justi\u00e7a e Direitos Humanos e possui especialistas em antropologia forense, geologia, antropologia, cartografia e log\u00edstica, al\u00e9m de observadores do PCdoB, do governo do Par\u00e1 e de familiares de mortos e desaparecidos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a visita ao Araguaia, Maria Rita Kehl seguiu para Minas Gerais, onde participa hoje da audi\u00eancia p\u00fablica tem\u00e1tica da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade em Belo Horizonte, sobre Estudantes, Universidade e ditadura.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Veja a seguir um resumo dos trabalhos, dia a dia:<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">15\/10<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Depois de chegar em Marab\u00e1, a CNV se deslocou at\u00e9 Xambio\u00e1 onde atendeu pedido dos familiares que acompanhavam a expedi\u00e7\u00e3o do\u00a0Grupo de Trabalho Araguaia\u00a0 para uma reuni\u00e3o;<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">16\/10<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Visita aos trabalhos de escava\u00e7\u00e3o do Grupo de Trabalho Araguaia nos cemit\u00e9rios de Xambio\u00e1, S\u00e3o Geraldo do Araguaia e de arqueologia na regi\u00e3o onde funcionou a Base Militar de Xambio\u00e1 durante a guerrilha; Neste dia, a CNV visitou e ouviu tr\u00eas camponeses em Xambio\u00e1;<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">17\/10<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Visita e escuta de quatro camponeses em S\u00e3o Geraldo do Araguaia\/PA;<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">18\/10<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Visita \u00e0 sede da Associa\u00e7\u00e3o dos Torturados da Guerrilha do Araguaia, em S\u00e3o Domingos do Araguaia, onde foram ouvidos quatro associados; de l\u00e1, a CNV partiu para Marab\u00e1, onde teve uma reuni\u00e3o com a Comiss\u00e3o Pastoral da Terra, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e o Conselho Ind\u00edgena Mission\u00e1rio;<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">19\/10<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Acompanhamento dos trabalhos de arqueologia do GTA no morro do Urutu, na Serra das Andorinhas (Par\u00e1) e das escava\u00e7\u00f5es em nos cemit\u00e9rios de Xambio\u00e1 e S\u00e3o Geraldo do Araguaia. Em Xambio\u00e1, a CNV visitou o memorial da Guerrilha do Araguaia;<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">20\/10<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Visita aos \u00edndios Suru\u00ed, na Terra Ind\u00edgena Soror\u00f3, no estado do Par\u00e1 e oitiva de dois camponeses em Marab\u00e1.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o &#8211;\u00a0Comiss\u00e3o Nacional da Verdade<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Membro da CNV, a psicanalista Maria Rita Kehl ouviu depoimentos de camponeses e de \u00edndios Suru\u00ed que tiveram direitos humanos violados na ditadura durante a destrui\u00e7\u00e3o da guerrilha, na d\u00e9cada de 70 A Comiss\u00e3o Nacional da Verdade realizou entre 15 e 20 de outubro uma visita de 6 dias ao Araguaia, regi\u00e3o onde se travou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2582"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2582"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2582\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2582"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2582"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2582"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}