{"id":4194,"date":"2013-03-20T16:22:43","date_gmt":"2013-03-20T16:22:43","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/03\/20\/carreira-de-qrepressorq-do-major-curio-comecou-no-interior-de-minas\/"},"modified":"2013-03-20T16:22:43","modified_gmt":"2013-03-20T16:22:43","slug":"carreira-de-qrepressorq-do-major-curio-comecou-no-interior-de-minas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/03\/20\/carreira-de-qrepressorq-do-major-curio-comecou-no-interior-de-minas\/","title":{"rendered":"Carreira de &#8220;repressor&#8221; do major Curi\u00f3 come\u00e7ou no interior de Minas"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>A voca\u00e7\u00e3o de perseguidor de \u201ccomunistas e subversivos\u201d de Sebasti\u00e3o Rodrigues de Moura, o major Curi\u00f3 \u2013 o mais conhecido oficial vivo do regime militar brasileiro (1964-1985), reformado com a patente de coronel \u2013, teve in\u00edcio pelo menos 13 anos antes do golpe de 1964, na terra natal, S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Para\u00edso, Sul de Minas. De fato, a carreira dele come\u00e7ou em 1951, quando Get\u00falio Vargas ainda era presidente da Rep\u00fablica.  <!--more-->  <span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Essa passagem da vida de Curi\u00f3 n\u00e3o se acha no livro do jornalista e escritor Leonencio Nossa, sobre os arquivos secretos da ditadura, intitulado: \u201cMata \u2013 o major Curi\u00f3 e as guerrilhas no Araguaia\u201d. Naquele ano da \u201cEra Vargas\u201d, o militar prendeu 11 conterr\u00e2neos, investido na condi\u00e7\u00e3o de sargento do Ex\u00e9rcito. O sonho de Curi\u00f3, todos sabiam, \u201cera ser militar para defender a p\u00e1tria, porque achava bonito\u201d.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span><strong>Requerimento<\/strong><span class=\"s1\"><br \/> <\/span> <span class=\"s1\"><br \/> <\/span>O Hoje em Dia teve acesso ao \u201crequerimento de anistia\u201d de um desses 11 conterr\u00e2neos de \u201cTi\u00e3o Pancinha\u201d, como Curi\u00f3 \u00e9 chamado na cidade, de nome Jos\u00e9 Paes, sapateiro e poeta. Paes caiu em desgra\u00e7a desde quando foi preso por Curi\u00f3, em S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Para\u00edso, em 1951. \u201cOs clientes e os amigos perderam a confian\u00e7a\u201d no seu trabalho.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Ser\u00e1 que hoje algu\u00e9m ainda seria \u201cpreso pol\u00edtico\u201d s\u00f3 pelo fato de ter participado de manifesta\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias \u201cao alto pre\u00e7o da carne bovina\u201d, em defesa dos mais pobres? Certamente, n\u00e3o, mas em 1951 foi o motivo alegado pelo sargento Curi\u00f3 para prender Paes.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>No dia 9 de abril de 1964, 13 anos depois, Paes foi preso pela segunda vez, com outras 15 pessoas, pelo mesmo Curi\u00f3, desta feita encarnando a farda de um 1\u00ba tenente do Ex\u00e9rcito (no seu livro, Leonencio Nossa chama Curi\u00f3 de capit\u00e3o, nesta passagem).<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span><strong>Repara\u00e7\u00e3o<\/strong><span class=\"s1\"><br \/> <\/span> <span class=\"s1\"><br \/> <\/span>Ao final, restou o indiciamento de Geraldo Borges Campos, primo de Curi\u00f3, e Braz Alves Vieira, que acabaram absolvidos, como relata o historiador Renato Jos\u00e9 Paschoini, hoje professor em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP). Ao ser solto, Geraldo ganhou uma festa da fam\u00edlia, mas morreu no dia seguinte, de enfarto.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Paes pediu anistia ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a em novembro de 2011, pleiteando repara\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u201cpor persegui\u00e7\u00e3o e torturas\u201d. H\u00e1 um ano e meio, ele morreu e o pedido ainda n\u00e3o havia sido deferido.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A voca\u00e7\u00e3o de perseguidor de \u201ccomunistas e subversivos\u201d de Sebasti\u00e3o Rodrigues de Moura, o major Curi\u00f3 \u2013 o mais conhecido oficial vivo do regime militar brasileiro (1964-1985), reformado com a patente de coronel \u2013, teve in\u00edcio pelo menos 13 anos antes do golpe de 1964, na terra natal, S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Para\u00edso, Sul de Minas. 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