{"id":3042,"date":"2013-01-09T13:33:13","date_gmt":"2013-01-09T13:33:13","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/01\/09\/video-documentos-ineditos-sobre-envolvidos-na-condor-2\/"},"modified":"2013-01-09T13:33:13","modified_gmt":"2013-01-09T13:33:13","slug":"video-documentos-ineditos-sobre-envolvidos-na-condor-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/01\/09\/video-documentos-ineditos-sobre-envolvidos-na-condor-2\/","title":{"rendered":"V\u00eddeo: Documentos in\u00e9ditos sobre envolvidos na Condor"},"content":{"rendered":"<p> <object width=\"300\" height=\"169\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/cViE1fZ3tzA?hl=pt_BR&amp;version=3&amp;rel=0\" \/><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"300\" height=\"169\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/cViE1fZ3tzA?hl=pt_BR&amp;version=3&amp;rel=0\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\"><\/embed><\/object> <\/p>\n<p><span style=\"text-align: justify;\">O futebol nos tempos do Condor que \u00e9 parte do t\u00edtulo de \u201cMem\u00f3rias do Chumbo \u2026\u201d, aqui na ESPN Brasil, de 18 a 21 pr\u00f3ximos, tem raz\u00f5es muito al\u00e9m do \u00f3bvio recorte temporal que o nome sugere. A s\u00e9rie vai mostrar que os anos do condor estiveram presentes no futebol obedecendo a um receitu\u00e1rio e ide\u00e1rio comum aos pa\u00edses que fizeram parte da sinistra multinacional do terror.  <!--more-->  <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"s1\"> <br \/> <\/span>As mesmas pr\u00e1ticas que foram adotadas pelos participantes em todos os setores das sociedades onde pousou se fizeram presentes no mais popular dos esportes. Umas das grandes convic\u00e7\u00f5es formadas ao fim de todo esse tempo em arquivos, entrevistas e leituras \u00e9 a de como o aparelhamento e controle do futebol foi sistematizado e pensado ao longo das ditaduras militares do continente. Voc\u00ea vai ver isso na s\u00e9rie \u201cMem\u00f3rias do Chumbo \u2013 O Futebol nos Tempos do Condor\u201d. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Explicado didaticamente como se deu esse controle no cap\u00edtulo que encerra, o quarto e \u00faltimo, sobre o Brasil. (Argentina, Chile e Uruguai antecedem). Se num primeiro momento o futebol n\u00e3o necessariamente esteve no campo de vis\u00e3o dos golpes militares (excetuando a Argentina, onde essa preocupa\u00e7\u00e3o com o futebol se fez presente desde o primeiro comunicado), t\u00e3o logo o poder se consolidava, os regimes enxergavam a necessidade de controle do futebol e o potencial de utiliza\u00e7\u00e3o. Documentos at\u00e9 aqui desconhecidos e entrevistas s\u00e3o definitivos para tal constata\u00e7\u00e3o.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>O condor que est\u00e1 presente no t\u00edtulo vem da infame opera\u00e7\u00e3o que se inaugura oficialmente em novembro de 1975 e que vai pensar e executar conjuntamente a repress\u00e3o no continente, dizimando milhares de vidas. Naquela que \u00e9 considerada a mais articulada e ampla opera\u00e7\u00e3o de terrorismo estatal da hist\u00f3ria, com coordena\u00e7\u00e3o, realiza\u00e7\u00e3o e abrang\u00eancia multinacional. Veremos que a maior manifesta\u00e7\u00e3o cultural do continente n\u00e3o poderia ficar de fora das garras dos \u00f3rg\u00e3os de informa\u00e7\u00e3o. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Mas a origem do Condor \u00e9 bem anterior a data oficial de funda\u00e7\u00e3o. A Guerra Colonial da Arg\u00e9lia, nos anos 50, \u00e9 o grande embri\u00e3o de todo o genoc\u00eddio. Um verdadeiro laborat\u00f3rio. Personagens dali e suas pr\u00e1ticas, estiveram entre os mestres dos genocidas do nosso continente. <span class=\"s1\"><br \/> <\/span>Foi na antiga col\u00f4nia Arg\u00e9lia que a Fran\u00e7a desenvolveu metodologias de combate \u00e0s guerras de guerrilha, sem escr\u00fapulos para torturas, exterm\u00ednio ou o desaparecimento para implementar o terror. Uma das estrelas desse esquadr\u00e3o da morte franc\u00eas foi o coronel Charles Lacheroy. O outro, Paul Aussaresses, que viria a ser general, acabou sendo \u00edntimo do Brasil e seus mandat\u00e1rios alguns anos depois. Vivendo aqui com todas as benesses do status diplom\u00e1tico solicitado pela Fran\u00e7a e concedido de bom grado pelo Brasil, como vemos aqui em documenta\u00e7\u00e3o in\u00e9dita.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Se nos anos 60 o americano Dan Mitrione se movimentou com liberdade por aqui, ensinando pr\u00e1ticas de tortura e formando gera\u00e7\u00f5es de homens da lei \u00e0 margem dela, na d\u00e9cada de 70 o papel de mestre do horror foi de Paul Aussaresses. O veterano da Arg\u00e9lia veio, apesar de todo o curr\u00edculo de genocida no final dos anos 50, com status de \u201cadido militar\u201d da Fran\u00e7a no Brasil entre 1973 e 1975.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Sob esta fachada, instruiu e iniciou na tortura milhares de militares do continente, operando como instrutor do Centro de Instru\u00e7\u00e3o de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus. Por suas m\u00e3os homens como S\u00e9rgio Fleury se desenvolveram no genoc\u00eddio e na tortura. Amigo \u00edntimo e pessoal de Jo\u00e3o Baptista Figueiredo. Por ele torturou e assassinou uma mulher, suspeita de vir ao pa\u00eds espionar o amigo. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Foi pelos seus ensinamentos que uma m\u00e1xima vigente at\u00e9 ent\u00e3o nas fileiras do ex\u00e9rcito brasileiro foi pervertida, como ensina o ga\u00facho Jair Krischke, brasileiro maior, homem que deveria ter sua hist\u00f3ria contada nos bancos escolares e assim ainda ser\u00e1, por sua incans\u00e1vel luta pelos direitos humanos, respons\u00e1vel por salvar a vida de milhares de brasileiros nos anos de chumbo. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>\u201cNossos militares n\u00e3o adotavam a tortura como \u2018ferramenta de trabalho\u2019, pois eram formados na velha escola militar de guerra convencional. Foram os militares franceses os criadores e difusores da pr\u00e1tica da tortura em quart\u00e9is, quando elaboraram a tristemente famosa \u2018Doutrina da Contra-Insurg\u00eancia\u2019, que acabaram por impor em toda nossa regi\u00e3o\u201d, conta Jair Krischke, presidente do Movimento de Justi\u00e7a e Direitos Humanos. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Antes da Opera\u00e7\u00e3o Condor, homens como Aussaresses, se espalham em diversos pa\u00edses sob a fachada de adidos militares. Era a rede \u201cAgremil\u201d (de \u201cagregados militares\u201d, os adidos militares), embri\u00e3o da Condor. O franc\u00eas passou tamb\u00e9m pela famosa Escola das Am\u00e9ricas, no Panam\u00e1, e pelo Fort Bragg, nos Estados Unidos, onde ensinou seus m\u00e9todos na reorganiza\u00e7\u00e3o das for\u00e7as especiais americanas, que hoje mostram suas li\u00e7\u00f5es em lugares como o Afeganist\u00e3o e Iraque. Al\u00e9m do CIGS, na selva, Aussaresses deu aula na Escola Nacional de Informa\u00e7\u00f5es (ESNI), em Bras\u00edlia. Por suas m\u00e3os, em terras brasileiras, dezenas de militares de todo continente aprenderam seus ensinamentos, depois difundidos em seus pa\u00edses. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Suas li\u00e7\u00f5es e passagem sob a capa de adido militar no Brasil foram importante est\u00e1gio para a funda\u00e7\u00e3o da Condor. Cujo receitu\u00e1rio e terror estaria em todos os segmentos de nossa sociedade, como veremos. Os documentos anexos, obtidos junto ao Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores por esta reportagem, relatam a estadia de Aussauresses no Brasil e mostram a defer\u00eancia com que foi tratado no Brasil. Aqui est\u00e3o os diversos pedidos especiais do governo franc\u00eas, cujo embaixador no Brasil, Michel Legendre, segundo entrevista do pr\u00f3prio Aussaresses, sabia exatamente o que fazia. Todas as facilidades poss\u00edveis. Que seguiram mesmo depois de sua sa\u00edda. At\u00e9 para sua filha, que seguiu por aqui estudando jornalismo na Universidade de Bras\u00edlia (UNB). \u00c9 poss\u00edvel at\u00e9 que ao lado de alguma v\u00edtima de seu pai. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Os documentos revelam muito mais. Curiosamente, como mostram os anexos aqui, em 26 de setembro de 1975, a embaixada francesa comunica que Aussaresses, homem-chave e mestre de tortura da Opera\u00e7\u00e3o Condor, encerra sua miss\u00e3o no Brasil em novembro. O encontro de funda\u00e7\u00e3o oficial da multinacional do terror, a Opera\u00e7\u00e3o Condor, \u00e9 de 25 de novembro daquele ano. Poucos dias depois da sa\u00edda do adido militar da Fran\u00e7a no Brasil. Saiu estrategicamente? Miss\u00e3o cumprida? Coincid\u00eancia? Com a palavra, a Fran\u00e7a. Recentemente, com a chegada de Fran\u00e7ois Hollande ao poder, o pa\u00eds instituiu uma data para homenagear os argelinos mortos pelo pa\u00eds. Mas ainda n\u00e3o formalizou o pedido de desculpas, necess\u00e1rio para passar a hist\u00f3ria a limpo. Os arquivos mostram que existe mais gente para quem pedir desculpas. Os arquivos franceses certamente possuem mais detalhes quanto a passagem de Aussaresses por aqui. E devem elucidar o que os documentos anexos agora nos mostram: a estrat\u00e9gica retirada do fac\u00ednora, em miss\u00e3o oficial, com sua miss\u00e3o genocida conclu\u00edda. <span class=\"s1\"><br \/> <\/span>Pa\u00eds \u00fanico, presente nos cora\u00e7\u00f5es e mentes de todo mundo que preza as luzes no lugar do obscurantismo, precisa abrir todos os arquivos relativos ao tema e ainda passar parte de sua hist\u00f3ria a limpo. E isso passa pelo pedido de desculpas pela cumplicidade no genoc\u00eddio recente em nosso continente. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span><strong>PS-<\/strong> Como dissemos aqui, muito do que foi garimpado nos arquivos durante a pesquisa para \u201cMem\u00f3rias do Chumbo \u2013 O Futebol nos Tempos do Condor\u201d acabou n\u00e3o entrando na s\u00e9rie, de 18 a 21, na ESPN Brasil. Por tempo, espa\u00e7o ou por termos privilegiado na s\u00e9rie alguns aspectos mais diretamente ligados ao futebol. Vamos abrindo arquivos por aqui nesses dias com o que n\u00e3o entrou. \u00a0<span class=\"s1\"><br \/> <\/span><span class=\"s2\"><br \/> <\/span><span class=\"s3\">Reprodu\u00e7\u00e3o\/L\u00facio de Castro<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O futebol nos tempos do Condor que \u00e9 parte do t\u00edtulo de \u201cMem\u00f3rias do Chumbo \u2026\u201d, aqui na ESPN Brasil, de 18 a 21 pr\u00f3ximos, tem raz\u00f5es muito al\u00e9m do \u00f3bvio recorte temporal que o nome sugere. 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