{"id":2692,"date":"2012-11-05T22:07:51","date_gmt":"2012-11-05T22:07:51","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/11\/05\/documentos-da-ditadura-militar-foram-triados-por-torturador-2\/"},"modified":"2012-11-05T22:07:51","modified_gmt":"2012-11-05T22:07:51","slug":"documentos-da-ditadura-militar-foram-triados-por-torturador-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/11\/05\/documentos-da-ditadura-militar-foram-triados-por-torturador-2\/","title":{"rendered":"Documentos da ditadura militar foram triados por torturador"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A transfer\u00eancia de documentos da ditadura militar do extinto Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social (DOPS) em Belo Horizonte para o Arquivo P\u00fablico Mineiro, nos anos 1990, contou com a participa\u00e7\u00e3o do ex-delegado Ariovaldo da Hora e Silva, apontado por perseguidos pelo regime militar como torturador.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2691\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/image.JPG\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<address \/>Cerco da pol\u00edcia \u00e0 Faculdade de Medicina da UFMG em junho de 1977\u00a0  <!--more-->  <\/address>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">De acordo com a procuradora regional dos Direitos do Cidad\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal em Minas Gerais, Silmara Goulart, Ariovaldo e o tamb\u00e9m ex-delegado Prata Neto fizeram parte da comiss\u00e3o criada em 1991 para fazer a triagem dos arquivos do DOPS com representantes do Arquivo P\u00fablico Mineiro, ap\u00f3s determina\u00e7\u00e3o da lei estadual n\u00ba 10.360\/90. A informa\u00e7\u00e3o vem a p\u00fablico uma semana depois da passagem de integrantes da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade pela UFMG.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Para a procuradora, enquanto delegado lotado no DOPS, departamento que estava sob o poder da Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica em Minas, Ariovaldo sabia o que estava acontecendo na \u00e9poca. \u201cEle n\u00e3o aparece como torturador, mas h\u00e1 depoimentos de presos pol\u00edticos que dizem que ele participava de atos de tortura. E h\u00e1 ind\u00edcios de que nem todos os documentos foram passados para o Arquivo P\u00fablico\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>CPI <\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Sete anos ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o do grupo de triagem do qual fazia parte Ariovaldo, a Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) instalada na Assembleia de Minas em 1998 para apurar a destina\u00e7\u00e3o dos arquivos do DOPS constatou que o ex-delegado foi o coordenador de informa\u00e7\u00f5es da Coordena\u00e7\u00e3o Geral de Seguran\u00e7a (COSEG).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o apurou que ele desempenhou atividades relacionadas a fichas com dados sum\u00e1rios e fotografias, produzidas durante o regime militar.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No entanto, de acordo com o relat\u00f3rio final dos trabalhos, o poss\u00edvel torturador negou, em depoimento, ter trabalhado como chefe dos arquivos do DOPS ou ter manipulado os documentos do DOPS. \u201cAriovaldo da Hora e Silva, escriv\u00e3o do DOPS nas d\u00e9cadas de 60 e 70, negou tamb\u00e9m qualquer participa\u00e7\u00e3o na incinera\u00e7\u00e3o de documentos originais do DOPS\u201d, diz o texto.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Integridade<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O relat\u00f3rio da CPI da ALMG indicou que essas den\u00fancias remetem \u201cunicamente\u201d \u00e0 quest\u00e3o da guarda da documenta\u00e7\u00e3o do DOPS. \u201cQuem praticou viol\u00eancia policial em regime de exce\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode estar cuidando da mem\u00f3ria desse per\u00edodo da hist\u00f3ria pol\u00edtica do pa\u00eds\u201d, consta no texto.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Segundo os parlamentares que trabalharam nessa CPI, a demora na entrega dos pap\u00e9is da ditadura em poder do Instituto de Identifica\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Civil em Minas ao Arquivo P\u00fablico Mineiro pode, inclusive, \u201cter causado suspeitas sobre sua integridade\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Segundo depoimento do secret\u00e1rio da SSP \u00e0 \u00e9poca, Santos Moreira, parte dos arquivos podem ter sido incinerados antes de ter tomado posse do cargo.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; R7<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A transfer\u00eancia de documentos da ditadura militar do extinto Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social (DOPS) em Belo Horizonte para o Arquivo P\u00fablico Mineiro, nos anos 1990, contou com a participa\u00e7\u00e3o do ex-delegado Ariovaldo da Hora e Silva, apontado por perseguidos pelo regime militar como torturador. 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