{"id":2681,"date":"2012-11-01T20:43:16","date_gmt":"2012-11-01T20:43:16","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/11\/01\/repressao-teria-torturado-100-presos-em-petropolis-2\/"},"modified":"2012-11-01T20:43:16","modified_gmt":"2012-11-01T20:43:16","slug":"repressao-teria-torturado-100-presos-em-petropolis-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/11\/01\/repressao-teria-torturado-100-presos-em-petropolis-2\/","title":{"rendered":"Repress\u00e3o teria torturado 100 presos em Petr\u00f3polis"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ex-agente conta \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade detalhes sobre a &#8220;Casa da Morte&#8221; e cita v\u00edtimas que teriam morrido ali<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>Em depoimento de oito horas \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade, o sargento reformado Marival Dias Chaves do Canto, de 65 anos, ex-agente dos \u00f3rg\u00e3os de informa\u00e7\u00e3o do regime militar, disse ontem que cerca de 100 presos pol\u00edticos teriam passado pelo aparelho clandestino mantido pelo Centro de Informa\u00e7\u00f5es do Ex\u00e9rcito (CIE) em Petr\u00f3polis, chamado na literatura dos anos de chumbo de &#8220;Casa da Morte&#8221;. Marival confirmou a vers\u00e3o de que os presos, levados de diversas regi\u00f5es do Brasil, eram assassinados depois de prestar depoimentos sob tortura.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Entre as v\u00edtimas da casa, Marival citou os nomes dos universit\u00e1rios Fernando Santa Cruz e Eduardo Collier, que desapareceram em 1974, no Rio, quando militavam na A\u00e7\u00e3o Popular Marxista Leninista (APML). No dia 23 de fevereiro, Fernando saiu da casa do seu irm\u00e3o Marcelo para um encontro com os amigos e nunca mais foi visto. Ele teria sido capturado no apartamento de Eduardo. No depoimento, Marival disse que os estudantes foram presos por uma equipe do CIE liderada pelo ent\u00e3o major Freddie Perdig\u00e3o Pereira e, posteriormente, mortos em Petr\u00f3polis.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Marival, que dever\u00e1 prestar novos depoimentos \u00e0 comiss\u00e3o, abordando temas espec\u00edficos, j\u00e1 \u00e9 considerado um dos mais importantes testemunhos da guerra suja travada nos por\u00f5es do regime. Ele serviu, como analista de informa\u00e7\u00f5es, no Destacamento de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00f5es de S\u00e3o Paulo (DOI-SP), chefiado pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, e no CIE. Em entrevista \u00e0 revista VEJA, h\u00e1 20 anos, contou que ouviu de outros agentes, que estiveram na casa de Petr\u00f3polis, que os cad\u00e1veres eram esquartejados.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O sargento n\u00e3o confirmou as revela\u00e7\u00f5es feitas pelo ex-delegado capixaba Cl\u00e1udio Guerra, de que alguns corpos foram incinerados na usina de cana Carahyba, em Campos dos Goytacazes. Admitiu, por\u00e9m, a liga\u00e7\u00e3o de Guerra com Freddie Perdig\u00e3o, considerado um dos mais frios e ativos torturadores do regime.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O depoimento tamb\u00e9m fez refer\u00eancias \u00e0 morte de tr\u00eas dirigentes do PCdoB em 16 de dezembro de 1976, em S\u00e3o Paulo, no epis\u00f3dio que ficou conhecido como o Massacre da Lapa, em alus\u00e3o ao bairro onde ocorreu. Agentes da repress\u00e3o atacaram a casa onde o comit\u00ea central do partido fazia uma reuni\u00e3o secreta, matando os dirigentes Jo\u00e3o Baptista Franco Drummond, \u00c2ngelo Arroyo e Pedro Pomar. Marival disse que a a\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi um ato isolado, mas uma pol\u00edtica de Estado para eliminar o PCdoB do mapa.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O ex-agente confirmou, ainda, a exist\u00eancia de outra casa clandestina do CIE em Itapevi, S\u00e3o Paulo, e forneceu detalhes da chamada Opera\u00e7\u00e3o Medianeira, uma emboscada comandada pelo CIE em Medianeira, cidade no sudoeste do Paran\u00e1, para atrair, no dia 11 de julho de 1974, um grupo argentino de militantes de esquerda e guerrilheiros, com a morte de sete deles.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; O Globo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ex-agente conta \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade detalhes sobre a &#8220;Casa da Morte&#8221; e cita v\u00edtimas que teriam morrido ali Em depoimento de oito horas \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade, o sargento reformado Marival Dias Chaves do Canto, de 65 anos, ex-agente dos \u00f3rg\u00e3os de informa\u00e7\u00e3o do regime militar, disse ontem que cerca de 100 presos pol\u00edticos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2681"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2681"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2681\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2681"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2681"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2681"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}