{"id":3417,"date":"2013-02-11T12:58:06","date_gmt":"2013-02-11T12:58:06","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/02\/11\/anistia-internacional-nota-publica-sobre-a-comissao-da-verdade-e-o-caso-rubens-paiva\/"},"modified":"2013-02-11T12:58:06","modified_gmt":"2013-02-11T12:58:06","slug":"anistia-internacional-nota-publica-sobre-a-comissao-da-verdade-e-o-caso-rubens-paiva","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/02\/11\/anistia-internacional-nota-publica-sobre-a-comissao-da-verdade-e-o-caso-rubens-paiva\/","title":{"rendered":"Anistia Internacional: Nota P\u00fablica sobre a Comiss\u00e3o da Verdade e o caso Rubens Paiva"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>A Anistia Internacional expressa satisfa\u00e7\u00e3o pela import\u00e2ncia das revela\u00e7\u00f5es da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade do Brasil, que no dia 4 de fevereiro divulgou documentos que mostram que o governo brasileiro determinou em 1972 que nenhuma representa\u00e7\u00e3o oficial no Brasil ou no exterior poderia divulgar informa\u00e7\u00f5es sobre mortos e desaparecidos nas a\u00e7\u00f5es repressivas do regime. A a\u00e7\u00e3o foi tomada pelo gabinete do presidente general Em\u00edlio M\u00e9dici, com a concord\u00e2ncia do ent\u00e3o chefe do Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00f5es, general Jo\u00e3o Batista Figueiredo, e mantida no governo do general Ernesto Geisel. O ato foi uma repres\u00e1lia \u00e0s solicita\u00e7\u00f5es da Anistia Internacional com rela\u00e7\u00e3o ao esclarecimento sobre o paradeiro do ex-deputado Rubens Paiva.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/anistia.org.br\/sites\/anistia.org.br\/files\/imagecache\/540_blog\/images\/rubens_paiva.jpg\" border=\"0\" width=\"540\" height=\"405\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em sete de setembro de 1972, a Anistia Internacional publicou o Relat\u00f3rio sobre as Alega\u00e7\u00f5es de Tortura no Brasil, instando ao governo brasileiro que respondesse \u00e0s den\u00fancias feitas no documento. A resposta das autoridades foi proibir que as declara\u00e7\u00f5es da Anistia Internacional fossem divulgadas pela imprensa brasileira.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">As revela\u00e7\u00f5es sobre o caso Rubens Paiva s\u00e3o representativas da import\u00e2ncia das a\u00e7\u00f5es da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade e dos esfor\u00e7os do governo brasileiro em enfrentar as viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos ocorridas no per\u00edodo autorit\u00e1rio. O trabalho de pesquisa que a Comiss\u00e3o realizou no Arquivo Nacional, no acervo pessoal do coronel J\u00falio Miguel Molinas Dias, assassinado em Porto Alegre em novembro de 2012, e os testemunhos da ex-presa pol\u00edtica Cec\u00edlia de Barros Correia Viveiros de Castro e do ex-tenente m\u00e9dico do Ex\u00e9rcito Am\u00edlcar Lobo comprovaram que Rubens Paiva foi preso pela Aeron\u00e1utica e morto sob tortura no DOI-Codi do Rio de Janeiro. Os fatos desmentem a vers\u00e3o oficial do Ex\u00e9rcito, segundo a qual o ex-deputado teria sido sequestrado por um grupo armado quando era levado por militares para ser interrogado.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O diretor executivo da Anistia Internacional Brasil, Atila Roque, reafirma a import\u00e2ncia de que o governo brasileiro continue a assegurar os recursos e o apoio necess\u00e1rio para que a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade prossiga com seu trabalho. &#8220;\u00c9 fundamental garantir \u00e0s v\u00edtimas e suas fam\u00edlias a \u00fanica forma integral de presta\u00e7\u00e3o de contas: aquela baseada no respeito, na prote\u00e7\u00e3o e na promo\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 justi\u00e7a, \u00e0 verdade e \u00e0 repara\u00e7\u00e3o plena&#8221;, destaca.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Anistia Internacional<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Anistia Internacional expressa satisfa\u00e7\u00e3o pela import\u00e2ncia das revela\u00e7\u00f5es da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade do Brasil, que no dia 4 de fevereiro divulgou documentos que mostram que o governo brasileiro determinou em 1972 que nenhuma representa\u00e7\u00e3o oficial no Brasil ou no exterior poderia divulgar informa\u00e7\u00f5es sobre mortos e desaparecidos nas a\u00e7\u00f5es repressivas do regime. 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