{"id":3392,"date":"2013-02-10T02:44:50","date_gmt":"2013-02-10T02:44:50","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/02\/10\/comissao-da-verdade-precisa-ter-mais-atitude-afirma-marcelo-rubens-paiva\/"},"modified":"2013-02-10T02:44:50","modified_gmt":"2013-02-10T02:44:50","slug":"comissao-da-verdade-precisa-ter-mais-atitude-afirma-marcelo-rubens-paiva","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/02\/10\/comissao-da-verdade-precisa-ter-mais-atitude-afirma-marcelo-rubens-paiva\/","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o da Verdade precisa ter &#8216;mais atitude&#8217;, afirma Marcelo Rubens Paiva"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;A Comiss\u00e3o Nacional da Verdade \u00e9 muito t\u00edmida&#8221;, disse o escritor Marcelo Rubens Paiva, 53, em entrevista \u00e0 Folha, em seu apartamento em S\u00e3o Paulo. O filho do deputado cassado Rubens Paiva, um dos principais desaparecidos pol\u00edticos da ditadura militar (1964-1985), afirmou que esperava um &#8220;pouco mais de atitude&#8221; do grupo que investiga os crimes do Estado.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-3391\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/240105-400x600-1.jpeg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"500\" style=\"vertical-align: middle;\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Um exemplo, afirma, \u00e9 o recente epis\u00f3dio da morte do coronel J\u00falio Miguel Molinas (ex-chefe do DOI-Codi do Rio), em novembro, no Rio Grande do Sul. A fam\u00edlia de Paiva recebeu a informa\u00e7\u00e3o de que, t\u00e3o logo Molinas morreu, o Ex\u00e9rcito recolheu em sua casa caixas que conteriam documentos sobre crimes da ditadura.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o da Verdade recebeu da fam\u00edlia do coronel documentos desse arquivo referentes aos casos Rubens Paiva e Riocentro, mas Marcelo diz acreditar que a maior parte foi escondida pelo Ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ora sarc\u00e1stico, ora angustiado pelos 42 anos de espera pela verdade, o escritor comentou a divulga\u00e7\u00e3o pela Folha, na \u00faltima segunda-feira (4), de um documento in\u00e9dito que indica que Rubens Paiva morreu nas depend\u00eancias do DOI-Codi, em janeiro de 1971.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O autor de &#8220;Feliz Ano Velho&#8221; disse ainda que a grande personagem da fam\u00edlia \u00e9 sua m\u00e3e, Eunice, que sofre do mal de Alzheimer. Ela se tornou uma pioneira da luta pelos direitos humanos no pa\u00eds logo ap\u00f3s sair da pris\u00e3o, dias depois da morte do marido.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"p1\"><strong>Folha &#8211; O caso do desaparecimento do seu pai est\u00e1 solucionado para a fam\u00edlia?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Marcelo Rubens Paiva &#8211; <\/strong>N\u00e3o. At\u00e9 agora, o que foi revelado a gente j\u00e1 sabia, s\u00f3 n\u00e3o tinha o documento, o timbre. A novidade \u00e9 a prova de que ele foi morto nas depend\u00eancias do DOI-Codi. Mas a gente j\u00e1 sabia que ele morreu ali dentro.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>O que falta ser descoberto?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">Primeiro, quando ele realmente foi morto. Segundo, o que fizeram com o corpo, onde est\u00e1, como foi essa opera\u00e7\u00e3o. S\u00e3o os mesmos torturadores que torturaram todos os caras no DOI-Codi do Rio no mesmo per\u00edodo. Tenho muita curiosidade de ver esses caras prestando depoimento, o que parece que \u00e9 um pr\u00f3ximo passo.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>A Comiss\u00e3o da Verdade est\u00e1 bem amparada em termos de informa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">A comiss\u00e3o \u00e9 muito t\u00edmida. Vou ser bem fantasioso, como escritor eu gosto de fazer compara\u00e7\u00f5es absurdas, mas eu esperava um Kevin Costner, do filme &#8220;Os Intoc\u00e1veis&#8221;, uma forma de ca\u00e7ar os verdadeiros g\u00e2ngsteres com um pouco mais de atitude. A comiss\u00e3o tinha que bater na porta dos caras que ela quer que sejam ouvidos. Contrasta um pouco com o que foi a repress\u00e3o pol\u00edtica, como as For\u00e7as Armadas se comportaram e como a comiss\u00e3o ataca esses objetivos de esconder a verdade.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Quando ela foi t\u00edmida?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">No caso do coronel J\u00falio Miguel Molinas, ex-chefe do DOI-Codi do Rio, l\u00e1 no RS. A gente ouviu falar que, um dia depois da morte dele [1\u00ba de novembro], houve uma opera\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito que cercou a casa e levou caixas e caixas de documentos. A Comiss\u00e3o da Verdade \u00e9 que deveria ter chutado a porta do cara com um grupo de investigadores de alto n\u00edvel, porque afinal \u00e9 uma comiss\u00e3o oficial do governo brasileiro. Devia ter pegado essas caixas. Se por um lado o Ex\u00e9rcito vai l\u00e1 e chuta a porta, a comiss\u00e3o pede um of\u00edcio. \u00c9 tudo muito lento.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>A comiss\u00e3o avisa a fam\u00edlia antes de divulgar?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">N\u00e3o. Foi uma queixa da fam\u00edlia. A gente n\u00e3o quer mais ficar lendo as coisas pela imprensa, \u00e9 muito chato. A gente prefere ser avisado antes.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Por que o seu pai incomodava a ditadura militar?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">Meu pai tinha 32 anos quando foi deputado federal e se descobriu que estava um clima de pr\u00e9-golpe, atrav\u00e9s do Ibad (Instituto Brasileiro de A\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica), para criar um clima de que o Brasil tinha possibilidade grande de se tornar um sat\u00e9lite sovi\u00e9tico. E meu pai fez essa CPI, chegou a inquirir generais que tinham recebido cheques.<\/p>\n<p class=\"p1\">Houve o golpe, foi at\u00e9 mais r\u00e1pido do que se imaginava. Meu pai foi exilado, voltou escondido e ele manteve contatos com o pessoal da esquerda, do Partido Comunista Brasileiro, com os jovens que tinham votado nele. Junto com outras centenas de brasileiros, ajudava essas pessoas. Ajudava a esconder pessoas, por exemplo. Vira e mexe, dormia uma pessoa na minha casa que eu n\u00e3o sabia quem era, acho que era do Partido Comunista Brasileiro.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Seus pais lhe contavam sobre o que era essa movimenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que tinha na sua casa?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">A gente sabia. A Eliana Silveira, uma grande jornalista, \u00e9 uma que eventualmente dormia na minha casa, no meu quarto. Eu ficava p\u00ea da vida porque eu quem tinha que sair do meu quarto. A gente n\u00e3o perguntava, mas a gente sabia que era uma coisa que n\u00e3o se podia perguntar, n\u00e3o era coisa para crian\u00e7a. Mas n\u00e3o tinha dinamite, metralhadoras, nem eram guerrilheiros. Geralmente era mais o pessoal do partid\u00e3o que se escondia na minha casa.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Qual \u00e9 a sua lembran\u00e7a do dia em que seu pai foi preso?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">Eu tinha 11 anos. A casa toda cheia de militares com metralhadoras. Era pat\u00e9tico porque eles achavam que era um &#8220;aparelho&#8221;. E era feriado, Dia de S\u00e3o Sebasti\u00e3o. Deu praia. Em frente \u00e0 minha casa, tinha uma rede de v\u00f4lei famosa, que era a do Chico Buarque e da Marieta [Severo].<\/p>\n<p class=\"p1\">Ali era um point, as pessoas iam para a praia e deixavam as coisas l\u00e1 em casa. Ent\u00e3o iam chegando. Chegou o namorado da minha irm\u00e3, de 16 anos, e prenderam o cara. Chegou o neto do Caio Prado Jr., coincidentemente ide\u00f3logo comunista no Brasil, que ia para a praia, e prenderam. Era contrastante com o que aquela casa representava.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Existem algumas hip\u00f3teses para qual pode ter sido o destino do corpo do seu pai. Qual vers\u00e3o, na vis\u00e3o da fam\u00edlia, \u00e9 a mais prov\u00e1vel?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">Esse corpo eu acho que ele n\u00e3o foi para um lugar e est\u00e1 at\u00e9 hoje, eu acho que ele deu uma passeada. A primeira hip\u00f3tese \u00e9 a de que ele tenha ido para a Barra da Tijuca, que na \u00e9poca era um lugar ermo.<\/p>\n<p class=\"p1\">Existe a possibilidade de ele ter sido enterrado tamb\u00e9m no Corpo de Bombeiros do Alto da Tijuca, chegou at\u00e9 a ser aventada a possibilidade de uma grande varredura, que come\u00e7ou a ser operada pelo &#8220;Fant\u00e1stico&#8221;, pelo Pedro Bial, dirigindo um trator, mas nunca se achou um corpo.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Voc\u00ea quer que os respons\u00e1veis pela morte do seu pai sejam punidos?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">Tem ditador na Argentina preso, o Alberto Fujimori est\u00e1 preso, tem cara no Chile preso. Se isso poderia acontecer no Brasil? Seria o ideal, mas \u00e9 dif\u00edcil.<\/p>\n<p class=\"p1\">Ser\u00e1 que a sociedade quer isso? As sociedades argentina, chilena e uruguaia quiseram. Eu acho que, se f\u00f4ssemos realmente at\u00e9 o fim, o ideal seria uma puni\u00e7\u00e3o mesmo.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Voc\u00ea, nesses 42 anos, j\u00e1 fez algum tipo de investiga\u00e7\u00e3o pessoal dessa hist\u00f3ria?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">N\u00e3o. J\u00e1 recebi um telefonema de um cara que participou da tortura na Aeron\u00e1utica e n\u00e3o tive coragem de ir atr\u00e1s. Ele morava no vale do Para\u00edba, e eu mandei o Pedro Bial. Coitado do Pedro Bial [risos]. Ele estava no &#8220;Fant\u00e1stico&#8221; na \u00e9poca e falou: &#8220;Deixa que eu vou&#8221;. Chegou l\u00e1 e o cara tinha sofrido um derrame, olha s\u00f3! N\u00e3o conseguia falar.<\/p>\n<p class=\"p1\">Eu nunca fui muito atr\u00e1s. Eu sei onde esses caras est\u00e3o, mas o que \u00e9 que eu vou fazer? Vou l\u00e1 e olhar para a cara dele e dizer: &#8220;Oi, tudo bem? Por que voc\u00ea fez isso?&#8221;. N\u00e3o, n\u00e3o d\u00e1.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>O \u00fanico livro em que voc\u00ea escreveu sobre o caso do seu pai foi &#8220;Feliz Ano Velho&#8221;?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">Foi. Na verdade, nem nesse livro eu tinha escrito. \u00c9 t\u00e3o engra\u00e7ado isso, porque j\u00e1 tinha sa\u00eddo tanta coisa sobre o caso, e eu queria escrever sobre o meu acidente, sobre os problemas da minha gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\">Foi o Lu\u00eds Travassos, ex-presidente da UNE, que estava voltando do ex\u00edlio e falou: &#8220;Poxa, n\u00e3o vai falar do seu pai?&#8221;. Eu falei: &#8220;Nossa, \u00e9 mesmo, esqueci&#8221;, e retomei. Porque eu sempre achei que minha m\u00e3e que iria escrever o livro sobre o meu pai.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>No restante da sua obra, tem algum livro que se aproxima deste tema?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">Tem um que escrevi sobre a Guerrilha do Vale do Ribeira, que \u00e9 chamado &#8220;N\u00e3o \u00c9s Tu Brasil&#8221;. Minha fam\u00edlia tinha fazenda no vale do Ribeira, exatamente onde ocorreram alguns confrontos. Eu conhecia detalhes daquela hist\u00f3ria que eu poderia revelar e que a imprensa n\u00e3o conseguia porque eles tinham muito medo de falar. Eu conseguia falar com os caras, eram meus amigos de inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p class=\"p1\">As pessoas que eu estava pesquisando foram presas e torturadas pelos mesmos repressores por quem meu pai foi preso e torturado. S\u00f3 no final disso que eu percebi como eu estava fazendo esse caminho, como escritor-historiador, em busca do que aconteceu de fato com o meu pai. Atrav\u00e9s de um livro de fic\u00e7\u00e3o eu soube mais sobre o que aconteceu com o meu pai do que pesquisando exatamente o que aconteceu com ele.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>&#8220;Feliz Ano Velho&#8221; se integra a uma s\u00e9rie de outros livros daquele p\u00f3s-ditadura, que \u00e9 uma \u00e9poca de revolu\u00e7\u00e3o de costumes culturais&#8230;<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">O projeto era mais focado na renova\u00e7\u00e3o da literatura brasileira, da linguagem mais coloquial, mais brasileira, com o cotidiano de personagens mais ligados em cultura de massa, renovando n\u00e3o s\u00f3 a literatura, mas tamb\u00e9m uma forma de combater a ditadura, uma forma de se engajar politicamente.<\/p>\n<p class=\"p1\">Uma gera\u00e7\u00e3o posterior \u00e0 de 1968, que n\u00e3o participou da luta armada e que tinha uma liga\u00e7\u00e3o forte com o rock&#8217;n&#8217;roll, a experi\u00eancia com drogas, a sexualidade sendo descoberta.<\/p>\n<p class=\"p1\">O ex-deputado Fernando Gabeira foi o nosso grande mentor, o primeiro a falar em drogas na literatura brasileira, o primeiro a falar em bissexualismo, falando das suas experi\u00eancias no ex\u00edlio e relatando o per\u00edodo da luta contra a ditadura de uma forma menos engajada e mais cr\u00edtica. Eu acho que foi dessa retomada liter\u00e1ria que eu fiz parte.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Voc\u00ea tem inten\u00e7\u00e3o de escrever sobre seu pai?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">Tenho um projeto que \u00e9 falar da luta da minha m\u00e3e. Descobri que a minha m\u00e3e foi muito mais importante que meu pai. Meu pai foi uma v\u00edtima da ditadura, escondeu pessoas, foi um deputado importante, foi cassado, foi para o ex\u00edlio, voltou escondido, foi torturado violentamente.<\/p>\n<p class=\"p1\">Mas a grande personagem da fam\u00edlia \u00e9 minha m\u00e3e, fundadora da Comiss\u00e3o Brasileira pela Anistia, organizadora do movimento das Diretas-J\u00e1. Foi presa no dia seguinte ao meu pai, no DOI-Codi, saiu tr\u00eas dias depois. Desse dia em diante, o papel que ela teve foi o de uma verdadeira combatente contra a ditadura.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Voc\u00ea est\u00e1 parecido com seu pai com esse bigode. Foi de prop\u00f3sito?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">N\u00e3o, n\u00e3o, foi charme. Na verdade, estava tendo o Movember, um movimento para usarmos bigode pela preven\u00e7\u00e3o contra o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata. Tem essa coisa machista do homem que n\u00e3o faz exame de toque, n\u00e9? Que \u00e9 at\u00e9 gostosinho. E a\u00ed eu falei, &#8220;Ah, vou deixar meu bigode mesmo para protestar&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/1225660-documento-desmente-versao-de-fuga-de-rubens-paiva-diz-comissao-da-verdade.shtml\">Documento desmente vers\u00e3o de fuga de Rubens Paiva, diz Comiss\u00e3o da Verdade<\/a><span class=\"s1\"><br \/><a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/1225286-documento-inedito-mostra-como-rubens-paiva-foi-preso.shtml\"><span class=\"s2\">Documento in\u00e9dito mostra como Rubens Paiva foi preso<\/span><\/a><br \/><span class=\"s2\"><a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/1225337-livro-sobre-rubens-paiva-deve-ser-lancado-neste-ano.shtml\">Livro sobre Rubens Paiva deve ser lan\u00e7ado neste ano<\/a><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"s1\"><span class=\"s2\"><br \/><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"s1\"><span class=\"s2\">Fonte &#8211; Folha de S.Paulo<\/span><\/span><\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A Comiss\u00e3o Nacional da Verdade \u00e9 muito t\u00edmida&#8221;, disse o escritor Marcelo Rubens Paiva, 53, em entrevista \u00e0 Folha, em seu apartamento em S\u00e3o Paulo. 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