{"id":274,"date":"2012-05-14T13:44:39","date_gmt":"2012-05-14T13:44:39","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/14\/na-logica-de-videla-era-uma-guerra-justa-diz-escritor-sobre-ex-ditador-argentino\/"},"modified":"2012-05-14T13:44:39","modified_gmt":"2012-05-14T13:44:39","slug":"na-logica-de-videla-era-uma-guerra-justa-diz-escritor-sobre-ex-ditador-argentino","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/14\/na-logica-de-videla-era-uma-guerra-justa-diz-escritor-sobre-ex-ditador-argentino\/","title":{"rendered":"&#8216;Na l\u00f3gica de Videla, era uma guerra justa&#8217;, diz escritor sobre ex-ditador argentino"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>Jorge Rafael Videla foi o mais cruel dos ditadores do \u00faltimo regime militar argentino (1976-1983). Presidente de 1976 a 1981, foi respons\u00e1vel pelos primeiros tempos de um aparato de repress\u00e3o que matou de 7.000 a 30 mil pessoas, e que sequestrou em torno de 500 beb\u00eas &#8212; as estimativas variam.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Videla foi julgado nos anos 80, durante a gest\u00e3o de Ra\u00fal Alfons\u00edn, e condenado \u00e0 pris\u00e3o perp\u00e9tua. Cinco anos depois, recebeu um indulto do ent\u00e3o presidente Carlos Menem. Em 1998, foi novamente condenado. Passou pouco mais de um m\u00eas na cadeia, logo sendo transferido para sua casa, onde passou a cumprir pris\u00e3o domiciliar.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Em 2010, Videla voltou ao banco dos r\u00e9us, j\u00e1 durante o governo de Cristina Kirchner, que tem se caracterizado por levar a julgamento quase todos os envolvidos na repress\u00e3o dos anos 70.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">O general recebeu novamente a pena de pris\u00e3o perp\u00e9tua, mas, dessa vez, para ser cumprida em uma pris\u00e3o comum. Desde ent\u00e3o, est\u00e1 numa cela da penitenci\u00e1ria militar do Campo de Mayo.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Em &#8220;Disposici\u00f3n Final&#8221; (Sudamericana), o jornalista e historiador Ceferino Reato, 51, colheu o mais importante depoimento de Videla desde os anos 70.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Numa entrevista exclusiva, realizada na pris\u00e3o, o general diz a Reato que os desaparecidos foram &#8220;o pre\u00e7o que se teve de pagar para ganhar a guerra contra a subvers\u00e3o, o pre\u00e7o da vit\u00f3ria&#8221;. Al\u00e9m disso, admite pela primeira vez que houve roubo e apropria\u00e7\u00e3o de beb\u00eas por militares em larga escala.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">O livro de Reato levou a ju\u00edza Alicia Vence, que investiga crimes de lesa humanidade, a ordenar uma busca no apartamento em que Videla viveu, em Buenos Aires. A ideia era tentar recuperar algumas dessas listas. Foram recolhidos documentos, cartas e di\u00e1rios referentes aos anos de 1979 em diante. As evid\u00eancias podem, agora, dar in\u00edcio a novo processo de investiga\u00e7\u00e3o sobre o per\u00edodo.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Leia, abaixo, a \u00edntegra da entrevista que Reato concedeu.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Muitos de seus colegas jornalistas t\u00eam questionado voc\u00ea por ter feito esse livro. Por que?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Ceferino Reato &#8211;<\/strong> \u00c9 incompreens\u00edvel que jornalistas duvidem de que se deve entrevistar um personagem hist\u00f3rico. Mas, infelizmente, \u00e9 um fato na Argentina.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">A maioria das pessoas aqui participa de um paradigma politicamente correto sobre os anos 70, segundo o qual h\u00e1 que se dar voz somente a personagens que t\u00eam a ver com as v\u00edtimas e com alguns ex-chefes da guerrilha. E jamais com os militares. Isso est\u00e1 muito instalado na sociedade.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Por isso fa\u00e7o uma introdu\u00e7\u00e3o t\u00e3o longa no livro, justificando-me. Busquei, entre outras coisas, refer\u00eancias no pr\u00f3prio jornalismo progressista, onde temos o norte-americano Jon Lee Anderson, que entrevistou [o ditador chileno Augusto] Pinochet.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Um apresentador de TV o atacou por dar a m\u00e3o a Videla.<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Sim, como se isso fosse um sacril\u00e9gio. Mas eu acho que um jornalista tem de ser cort\u00eas com qualquer entrevistado, de Adolf Hitler a M\u00e1rio Firmenich [o mais importante guerrilheiro montonero]. A cortesia n\u00e3o elimina a valentia.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Temos de passar uma imagem de civiliza\u00e7\u00e3o, ainda que seja diante de ditadores. Se passamos uma imagem de viol\u00eancia, estamos desafiando a democracia.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Videla sugere que h\u00e1 contatos entre os militares ainda nos dias de hoje. Eles controlam a informa\u00e7\u00e3o sobre o per\u00edodo?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Para mim ficou evidente que conversam com frequ\u00eancia sobre o assunto e discutem o que revelar ou n\u00e3o. Certamente sabem mais do que disseram \u00e0 Justi\u00e7a em seus julgamentos.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Videla, por exemplo, admitiu que houve listas de desaparecidos e que algumas ainda existem. Acredito que n\u00e3o haja uma, mas v\u00e1rias, pois o pa\u00eds estava dividido em regi\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00c9 preciso fazer todo o esfor\u00e7o poss\u00edvel para localiz\u00e1-las enquanto esses militares ainda est\u00e3o vivos. \u00c9 nossa \u00fanica esperan\u00e7a de saber algo sobre o destino dos desaparecidos.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Cada militar que morre, \u00e9 uma possibilidade de informa\u00e7\u00e3o que se vai. E estamos deixando essas possibilidades escaparem.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas muita informa\u00e7\u00e3o se perdeu com o decreto do general Reynaldo Bignone, em 1983, que mandou queimar documentos, n\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Sim, destruiu-se muita coisa nessa ocasi\u00e3o, porque os militares tinham medo de poss\u00edveis julgamentos depois da volta da democracia, naquele mesmo ano, o que de fato aconteceu. Mas Videla d\u00e1 a entender que originais dessas listas est\u00e3o guardados, dentro ou fora do pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi a revela\u00e7\u00e3o deles sobre os supostos 7 mil mortos?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Videla diz que esse foi o pre\u00e7o a se pagar para ganhar o que considerava uma guerra \u00e0 subvers\u00e3o. E sustenta que desaparecer com os corpos dos militantes mortos era a \u00fanica alternativa, porque seria imposs\u00edvel levar tanta gente \u00e0 Justi\u00e7a, assim como promover fuzilamentos t\u00e3o numerosos. Diz que a sociedade n\u00e3o toleraria.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Dentro de sua l\u00f3gica, era uma guerra justa, e n\u00e3o uma guerra suja.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual a diferen\u00e7a?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Ele se baseia no conceito de guerra defensiva de S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino. Acredita, e isso at\u00e9 hoje, que para reformar, moldar uma sociedade para seu pr\u00f3prio bem \u00e9 justific\u00e1vel fazer uma guerra.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Videla \u00e9 um homem muito religioso. Reza, vai \u00e0 missa, acredita na constru\u00e7\u00e3o de uma Argentina cat\u00f3lica, em que a Igreja e o Ex\u00e9rcito s\u00e3o os pilares. E n\u00e3o pensa isso sozinho. Boa parte da sociedade compartilha esse sentimento.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Em sua \u00e9poca, Videla foi a concretiza\u00e7\u00e3o dessa ideia de Argentina. Um general cat\u00f3lico, e obcecado com a reforma da sociedade.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Por isso a Igreja apoiou a ditadura.<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Sim, a Igreja havia sido colocada de lado pelo per\u00edodo conhecido na Argentina como \u00e9poca liberal, da segunda metade do s\u00e9culo 19 em diante. Os primeiros governos radicais populares, no in\u00edcio do 20, tamb\u00e9m n\u00e3o lhe deram espa\u00e7o. Na ditadura militar, a Igreja viu a chance de reaparecer com for\u00e7a e buscar seu espa\u00e7o.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Outra revela\u00e7\u00e3o de Videla no livro \u00e9 sobre o roubo de beb\u00eas, que foram adotados por fam\u00edlias de militares.<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Sim, Videla nega que tenha existido um plano sistem\u00e1tico e que tenham sido 500, como dizem as Av\u00f3s da Pra\u00e7a de Maio, mas admite que a pr\u00e1tica foi comum e em larga escala. Entregar os beb\u00eas para fam\u00edlias de militares era visto por eles como uma solu\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>O general fala de 7.000 desaparecidos, a lista da Conadep (Comiss\u00e3o Nacional sobre a Desapari\u00e7\u00e3o de Pessoas) diz que foram 7.954, as organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos falam em 30 mil. Qual \u00e9 mais pr\u00f3ximo da realidade? Por que n\u00e3o se discute esse tema?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Os 30 mil mortos foram uma cifra \u00fatil num determinado momento, mas hoje n\u00e3o se sabe bem de onde surgiu. H\u00e1 quem diga que foi uma cria\u00e7\u00e3o de Hebe de Bonafini [l\u00edder das M\u00e3es da Pra\u00e7a de Maio]. O mais prov\u00e1vel \u00e9 que tenha sido criada e popularizada pelos exilados na Europa durante a ditadura. Foi importante para ajudar a dar publicidade ao horror que se cometia na Argentina.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Mas hoje devemos question\u00e1-lo, porque n\u00e3o h\u00e1 nada que sustente essa cifra. E n\u00e3o h\u00e1 uma lista de nomes e sobrenomes de tanta gente.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Contabilizar as fam\u00edlias que buscam e reclamam os mortos n\u00e3o seria uma maneira?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 visto assim porque o governo e as associa\u00e7\u00f5es de direitos humanos dizem que h\u00e1 muitas fam\u00edlias que n\u00e3o reclamam porque n\u00e3o t\u00eam coragem. Mas o pior que pode nos acontecer \u00e9 n\u00e3o saber exatamente quantos morreram e quais s\u00e3o suas hist\u00f3rias. Como pretendemos descobrir o que aconteceu com os desaparecidos se nunca soubermos quem foram?<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas h\u00e1 uma lista de quem pediu indeniza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Sim, mas o governo n\u00e3o mostra, porque h\u00e1 muita gente que morreu antes da ditadura, durante a viol\u00eancia do come\u00e7o dos anos 70 entre guerrilha e Estado. E a atual gest\u00e3o considera que o horror come\u00e7ou com o golpe, em 1976. Reconhecer que teve in\u00edcio antes, em um governo democr\u00e1tico e peronista, seria uma derrota importante para a atual gest\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Os grupos de direitos humanos \u00e0s vezes me fazem lembrar essas ONGs que dizem se ocupar da pobreza mas comemoram quanto mais pobres h\u00e1. Para elas, quanto maior o horror, maior o or\u00e7amento. E isso \u00e9 uma degenera\u00e7\u00e3o dos direitos humanos.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Como vive Videla hoje?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Est\u00e1 numa cela pequena na penitenci\u00e1ria do Campo de Mayo, que \u00e9 uma pris\u00e3o militar. Existe ali uma cama, um aquecedor, um ventilador, uma mesa de luz, um crucifixo, um ros\u00e1rio, um escrivaninha e duas cadeiras. O banheiro \u00e9 compartilhado com outro preso.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Acorda cedo, faz exerc\u00edcios, est\u00e1 muito bem fisicamente. E recebe a visita da mulher, dos filhos, netos e bisnetos. Age como quem est\u00e1 acostumado a estar preso. Afinal, vive confinado h\u00e1 20 anos, primeiro em casa, agora na pris\u00e3o. Est\u00e1 tranquilo, mas segue acreditando que fez o que devia fazer ao ordenar tantas torturas e mortes. \u00c9 um personagem congelado na hist\u00f3ria.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que decidiu falar agora, e n\u00e3o no banco dos r\u00e9us?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Assim como outros militares presos, Videla confiava em que Cristina n\u00e3o venceria as elei\u00e7\u00f5es, e assim ele teria alguma chance de sair da cadeia com um novo indulto. Por isso revelou poucas coisas. Agora que percebe que provavelmente n\u00e3o sair\u00e1 nunca mais, que est\u00e1 com 86 anos, resolveu come\u00e7ar a dizer coisas.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o creio que o jornalismo tenha de fazer as vezes da Justi\u00e7a. Mas talvez um ditador como ele prefira falar a um jornalista que a um juiz, se este estiver mais interessado em construir uma vingan\u00e7a do que esclarecer a verdade. Infelizmente, isso tem acontecido na Argentina.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Jornal Floripa<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Rafael Videla foi o mais cruel dos ditadores do \u00faltimo regime militar argentino (1976-1983). Presidente de 1976 a 1981, foi respons\u00e1vel pelos primeiros tempos de um aparato de repress\u00e3o que matou de 7.000 a 30 mil pessoas, e que sequestrou em torno de 500 beb\u00eas &#8212; as estimativas variam.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/274"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=274"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/274\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=274"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=274"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=274"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}