{"id":3073,"date":"2013-01-18T12:22:49","date_gmt":"2013-01-18T12:22:49","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/01\/18\/documentario-conta-a-saga-dos-indios-aikewara-durante-a-ditadura-2\/"},"modified":"2013-01-18T12:22:49","modified_gmt":"2013-01-18T12:22:49","slug":"documentario-conta-a-saga-dos-indios-aikewara-durante-a-ditadura-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/01\/18\/documentario-conta-a-saga-dos-indios-aikewara-durante-a-ditadura-2\/","title":{"rendered":"Document\u00e1rio conta a saga dos \u00edndios Aikew\u00e1ra durante a ditadura"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O epis\u00f3dio ainda n\u00e3o contado da Guerrilha do Araguaia \u00e9 o tema de Aikew\u00e1ra \u2014 document\u00e1rio de longa-metragem que est\u00e1 sendo rodado pela produtora paraense Caminho Luminoso. Sob a dire\u00e7\u00e3o de Luiz Arnaldo Campos e C\u00e9llia Maracaj\u00e1 e a consultoria do representante do PCdoB no Grupo de Trabalho Araguaia (GTA) e membro do Comit\u00ea Paraense pela Mem\u00f3ria e Verdade, Paulo Fonteles, o filme ir\u00e1 contar a\u00a0saga de luta do\u00a0povo ind\u00edgena.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2974\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/documentario_conta_a_saga_dos_indios_aikewara_durante_a_ditadura36906.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<address \/>Oficina de Audiovisual Ind\u00edgena teve a participa\u00e7\u00e3o de jovens e de guerreiros veteranos  <!--more-->  <\/address>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">As primeiras imagens foram rodadas entre os dias 5 e 11, nas aldeias Soror\u00f3 e Itahy, localizadas no munic\u00edpio de S\u00e3o Geraldo do Araguaia.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m dos relatos dos ind\u00edgenas sobre sua hist\u00f3ria, desde os combates imemoriais com os Kayap\u00f3s, os primeiros contatos com os brancos e a terr\u00edvel experi\u00eancia com as tropas do Ex\u00e9rcito durante a repress\u00e3o \u00e0 Guerrilha do Araguaia, foram colhidas imagens do cotidiano e registrada a experi\u00eancia da Comiss\u00e3o da Verdade Suru\u00ed \u2014 a primeira comiss\u00e3o ind\u00edgena formada para levantar os fatos ocorridos durante a ditadura militar (1964-1985).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Para os idealizadores do projeto a vontade dos Suru\u00ed de romper um sil\u00eancio de quarenta anos faz parte da sua \u00faltima ressurrei\u00e7\u00e3o. A viol\u00eancia da ocupa\u00e7\u00e3o militar da aldeia resultou na perda de importantes tradi\u00e7\u00f5es \u2013festas, dan\u00e7as, h\u00e1bitos- que deixaram de ser praticadas e, portanto n\u00e3o foram repassadas \u00e0 gera\u00e7\u00e3o mais jovem. Agora, juntamente com a forma\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o, muitos Suru\u00ed \u2014 alguns deles bem jovens \u2014 se empenham na recupera\u00e7\u00e3o de sua cultura, inclusive a l\u00edngua que continua a ser praticada, principalmente pelos mais velhos que viveram os horrores da presen\u00e7a militar e que come\u00e7am agora a contar esta parte dolorosa de sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Durante a estadia em terras suru\u00ed a diretora Celia Maracaj\u00e1 ministrou uma Oficina de Audiovisual Ind\u00edgena \u2014 que teve a participa\u00e7\u00e3o de jovens e de guerreiros veteranos como Massu e Arekaxu, protagonistas das hist\u00f3rias que ser\u00e3o contadas no filme.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m das tomadas no territ\u00f3rio suru\u00ed, foram realizadas grava\u00e7\u00f5es com camponeses e representante da Associa\u00e7\u00e3o dos Torturados na Guerrilha do Araguaia, sede em S\u00e3o Domingos do Araguaia, tra\u00e7ando o contorno de uma viol\u00eancia que atingiu a todos os moradores da regi\u00e3o. Os pr\u00f3ximos passos do document\u00e1rio ser\u00e3o o acompanhamento de um delega\u00e7\u00e3o suru\u00ed \u00e0 Bras\u00edlia para se entrevistarem com a Comiss\u00e3o da Anistia e a Comiss\u00e3o da Verdade, a busca de dados nos arquivos da Funai e novas visitas as aldeias.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Aikew\u00e1ra Suru\u00ed<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Os Aikew\u00e1ra Suru\u00ed s\u00e3o um povo de sobreviventes acostumados \u00e0 ressurrei\u00e7\u00f5es. Em meados da d\u00e9cada de 60 estavam reduzidos a trinta e tr\u00eas indiv\u00edduos, como resultados das doen\u00e7as trazidas pelo homem branco e a implac\u00e1vel ca\u00e7ada promovida pelos donos de castanhais e seringueiros do sul do Par\u00e1. No come\u00e7o dos anos 60 enfrentaram a mais dura prova\u00e7\u00e3o, anunciada pelo pouso na aldeia de improv\u00e1veis helic\u00f3pteros militares. Eram as for\u00e7as do Ex\u00e9rcito empenhado na luta contra a Guerrilha do Araguaia. A partir da\u00ed foi como se a terra se abrisse e o c\u00e9u desabasse sobre suas cabe\u00e7as. Foram mantidos prisioneiros dentro de sua pr\u00f3pria aldeia, impedidos de cultivar suas ro\u00e7as e de ca\u00e7arem no mato, sofrendo fome, viol\u00eancias, abusos sexuais. Alguns de seus guerreiros, sob amea\u00e7as, foram obrigados a servir como mateiros auxiliando as tropas militares numa guerra estranha e para eles incompreens\u00edvel.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O epis\u00f3dio ainda n\u00e3o contado da Guerrilha do Araguaia \u00e9 o tema de Aikew\u00e1ra \u2014 document\u00e1rio de longa-metragem que est\u00e1 sendo rodado pela produtora paraense Caminho Luminoso. 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