{"id":3681,"date":"2013-02-25T12:08:01","date_gmt":"2013-02-25T12:08:01","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/02\/25\/justica-uruguaia-freia-lei-que-impedia-a-prescricao-de-crimes-da-ditadura\/"},"modified":"2013-02-25T12:08:01","modified_gmt":"2013-02-25T12:08:01","slug":"justica-uruguaia-freia-lei-que-impedia-a-prescricao-de-crimes-da-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/02\/25\/justica-uruguaia-freia-lei-que-impedia-a-prescricao-de-crimes-da-ditadura\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a uruguaia freia lei que impedia a prescri\u00e7\u00e3o de crimes da ditadura"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>A Suprema Corte de Justi\u00e7a (SCJ) do Uruguai declarou ontem inconstitucional a lei que impedia a prescri\u00e7\u00e3o dos crimes cometidos durante a ditadura militar (1973-1985). A decis\u00e3o derruba uma vit\u00f3ria pol\u00edtica do presidente Jos\u00e9 Mujica, que em 2011 aprovou no Congresso a Lei da Caducidade. O texto, que na pr\u00e1tica anulou a anistia concedida aos militares ap\u00f3s a transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, atendia a uma determina\u00e7\u00e3o da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), segundo a qual o Uruguai tinha de investigar e julgar os crimes da repress\u00e3o. Apesar de n\u00e3o implicar o arquivamento autom\u00e1tico das causas, a declara\u00e7\u00e3o da SCJ gera incerteza sobre processos em andamento.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No entendimento da corte, dois dos tr\u00eas artigos da Lei da Caducidade ferem o princ\u00edpio da irretroatividade da lei penal, previsto na Constitui\u00e7\u00e3o uruguaia. &#8220;O que o tribunal faz \u00e9 declarar inaplic\u00e1veis dois artigos em um caso concreto. Agora, os ju\u00edzes dir\u00e3o de que modo essa declara\u00e7\u00e3o incide em cada processo&#8221;, explicou o porta-voz da SCJ, Ra\u00fal Oxandarabat. Segundo o funcion\u00e1rio, existem outras vias pelas quais os magistrados podem continuar investigando as viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Uma comiss\u00e3o legislativa convocou os ministros da SCJ para que a decis\u00e3o fosse explicada, mas a corte rejeitou o pedido. Movimentos da sociedade civil rejeitaram a senten\u00e7a e acusaram o tribunal de buscar a manuten\u00e7\u00e3o da impunidade no Uruguai. Ao tomar conhecimento da decis\u00e3o, M\u00f3nica Xavier, presidente da coaliz\u00e3o governista Frente Ampla (FA), expressou no microblog Twitter seu descontentamento. &#8220;Dor pela inconstitucionalidade&#8221;, escreveu, chamando os uruguaios para uma manifesta\u00e7\u00e3o promovida por membros da FA, da central sindical PIT-CNT e do grupo M\u00e3es e Familiares de Detidos Desaparecidos. O ato est\u00e1 marcado para a noite da pr\u00f3xima segunda-feira.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Criada em 1986, a Lei da Caducidade estabelecia que qualquer julgamento sobre o per\u00edodo da ditadura dependia de aprova\u00e7\u00e3o do Executivo para seguir em frente. At\u00e9 a chegada da Frente Ampla ao poder, em 2005, nenhum pedido foi aceito. Em 2011, pouco antes de os crimes prescreverem, a coaliz\u00e3o governista aprovou norma que estabelecia uma nova interpreta\u00e7\u00e3o para a lei. Desde ent\u00e3o, os crimes da ditadura passaram a ser reconhecidos como crimes contra a humanidade, o que os tornou imprescrit\u00edveis. A ditadura militar uruguaia deixou como saldo 180 desaparecidos confirmados, segundo as autoridades locais.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; EM<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Suprema Corte de Justi\u00e7a (SCJ) do Uruguai declarou ontem inconstitucional a lei que impedia a prescri\u00e7\u00e3o dos crimes cometidos durante a ditadura militar (1973-1985). A decis\u00e3o derruba uma vit\u00f3ria pol\u00edtica do presidente Jos\u00e9 Mujica, que em 2011 aprovou no Congresso a Lei da Caducidade. 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