{"id":3867,"date":"2013-03-04T11:07:52","date_gmt":"2013-03-04T11:07:52","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/03\/04\/anistia-internacional-quer-que-comissao-da-verdade-investigue-mortes-de-guarani-caiua\/"},"modified":"2013-03-04T11:07:52","modified_gmt":"2013-03-04T11:07:52","slug":"anistia-internacional-quer-que-comissao-da-verdade-investigue-mortes-de-guarani-caiua","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/03\/04\/anistia-internacional-quer-que-comissao-da-verdade-investigue-mortes-de-guarani-caiua\/","title":{"rendered":"Anistia Internacional quer que Comiss\u00e3o da Verdade investigue mortes de guarani-caiu\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Somente em 2011, 32 \u00edndios foram assassinados e a maioria era composta por guarani-caiu\u00e1<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>A Anistia Internacional vai pedir para que a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade inclua o caso dos \u00edndios guarani-caiu\u00e1 de Mato Grosso do Sul no programa que apura as v\u00edtimas da ditadura no Brasil. Segundo Maur\u00edcio Santoro, assessor dos direitos humanos da Anistia Internacional, de certa forma os \u00edndios tamb\u00e9m foram v\u00edtimas do per\u00edodo ditatorial vivido no Pa\u00eds e por isso vivem amea\u00e7ados pela viol\u00eancia por causa dos conflitos agr\u00e1rios. O \u00faltimo relat\u00f3rio da viol\u00eancia divulgado pelo Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (Cimi), aponta que 62% dos assassinatos de ind\u00edgenas ocorridos no pa\u00eds foram registrados em Mato Grosso do Sul em 2011. Foram 32 assassinatos e 27 tentativas de assassinatos contra os \u00ednd\u00edgenas, a maioria de guarani-caiu\u00e1.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Santoro fez parte do grupo de representantes das entidades de direitos humanos ligadas \u00e0s quest\u00f5es ind\u00edgenas que esteve nesta semana no acampamento montado pelos \u00edndios na fazenda Santa Helena, em Caarap\u00f3, ao sul do estado. No \u00faltimo dia 17, o guarani-caiu\u00e1 Denilson Barbosa, de 15 anos, foi morto a tiros e o corpo dele foi enterrado dentro da propriedade pelos ind\u00edgenas que ocuparam a \u00e1rea um dia ap\u00f3s o crime. O fazendeiro Orlandino Gon\u00e7alves Carneiro se apresentou \u00e0 pol\u00edcia e confessou que matou o adolescente, mas disse que atirou sem inten\u00e7\u00e3o de matar. Um irm\u00e3o de Denilson, de 11 anos, e o cunhado, de 20 anos, estavam junto com a v\u00edtima e disseram em depoimento \u00e0 pol\u00edcia que o ruralista atirou para matar.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Segundo Maur\u00edcio Santoro, o epis\u00f3dio retrata bem a realidade vivida pelos \u00edndios guarani-caiu\u00e1. Com a ca\u00e7a e a pesca escassa, eles saem das aldeias onde vivem o drama da superpopula\u00e7\u00e3o, em busca de alimento e \u00e1gua. Denilson e as duas testemunhas foram atacados por estarem pescando num a\u00e7ude que fica dentro da fazenda de Orlandino. Segundo os \u00edndios, o fazendeiro j\u00e1 havia amea\u00e7ado outros guarani-caiu\u00e1 que foram pescar no local.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Logo que ocuparam a fazenda Santa Helena e montaram os barracos, os cerca de 300 ind\u00edgenas afirmam teriam sido atacados e amea\u00e7ados por seguran\u00e7as. Por conta disso, nove familiares de Denilson Barbosa, entre eles o irm\u00e3o e o cunhado que testemunharam o crime, foram inclu\u00eddos no programa de prote\u00e7\u00e3o a testemunhas, do Governo Federal. \u00c0 pol\u00edcia, Orlandino Gon\u00e7alves afirmou que estava sozinho quando atacou os ind\u00edgenas. Mas as testemunhas afirmam que ele estava com seguran\u00e7as quando chegou atirando. O delegado regional de Pol\u00edcia, Carlos Videira, disse que para esclarecer esse fato o irm\u00e3o e o cunhado de Denilson Barbosa ter\u00e3o que ser ouvidos novamente, mas isso ter\u00e1 que ser feito por carta precat\u00f3ria, pois agora que est\u00e3o sob prote\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podem ter a localiza\u00e7\u00e3o de onde est\u00e3o morando informada, nem mesmo para autoridades.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o Nacional da Verdade foi criada pela Presid\u00eancia da Rep\u00fablica para investigar os casos de viola\u00e7\u00e3o aos direitos humanos ocorridos no per\u00edodo de 1964 a 1988. No entendimento da Anistia Internacional, a situa\u00e7\u00e3o que vivem os guarani-caiu\u00e1 hoje \u00e9 tamb\u00e9m reflexo do tratamento dado \u00e0 quest\u00e3o ind\u00edgena na \u00e9poca da ditadura.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; O Globo<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Somente em 2011, 32 \u00edndios foram assassinados e a maioria era composta por guarani-caiu\u00e1 A Anistia Internacional vai pedir para que a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade inclua o caso dos \u00edndios guarani-caiu\u00e1 de Mato Grosso do Sul no programa que apura as v\u00edtimas da ditadura no Brasil. 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