{"id":4375,"date":"2013-03-28T14:57:17","date_gmt":"2013-03-28T14:57:17","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/03\/28\/1o-de-abril-militares-que-resistiram-ao-golpe-de-1964-relembram-perseguicao\/"},"modified":"2013-03-28T14:57:17","modified_gmt":"2013-03-28T14:57:17","slug":"1o-de-abril-militares-que-resistiram-ao-golpe-de-1964-relembram-perseguicao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/03\/28\/1o-de-abril-militares-que-resistiram-ao-golpe-de-1964-relembram-perseguicao\/","title":{"rendered":"1\u00ba de abril: militares que resistiram ao golpe de 1964 relembram persegui\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Especial da RBA narra hist\u00f3rias de integrantes das For\u00e7as Armadas que sofreram durante o regime; na primeira reportagem, membro da Marinha que viu &#8216;a face da morte&#8217; lamenta atual desmobiliza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/temas\/cidadania\/2013\/03\/1o-de-abril-militares-que-resistiram-ao-golpe-de-1964-relembram-perseguicao\/image_preview\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>\n<address \/>Ferro Costa v\u00ea com ceticismo o presente: &#8220;\u00c0s vezes, eu vou a uma reuni\u00e3o de turma e parece que estou em uma reuni\u00e3o dos republicanos do Tea Party&#8221; (Foto: Daniella Camba\u00fava. RBA)  <!--more-->  <\/address>\n<address><\/address>\n<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Esquecidas durante d\u00e9cadas, as hist\u00f3rias de militares v\u00edtimas da ditadura (1964-1985) finalmente come\u00e7am a aflorar. Seja pelas m\u00e3os da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, seja pela mobiliza\u00e7\u00e3o dos integrantes das For\u00e7as Armadas cassados pelo regime, um dos lados esquecidos dos anos de chumbo ganha rosto e forma.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Ao longo do governo autorit\u00e1rio, oficialmente, estima-se que tenham morrido 357 pessoas, mas familiares de v\u00edtimas afirmam que esse n\u00famero chega a 426, e que pode aumentar em decorr\u00eancia das investiga\u00e7\u00f5es da Comiss\u00e3o da Verdade (CNV), institu\u00edda em maio de 2012.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Nesse balan\u00e7o, falta contabilizar opositores presos, torturados e aqueles que foram obrigados a se exilar. Essa hist\u00f3ria, por\u00e9m, n\u00e3o estar\u00e1 completa se n\u00e3o registrar membros das For\u00e7as Armadas que resistiram ao golpe e se recusaram a obedecer ordens de seus superiores. Considerados subversivos, foram demitidos e, em alguns casos, perseguidos.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Com a finalidade de apurar den\u00fancias, a Comiss\u00e3o da Verdade criou o Grupo de Trabalho Persegui\u00e7\u00e3o a Militares. A equipe foi criada em outubro de 2012, ap\u00f3s a tomada de depoimento do brigadeiro da Aeron\u00e1utica Rui Moreira Lima, preso tr\u00eas vezes durante o regime. O grupo, liderado pelo pesquisador Cl\u00e1udio Fonteles, prepara um trabalho grande sobre o tema, que ser\u00e1 apresentado em abril.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Enquanto isso n\u00e3o ocorre, sobram hist\u00f3rias de militares que, assumindo uma postura totalmente contr\u00e1ria \u00e0 dos golpistas de 1964, n\u00e3o se sujeitaram ao descumprimento da legalidade, \u00e0s torturas e \u00e0s mortes. No ano passado, aRBA recordou, no anivers\u00e1rio da derrubada do presidente constitucional Jo\u00e3o Goulart, a heran\u00e7a viva do regime, em uma s\u00e9rie de reportagens que seguem atuais (sugere-se a leitura no box abaixo). Agora, aproveita a ocasi\u00e3o para dar voz \u00e0queles que, depois de 49 anos, relembram o pre\u00e7o que tiveram de pagar por n\u00e3o aderir ao golpe. Nos pr\u00f3ximos dias, ser\u00e3o cinco hist\u00f3rias. A come\u00e7ar pela de Paulo Henrique Ferro Costa, o homem \u201cde sorte\u201d que viu a \u201cface da morte\u201d e escapou.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Um homem de sorte<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEu posso dizer que eu vi a face da morte. Aquela sala escura&#8230; Naquelas paredes, estava impregnado o grito de sangue de todos os torturados. E eu vi a face da morte ali. Eu me preparei para morrer. \u00c9 horr\u00edvel voc\u00ea morrer quando a natureza n\u00e3o programou aquele dia pra voc\u00ea\u201d. Assim prossegue o relato de Paulo Henrique Ferro Costa, um dos membros da Marinha brasileira que resistiu ao golpe. Hoje aposentado, recebe a reportagem da RBA em sua casa em Niter\u00f3i, rodeado por documentos. Sol\u00edcito, tem a fala tranquila, com uma voz quase inaud\u00edvel, sorrindo timidamente enquanto fala.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Conta, com riqueza de detalhes, diversos momentos de sua vida at\u00e9 que, por um instante, seus olhos azuis se desviam. Ele olha para frente, e a parede de sua sala parece lev\u00e1-lo para as depend\u00eancias do quartel da Pol\u00edcia do Ex\u00e9rcito, na rua Bar\u00e3o de Mesquita, zona norte do Rio de Janeiro. Ali ele esteve durante sua \u00faltima pris\u00e3o, no m\u00eas de maio de 1970 \u2013 a mais dura, conta.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u201cVivia com uma menina que se envolveu na luta armada. Eu n\u00e3o aprovava. Eles iam prend\u00ea-la. Em um golpe de sorte, ela conseguiu escapar. E eles me prenderam na suposi\u00e7\u00e3o de que eu soubesse onde ela estava. Eles me torturaram barbaramente\u201d, conta. \u201cEla conseguiu escapar. Felizmente\u201d, conclui, aliviado.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Natural de Bel\u00e9m do Par\u00e1, Ferro Costa havia terminado a Escola Naval em 1961 e era segundo-tenente em 1964. N\u00e3o concordava com o golpe, nem com a ditadura. Afirma ter entrado na Marinha por convic\u00e7\u00e3o \u201cde luta contra o fascismo\u201d, com intuito de ajudar o Brasil e tamb\u00e9m de ter uma boa profiss\u00e3o. \u201cEu n\u00e3o entrei para dar golpe\u201d, diz.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Ferro Costa estava fazendo uma viagem de f\u00e9rias entre 31 de mar\u00e7o e 1\u00b0 de abril. A Marinha convocou a ele e outros que n\u00e3o haviam se apresentado imediatamente ap\u00f3s o golpe. Ele conta que exercia papel de lideran\u00e7a junto aos marinheiros \u00e0 \u00e9poca e tinha esperan\u00e7as de uma poss\u00edvel resist\u00eancia tanto por parte do presidente Jo\u00e3o Goulart, quanto de dentro das pr\u00f3prias For\u00e7as Armadas. \u201cDentro da Marinha, tivemos controle total. A esquadra toda estava nas nossas m\u00e3os, dos legalistas. Mesmo a c\u00fapula militar sendo golpista, os navios n\u00e3o podiam sair porque os marinheiros n\u00e3o deixavam. Os oficiais que estavam no gabinete davam as ordens e a gente tinha o controle total, absoluto. O que aconteceu foi que o Jango n\u00e3o quis o enfrentamento. Ficou com receio de que essas coisas tivessem desdobramento\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Em 12 de abril de 1964, foi levado ao Princesa Leopoldina, um transatl\u00e2ntico que manteve presos oficiais da Marinha, da Aeron\u00e1utica e do Ex\u00e9rcito. \u201cAntes fui \u00e0 casa de alguns colegas. Disse &#8216;voc\u00ea sabe que estou me apresentando, se acontecer alguma coisa comigo, voc\u00ea sabe onde foi, quem foi&#8217;\u201d. Era a primeira vez que ele entrava em um transatl\u00e2ntico. \u201cAs condi\u00e7\u00f5es do navio eram suport\u00e1veis. A tortura eu n\u00e3o tive nos primeiros anos. Eu tive conhecimento dela em toda sua extens\u00e3o no quartel da Bar\u00e3o de Mesquita.\u201d<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O pr\u00f3ximo ato foi sua demiss\u00e3o da Marinha, em 19 de agosto. \u201cFui considerado morto, ent\u00e3o, n\u00e3o tinha certid\u00e3o de servi\u00e7o militar. O decreto, inclusive, me considera morto\u201d, diz, mostrando uma c\u00f3pia do decreto expedido pelo Minist\u00e9rio da Marinha.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Foi preso novamente em 1965 e ent\u00e3o condenado a cumprir 730 dias de pris\u00e3o. Como j\u00e1 tinha ficado 257 dias na cadeia \u2013 14 a mais do que o equivalente a um ter\u00e7o de sua pena \u2013, foi solto. \u201cFoi montado um inqu\u00e9rito contra mim, mas eles n\u00e3o tinham provas. Colocaram l\u00e1 um rapaz que n\u00e3o era da Marinha, que n\u00e3o tinha o curso da Escola Naval. E ele faz um depoimento contra mim, dizia que eu o havia convidado para participar de um plano de comunica\u00e7\u00e3o da Marinha, cujo primeiro item era a subleva\u00e7\u00e3o dos marinheiros e o segundo item era a chacina dos oficiais. Grav\u00edssimo. Mas eu n\u00e3o o conhecia, ele montou essa hist\u00f3ria\u201d, lembra, segurando nas m\u00e3os a c\u00f3pia de quatro folhas de papel pautado, com um depoimento escrito \u00e0 m\u00e3o, sem assinatura.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Ficou em liberdade at\u00e9 1970, quando foi levado para o quartel da Bar\u00e3o de Mesquita, um dos maiores centros de deten\u00e7\u00e3o clandestina da ditadura. Foi l\u00e1 onde morreu o deputado Rubens Paiva, segundo concluiu recentemente a Comiss\u00e3o da Verdade. Ferro Costa atribui sua sobreviv\u00eancia \u00e0 sorte. \u201cQuando eu estava preso, depois de ser torturado, chamaram um oficial da comunidade de informa\u00e7\u00e3o da Marinha. Por sorte, esse oficial tinha sido meu comandante no Col\u00e9gio Naval. Ele me viu, me olhou&#8230; E eu disse: &#8216;Olha, o curso que eu tenho \u00e9 o mesmo que voc\u00ea tem, e eu n\u00e3o estudei no Col\u00e9gio Naval para passar por isso&#8217;. E ele disse: &#8216;Vou te tirar daqui&#8217;. E tirou\u201d.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Sua sa\u00edda foi dram\u00e1tica. Ficou por mais de duas horas algemado no porta-malas de um furg\u00e3o, rodando pela cidade, tentando respirar atrav\u00e9s de uma passagem de ar muito pequena. \u201cFiquei me desidratando. Quase desmaio ali.\u201d \u00a0Depois, ficou em uma pris\u00e3o no Minist\u00e9rio da Marinha, em uma cela de 4 palmos por 11. \u201cN\u00e3o tinha \u00e1gua. Sabe esses sanit\u00e1rios que voc\u00ea tem aquele deposito de \u00e1gua para dar descarga? \u00c9 dali que voc\u00ea tirava \u00e1gua para beber.\u201d<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Depois de uma semana, foi para a Base Naval da Ilha das Flores at\u00e9 que, mais uma vez, a sorte o favoreceu. \u201cMinha fam\u00edlia estava me procurando naquela ang\u00fastia, porque as pessoas sumiam e ningu\u00e9m sabia\u201d. Foi quando seu pai telefonou ao Dops e, por coincid\u00eancia, conversou com um general com quem havia servido o Ex\u00e9rcito e que era encarregado de seu inqu\u00e9rito. \u201cE ele diz pro meu pai: &#8216;Seu filho vai sair amanh\u00e3&#8217;. Sou um homem de sorte. Estou vivo mais por sorte do que por outra coisa.\u201d<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Questionado sobre sequelas f\u00edsicas, ele responde que n\u00e3o as teve, mas conta que jamais conseguiu esquecer aquele per\u00edodo. \u201cDizem que a mem\u00f3ria deleta a dor, mas a mem\u00f3ria n\u00e3o deleta a dor da tortura. Ela permanece com a pessoa at\u00e9 a morte. \u00c9 muito dif\u00edcil voc\u00ea esquecer o que voc\u00ea passou l\u00e1.\u201d<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Ferro Costa j\u00e1 foi chamado de comunista in\u00fameras vezes. Nega ter tido qualquer liga\u00e7\u00e3o com grupos de resist\u00eancia \u00e0 ditadura. \u201cEu tinha leituras\u201d, resume. Entre seus autores, estavam Darcy Ribeiro, Celso Furtado. Se lia Marx? \u201cTodo mundo lia. Era uma efervesc\u00eancia incr\u00edvel\u201d, responde. \u00a0\u201cMas o que me influenciava mais era [Franz] Kafka, [Jean-Paulo] Sartre.\u201d<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o t\u00e3o otimista em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade, acredita na necessidade apurar casos de pris\u00f5es arbitr\u00e1rias e torturas, mas principalmente de se aprofundar no contexto hist\u00f3rico do Brasil na d\u00e9cada de 1960. \u201cA Comiss\u00e3o da Verdade vai apurar casos emblem\u00e1ticos, como o do Rubens Paiva, do Herzog. Mas e o enredo do golpe? \u00c9 fundamental, que n\u00e3o havia possibilidade de se implantar no Brasil um regime comunista, que muita gente honesta foi perseguida.\u201d<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Essa avalia\u00e7\u00e3o que se faz, para Ferro Costa, se deve em parte ao modo como ocorreu o fim do regime. Segundo ele, o ato se resumiu a um acordo. A anistia, em sua opini\u00e3o, veio tarde.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Depois de sair de sua \u00faltima pris\u00e3o em 1970, exilou-se em Paris. Voltou no final dos anos 1970, quando j\u00e1 se discutia a anistia \u2013 nome que ele critica, preferindo usar \u201crepara\u00e7\u00e3o\u201d. Fez tr\u00eas concursos e foi aprovado. Sua primeira op\u00e7\u00e3o era a Eletronorte. Seu passado fichado, no entanto, impediu que ele assumisse o cargo. Acabou indo para a Funda\u00e7\u00e3o Educacional, em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u201cO que \u00e9 mais grave \u00e9 que a minha gera\u00e7\u00e3o cristalizou essa verdade, de que os comunistas eram os verdadeiros inimigos do Brasil, e n\u00e3o a mis\u00e9ria e o atraso. \u00c0s vezes, eu vou em reuni\u00e3o de turma e parece que estou em uma reuni\u00e3o dos republicanos do Tea Party!\u201d, conclui.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Rede Brasil Atual<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especial da RBA narra hist\u00f3rias de integrantes das For\u00e7as Armadas que sofreram durante o regime; na primeira reportagem, membro da Marinha que viu &#8216;a face da morte&#8217; lamenta atual desmobiliza\u00e7\u00e3o Ferro Costa v\u00ea com ceticismo o presente: &#8220;\u00c0s vezes, eu vou a uma reuni\u00e3o de turma e parece que estou em uma reuni\u00e3o dos republicanos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4375"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4375"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4375\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4375"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4375"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4375"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}