{"id":3101,"date":"2013-01-24T01:59:29","date_gmt":"2013-01-24T01:59:29","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/01\/24\/homenagens-a-agentes-da-repressao-na-mira\/"},"modified":"2013-01-24T01:59:29","modified_gmt":"2013-01-24T01:59:29","slug":"homenagens-a-agentes-da-repressao-na-mira","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/01\/24\/homenagens-a-agentes-da-repressao-na-mira\/","title":{"rendered":"Homenagens a agentes da repress\u00e3o na mira"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">F\u00f3rum quer trocar nomes de ruas e espa\u00e7os que homenageiem pessoas ligadas \u00e0 ditadura<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-3100\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/noticia_244020_img1_3-f1.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<address \/>Integrantes do f\u00f3rum, ontem, na C\u00e2mara: mem\u00f3ria revista (foto: Franklin de Freitas)  <!--more-->  <\/address>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Criado para apoiar os trabalhos da Comiss\u00e3o da Verdade, institu\u00edda em 2011 pela presidente Dilma Rousseff para apurar den\u00fancias de viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos durante o governo militar, o F\u00f3rum Paranaense de Resgate da Verdade, Mem\u00f3ria e Justi\u00e7a quer rever homenagens prestadas a agentes da repress\u00e3o, mudando nomes de ruas e espa\u00e7os p\u00fablicos do Estado que fa\u00e7am refer\u00eancias a torturadores ou pessoas ligadas \u00e0 ditadura. A lista inclui os ex-presidentes Em\u00edlio Garrastazu M\u00e9dici (1969-74) e Ernesto Geisel (1974-79), que ainda hoje d\u00e3o nome a escolas e outros equipamentos p\u00fablicos no Paran\u00e1. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>A proposta faz parte de um projeto que pretende ainda resgatar a hist\u00f3ria da luta pela redemocratiza\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds, prestando homenagem aos militantes mortos pela repress\u00e3o. Uma das iniciativas \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o do \u201cMuseu de Percurso\u201d, com totens instalados em pontos da cidade que foram palco da resist\u00eancia ao governo militar, como o pr\u00e9dio da Reitoria, a Igreja do Guadalupe, que abrigou reuni\u00f5es clandestinas durante o per\u00edodo, a Boca Maldita, onde foi realizado o com\u00edcio das \u201cDiretas J\u00e1\u201d. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Segundo o jornalista Roberto Salom\u00e3o, um dos coordenadores do f\u00f3rum, os pontos para a instala\u00e7\u00e3o desses totens j\u00e1 est\u00e3o definidos e o texto com as informa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas que devem constar nos mesmos foram enviados no ano passado ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). J\u00e1 os logradouros p\u00fablicos que trazem nomes de agentes da repress\u00e3o ainda teriam que serem levantados. Mas basta uma simples pesquisa na internet para revelar a exist\u00eancia de uma escola municipal em Curitiba com o nome de Geisel, e outra estadual em Cianorte, que tamb\u00e9m traz a alcunha do ex-presidente. \u201cNa minha opini\u00e3o, isso \u00e9 inaceit\u00e1vel sob qualquer ponto de vista\u201d, avalia Salom\u00e3o, citando relatos como o do jornalista Elio Gaspari, na s\u00e9rie de livros sobre os bastidores do governo militar, que aponta que Geisel teve conhecimento pessoal da exist\u00eancia de um sistema de repress\u00e3o que inclu\u00eda tortura e execu\u00e7\u00f5es sum\u00e1rias durante os governos militares. \u201cNossa ideia \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 tirar os nomes dos torturadores, mas homenagear as pessoas mortas pela ditadura\u201d, explica ele. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>O f\u00f3rum esteve ontem em visita \u00e0 C\u00e2mara Municipal, onde pediu apoio do presidente da Casa, vereador Paulo Salamuni (PV), para acelarar a implanta\u00e7\u00e3o dessas propostas. \u201cA C\u00e2mara vai trabalhar junto com o F\u00f3rum. Nos interessa ao m\u00e1ximo o resgate desta hist\u00f3ria, primeiro pelo reconhecimento da resist\u00eancia, segundo para que a ditadura nunca mais se repita. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Memorial \u2014 O F\u00f3rum quer criar ainda o Memorial da Resist\u00eancia, um espa\u00e7o que disponibilize para a cidade um material completo, incluindo fotos, documentos, filmes e livros sobre o per\u00edodo da ditadura militar. No ano passado, durante a passagem da 63\u00aa Caravana da Anista a Curitiba, o f\u00f3rum promoveu o que chamou de \u201cCaminhos da Resist\u00eancia\u201d, marcando provisoriamente locais como a Pra\u00e7a Rui Barbosa, utilizada pela ditadura militar para prender temporariamente opositores ao regime. Outros quatro marcos de mem\u00f3rias foram sinalizados no antigo pres\u00eddio do Ah\u00fa, e os locais de resist\u00eancia, a Boca Maldita, Reitoria e pr\u00e9dio Hist\u00f3rico da UFPR,onde o movimento estudantil lutou contra o regime militar e a viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos.<span class=\"s1\"><br \/> <\/span>Outro ponto utilizado pela ditadura seria a chamada Clinica Marumbi, local de tortura contra os militantes presos no Paran\u00e1 durante a Opera\u00e7\u00e3o Marumbi. A clinica, segundo alguns relatos de ex-presos pol\u00edticos, ficava na antiga veterin\u00e1ria do Exercito, ao lado do Shopping Curitiba.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00f3rum quer trocar nomes de ruas e espa\u00e7os que homenageiem pessoas ligadas \u00e0 ditadura Integrantes do f\u00f3rum, ontem, na C\u00e2mara: mem\u00f3ria revista (foto: Franklin de Freitas)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3100,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3101"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3101"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3101\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3100"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3101"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3101"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3101"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}