{"id":4184,"date":"2013-03-20T11:37:57","date_gmt":"2013-03-20T11:37:57","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/03\/20\/cnv-publica-lista-de-17-desaparecidos-durante-ditadura-no-brasil\/"},"modified":"2013-03-20T11:37:57","modified_gmt":"2013-03-20T11:37:57","slug":"cnv-publica-lista-de-17-desaparecidos-durante-ditadura-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/03\/20\/cnv-publica-lista-de-17-desaparecidos-durante-ditadura-no-brasil\/","title":{"rendered":"CNV publica lista de 17 desaparecidos durante Ditadura no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Comiss\u00e3o investiga liga\u00e7\u00e3o da Opera\u00e7\u00e3o Condor com as mortes e busca destino dos restos mortais<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\" \/>A Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV) publicou uma lista de nomes de brasileiros desaparecidos em a\u00e7\u00f5es repressivas da Ditadura Militar, possivelmente no \u00e2mbito da Opera\u00e7\u00e3o Condor. Durante audi\u00eancia p\u00fablica realizada pela CNV, em parceria com a Comiss\u00e3o Estadual da Verdade de Porto Alegre, a fam\u00edlia do presidente deposto Jo\u00e3o Goulart fez um pedido formal \u00e0 CNV para esclarecer a morte do pol\u00edtico. A audi\u00eancia ouviu relatos de 13 militantes de diversos grupos de resist\u00eancia ao regime ditatorial sobre viol\u00eancias sofridas durante o per\u00edodo (1964 a 1985).   <!--more-->  <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Conforme nota publicada pela\u00a0CNV, as mortes s\u00e3o investigadas no \u00e2mbito do Grupo de Trabalho da Opera\u00e7\u00e3o Condor, devido aos fortes ind\u00edcios de coordena\u00e7\u00e3o repressiva clandestina entre os servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o do regime militar do Brasil e seus cong\u00eaneres na Argentina, Bol\u00edvia, Chile, Paraguai e Uruguai. S\u00e3o 17 casos em exame, nem todos ainda comprovadamente v\u00edtimas da ditadura, juntamente com regimes militares do Cone Sul na d\u00e9cada de 1970. As investiga\u00e7\u00f5es realizadas pelo GT Condor visam, justamente, a apura\u00e7\u00e3o das responsabilidades nestes desaparecimentos de brasileiros em solo argentino.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Conforme o documento, &#8220;o esclarecimento sobre o destino final dos brasileiros, incluindo os nomes e \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis por suas mortes, e a busca de informa\u00e7\u00f5es sobre o paradeiro de seus restos mortais, \u00e9 um compromisso para com o pa\u00eds e os familiares dos desaparecidos&#8221;. <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span><strong>Morte de Jango<\/strong><span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Em 6 de dezembro de 1976, Jango morreu na cidade argentina de Mercedes, onde tamb\u00e9m viveu durante o ex\u00edlio. A certid\u00e3o de \u00f3bito diz que o presidente foi v\u00edtima de um ataque card\u00edaco. Para a fam\u00edlia, Jango foi v\u00edtima de envenenamento, como parte da Opera\u00e7\u00e3o Condor, a\u00e7\u00e3o coordenada entre os regimes militares de pa\u00edses sul-americanos contra seus opositores. Os parentes defendem que seja feita uma aut\u00f3psia, o que n\u00e3o foi permitido na ocasi\u00e3o da morte. Deposto pelo golpe militar em 1964, Jango exilou-se com a fam\u00edlia no Uruguai e, depois, na Argentina. Mesmo depois de retirado da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, continuou sendo alvo do regime militar.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"p2\"><strong>Confira a lista de desaparecidos<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\"><strong><br \/><\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">A Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV) registra, abaixo, a lista de nomes de brasileiros <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">desaparecidos no sul do continente (Argentina, Bol\u00edvia e Chile) em a\u00e7\u00f5es repressivas durante os <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">regimes militares na d\u00e9cada de 70.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\">S\u00e3o investigados no \u00e2mbito do Grupo de Trabalho da Opera\u00e7\u00e3o Condor, devido aos fortes\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">ind\u00edcios de coordena\u00e7\u00e3o repressiva clandestina entre os servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o do regime militar do <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Brasil e seus cong\u00eaneres na Argentina, Bol\u00edvia, Chile, Paraguai e Uruguai. <\/span><\/p>\n<p class=\"p2\">S\u00e3o 17 casos em exame, nem todos ainda comprovadamente v\u00edtimas da coordena\u00e7\u00e3o repressiva\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">da Condor, que unia os regimes militares do Cone Sul na d\u00e9cada de 1970. As investiga\u00e7\u00f5es realizadas <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">pelo GT Condor visam, justamente, a apura\u00e7\u00e3o das responsabilidades nestes desaparecimentos de <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">brasileiros em solo argentino.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\">O esclarecimento sobre o destino final dos brasileiros, incluindo os nomes e \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">por suas mortes, e a busca de informa\u00e7\u00f5es sobre o paradeiro de seus restos mortais, \u00e9 um <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">compromisso que tem a CNV para com o pa\u00eds e os familiares dos desaparecidos.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\">O Brasil, atrav\u00e9s da Comiss\u00e3o Especial sobre Mortos e Desaparecidos Pol\u00edticos, j\u00e1 reconheceu a\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">responsabilidade do Estado brasileiro em boa parte dos casos investigados.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\">A Argentina tamb\u00e9m definiu a participa\u00e7\u00e3o de agentes do Estado argentino em muitos destes\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">casos. Os desaparecidos brasileiros aqui relacionados s\u00e3o identificados pelo n\u00famero do processo no <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">relat\u00f3rio do CONADEP, a Comisi\u00f3n Nacional sobre la Desaparici\u00f3n de Personas, constitu\u00edda no <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Governo Alfons\u00edn em 1983 para investigar as graves viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos praticadas <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">durante o Terrorismo de Estado na Argentina, entre 1976 e 1983. Presidida pelo escritor Ernesto <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">S\u00e1bado, a CONADEP constatou a exist\u00eancia de 380 centros clandestinos de deten\u00e7\u00e3o (CCD) e 8.961 <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">desaparecidos. Onze brasileiros fazem parte desta lista, aqui atualizada com os arquivos da CONADEP <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">e do Movimento de Justi\u00e7a e Direitos Humanos (MJDH).<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\">O Estado chileno, atrav\u00e9s do Relat\u00f3rio Rettig publicado em 1992, assumiu a responsabilidade\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">pelo desaparecimento de cinco cidad\u00e3os brasileiros em seu territ\u00f3rio, estabelecendo tamb\u00e9m formas <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">de repara\u00e7\u00e3o para suas fam\u00edlias. <\/span><\/p>\n<p class=\"p2\">A Bol\u00edvia, at\u00e9 o momento, registra um \u00fanico caso de brasileiro desaparecido por raz\u00f5es pol\u00edticas\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">em seu territ\u00f3rio.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><strong>Cidad\u00e3os brasileiros desaparecidos<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\"><strong>ARGENTINA<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\"><strong>1) Edmur P\u00e9ricles Camargo (1914-1971).<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\">(Processo CONADEP n\u00ba 6.009). Data do desaparecimento: 16 de junho de 1971.\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">Era dirigente do M3G (Marx, Mao, Marighella e Guevara). Documentos do Fundo SNI do <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Arquivo Nacional atestam que Edmur foi sequestrado pela Pol\u00edcia Federal Argentina no Aeroporto de <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Ezeiza, em Buenos Aires, em opera\u00e7\u00e3o coordenada com Adidos Militares do Brasil na Argentina e no <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Uruguai, assim como com agentes do CIEX do MRE.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><strong>2) Joaquim Pires Cerveira (1923-1973).<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\">(Processo CONADEP n\u00ba 7.691). Data do desaparecimento: 6 de dezembro de 1973.\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">Sequestrado em Buenos Aires. Foi major do Ex\u00e9rcito Brasileiro, vereador pelo PTB no Paran\u00e1 <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">e um dos fundadores da Frente de Libera\u00e7\u00e3o Nacional (FLN). Documentos do Fundo CIEX do Arquivo <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Nacional indicam que Joaquim Cerveira e Joao Batista Rita foram sequestrados em opera\u00e7\u00e3o <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">coordenada entre o Adido do Ex\u00e9rcito do Brasil em Buenos Aires e servi\u00e7os de intelig\u00eancia militar e <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Pol\u00edcia Federal da Argentina .<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><strong>3) Jo\u00e3o Batista Rita Pereda (1948-1973).<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\">(Processo CONADEP n\u00ba 7.833). Data do desaparecimento: 6 de dezembro de 1973.\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">Tamb\u00e9m militante do M3G, foi sequestrado junto com Joaquim Cerveira em Buenos Aires. <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Ap\u00f3s o golpe contra Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973, pediu asilo na Embaixada da <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Argentina em Santiago. No momento em que foi sequestrado na Argentina, tinha status de solicitante <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">de asilo protegido pelo ACNUR. Em janeiro de 1974, teria sido visto, juntamente com Cerveira, no DOICODI do Rio de Janeiro.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><strong>4) Sidney Fix Marques dos Santos (1940-1976).<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\">(Processo CONADEP n\u00ba 3.129). Data do desaparecimento: 15 de fevereiro de 1976.\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">Dirigente do Partido Oper\u00e1rio Revolucion\u00e1rio Trotskista (PORT), desapareceu em Buenos <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Aires. Documentos do Fundo SNI do Arquivo Nacional indicam que Sidney Fix teria sido preso pela <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Pol\u00edcia Federal Argentina e morto por integrantes do grupo parapolicial Triple A (Alianza <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Anticomunista Argentina). H\u00e1 tamb\u00e9m indica\u00e7\u00f5es de que, poucos meses antes de seu <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">desaparecimento, os servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o do Brasil enviaram a seus correspondentes argentinos <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">informes sobre a milit\u00e2ncia pol\u00edtica de Sidney Fix dos Santos. Documentos do CENIMAR e do CIE, <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">catalogados no acervo do MJDH, atestam esta conex\u00e3o .<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><strong>5) Francisco Ten\u00f3rio Cerqueira Junior (1940-1976). <\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\">(Processo CONADEP n\u00ba 1.061). Data do desaparecimento: 18 de mar\u00e7o de 1976.\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">Pianista, desapareceu em Buenos Aires, quando integrava o grupo de Vinicius de Morais e <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Toquinho em turn\u00ea pela Argentina. Documentos entregues \u00e0 imprensa pelo agente de um grupo <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">repressivo da Marinha argentina, Claudio Vallejos, sugerem a participa\u00e7\u00e3o de agentes brasileiros no <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">caso. <\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><strong>6) Maria Regina Marcondes Pinto (1946-1976). <\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\">(Processo CONADEP n\u00ba 3.089). Data do desaparecimento: 8 de abril de 1976.\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">Brasileira com milit\u00e2ncia junto ao MIR chileno, foi sequestrada em Buenos Aires. Sua <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">deten\u00e7\u00e3o est\u00e1 vinculada ao desaparecimento do chileno Edgardo Enriquez, l\u00edder do MIR, preso no <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">mesmo dia.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><strong>7) Jorge Alberto Basso (1951-1976).<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\">(Processo CONADEP n\u00ba 1.956). Data do desaparecimento: 15 de abril de 1976.\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">Sequestrado em Buenos Aires. Militou no POC no Rio Grande do Sul e tamb\u00e9m junto ao MIR <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">chileno. H\u00e1 indica\u00e7\u00f5es de que seu desaparecimento est\u00e1 vinculado \u00e0 pris\u00e3o do jornalista su\u00ed\u00e7o Luc <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Banderet e ao seq\u00fcestro de casal de militantes do MIR chileno, Maria Regina e Enriquez, em Buenos <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Aires.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><strong>8) S\u00e9rgio Fernando Tula Silberbeg (1955-76)<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\">(Processo CONADEP n\u00ba 3.008). Data do desaparecimento: 8 de abril de 1976.\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">Professor de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, foi sequestrado em sua casa, na Rua Republiquetas, 3.066, Buenos <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Aires, por agentes da Policia Federal da Argentina, que tripulavam uma viatura policial. Segundo <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">informa\u00e7\u00f5es, foi levado para \u2018El Campito, o CCD de Campo de Mayo, o maior quartel do pa\u00eds. N\u00e3o h\u00e1 <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">confirma\u00e7\u00e3o oficial.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><strong>9) Walter Kenneth Nelson Fleury <\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\">(Processo CONADEP n\u00ba 5.325). Data do desaparecimento: 9 de agosto de 1976.\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">Desapareceu em Buenos Aires. Residia no hotel Esperanza, na rua Olleros, n\u00ba 3.612. Trabalhava na <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">f\u00e1brica da Ford, na avenida Panamericana, Zona Norte de Buenos Aires. Foi sequestrado em seu <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">domic\u00edlio, \u00e0s 4h da madrugada, por policiais e membros das for\u00e7as armadas vestidos de civis. <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Segundo uma informa\u00e7\u00e3o obtida pelo CELS (Centro de Estudos Legais e Sociais), Walter foi visto <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">em novembro e dezembro de 1976 na Brigada Guemes, pris\u00e3o localizada na periferia de Buenos Aires. <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">No mesmo epis\u00f3dio, tamb\u00e9m levaram presa sua companheira Claudia Julia Fita Muller (Processo <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">CONADEP n\u00ba 5.324).<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><strong>10) Roberto Rascado Rodriguez (1956-1977)<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\">(Processo CONADEP n\u00ba 2.212). Data do desaparecimento: 17 de fevereiro de 1977.\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">Estudante de Arquitetura, foi preso \u00e0 1h30 da madrugada, em sua resid\u00eancia na rua Virrey <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Cevallos, n\u00ba 1.165 &#8211; 3\u00ba &#8211; A, em Buenos Aires, por seis agentes da repress\u00e3o da Marinha argentina. Foi <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">visto pela \u00faltima vez no no CCD Club Atl\u00e9tico, no bairro de San Telmo, nas proximidades do est\u00e1dio do <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Boca Juniors.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><strong>11) Luiz Renato do Lago Faria<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\">(Processo CONADEP n\u00ba 1.565). Data do desaparecimento: 7 de fevereiro de 1980.\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">Vivia na Argentina desde 1973, era estudante do sexto ano da Faculdade de Medicina da <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Universidade de Buenos Aires.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><strong>BOL\u00cdVIA<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\"><strong>12) Luiz Renato Pires de Almeida<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\">Nasceu em 1944, no munic\u00edpio ga\u00facho de S\u00e3o Sep\u00e9. No final de 1967 ou in\u00edcio de 1968, Luiz\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">Renato viajou para Moscou para estudar na Universidade Patrice Lumumba. L\u00e1 conheceu Oswaldo <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">\u2018Chato\u2019 Peredo, veterano da fracassada guerrilha de Che Guevara na Bol\u00edvia e reorganizador do <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Ex\u00e9rcito de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional (ELN), que empreendia uma nova luta nas montanhas bolivianas. <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Nos primeiros dias de outubro de 1970, nas regi\u00f5es de Masapar e Haicura, a 300 km de La Paz, <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Luiz Renato foi mortos por tropas do Ex\u00e9rcito da Bol\u00edvia. Est\u00e1 desaparecido at\u00e9 hoje.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><strong>CHILE<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\"><strong>13) Jane Vanini (1945-1974)<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\">Data do desaparecimento: 6 de dezembro de 1974.\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">Morta em Concepci\u00f3n, no Chile, por for\u00e7adas da repress\u00e3o chilena. Militante da ALN, do <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Movimento de Liberta\u00e7\u00e3o Popular (MOLIPO) e do MIR chileno. <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Em dezembro de 1993, o Governo chileno assumiu suas responsabilidades no caso Jane Vanini.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><strong>14) Luis Carlos de Almeida<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\">Data do desaparecimento: 14 de setembro de 1973\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">Militante do Partido Oper\u00e1rio Comunista (POC). <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Em 13 de setembro, sua casa foi invadida por carabineiros que o prendeu junto com outro <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">brasileiro (Luiz Carlos Almeida Vieira) e um uruguaio. Segundo depoimento de Vieira, Luis Carlos de <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Almeida foi executado \u00e0s margens do rio Mapocho, em Santiago . Est\u00e1 desaparecido at\u00e9 hoje. <\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><strong>15) Nelson de Souza Kohl (1940-1973)<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\">Data do desaparecimento: 15 de setembro de 1973\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">Militante do POC, foi seq\u00fcestrado pela For\u00e7a A\u00e9rea chilena em 15 de setembro de 1973, <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">desaparecendo desde ent\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><strong>16) T\u00falio Roberto Cardoso Quintiliano (1944-1973)<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\">Data do desaparecimento: 13 de setembro de 1973\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">Militante do PCBR. Ap\u00f3s o golpe militar no Chile, foi detido com sua esposa, Narcisa, \u00e0s <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">19h30min de 12 de setembro de 1973 sendo ambos levados para a Escola Militar. Em carta de 03\/10\/1973 <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">ao Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Refugiados, Narcisa declara que foi liberada na mesma noite <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">e que T\u00falio, por n\u00e3o ter a documenta\u00e7\u00e3o em ordem, foi encaminhado para o Regimento Tacna. De <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">posse do documento que faltava, sua esposa voltou ao pres\u00eddio, mas n\u00e3o conseguiu encontr\u00e1-lo. <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Desde ent\u00e3o, encontra-se desaparecido.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><strong>17) W\u00e2nio Jos\u00e9 de Matos (1926-1973)<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\">Data do desaparecimento: outubro de 1973.\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">Militante da VPR, nasceu em Piratuba, S\u00e3o Paulo. Foi capit\u00e3o da Pol\u00edcia Militar paulista. <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Com o golpe militar que derrubou o presidente Salvador Allende, W\u00e2nio e a mulher foram <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">presos e levados para o Est\u00e1dio Nacional, em Santiago, conforme testemunho da exilada Marijane <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Vieira Lisb\u00f4a. Morreu em 16 de outubro daquele ano, sem tratamento m\u00e9dico, em consequ\u00eancia de <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">ferimentos causados durante a pris\u00e3o. <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Documento localizado nos Arquivos do CIEX do MRE indicam que o Governo brasileiro foi <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">formalmente comunicado de sua morte em 16 de outubro de 1973. Apesar disso, seu corpo n\u00e3o foi <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">localizado at\u00e9 hoje. <\/span><\/p>\n<p class=\"p2\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\">Bras\u00edlia, 18\/mar\u00e7o\/2013<\/p>\n<p class=\"p2\">GT Condor<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comiss\u00e3o investiga liga\u00e7\u00e3o da Opera\u00e7\u00e3o Condor com as mortes e busca destino dos restos mortais A Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV) publicou uma lista de nomes de brasileiros desaparecidos em a\u00e7\u00f5es repressivas da Ditadura Militar, possivelmente no \u00e2mbito da Opera\u00e7\u00e3o Condor. 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