{"id":3045,"date":"2013-01-10T17:54:29","date_gmt":"2013-01-10T17:54:29","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/01\/10\/uma-recuperacao-da-memoria-do-pcb-2\/"},"modified":"2013-01-10T17:54:29","modified_gmt":"2013-01-10T17:54:29","slug":"uma-recuperacao-da-memoria-do-pcb-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/01\/10\/uma-recuperacao-da-memoria-do-pcb-2\/","title":{"rendered":"Uma recupera\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria do PCB"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00c9 raro que sejam mencionados na m\u00eddia os militantes e dirigentes do PCB assassinados pela ditadura militar. Milton Pinheiro, professor e pesquisador baiano, publicou agora belo trabalho sobre os m\u00e1rtires do PCB.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2939\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/desaparecidos%20%281%29.png\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"600\" style=\"vertical-align: middle;\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">De modo geral, quando se fala de v\u00edtimas da ditadura, o foco \u00e9 reservado aos m\u00e1rtires de partidos e grupos que se lan\u00e7aram \u00e0 t\u00e1tica de luta armada contra o regime militar. Mas isto n\u00e3o ocorre por acaso: falo do assunto no Pref\u00e1cio a meu livro Dois estudos para a m\u00e3o esquerda, em trecho transcrito ao final desta mat\u00e9ria (*).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Milton Pinheiro, com este artigo, contribui valiosamente para a corre\u00e7\u00e3o dessa falha de mem\u00f3ria. Al\u00e9m de professor da Universidade Federal da Bahia, ele \u00e9 diretor do Instituto Caio Prado Jr, editor da revista Novos Temas e pesquisador, com ativa participa\u00e7\u00e3o na m\u00eddia alternativa. Neste trabalho, foi buscar documenta\u00e7\u00e3o em acervos universit\u00e1rios e entidades de direitos humanos. Ver em Correio da Cidadania aqui e na transcri\u00e7\u00e3o a seguir.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Correio da Cidadania \u2013 21.12.12<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A ditadura militar no Brasil (1964-85) e o massacre contra o PCB<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Milton Pinheiro<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Para Neide Alves Santos, comunista morta pela ditadura<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 vos pe\u00e7o uma coisa: se sobreviverdes a esta \u00e9poca, n\u00e3o vos esque\u00e7ais!<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o vos esque\u00e7ais nem dos bons, nem dos maus.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Juntai com paci\u00eancia as testemunhas daqueles que tombaram por eles e por v\u00f3s.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Um belo dia, hoje ser\u00e1 o passado, e falar\u00e3o numa grande \u00e9poca<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">e nos her\u00f3is an\u00f4nimos que criaram a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Gostaria que todo mundo soubesse que n\u00e3o h\u00e1 her\u00f3is an\u00f4nimos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Eles eram pessoas, e tinham nomes, tinham rostos, desejos e esperan\u00e7as,<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">e a dor do \u00faltimo entre os \u00faltimos n\u00e3o era menor do que a dor do primeiro,<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">cujo nome h\u00e1 de ficar.\u00a0Queria que todos esses vos fossem t\u00e3o pr\u00f3ximos como pessoas que tiv\u00e9sseis\u00a0Conhecido como membros da sua fam\u00edlia, como v\u00f3s mesmos<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No dia 4 de novembro, a milit\u00e2ncia revolucion\u00e1ria brasileira compareceu \u00e0 Alameda Casa Branca, em S\u00e3o Paulo, ao local onde foi assassinado o l\u00edder comunista Carlos Marighella, para prestar-lhe mais uma homenagem. \u00c9 um ato coberto por um grande simbolismo, com a presen\u00e7a de hist\u00f3ricos militantes da causa revolucion\u00e1ria no Brasil, mas tamb\u00e9m com a presen\u00e7a daqueles que representam, nos dias atuais, a luta e o desejo da nossa classe em prosseguir fazendo hist\u00f3ria e perseverando na luta pela revolu\u00e7\u00e3o socialista.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Marighella, her\u00f3ico combatente contra a ditadura burgo-militar, tombou nesta data pela cilada covarde da repress\u00e3o, em 1969. No entanto, n\u00e3o tombaram seus sonhos e ideias. Homens e mulheres, juventude aguerrida e trabalhadores, continuam em marcha para confeccionar no palmilhar do dia-a-dia a esperan\u00e7a do mundo emancipado da explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Mas, ao voltar-me para Carlos Marighella, nesta justa homenagem, desperto para a luta sem tr\u00e9gua dos seus camaradas do Partido Comunista Brasileiro (PCB), operador pol\u00edtico no qual Marighella foi militante, parlamentar e dirigente durante 33 anos da sua vida, saindo dele por diverg\u00eancia na forma de enfrentar a ditadura burgo-militar, dois anos antes de ser assassinado.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O \u00f3dio de classe exercitado pela burguesia durante todo o s\u00e9culo XX contra o PCB foi levado \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias pela ditadura militar: eles prenderam, torturaram e mataram os militantes mais destacados de um operador pol\u00edtico que teve seus erros no pr\u00e9-1964, mas que resolveu articular uma ampla luta de massas contra a ditadura burgo-militar, e por isso pagou um gigantesco pre\u00e7o, que foi regado com sofrimento e sangue de seus militantes.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Logo no primeiro momento, quando se estabeleceram as trevas golpistas que cortaram as luzes da democracia em constru\u00e7\u00e3o, no \u00faltimo dia de mar\u00e7o de 1964, a burguesia e seu aparato militar\/policial repressivo partiu para cima dos comunistas. Era a bota de chumbo pisando o sol da liberdade, e come\u00e7aram a ceifar as vidas da vanguarda comunista. E a primeira v\u00edtima foi o estivador e sindicalista Antogildo Pascoal Viana (AM), assassinado no dia 8 de abril de 1964.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Seguiram-se a ele, ainda em 1964, os seguintes camaradas: o oper\u00e1rio eletricista e sindicalista Carlos Schirmer (MG), no dia 1\u00ba de maio; Pedro Domiense de Oliveira (BA), sindicalista e l\u00edder dos posseiros urbanos, assassinado no dia 7 de maio; Manuel Alves de Oliveira (SE), militar assassinado no dia 8 de maio; o gr\u00e1fico e sindicalista Newton Eduardo de Oliveira (PE), morto em 1\u00ba de setembro; o l\u00edder campon\u00eas Jo\u00e3o Alfredo Dias (PB), conhecido como \u201cnego fub\u00e1\u201d, sapateiro e ex-vereador, sacrificado pela repress\u00e3o em 7 de setembro; ainda no dia da p\u00e1tria, tamb\u00e9m foi assassinado o l\u00edder campon\u00eas e presidente das ligas camponesas de Sap\u00e9, Pedro In\u00e1cio de Ara\u00fajo (PB); no dia 15 de novembro a ditadura matou o gr\u00e1fico Israel Tavares Roque (BA) e no final do ano de 1964 e\/ou come\u00e7o de 1965, o mar\u00edtimo catarinense Divo Fernandes D\u2019oliveira.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ao todo, em 1964, a ditadura matou 29 militantes que lutavam contra o arb\u00edtrio, sendo nove do PCB. Esses dados podem n\u00e3o conter desaparecimentos e algumas mortes estranhas, n\u00e3o computadas diretamente \u00e0 repress\u00e3o. Mas, com certeza, em virtude da a\u00e7\u00e3o criminosa do Estado ditatorial naquele momento.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em 1965, a sanha assassina da ditadura matou o ex-militar, que havia participado das lutas dos tenentes com Luiz Carlos Prestes, Severino Elias de Melo (PB). E em 10 de outubro de 1969, matou Jo\u00e3o Roberto Borges de Souza (PB), que era l\u00edder estudantil e vice-presidente da UEE da Para\u00edba.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O recrudescimento da ditadura avan\u00e7ou ap\u00f3s o AI-5 em 1968, uma parte importante da esquerda brasileira, rompida com o PCB, enfrentava as trevas de armas na m\u00e3o, sofrendo o massacre da ditadura. O PCB, consciente da necessidade de colocar as massas no processo de resist\u00eancia, desenvolvia seu trabalho.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No decorrer de 1971, o terror da ditadura matou muitos revolucion\u00e1rios. Novamente voltou a eliminar comunistas do PCB. J\u00e1 no dia 2 de fevereiro, era assassinado o sindicalista Jos\u00e9 Dalmo Guimar\u00e3es Lins (AL); j\u00e1 o ex-militar, ex-banc\u00e1rio e funcion\u00e1rio da Embratel Francisco da Chagas Pereira (PB) est\u00e1 desaparecido desde 5 de agosto deste ano; e o sapateiro comunista, organizador de trabalhadores do garimpo em Jacund\u00e1 (PA), Epaminondas Gomes de Oliveira (MA), foi assassinado em 20 de agosto.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em 1972, foram mortos pela repress\u00e3o o militante secundarista Ismael Silva de Jesus (GO), no dia 9 de agosto (torturado at\u00e9 a morte) e C\u00e9lio Augusto Guedes (BA), dentista de hist\u00f3rica fam\u00edlia de comunistas baianos (irm\u00e3o de Arm\u00eanio Guedes), que trabalhou diretamente com Prestes e exerceu v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es dentro do partido. Foi morto em 15 de agosto, sob tortura, ap\u00f3s ser preso na fronteira do Brasil com o Uruguai.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O her\u00f3i da segunda guerra Jos\u00e9 Mendes de S\u00e1 Roriz (CE), l\u00edder dos combatentes, e que salvou da morte no campo de Batalha o marechal Cordeiro de Farias, teve seu filho e neta seq\u00fcestrados pelo Ex\u00e9rcito, que exigiam, sob tortura do filho, a pris\u00e3o dele para liberar os ref\u00e9ns. O comunista se entregou ao marechal Cosme de Farias. No entanto, foi assassinado na mais cruel tortura no dia 17 de fevereiro de 1973.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Mas o pior ainda estava por vir. A ditadura fascista iria ca\u00e7ar os comunistas brasileiros, aprofundava-se em 1974 uma longa persegui\u00e7\u00e3o, planejada para liquidar o PCB, cuja pol\u00edtica de resist\u00eancia democr\u00e1tica se consolidava na frente ampla contra o regime. No come\u00e7o do ano, em 19 de mar\u00e7o, foram assassinados Davi Capistrano da Costa (CE) e Jos\u00e9 Roman (SP). O primeiro era um importante dirigente comunista, militar, havia participado do levante de 1935, quando foi preso por sua participa\u00e7\u00e3o. Fugiu de Ilha Grande e foi lutar, em 1936, na Espanha ao lado dos republicanos como brigadista internacionalista. Participou de forma her\u00f3ica na batalha de Ebro, que ocorreu entre julho e outubro de 1938. Ainda em 1938, foi para a Fran\u00e7a, onde lutou na resist\u00eancia \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o do nazismo. Foi preso pelos nazistas e, por ser estrangeiro, n\u00e3o foi executado no primeiro momento, mas foi levado para o campo de Gurs, na Alemanha hitlerista. Quando foi libertado pesava 35 quilos. Voltou ao Brasil, foi preso novamente em Ilha Grande, e, com a democratiza\u00e7\u00e3o, se elegeu deputado estadual por Pernambuco, em 1947. David Capistrano foi eleito para o Comit\u00ea Central (CC) no IV congresso em 1954. Com a instala\u00e7\u00e3o da ditadura, saiu do Brasil e, ao voltar, foi preso e assassinado. O metal\u00fargico Jos\u00e9 Roman era um destacado militante oper\u00e1rio, foi preso ao ir buscar David Capistrano em Uruguaiana.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O massacre continuava em 1974. O dia 3 de abril seria marcado por uma grande trag\u00e9dia: foram mortos tr\u00eas her\u00f3is do povo brasileiro. O oper\u00e1rio metal\u00fargico Jo\u00e3o Massena Melo (PE) foi preso em S\u00e3o Paulo e assassinado pela repress\u00e3o. O dirigente metal\u00fargico foi vereador pelo Distrito Federal, em 1947, e deputado estadual pelo estado da Guanabara, em 1962. Era membro do CC do PCB e seu corpo continua desaparecido.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Nas mesmas condi\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m foi preso e morto Luiz Ign\u00e1cio Maranh\u00e3o Filho (RN). Jornalista, deputado estadual eleito em 1958 pelo Rio Grande do Norte, visitou Cuba a convite de Fidel Castro, sendo membro do CC do PCB. O jornalista e dirigente comunista esteve preso em v\u00e1rios momentos da hist\u00f3ria republicana. E o oficial do Ex\u00e9rcito Walter de Souza Ribeiro (MG), ativo militante das lutas pela paz, era membro do CC do PCB e atuava na estrutura interna do partido.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O professor de Hist\u00f3ria, Afonso Henrique Martins Saldanha (PE), foi morto em 8 de dezembro em virtude das torturas que sofreu na cadeia. Foi presidente do sindicato dos professores da cidade do Rio de Janeiro por dois mandatos, sendo cassado no segundo, antes mesmo de tomar posse. Era um militante destacado das bandeiras comunistas no movimento docente.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No ano de 1975, a repress\u00e3o seria mais violenta ainda com o PCB. Logo no dia 15 de janeiro, dois lutadores da causa dos trabalhadores s\u00e3o eliminados em S\u00e3o Paulo. Elson Costa (MG), membro do CC do PCB e l\u00edder da greve dos caminhoneiros em Minas Gerais, foi preso e assassinado, e at\u00e9 hoje seu corpo continua desaparecido. E Hiran de Lima Pereira (RN), preso e assassinado nas mesmas circunst\u00e2ncias. Membro do CC do PCB, foi importante quadro da vida p\u00fablica, sendo secret\u00e1rio de Administra\u00e7\u00e3o de Miguel Arraes na prefeitura de Recife. Em seguida, no dia 4 de fevereiro, era preso e assassinado no Rio de Janeiro o jornalista e advogado Jayme Amorim de Miranda (AL). Grande organizador das lutas oper\u00e1rias e de massas pelo Brasil, foi preso v\u00e1rias vezes e sofreu tentativa de homic\u00eddio. Esteve na URSS e exerceu intensa atividade na imprensa comunista; seu corpo at\u00e9 hoje n\u00e3o foi encontrado.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em abril, foi preso e assassinado o l\u00edder campon\u00eas Nestor Veras (SP). Organizador das lutas camponesas que teve intensa presen\u00e7a entre os trabalhadores sem terra, foi fundador e respons\u00e1vel pelo jornal Terra Livre e dirigente da ULTAB (Uni\u00e3o dos Lavradores e Trabalhadores Agr\u00edcola do Brasil). Era membro do CC do PCB e seu corpo est\u00e1 desaparecido at\u00e9 hoje. No m\u00eas de maio, no dia 25, era preso e assassinado o oper\u00e1rio da constru\u00e7\u00e3o civil Itair Jos\u00e9 Veloso (MG). L\u00edder oper\u00e1rio, foi primeiro sapateiro e depois passou a atuar na constru\u00e7\u00e3o civil, sendo eleito dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Constru\u00e7\u00e3o Civil de Niter\u00f3i e Nova Igua\u00e7u, e foi eleito secret\u00e1rio-geral da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores da Constru\u00e7\u00e3o Civil. Itair Veloso esteve, atrav\u00e9s de delega\u00e7\u00f5es sindicais, na URSS e China. Membro do CC do PCB, seu corpo continua desaparecido.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No segundo semestre, em 7 agosto, morria Alberto Aleixo (MG) em virtude da tortura. Estava preso desde janeiro e n\u00e3o resistiu aos maus tratos. Foi um militante gr\u00e1fico, sendo respons\u00e1vel pela gr\u00e1fica do partido, e exerceu uma longa jornada de trabalho na imprensa comunista. Era irm\u00e3o do vice-presidente de Costa e Silva, Pedro Aleixo. No dia seguinte, 8 de agosto, era assassinado sob tortura o tenente da PM de S\u00e3o Paulo, Jos\u00e9 Ferreira de Almeida (SP). Policial militar da reserva, exercia uma intensa atividade na PM paulista e integrava o grupo interno de militares do PCB. No dia 18, ainda no m\u00eas de agosto, morria em virtude das torturas o coronel reformado da PM\/SP, Jos\u00e9 Maximino de Andrade Netto (MG), que havia sido cassado em 1964. O militante comunista foi preso em 11 de agosto de 1975 e sofreu intensa tortura, at\u00e9 morrer em um hospital de Campinas. Tamb\u00e9m fazia parte do coletivo de militares do partido.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A repress\u00e3o continuava ca\u00e7ando o PCB. No dia 17 de setembro, o dirigente do partido no estado do Cear\u00e1, Pedro Jer\u00f4nimo de Souza (CE), comerci\u00e1rio que se encontrava preso desde 1975, foi morto sob tortura. Pouco tempo depois, no dia 29 de setembro, era preso e assassinado o dirigente da juventude comunista, Jos\u00e9 Montenegro de Lima (CE). Ativo dirigente estudantil, foi diretor da UNETI (Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes T\u00e9cnicos Industriais) e contribuiu para formular as posi\u00e7\u00f5es do PCB na \u00e1rea juvenil. Teve grande participa\u00e7\u00e3o na articula\u00e7\u00e3o de organismos da juventude internacional no Brasil (FMJD). Seu corpo n\u00e3o foi localizado at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Quando chegou o m\u00eas de outubro, a ditadura fez outra v\u00edtima, agora o destacado dirigente comunista Orlando da Silva Rosa Bomfim J\u00fanior (ES). Foi preso e assassinado sob tortura no dia 8 e seu corpo ainda n\u00e3o foi encontrado. Orlando Bomfim foi jornalista e advogado, tendo sido vereador do PCB por Belo Horizonte, em 1947. Era membro do CC e exerceu intensa atividade jornal\u00edstica. Para fechar o ano de 1975, a repress\u00e3o assassinou, sob tortura, Vladimir Herzog (Cro\u00e1cia), no dia 25 de outubro. Herzog era professor da USP e jornalista, militante da base cultural do PCB em S\u00e3o Paulo, assassinado ap\u00f3s se apresentar no DOI-CODI para prestar depoimento.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A ditadura dava sinais de exaust\u00e3o, as elei\u00e7\u00f5es municipais de 1976 corriam risco de ser canceladas e a pol\u00edtica do PCB come\u00e7ava a ser vitoriosa na ampla frente democr\u00e1tica. Mas a repress\u00e3o ainda ceifaria as vidas de comunistas naquele ano. No dia 7 de janeiro, era morta a militante comunista Neide Alves Santos (RJ). Essa mulher de convic\u00e7\u00e3o profunda foi a \u00fanica comunista, do PCB, morta pela ditadura. Era militante do setor de propaganda e atuava juntamente com Hiran de Lima Pereira. Ela havia sido presa em 6 de fevereiro de 1975 e encaminhada para DOI-CODI\/SP e depois para o DOPS\/RJ, encontrada morta em via p\u00fablica com sev\u00edcias por todo o corpo. Dez dias depois da morte de Neide, era assassinado, sob tortura, no dia 17, o oper\u00e1rio metal\u00fargico Manoel Fiel Filho (AL), que era respons\u00e1vel pela distribui\u00e7\u00e3o da Voz Oper\u00e1ria nas f\u00e1bricas da Mooca. Foi preso no dia 16, levado para o DOI-CODI\/SP e assassinado em seguida.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No dia 29 de setembro, ainda em 1976, era assassinado sob tortura o oper\u00e1rio Feliciano Eug\u00eanio Neto (MG). Hist\u00f3rico militante comunista, realizou tarefas com Maur\u00edcio Grabois e Carlos Danielli, foi oper\u00e1rio da CSN e vereador em Volta Redonda. Ap\u00f3s ser cassado, foi ser oper\u00e1rio no ABC paulista. Era respons\u00e1vel pela distribui\u00e7\u00e3o da Voz Oper\u00e1ria no estado de S\u00e3o Paulo, at\u00e9 ser preso em 2 de outubro de 1975.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em 1977, o PCB teve seu \u00faltimo militante assassinado pela ditadura. No dia 30 de setembro era morto sob tortura, nas depend\u00eancias da 1\u00aa CIA da PE do Ex\u00e9rcito no Rio de Janeiro, o professor Louren\u00e7o Camelo de Mesquita (CE). Ativista muito conhecido, exercia sua milit\u00e2ncia no comit\u00ea do partido na Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria da Leopoldina.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O PCB foi massacrado de 1973 a 1976 por uma opera\u00e7\u00e3o realizada pelo Ex\u00e9rcito \u2013 tratava-se da \u201cOpera\u00e7\u00e3o Radar\u201d, que tinha como objetivo liquidar o hist\u00f3rico operador pol\u00edtico dos comunistas brasileiros. Essa era uma das medidas impostas pela geopol\u00edtica arquitetada por Golbery do Couto e Silva para flexibilizar a ordem pol\u00edtica brasileira.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Foram 39 militantes assassinados, nas mais diversas modalidades, desde o primeiro momento do golpe at\u00e9 o come\u00e7o da chamada \u201cdistens\u00e3o\u201d do regime militar. Para al\u00e9m dessas mortes, o PCB teve milhares de pris\u00f5es, centenas de presos que passaram pela mais atroz tortura, sem falar nas dezenas de exilados que foram viver o desterro em v\u00e1rias partes do mundo.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Por que tanto \u00f3dio da burguesia a este partido? Talvez seja poss\u00edvel responder: o PCB luta ao lado da nossa classe, n\u00e3o tem nenhum acontecimento que diga respeito aos interesses dos trabalhadores na hist\u00f3ria do Brasil que n\u00e3o tenha tido a participa\u00e7\u00e3o decidida dos comunistas. O sangue dos militantes do PCB tingiu de vermelho as bandeiras das lutas oper\u00e1rias de 1922 at\u00e9 1977. A luta do PCB \u00e9 pela revolu\u00e7\u00e3o socialista no Brasil. Superados os equ\u00edvocos da sua formula\u00e7\u00e3o, pois errou porque lutou, o PCB quer estar ao lado de todos aqueles que lutam pela emancipa\u00e7\u00e3o humana na vanguarda da revolu\u00e7\u00e3o brasileira. O \u00f3dio da burguesia \u00e9 contra as ideias do socialismo e contra o partido que luta para operar essa tarefa hist\u00f3rica.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Vida longa aos her\u00f3is da revolu\u00e7\u00e3o brasileira que tingiram com seu sangue a bandeira da liberdade.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Artigo elaborado a partir de pesquisas realizadas nos arquivos do IEVE, CEDEM\/UNESP, AEL\/UNICAMP, no Arquivo P\u00fablico do Estado de S\u00e3o Paulo e nos dados da Comiss\u00e3o de Familiares de Mortos e Desaparecidos Pol\u00edticos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Milton Pinheiro \u00e9 Professor de Ci\u00eancia Pol\u00edtica da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), diretor do Instituto Caio Prado Jr. (ICP) e editor da revista Novos Temas.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">(*) No Pref\u00e1cio a meu livro Dois estudos para a m\u00e3o esquerda (Revan, 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o, janeiro de 2013), fa\u00e7o algumas observa\u00e7\u00f5es sobre o assunto:<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Tenho tamb\u00e9m em vista abrir mais lugar ao sol para a vers\u00e3o do PCB a respeito daqueles anos sofridos de luta.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ocorreu no Brasil, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, um caso singular de nega\u00e7\u00e3o da m\u00e1xima segundo a qual a hist\u00f3ria \u00e9 feita pelos vencedores. Quase ningu\u00e9m d\u00e1 cr\u00e9dito \u00e0 vers\u00e3o destes, no caso da ditadura militar no Brasil. A coaliz\u00e3o de direita que deu o golpe de Estado em 64, dominou o pa\u00eds com m\u00e3o de ferro durante 20 anos, de certa forma controlou a passagem de governo militar para civil e permanece no poder at\u00e9 hoje n\u00e3o conseguiu impor sua vers\u00e3o da hist\u00f3ria. Ao contr\u00e1rio, nos curr\u00edculos escolares, na imprensa, na literatura pol\u00edtica, em toda parte predomina a vers\u00e3o correta: aquela foi uma ditadura ileg\u00edtima e brutal de direita.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Trata-se portanto de um raro caso de hist\u00f3ria feita pelos vencidos. Isto \u00e9 bom, faz honra a nosso pa\u00eds. Mas os vencidos\u00ad-vencedores n\u00e3o formam um corpo homog\u00eaneo, e as vers\u00f5es da hist\u00f3ria que seus diversos componentes apresentam nem sempre coincidem. H\u00e1 uma tend\u00eancia na opini\u00e3o p\u00fablica a acolher melhor a vers\u00e3o mais rom\u00e2ntica e mais teatral, que tem no centro a guer\u00adrilha e, como her\u00f3is mais brilhantes, \u201cChe\u201d Guevara, Marighela e Lamarca. A vers\u00e3o dos comunistas, do PCB, n\u00e3o tem muito prest\u00edgio entre os chamados \u201cformadores de opini\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Para este baixo desempenho do PCB muito contribui o fato de restarem poucos a defend\u00ea-lo. Muitos que o faziam morreram, 13 muitos mudaram de id\u00e9ia, outros mudaram at\u00e9 de lado. O pr\u00f3prio partido implodiu e, na melhor hip\u00f3tese, espera uma hora melhor para ressurgir. Assim, fica no escuro sua batalha, t\u00e3o merit\u00f3ria, t\u00e3o corajosa, t\u00e3o admir\u00e1vel e t\u00e3o sacrificada quanto as dos que mais o foram<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O PCB negava cabimento \u00e0 guerrilha nas circunst\u00e2ncias brasileiras daquele momento. Dava \u00eanfase \u00e0 luta de massas e \u00e0s alian\u00e7as amplas, com a explora\u00e7\u00e3o mais profunda poss\u00edvel das possibilidades de a\u00e7\u00e3o dentro da legalidade admitida pela dita\u00addura. Centrava-se na organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores em luta por suas reivindica\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias, no fortalecimento das correntes que defendiam os interesses da democracia e da soberania nacional, na acumula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as de massas que seria indispens\u00e1vel \u00e0 vit\u00f3ria contra um inimigo poderoso, que se sustentava na coes\u00e3o das For\u00e7as Armadas do pa\u00eds, que tinha largo apoio de opini\u00e3o interna e fortes alian\u00e7as externas.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Embora n\u00e3o lhe faltasse bravura, o PCB preconizava que a essa virtude deviam aliar-se paci\u00eancia, tenacidade, arg\u00facia e outras qualidades necess\u00e1rias a quem tem pela frente um advers\u00e1rio po\u00adderoso. Dizia que \u00e0 ditadura, e n\u00e3o a seus oponentes, interessava naquelas condi\u00e7\u00f5es um desafio para o campo da luta armada, pois a\u00ed o poder de decis\u00e3o dela era cem vezes maior. \u00c0s for\u00e7as de oposi\u00e7\u00e3o convinha organizar na clandestinidade movimentos de massa que se desenrolassem na legalidade, at\u00e9 que se juntassem na reivindica\u00e7\u00e3o de democracia for\u00e7as pol\u00edticas e sociais t\u00e3o signifi\u00adcativas e t\u00e3o mobilizadas que fossem capazes de chegar \u00e0 vit\u00f3ria.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A muitos, por\u00e9m, decepcionava essa linha pol\u00edtica de paci\u00ad\u00eancia e expectativa de longo prazo. Lembro de um ex-ministro de Jango, atual deputado, pessoa de sentimentos nobres e patriota, com quem conversei, em l972, numa viagem em que eu passava pelo Chile. Ele estava desde 64 exilado e, naturalmente, queria um relato da luta de oposi\u00e7\u00e3o no Brasil. Pus-me a falar-lhe dos 14 processos lentos e \u00e1rduos de nossa luta pol\u00edtica. Iniciava-se ent\u00e3o o que depois se viu ser o auge da repress\u00e3o e da tortura no Brasil, e tudo ficava mais dif\u00edcil, embora em todas as \u00e1reas houvesse \u00e2nimo e fatos de luta a relatar. Um desfecho vitorioso, por\u00e9m, s\u00f3 seria vis\u00edvel depois de um per\u00edodo penoso e talvez longo de acumula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">S\u00fabito, meu amigo explodiu: \u201cMas assim n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel! Eu j\u00e1 vou fazer 50 anos, n\u00e3o posso esperar!\u201d<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Hoje, \u00e9 f\u00e1cil achar gra\u00e7a dessa confus\u00e3o entre desejo pessoal e tempo hist\u00f3rico. Tamb\u00e9m \u00e9 f\u00e1cil perceber, para engenheiros de obras feitas, o alto grau de imprud\u00eancia dos que ent\u00e3o se lan\u00e7avam aqui na luta de guerrilha. Na \u00e9poca, por\u00e9m, este era o estado de esp\u00edrito dominante em vastas esferas da juventude e da intelectu\u00adalidade de esquerda em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Todo o grande e mais que merecido prest\u00edgio da revolu\u00e7\u00e3o cubana estava apostado em favor da op\u00e7\u00e3o pela guerrilha. Pressio\u00adnado pela amea\u00e7a de invas\u00e3o norte-americana e isolado entre os governos da Am\u00e9rica Latina, o governo de Cuba tinha pressa por uma revolu\u00e7\u00e3o no continente que o socorresse. Projetava para toda parte as circunst\u00e2ncias singulares do movimento revolucion\u00e1rio ocorrido em seu pa\u00eds e achava que elas podiam e deviam repetir-se em toda parte. \u201cO dever do revolucion\u00e1rio \u00e9 fazer a revolu\u00e7\u00e3o\u201d, era o lema, ou, noutra variante da mesma meia-verdade que, na\u00adquelas circunst\u00e2ncias, resultava em falsidade: \u201cQuem sabe faz a hora, n\u00e3o espera acontecer\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O Brasil, por sua import\u00e2ncia decisiva no continente, tinha \u00e9 claro lugar privilegiado nessa expectativa cubana. Os comunis\u00adtas brasileiros, devotando sempre admira\u00e7\u00e3o e amor \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o cubana, ficaram por\u00e9m numa posi\u00e7\u00e3o dif\u00edcil. Para sustentar sua pr\u00f3pria linha pol\u00edtica, tiveram de fazer face a muita hostilidade do governo cubano e de seus aliados de luta armada no Brasil, que acusavam o PCB de passividade e covardia pol\u00edtica. N\u00e3o raro, essa hostilidade chegava \u00e0 cal\u00fania quanto \u00e0 honorabilidade pessoal dos militantes do partido.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o foi portanto f\u00e1cil ao PCB desenvolver sua a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica naquela situa\u00e7\u00e3o de acuado. Ele j\u00e1 tinha de conviver com a crise ent\u00e3o latente no movimento comunista mundial, que lhe acarretava cis\u00f5es e inquieta\u00e7\u00f5es. Era agredido pelos que entendiam os ventos de mudan\u00e7a que sopravam no mundo como um desapre\u00e7o \u00e0s orga\u00adniza\u00e7\u00f5es de massas e ao partido revolucion\u00e1rio. E ao mesmo tempo tinha de fazer frente \u00e0 repress\u00e3o da ditadura militar. Ficou assim sob um verdadeiro fogo cruzado. Manter firmeza, serenidade e ao mesmo tempo dar combate ao inimigo nessas condi\u00e7\u00f5es era tarefa de mouro, e a leitura deste texto, espero, far\u00e1 homenagem a isto.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Por Jos\u00e9 Carlos Alexandre<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 raro que sejam mencionados na m\u00eddia os militantes e dirigentes do PCB assassinados pela ditadura militar. Milton Pinheiro, professor e pesquisador baiano, publicou agora belo trabalho sobre os m\u00e1rtires do PCB.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2939,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3045"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3045"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3045\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2939"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3045"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3045"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3045"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}