{"id":4211,"date":"2013-03-20T23:34:08","date_gmt":"2013-03-20T23:34:08","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/03\/20\/papa-se-reunira-com-nobel-que-desmentiu-sua-relacao-com-ditadura\/"},"modified":"2013-03-20T23:34:08","modified_gmt":"2013-03-20T23:34:08","slug":"papa-se-reunira-com-nobel-que-desmentiu-sua-relacao-com-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/03\/20\/papa-se-reunira-com-nobel-que-desmentiu-sua-relacao-com-ditadura\/","title":{"rendered":"Papa se reunir\u00e1 com Nobel que desmentiu sua rela\u00e7\u00e3o com ditadura"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>O encontro \u00e9 uma forma de desvincular o papa das acusa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O papa Francisco receber\u00e1 na pr\u00f3xima\u00a0 quinta-feira (21) Adolfo P\u00e9rez Esquivel, militante de direitos humanos e ganhador do Pr\u00eamio Nobel da Paz em 1980. O ativista desmentiu as rela\u00e7\u00f5es de Jorge Mario Bergoglio com a \u00faltima ditadura militar argentina (1976-1983).<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-4209\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/photo_1363725149390-1-0.jpg\" border=\"0\" width=\"190\" height=\"127\" style=\"vertical-align: middle;\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">A informa\u00e7\u00e3o foi revelada hoje pelo porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. O encontro \u00e9 mais uma forma de desvincular o papa das acusa\u00e7\u00f5es de omiss\u00e3o e neglig\u00eancia no caso da pris\u00e3o de dois padres jesu\u00edtas que trabalhavam em seu projeto social em Buenos Aires, na d\u00e9cada de 1970.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Eles ficaram presos por cinco meses e foram torturados pelas for\u00e7as de seguran\u00e7a do ditador Jorge Rafael Videla. Um dia ap\u00f3s a escolha de Bergoglio como pont\u00edfice, P\u00e9rez Esquivel disse que ele n\u00e3o teve culpa das pris\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;N\u00e3o considero que Jorge Bergoglio tenha sido c\u00famplice da ditadura, mas acho que lhe faltou coragem para acompanhar nossa luta contra os direitos humanos nos momentos mais dif\u00edceis&#8221;, disse o ativista, em nota divulgada na \u00faltima quinta.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Um dia depois, o Vaticano saiu em defesa do pont\u00edfice e disse que o argentino \u00e9 v\u00edtima de uma campanha &#8220;caluniosa e difamat\u00f3ria&#8221; na Argentina, e chegou a citar as declara\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio P\u00e9rez Esquivel e de pessoas que dizem que Bergoglio protegeu perseguidos pela ditadura.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Nunca houve uma acusa\u00e7\u00e3o concreta e confi\u00e1vel contra ele. A Justi\u00e7a argentina o interrogou uma vez, mas como pessoa informada dos fatos, e jamais o acusou de nada. Sua origem anticlerical \u00e9 muito conhecida e evidente&#8221;, disse Lombardi.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Francisco Jalics e Bergoglio celebreram missa juntos em 2000<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Um dos padres envolvidos no caso, Francisco Jalics disse em comunicado que se reconciliou com Bergoglio em 2000, durante missa rezada pelos dois juntos. &#8220;Depois disso, celebramos uma missa p\u00fablica juntos e nos abra\u00e7amos solenemente. Estou reconciliado com ele e considero o assunto encerrado&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Ele foi preso junto com Orlando Yorio em 1976, quando ambos atuavam em uma favela de Buenos Aires. No livro &#8220;O Sil\u00eancio&#8221;, o jornalista Horacio Verbitsky diz que Bergoglio, l\u00edder do grupo de ajuda, foi c\u00famplice ao denunciar os sacerdotes, considerados subversivos. No documento, Jalics atribui \u00e0 &#8220;desinforma\u00e7\u00e3o deliberada&#8221; a sua pris\u00e3o junto com Yorio, e fala do per\u00edodo em que estiveram presos na ESMA, principal centro de torturas que funcionou em Buenos Aires no fim dos anos 70.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O padre frisa que nem ele nem Yorio tinham liga\u00e7\u00f5es &#8220;nem com a junta nem com a guerrilha&#8221;, mas mesmo assim foram interrogados por cinco dias e, segundo conta, ficaram presos de olhos vendados por cinco meses.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Folhapress <\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"p1\"><strong>V\u00eddeo mostra Francisco mencionando viol\u00eancias contra padres na ditadura<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\">O agora papa Francisco descreveu viol\u00eancias sofridas pelos padres ligados aos pobres durante a ditadura argentina (1976-83), ao prestar depoimento em 2010 como testemunha em um julgamento pelo sequestro de dois jesu\u00edtas, segundo v\u00eddeo postado nesta ter\u00e7a-feira pelo site do jornal Clar\u00edn.<\/p>\n<p class=\"p2\">O ent\u00e3o cardeal Jorge Bergoglio dep\u00f4s em sua condi\u00e7\u00e3o de arcebispo de Buenos Aires como testemunha no julgamento pelos sequestros e torturas sofridos em 1976 pelos padres jesu\u00edtas Orlando Yorio e Francisco Jalics, libertados cinco meses depois.<\/p>\n<p class=\"p2\">Bergoglio, que era chefe dos jesu\u00edtas em 1976, foi acusado por entidades humanit\u00e1rias de n\u00e3o ter feito o suficiente para evitar as pris\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p2\">No s\u00e1bado, o Vaticano descartou de forma taxativa uma suposta cumplicidade do agora pont\u00edfice nos sequestros dos dois religiosos, enquanto que o autor da den\u00fancia, o jornalista Horacio Verbitsky, reiterou no dia seguinte suas acusa\u00e7\u00f5es no jornal P\u00e1gina\/12.<\/p>\n<p class=\"p2\">&#8220;No final de 1975 e em 1976 percebi a preocupa\u00e7\u00e3o normal de todos os padres que trabalhavam com esta op\u00e7\u00e3o (os pobres). Haviam matado Mujica, era uma refer\u00eancia indel\u00e9vel (&#8230;) e havia alguma viol\u00eancia a respeito de padres assim&#8221;, afirma Bergoglio, ao depor em 8 de novembro de 2010.<\/p>\n<p class=\"p2\">O ent\u00e3o cardeal se referiu dessa forma aos assassinatos do padre Carlos Mugica em Buenos Aires nas m\u00e3os de um grupo de ultradireita em 1974, e do franciscano Carlos Murias e do padre franc\u00eas Gabriel Longueville, cujos corpos foram achados crivados de balas em 1976, na prov\u00edncia de La Rioja (noroeste de Buenos Aires).<\/p>\n<p class=\"p2\">Tamb\u00e9m se referiu ao bispo de La Rioja, Enrique Angelelli, assassinado em 4 de agosto de 1976, em uma ocorr\u00eancia que a ditadura classificou de acidente de carro. Trinta anos depois, foi provado o homic\u00eddio em um processo no qual \u00e9 julgado o ex-ditador Jorge Videla.<\/p>\n<p class=\"p2\">O site do jornal postou nesta ter\u00e7a trechos da audi\u00eancia de Bergoglio como testemunha em dois v\u00eddeos que duram 10 minutos no total, e antecipa que nesta quarta difundir\u00e1 grande parte do depoimento, que durou 3 horas e 40 minutos, segundo o Clar\u00edn.com.<\/p>\n<p class=\"p2\">Perguntado no julgamento se havia se reunido com Yorio e Jalics por ser ent\u00e3o chefe provincial da ordem dos jesu\u00edtas, o cardeal Bergoglio respondeu: &#8220;Sim, e n\u00e3o s\u00f3 estive com os dois, como tamb\u00e9m com todos os jesu\u00edtas que trabalham nessa frente de a\u00e7\u00e3o com os pobres&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p2\">&#8220;Era algo habitual que nos comunic\u00e1ssemos entre n\u00f3s essas coisas para vermos a maneira de seguir atuando&#8221;, acrescentou, dizendo ainda que os dois padres &#8220;sempre tomaram medidas de precau\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p2\">Na semana passada, Jalics, de origem h\u00fangara e que foi viver no sul da Alemanha nos anos 1980, declarou-se em paz com o Sumo Pont\u00edfice a respeito desses fatos.<\/p>\n<p class=\"p2\">&#8220;N\u00e3o posso me pronunciar sobre o papel do padre Bergoglio naqueles sequestros&#8221;, afirmou o padre. &#8220;Deixei a Argentina ap\u00f3s a nossa liberta\u00e7\u00e3o. Depois, tivemos a oportunidade de discutir os fatos com o padre Bergoglio, que nesse meio-tempo se tornou arcebispo de Buenos Aires.&#8221;<\/p>\n<p class=\"p2\">&#8220;N\u00f3s celebramos juntos uma missa p\u00fablica. Estou em paz com o que aconteceu e considero a hist\u00f3ria encerrada&#8221;, declara, acrescentando: &#8220;Desejo que o papa Francisco receba as b\u00ean\u00e7\u00e3os divinas no exerc\u00edcio de sua miss\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p class=\"p2\">Os cr\u00edticos de Jorge Bergoglio suspeitam que esteja envolvido no sequestro dos mission\u00e1rios jesu\u00edtas depois torturados em um centro de deten\u00e7\u00e3o conhecido por sua crueldade, a Escola de Mec\u00e2nica da Marinha (ESMA).<\/p>\n<p class=\"p2\">O Vaticano rejeitou com veem\u00eancia as acusa\u00e7\u00f5es de coniv\u00eancia com a junta militar argentina feitas contra o papa Francisco, considerando-as &#8220;caluniosas e difamat\u00f3rias&#8221;.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p2\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\">Fonte &#8211; AFP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O encontro \u00e9 uma forma de desvincular o papa das acusa\u00e7\u00f5es O papa Francisco receber\u00e1 na pr\u00f3xima\u00a0 quinta-feira (21) Adolfo P\u00e9rez Esquivel, militante de direitos humanos e ganhador do Pr\u00eamio Nobel da Paz em 1980. 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