{"id":2875,"date":"2012-12-03T21:07:19","date_gmt":"2012-12-03T21:07:19","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/12\/03\/exposicao-de-fotos-mostra-perdas-familiares-durante-ditadura-militar-2\/"},"modified":"2012-12-03T21:07:19","modified_gmt":"2012-12-03T21:07:19","slug":"exposicao-de-fotos-mostra-perdas-familiares-durante-ditadura-militar-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/12\/03\/exposicao-de-fotos-mostra-perdas-familiares-durante-ditadura-militar-2\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o de fotos mostra perdas familiares durante ditadura militar"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Retratos de fam\u00edlias se tornam s\u00edmbolos da brutalidade da repress\u00e3o da ditadura militar no trabalho do fot\u00f3grafo argentino Gustavo Germano. Na exposi\u00e7\u00e3o Aus\u00eancias Brasil, Germano tem como ponto de partida as fotos de v\u00edtimas do regime juntamente com seus parentes. As cenas s\u00e3o, ent\u00e3o, refeitas no presente, deixando \u00f3bvia a perda da fam\u00edlia.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2791\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/comissaodaverdade.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"152\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>\n<address \/>Gilvanm Viana diz que com a instala\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o da Verdade, momento\u00a0 \u00e9 favor\u00e1vel para que as quest\u00f5es voltem a ser levantadas  <!--more-->  <\/address>\n<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O projeto percorreu as regi\u00f5es Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste para reunir as fotografias das 12 fam\u00edlias que est\u00e3o representadas na exposi\u00e7\u00e3o que abre na pr\u00f3xima sexta-feira (7) na capital paulista. A mostra ficar\u00e1 no Arquivo P\u00fablico do Estado de S\u00e3o Paulo, zona norte.<span class=\"s1\"><br \/> <\/span> <span class=\"s1\"><br \/> <\/span>O trabalho foi idealizado pela organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) Ag\u00eancia Livre para Informa\u00e7\u00e3o, Cidadania e Educa\u00e7\u00e3o (Alice) com base em um trabalho feito pelo pr\u00f3prio Germano com fam\u00edlias argentinas, a maioria de sua \u00a0cidade natal: Entre R\u00edos. O fot\u00f3grafo perdeu um irm\u00e3o para a repress\u00e3o na Argentina.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">As fam\u00edlias brasileiras foram escolhidas ap\u00f3s pesquisa no livro Direito \u00e0 Mem\u00f3ria e \u00e0 Verdade, editado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presid\u00eancia (SDH), que tamb\u00e9m financiou o projeto fotogr\u00e1fico, via edital. O coordenador do projeto na ONG, Luciano Piccoli, conta que foi dif\u00edcil reunir material que preenchesse os requisitos para o projeto.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A primeira dificuldade foi encontrar fotos de fam\u00edlia onde apenas a v\u00edtima da ditadura n\u00e3o estivesse mais viva. Com o aumento da persegui\u00e7\u00e3o aos opositores do regime, os militantes passaram a evitar registros que os vinculassem a pessoas queridas. \u201cA partir de 68, com o extremo cuidado que eles tinham com os parentes, eles passaram a evitar o envio de fotos e cartas, qualquer refer\u00eancia\u201d, ressalta \u00a0Piccoli.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A transforma\u00e7\u00e3o das cidades ao longo do tempo tamb\u00e9m limitou as fotografias que pudessem ser selecionadas. \u201cUm lugar que antes era uma pra\u00e7a p\u00fablica tinha sido demolido e agora \u00e9 um pr\u00e9dio\u201d, exemplifica \u00a0Piccoli. Por isso, algumas fotos escolhidas para serem remontadas s\u00e3o em igrejas, espa\u00e7os poucos propensos a mudan\u00e7as radicais.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O resultado \u00e9 um conjunto de fotos com for\u00e7a educativa e apelo emocional, na opini\u00e3o do coordenador do Projeto Direito \u00e0 Mem\u00f3ria e \u00e0 Verdade da SDH, Gilney Viana. \u201cAs fotos t\u00eam uma carga afetiva brutal. Ent\u00e3o, desindividualiza aquele sofrimento, torna uma coisa coletiva\u201d, disse.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, as fotos s\u00e3o mais uma forma de homenagear as pessoas que se opuseram \u00e0 ditadura militar e, por isso, foram assassinados ou desapareceram. \u201cDiz respeito \u00e0 mem\u00f3ria daqueles que se sacrificaram na luta pela democracia, por seus ideais\u201d, ressalta Viana, lembrando que, agora que a Comiss\u00e3o da Verdade foi instalada, \u00e9 um bom momento para que essas quest\u00f5es voltem a ser levantadas.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retratos de fam\u00edlias se tornam s\u00edmbolos da brutalidade da repress\u00e3o da ditadura militar no trabalho do fot\u00f3grafo argentino Gustavo Germano. Na exposi\u00e7\u00e3o Aus\u00eancias Brasil, Germano tem como ponto de partida as fotos de v\u00edtimas do regime juntamente com seus parentes. 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