{"id":344,"date":"2012-05-16T03:10:33","date_gmt":"2012-05-16T03:10:33","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/16\/comissao-da-verdade-7\/"},"modified":"2012-05-16T03:10:33","modified_gmt":"2012-05-16T03:10:33","slug":"comissao-da-verdade-7","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/16\/comissao-da-verdade-7\/","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o da Verdade"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>A advogada Rosa Maria Cardoso da Cunha, integrante da Comiss\u00e3o da Verdade,\u00a0afirmou ontem que o \u00f3rg\u00e3o foi criado para investigar os crimes de agentes de\u00a0Estado que atuaram na repress\u00e3o aos opositores da ditadura militar. A\u00a0declara\u00e7\u00e3o foi dada depois que outro integrante do grupo, o ex-ministro da\u00a0Justi\u00e7a Jos\u00e9 Carlos Dias, defendeu ao jornal que tamb\u00e9m sejam apurados atos\u00a0de pessoas que participaram da luta armada contra o regime.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ex-defensora de\u00a0presos pol\u00edticos, entre eles a presidente Dilma Rousseff, Rosa disse ontem\u00a0que a lei que criou a comiss\u00e3o tinha por objetivo rever a conduta do Estado\u00a0no per\u00edodo. A interpreta\u00e7\u00e3o exclui atos da guerrilha. &#8220;Pela lei, a comiss\u00e3o\u00a0foi criada para trabalhar pensando nos problemas que o Estado brasileiro tem\u00a0na sua constitui\u00e7\u00e3o e na sua estrutura. O Estado est\u00e1 revendo sua conduta\u00a0como Estado, dos seus agentes p\u00fablicos&#8221;, afirmou. A lei que criou a comiss\u00e3o\u00a0n\u00e3o delimita o alvo das apura\u00e7\u00f5es. Sua finalidade, diz o texto, \u00e9 &#8220;examinar\u00a0e esclarecer as graves viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos (&#8230;) a fim de efetivar\u00a0o direito \u00e0 mem\u00f3ria e \u00e0 verdade hist\u00f3rica e promover a reconcilia\u00e7\u00e3o\u00a0nacional&#8221;. Rosa foi homenageada na EPPG, no Rio, onde d\u00e1 aulas desde 1995.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Mais tarde, acrescentou que uma eventual investiga\u00e7\u00e3o de delitos da esquerda\u00a0armada ainda deve ser discutida. &#8220;N\u00e3o sei ainda qual a opini\u00e3o dos demais\u00a0integrantes da comiss\u00e3o sobre a leitura da lei, mas n\u00e3o se entende que a\u00a0comiss\u00e3o far\u00e1 uma an\u00e1lise de todo o per\u00edodo. \u00c9 preciso ter foco&#8221;, defendeu.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Na v\u00e9spera, Jos\u00e9 Carlos Dias defendeu a investiga\u00e7\u00e3o da repress\u00e3o e da\u00a0guerrilha. &#8220;Tudo isso vai ser analisado&#8221;, afirmou o ex-ministro. Ontem, a\u00a0advogada disse n\u00e3o considerar imposs\u00edvel que o pa\u00eds reveja a Lei da Anistia\u00a0de 1979, que perdoou crimes da repress\u00e3o e da guerrilha. O STF manteve a\u00a0validade do texto em julgamento em 2010. &#8220;J\u00e1 houve uma anistia, mas uma\u00a0parte das v\u00edtimas quer outra interpreta\u00e7\u00e3o dessa anistia para que possa\u00a0existir processo, para que possam entrar no Judici\u00e1rio reivindicando\u00a0determinados direitos&#8221;, afirmou Rosa. &#8220;N\u00e3o estou dizendo que vai acontecer,\u00a0mas isso mostra que, dependendo do contexto pol\u00edtico, essas decis\u00f5es s\u00e3o\u00a0reavaliadas e s\u00e3o alteradas.&#8221; Ela citou o caso da Espanha, onde o movimento\u00a0dos indignados retomou o debate sobre a puni\u00e7\u00e3o de crimes da ditadura de\u00a0Francisco Franco. &#8220;A transi\u00e7\u00e3o (espanhola) foi pactuada, se decidiu\u00a0completamente n\u00e3o rever o passado, e agora o movimento dos indignados est\u00e1\u00a0retomando a discuss\u00e3o&#8221;, afirmou. Rosa n\u00e3o chegou a ser presa nem torturada.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;N\u00e3o fui perseguida na \u00e9poca. S\u00f3 fui detida com um conjunto de advogados por\u00a0algumas horas por uma quest\u00e3o de intimida\u00e7\u00e3o, no come\u00e7o dos anos 70, mas sem\u00a0acusa\u00e7\u00e3o.&#8221; Publicado no caderno \u2018Poder\u2019, da Folha.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">#<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Continua\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria da Folha. A Argentina, que teve a mais cruel ditadura\u00a0da Am\u00e9rica do Sul, tamb\u00e9m \u00e9 o pa\u00eds da regi\u00e3o que mais avan\u00e7ou no\u00a0esclarecimento e na puni\u00e7\u00e3o dos crimes cometidos pelo Estado. J\u00e1 foram\u00a0levados \u00e0 pris\u00e3o quase 500 repressores, entre eles o general e ex-presidente\u00a0Jorge Rafael Videla, 86, que cumpre pena perp\u00e9tua em uma pris\u00e3o militar. H\u00e1,\u00a0por\u00e9m, muitas cr\u00edticas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 n\u00e3o investiga\u00e7\u00e3o dos crimes cometidos\u00a0pela guerrilha. De acordo com a interpreta\u00e7\u00e3o que o atual governo faz do\u00a0Estatuto de Roma, s\u00f3 podem ser julgados os assassinatos cometidos pelo\u00a0Estado, por serem considerados de lesa-humanidade. Os crimes de civis s\u00e3o\u00a0considerados comuns, e prescrevem em cerca de 20 anos. Parentes de v\u00edtimas\u00a0da luta armada, como o filho do coronel Argentino Larrabure, morto pelo\u00a0Ex\u00e9rcito Revolucion\u00e1rio do Povo, pedem a reabertura de processos e o\u00a0pagamento de indeniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">#<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O governo identificou opera\u00e7\u00e3o de militares programada para amanh\u00e3 nas redes\u00a0sociais contra a composi\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o da Verdade. O objetivo \u00e9 provocar\u00a0integrantes escolhidos por Dilma, que j\u00e1 foram orientados a n\u00e3o reagir.\u00a0Informa\u00e7\u00e3o da coluna \u2018Painel\u2019, de Vera Magalh\u00e3es, publicada no caderno\u00a0\u2018Poder\u2019, da Folha.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">#<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Coluna de J\u00e2nio de Freitas, publicada no caderno \u2018Poder\u2019, da Folha. A\u00a0Comiss\u00e3o da Verdade concretiza-se, amanh\u00e3, apoiada no otimismo que antecede\u00a0as perspectivas muito desejadas e afinal vislumbradas. Mas n\u00e3o \u00e9 o caso de\u00a0otimismo algum. A tarefa da comiss\u00e3o \u00e9 muito mais complexa e improv\u00e1vel do\u00a0que, em geral, se tem suposto. A confian\u00e7a que est\u00e1 depositada na efic\u00e1cia\u00a0da comiss\u00e3o sup\u00f5e nela poderes m\u00e1gicos, capazes de enfim diluir todos os\u00a0obst\u00e1culos -in\u00fameros e muito variados- que h\u00e1 mais de um quarto de s\u00e9culo\u00a0s\u00e3o como uma cortina de ferro \u00e0 brasileira, verde-oliva. A confian\u00e7a\u00a0justificada \u00e9 a merecida pelos componentes da comiss\u00e3o, escolha preciosa \u00e0\u00a0qual, por mim, faltou acrescentar Jos\u00e9 Gregori. Os obst\u00e1culos que comp\u00f5em a\u00a0cortina n\u00e3o abriram sequer frestas, por ter sido aprovada a comiss\u00e3o. Est\u00e3o\u00a0todos a\u00ed, os mesmos. O &#8220;Tortura Nunca Mais&#8221;, a Comiss\u00e3o Justi\u00e7a e Paz e\u00a0outras entidades fizeram pela justi\u00e7a hist\u00f3rica e pela verdade humana uma\u00a0obra extraordin\u00e1ria de coragem, abnega\u00e7\u00e3o e compet\u00eancia. A pr\u00f3pria Comiss\u00e3o\u00a0da Verdade resulta da cortina de ferro. J\u00e1 foi dito muitas vezes, &#8220;a\u00a0Comiss\u00e3o da Verdade \u00e9 o poss\u00edvel, nas circunst\u00e2ncias&#8221;. Ou n\u00e3o s\u00e3o democratas\u00a0mesmo, ou n\u00e3o merecem ser vistos como sinceros, os que defendem a anistia\u00a0&#8220;aprovada&#8221; pelos servi\u00e7ais do regime no Congresso. Para autores de crimes de\u00a0morte com esquartejamento, assassinatos de empalados, e por enforcamento,\u00a0por excesso de pancadas e choques, por amputa\u00e7\u00f5es, pelas torturas mais\u00a0horrendas. S\u00e3o monstros de desumanidade. Nisso equivalentes aos que enojaram\u00a0o mundo por fazerem as mesmas coisas nos campos de concentra\u00e7\u00e3o nazistas e\u00a0com prisioneiros, civis mesmo, nas zonas da guerra. N\u00e3o h\u00e1 por que contar-se\u00a0com repentinos acessos de coragem dos coron\u00e9is Ustras e dos policiais que\u00a0com eles agiram, para regurgitarem as verdades dos seus feitos, s\u00f3 porque\u00a0postos diante da comiss\u00e3o. Arquivos v\u00e3o ser descobertos e estripados, \u00e9\u00a0prov\u00e1vel que outros sejam entregues, mas n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil obter colabora\u00e7\u00f5es\u00a0para as respostas mais negadas at\u00e9 aqui. Por exemplo, a localiza\u00e7\u00e3o dos\u00a0corpos desaparecidos. Mesmo a aparente colabora\u00e7\u00e3o pode ser ardilosa,\u00a0levando ao desvio de pesquisas para caminhos vazios &#8211; como j\u00e1 se deu tantas\u00a0vezes no Araguaia e com despojos em S\u00e3o Paulo. Exemplo disso, bastou\u00a0aproximar-se a hora da Comiss\u00e3o, logo apareceu um ex-torturador a expor\u00a0farta salada de crimes reais da repress\u00e3o e fic\u00e7\u00f5es amalucadas (a morte do\u00a0delegado S\u00e9rgio Fleury valeria por todas as hist\u00f3rias: morreu de uma pedrada\u00a0na cabe\u00e7a). O otimismo far\u00e1 esperar por verdades a que a Comiss\u00e3o,\u00a0provavelmente, n\u00e3o poder\u00e1 chegar. O que tenderia a provocar dedu\u00e7\u00f5es e\u00a0cobran\u00e7as. Da\u00ed a import\u00e2ncia da escolha de seus integrantes: n\u00e3o cabe d\u00favida\u00a0alguma de que todos levam para a comiss\u00e3o seriedade e empenho no melhor\u00a0grau.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">#<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Charge da Folha de S.Paulo mostra duas pessoas com lanternas nas m\u00e3os\u00a0entrando pelos olhos de uma enorme caveira, em uma atmosfera lunar, enquanto\u00a0a imagem geral vem acompanhada do t\u00edtulo \u2018Comiss\u00e3o da Verdade\u2019.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">#<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, que ser\u00e1 instalada oficialmente amanh\u00e3 no\u00a0Planalto, vai se dedicar \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o de viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos\u00a0cometidas por agentes do Estado nos anos do regime militar. Embora seus\u00a0integrantes ainda n\u00e3o tenham se reunido oficialmente, suas declara\u00e7\u00f5es\u00a0indicam que a avalia\u00e7\u00e3o de atos de terrorismo praticados por militantes de\u00a0esquerda que se opunham \u00e0 ditadura n\u00e3o far\u00e1 parte de seu trabalho. Em\u00a0entrevista,o diplomata Paulo S\u00e9rgio Pinheiro, uma das sete personalidades\u00a0escolhidas pela presidente Dilma Rousseff para compor a comiss\u00e3o, foi\u00a0enf\u00e1tico: \u201cO \u00fanico lado \u00e9 o das v\u00edtimas, o lado das pessoas que sofreram\u00a0viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos. Onde houver registro de v\u00edtimas de viola\u00e7\u00f5es\u00a0praticadas por agentes do Estado a comiss\u00e3o ir\u00e1 atuar\u201d. Na avalia\u00e7\u00e3o do\u00a0diplomata, nenhuma das quase 40 comiss\u00f5es da verdade instaladas no mundo\u00a0tiveram como objetivo ouvir dois lados, como desejam setores militares\u00a0brasileiros: \u201c Nenhuma comiss\u00e3o da verdade teve ou tem essa bobagem de dois\u00a0lados, de representantes dos perpetradores dos crimes e das v\u00edtimas. Isso\u00a0n\u00e3o existe\u201d. Ontem, no Rio, ao ser homenageada por alunos e colegas da\u00a0Escola de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Pol\u00edticas P\u00fablicas e Governo, a professora e\u00a0advogada Rosa Cardoso, tamb\u00e9m convidada para a comiss\u00e3o, praticamente\u00a0descartou a possibilidade de investigar crimes cometidos pelas organiza\u00e7\u00f5es\u00a0armadas. \u201cEssas comiss\u00f5es, quando s\u00e3o criadas oficialmente, pretendem rever\u00a0condutas de agentes p\u00fablicos. E \u00e9 isso o que fundamentalmente n\u00f3s vamos\u00a0rever: condutas de agentes p\u00fablicos.\u201d Rosa foi advogada de dezenas de presos\u00a0pol\u00edticos. O mais famoso foi Dilma Rousseff. Sobre as manifesta\u00e7\u00f5es de\u00a0militares da reserva que insistem que a comiss\u00e3o deve investigar a\u00a0resist\u00eancia armada, procurou ser diplom\u00e1tica: \u201cAcho leg\u00edtimo que expressem.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Eles gostariam que esse passado tivesse j\u00e1 passado, fosse uma p\u00e1gina virada.\u00a0N\u00e3o \u00e9. E eles preferiam que n\u00e3o houvesse a cria\u00e7\u00e3o dessa justi\u00e7a de\u00a0transi\u00e7\u00e3o\u201d. O advogado Jos\u00e9 Carlos Dias, ex-ministro da Justi\u00e7a no governo\u00a0de FHC e ex-diretor da Comiss\u00e3o de Justi\u00e7a e Paz da Arquidiocese de SP,\u00a0tamb\u00e9m disse que o objetivo principal da comiss\u00e3o ser\u00e1 a investiga\u00e7\u00e3o de\u00a0viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos cometidos por agentes de Estado. \u201cEsse deve\u00a0ser o objetivo, quando come\u00e7armos a trabalhar. \u201cTodos os fatos que chegarem\u00a0ao nosso conhecimento ser\u00e3o analisados.\u201d Na sexta-feira, o ministro Gilson\u00a0Dipp, do STJ, tamb\u00e9m j\u00e1 havia mandado um recado aos descontentes com a\u00a0cria\u00e7\u00e3o da comiss\u00e3o. Depois de enfatizar que ela n\u00e3o ter\u00e1 nenhum car\u00e1ter\u00a0revanchista, insistiu que os seus trabalhos ser\u00e3o levados adiante \u201cdoa a\u00a0quem doer\u201d. A presidente Dilma Rousseff deve instalar oficialmente a\u00a0comiss\u00e3o na quarta-feira, numa solenidade que contar\u00e1 com a presen\u00e7a dos\u00a0ex-presidentes Sarney, Collor, FHC e Lula. Na semana passada, ao se\u00a0encontrar com as sete personalidades que convidou para integrar o grupo ela\u00a0deixou claro que eles ter\u00e3o todo o apoio estatal que for preciso para levar\u00a0adiante seus trabalhos. No Rio, o presidente do Clube Naval, almirante da\u00a0reserva Ricardo Cabral, disse ontem que a comiss\u00e3o interclubes vai\u00a0acompanhar as reuni\u00f5es da Comiss\u00e3o da Verdade, embora ainda n\u00e3o soubesse\u00a0dizer de que forma. O primeiro encontro do grupo, na quinta-feira, vai\u00a0definir como o grupo deve trabalhar. Ele defende que os dois lados\u00a0envolvidos em disputas nos anos da ditadura sejam investigados. \u201cN\u00e3o pode\u00a0haver revanche\u201d, afirmou, invocando a Lei da Anistia. A preocupa\u00e7\u00e3o de Dilma\u00a0Rousseff ao convidar os quatro ex-presidentes da Rep\u00fablica para participar\u00a0da cerim\u00f4nia de instala\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o da Verdade foi mostrar que n\u00e3o se\u00a0trata de uma iniciativa dela ou de seu governo. Ser\u00e1 lembrado na ocasi\u00e3o que\u00a0as bases legais que permitiram criar a comiss\u00e3o datam do governo de Fernando\u00a0Henrique Cardoso. Mas n\u00e3o s\u00f3. Embora setores \u00e0 esquerda do PT e de\u00a0familiares de mortos e desaparecidos tenham torcido o nariz para o convite\u00a0feito a Fernando Collor de Mello, tamb\u00e9m ser\u00e1 lembrado o papel dele no\u00a0processo de abertura de arquivos. Publicado no caderno \u2018Nacional\u2019, do jornal\u00a0O Estado de S.Paulo.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">#<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O diplomata Paulo S\u00e9rgio Pinheiro concede entrevista ao Estado. Em todas as\u00a0listas de poss\u00edveis nomes para compor a Comiss\u00e3o da Verdade, o que surgiu no\u00a0in\u00edcio e resistiu at\u00e9 o fim foi o do dele. Isso se deve, em primeiro lugar,\u00a0\u00e0 sua experi\u00eancia. Como observador da ONU, j\u00e1 acompanhou o trabalho de\u00a0comiss\u00f5es semelhantes em outros pa\u00edses. Em segundo lugar, foi valioso o\u00a0tr\u00e2nsito pol\u00edtico que ele tem no PT e no PSDB, partidos que sustentaram o\u00a0projeto da comiss\u00e3o. Ele abre a entrevista declarando o papel da comiss\u00e3o:<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cA lei diz que seu objetivo s\u00e3o as graves viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos,\u00a0particularmente o esclarecimento das circunst\u00e2ncias em que ocorreram. A lei\u00a0tamb\u00e9m especifica com clareza os casos: tortura, morte, desaparecimento\u00a0for\u00e7ado, oculta\u00e7\u00e3o de cad\u00e1ver e sua autoria, ainda que ocorridos no\u00a0exterior\u201d. E diz que a hist\u00f3ria de revanchismo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Comiss\u00e3o est\u00e1\u00a0encerrada, considerando que n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para vingan\u00e7a no di\u00e1logo\u00a0democr\u00e1tico. Ao ser indagado se a comiss\u00e3o far\u00e1 ressuscitar a Lei da\u00a0Anistia, ele responde: \u201cA Lei da Anistia est\u00e1 mencionada na lei que cria a\u00a0comiss\u00e3o. Ela \u00e9 um fato concreto, existente na legisla\u00e7\u00e3o brasileira, e a\u00a0comiss\u00e3o n\u00e3o vai criar nenhuma pol\u00eamica em torno disso. N\u00e3o est\u00e1 no nosso\u00a0mandato\u201d. E afirma: \u201cNenhuma comiss\u00e3o da verdade teve ou tem essa bobagem de\u00a0dois lados, de representantes dos perpetradores dos crimes e das v\u00edtimas.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Isso n\u00e3o existe. Voc\u00ea comp\u00f5e uma comiss\u00e3o capaz de exercer o trabalho com\u00a0objetividade e imparcialidade. Acho que todos os membros escolhidos para a\u00a0comiss\u00e3o, os meus seis colegas, t\u00eam uma vida p\u00fablica em torno desse\u00a0compromisso com a verdade. N\u00e3o vamos entrar nesse Fla-Flu de bater boca com\u00a0cr\u00edticos da comiss\u00e3o. Ela tem que praticar um obsequioso sil\u00eancio e\u00a0trabalhar\u201d. Ao ser indagado se o relat\u00f3rio produzido pela comiss\u00e3o ap\u00f3s dois\u00a0anos ter\u00e1 impacto sobre os casos de tortura que ainda acontecem no pa\u00eds, ele\u00a0diz: \u201cN\u00e3o tenho a menor d\u00favida. A cientista pol\u00edtica americana Kathryn\u00a0Sikkink acabou de publicar um livro no qual analisou todos os estados\u00a0democr\u00e1ticos na Am\u00e9rica do Sul e mostrou o seguinte: aqueles que fizeram o\u00a0percurso das comiss\u00f5es da verdade t\u00eam hoje melhores condi\u00e7\u00f5es de coibir\u00a0viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos, como execu\u00e7\u00f5es sum\u00e1rias, torturas, abuso\u00a0policial. Essa \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o para o melhor funcionamento do Estado\u201d.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">#<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">A dois dias do an\u00fancio oficial da instala\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o da Verdade,\u00a0manifestantes e autoridades divergiram ontem quanto aos poderes do\u00a0colegiado. De um lado, cerca de 250 pessoas foram \u00e0s ruas em BH, RJ e\u00a0Guaruj\u00e1 (SP) para pedir o julgamento dos acusados de torturas. Do outro, o\u00a0vice-presidente da Rep\u00fablica, Michel Temer, e o ex-presidente FHC\u00a0ressaltaram que o car\u00e1ter do grupo n\u00e3o ser\u00e1 de vingan\u00e7a ou revanchismo, mas\u00a0de revis\u00e3o hist\u00f3rica. Temer chegou a falar que a comiss\u00e3o tem como mote\u00a0\u201cpacificar\u201d o pa\u00eds. \u201cEu acho que a apura\u00e7\u00e3o da verdade dos fatos vai, na\u00a0verdade, em vez de tumultuar o pa\u00eds, pacificar o pa\u00eds\u201d, disse Temer, durante\u00a0sess\u00e3o em homenagem ao PMDB no Senado. J\u00e1 Fernando Henrique, que recebeu\u00a0durante o fim de semana o pr\u00eamio Kluge da Biblioteca do Congresso dos EUA,\u00a0por sua obra acad\u00eamica, pediu que a Comiss\u00e3o da Verdade adote como modelo de\u00a0atua\u00e7\u00e3o o colegiado da \u00c1frica do Sul, respons\u00e1vel por revisar os abusos\u00a0cometidos durante o regime do apartheid. \u201cEspero que as pessoas tenham\u00a0equil\u00edbrio para n\u00e3o transformar aquilo em vendeta. S\u00e3o 40 anos passados. \u00c9\u00a0bom que saibamos da hist\u00f3ria, para nunca mais repeti-la. Mas o nunca mais\u00a0come\u00e7a por n\u00e3o tomarmos posi\u00e7\u00f5es vingativas\u201d, afirmou FHC. Em BH, RJ e\u00a0Guaruj\u00e1, os manifestantes fizeram atos para pressionar pelo julgamento de\u00a0supostos torturadores. No litoral paulista, cerca de 100 pessoas protestaram\u00a0em frente \u00e0 casa do tenente-coronel reformado Maur\u00edcio Lopes Lima, apontado\u00a0como torturador pela pr\u00f3pria presidente Dilma, durante depoimento \u00e0 Justi\u00e7a\u00a0Militar em 1970. Na capital fluminense, 50 pessoas foram \u00e0 resid\u00eancia do\u00a0general da reserva Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Nogueira Belham. Ele comandava o Doi-Codi no\u00a0Rio quando o deputado Rubens Paiva foi preso, torturado e morto, em 1971. Em\u00a0Minas, outra centena de manifestantes pediu o julgamento e a condena\u00e7\u00e3o de\u00a0Jo\u00e3o Bosco Nacif da Silva, m\u00e9dico-legista da Pol\u00edcia Civil durante a\u00a0ditadura. Protestos pontuais tamb\u00e9m foram verificados em outras nove\u00a0cidades, incluindo sete capitais. Publicado no Correio Braziliense.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">#<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Valor informa que a dois dias da instala\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o da Verdade pela\u00a0presidente Dilma Rousseff, jovens organizados no movimento &#8220;Levante Popular\u00a0da Juventude&#8221; promoveram protestos em 11 Estados contra torturadores e\u00a0agentes de repress\u00e3o do per\u00edodo da ditadura militar (1964-1985). A\u00a0manifesta\u00e7\u00e3o que ganhou mais visibilidade ontem foi realizada em frente ao\u00a0pr\u00e9dio onde mora o tenente-coronel reformado Maur\u00edcio Lopes Lima, apontado\u00a0pela presidente Dilma Rousseff como torturador na Opera\u00e7\u00e3o Bandeirante, em\u00a0depoimento \u00e0 Justi\u00e7a Militar. Os protestos, chamados de &#8220;esculachos&#8221; pelos\u00a0manifestantes, foram organizados antes da indica\u00e7\u00e3o dos integrantes da\u00a0comiss\u00e3o pela presidente na semana passada. Segundo o movimento, os atos s\u00e3o\u00a0para &#8220;denunciar a impunidade de torturadores e criminosos da ditadura&#8221; e\u00a0pressionar o governo para que a Comiss\u00e3o da Verdade &#8220;tenha liberdade&#8221; para\u00a0trabalhar. Os manifestantes do movimento popular apoiam a instala\u00e7\u00e3o da\u00a0Comiss\u00e3o da Verdade, cobram a localiza\u00e7\u00e3o e identifica\u00e7\u00e3o dos restos mortais\u00a0de desaparecidos pol\u00edticos e o julgamento e puni\u00e7\u00e3o dos torturadores. A\u00a0Comiss\u00e3o da Verdade ser\u00e1 instalada na quarta-feira. Os ex-presidentes Luiz\u00a0In\u00e1cio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso devem participar do evento,\u00a0em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">#<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O Globo publica que \u00e0s v\u00e9speras de a Comiss\u00e3o da Verdade tomar posse amanh\u00e3\u00a0em Bras\u00edlia, o foco da apura\u00e7\u00e3o das viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos praticados\u00a0na ditadura militar divide a opini\u00e3o de seus integrantes. Para o diplomata e\u00a0ex-secret\u00e1rio dos Direitos Humanos Paulo S\u00e9rgio Pinheiro, n\u00e3o pode haver uma\u00a0esp\u00e9cie de &#8220;Fla-Flu&#8221; na apura\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o da Verdade, com a exist\u00eancia de\u00a0dois lados: o dos agentes da ditadura e o dos militantes de esquerda. Ele\u00a0ressaltou que o foco ser\u00e3o os fatos e circunst\u00e2ncias da viola\u00e7\u00e3o de direitos\u00a0humanos ocorridos no per\u00edodo de 1946 a 1988, em casos de mortes, torturas,\u00a0desaparecimentos for\u00e7ados e oculta\u00e7\u00e3o de cad\u00e1veres: \u201cOs crimes que est\u00e3o\u00a0enunciados no artigo terceiro da lei que cria a Comiss\u00e3o da Verdade s\u00e3o\u00a0muito claros: torturas, desaparecimentos for\u00e7ados, assassinatos, quer dizer,\u00a0a investiga\u00e7\u00e3o dos fatos e suas circunst\u00e2ncias. Ent\u00e3o, n\u00e3o tem essa bobajada\u00a0de dois lados, isso n\u00e3o existe, s\u00e3o os fatos e as circunst\u00e2ncias, no per\u00edodo\u00a0de 1946 a 1988. N\u00e3o tem essa hist\u00f3ria de dois lados, o outro lado j\u00e1 foi\u00a0suficientemente condenado, assassinado, desaparecido etc. Isso n\u00e3o est\u00e1 em\u00a0quest\u00e3o, o que est\u00e1 s\u00e3o os fatos que tiveram lugar no per\u00edodo\u201d. Em\u00a0reportagem publicada pela &#8220;Folha de S. Paulo&#8221;, o ex-ministro da Justi\u00e7a Jos\u00e9\u00a0Carlos Dias defendeu, por sua vez, que a Comiss\u00e3o da Verdade analise as\u00a0viola\u00e7\u00f5es cometidas pelos dois lados. Ontem, por\u00e9m, o advogado afirmou ter\u00a0sido mal interpretado e considerou que todos os fatos que chegarem ao\u00a0conhecimento do \u00f3rg\u00e3o de an\u00e1lise ser\u00e3o apurados na Comiss\u00e3o da Verdade. A\u00a0nomea\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o na semana passada abriu uma discuss\u00e3o sobre se ser\u00e3o\u00a0apurados igualmente crimes praticados pelos agentes de Estado como pelos\u00a0militantes de esquerda.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">#<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O Globo noticia que dezenas de jovens sentam-se em c\u00edrculo para ouvir, no\u00a0galp\u00e3o de um sindicato na zona norte de S\u00e3o Paulo, as orienta\u00e7\u00f5es para o\u00a0&#8220;esculacho&#8221; do dia: o tenente-coronel da reserva Maur\u00edcio Lopes Lima,\u00a0apontado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal como um dos torturadores da\u00a0presidente Dilma Rousseff em 1970 e listado no livro &#8220;Tortura nunca mais&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o cerca de 80 pessoas, alguns tambores, faixas, cartazes e tinta spray. Os\u00a0manifestantes, organizados pelo Levante Popular da Juventude, partem em 19\u00a0carros para o Guaruj\u00e1, onde Lima vive em um pequeno apartamento. Na porta do\u00a0pr\u00e9dio, um dos jovens saca o spray com tinta vermelha e escreve rapidamente:<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Aqui mora um torturador&#8221;. Lima n\u00e3o deixa o apartamento, mas alguns vizinhos\u00a0saem \u00e0s ruas. \u201cAcho certo isso. Que os culpados venham \u00e0 tona\u201d, disse\u00a0Alberto Felipe, um aposentado de 74 anos, que mora a dois pr\u00e9dios de\u00a0dist\u00e2ncia de Lima. Foram 12 mobiliza\u00e7\u00f5es realizadas ontem em 11 estados,\u00a0incluindo Rio, Bahia e Minas Gerais. Oito agentes da ditadura foram\u00a0&#8220;esculachados&#8221;, seguindo um protesto que tem se multiplicado no pa\u00eds. Lima \u00e9\u00a0um dos nomes de maior destaque por ter sido citado como torturador pela\u00a0ent\u00e3o guerrilheira Dilma Rousseff em seu depoimento \u00e0 Auditoria Militar. Ele\u00a0\u00e9 um dos alvos de uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, que\u00a0acusa militares de seis desaparecimentos e 20 casos de tortura.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">#<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O Globo ressalta que sete militares da reserva que integram o Clube Naval,\u00a0no Rio, v\u00e3o se reunir quinta-feira para avaliar o primeiro dia da Comiss\u00e3o\u00a0Nacional da Verdade, previsto para amanh\u00e3. A equipe, presidida pelo\u00a0almirante Tib\u00e9rio Ferreira, comp\u00f5e a Comiss\u00e3o Paralela da Verdade, criada\u00a0pelo clube para monitorar as informa\u00e7\u00f5es divulgadas pelo grupo nomeado pela\u00a0presidente Dilma Rousseff. Os militares pretendem fazer um contraponto em\u00a0caso de ataques. Para o presidente do Clube Naval, vice-almirante Ricardo\u00a0Ant\u00f4nio da Veiga Cabral, o trabalho da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade tem\u00a0forte probabilidade de respingar de modo negativo nas For\u00e7as Armadas, caso\u00a0&#8220;os militares n\u00e3o tenham voz&#8221;. O grupo paralelo foi criado em 26 de mar\u00e7o\u00a0\u00faltimo e, segundo Cabral, prestar\u00e1 assessoria jur\u00eddica aos militares que,\u00a0eventualmente, prestem depoimento na comiss\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">#<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O Globo publica que tenente-coronel reformado Maur\u00edcio Lopes Lima, o mesmo\u00a0acusado pela presidente Dilma Rousseff e por dezenas de presos pol\u00edticos de\u00a0torturas, mortes e abusos durante o regime militar, negou ontem que tenha\u00a0cometido os crimes e fez cr\u00edticas \u00e0 presidente e \u00e0 Comiss\u00e3o Nacional da\u00a0Verdade. Ele desqualificou os depoimentos dos presos pol\u00edticos e chegou a\u00a0dizer que a cadeira do drag\u00e3o (na qual o preso era amarrado nu e recebia\u00a0choques) servia apenas para prender os bra\u00e7os do detento.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A advogada Rosa Maria Cardoso da Cunha, integrante da Comiss\u00e3o da Verdade,\u00a0afirmou ontem que o \u00f3rg\u00e3o foi criado para investigar os crimes de agentes de\u00a0Estado que atuaram na repress\u00e3o aos opositores da ditadura militar. A\u00a0declara\u00e7\u00e3o foi dada depois que outro integrante do grupo, o ex-ministro da\u00a0Justi\u00e7a Jos\u00e9 Carlos Dias, defendeu ao jornal que tamb\u00e9m sejam [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/344"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=344"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/344\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=344"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=344"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=344"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}