{"id":4645,"date":"2013-04-08T02:35:11","date_gmt":"2013-04-08T02:35:11","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/04\/08\/falta-o-dr-roberto-na-comissao-da-verdade\/"},"modified":"2013-04-08T02:35:11","modified_gmt":"2013-04-08T02:35:11","slug":"falta-o-dr-roberto-na-comissao-da-verdade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/04\/08\/falta-o-dr-roberto-na-comissao-da-verdade\/","title":{"rendered":"FALTA O DR ROBERTO  NA COMISS\u00c3O DA VERDADE"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Falc\u00e3o deu de bandeja ao Dr Roberto uma rede nacional de apoio ao Golpe (*) (e \u00e0 tortura).<span class=\"s1\">Falc\u00e3o e o Dr Roberto. Ao fundo, Jo\u00e3o Havelange ! Viva o Brasil !<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">O Conversa Afiada reproduz o texto de abertura da \u201cRosa dos Ventos\u201d, imperd\u00edvel se\u00e7\u00e3o do Mauricio Dias, na Carta Capital:<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\" \/><span style=\"line-height: 1.3em;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.conversaafiada.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/Roberto_Marinho05_Armando_Falcao.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"269\" style=\"vertical-align: middle;\" \/>  <!--more-->  <br \/><\/span><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"s2\"> <br \/> <\/span><\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.cartacapital.com.br\/politica\/a-midia-na-ditadura\/\">A M\u00cdDIA NA DITADURA<\/a><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"s2\"><\/p>\n<p> <\/span>Falta um tema na variada agenda da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade. Criada com a finalidade de apurar as viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos ela n\u00e3o incluiu na pauta de trabalho a an\u00e1lise do papel da imprensa, como \u00e9 feito com a Igreja, por exemplo, durante a ditadura, tramada e sustentada por civis e militares. <span class=\"s2\"><\/p>\n<p> <\/span>A imprensa foi arauto da trama golpista contra o presidente Jo\u00e3o Goulart. Sempre conservadores, os \u201cbar\u00f5es da m\u00eddia\u201d brasileira agem sempre na fronteira do reacionarismo. Apoiar golpes, por isso, n\u00e3o chega ser exatamente novidade. Alardeiam o principio do liberalismo sem, no entanto, comprometer-se com a democracia. Assim, promovem feiti\u00e7os, como o de 1964, e tornam a pr\u00f3pria imprensa v\u00edtima da feiti\u00e7aria.<span class=\"s2\"><\/p>\n<p> <\/span>Patr\u00f5es e empregados s\u00e3o testemunhas importantes de uma hist\u00f3ria que precisa ser passada a limpo. \u00c9 necess\u00e1rio ir al\u00e9m do que j\u00e1 se sabe. Isso s\u00f3 ocorrer\u00e1 com o depoimento daqueles que viveram os epis\u00f3dios ou estiverem pr\u00f3ximos deles.<span class=\"s2\"><\/p>\n<p> <\/span>A ditadura \u201cexerceu o terror de Estado e provocou medo na sociedade civil. N\u00e3o h\u00e1 ind\u00edcios, por\u00e9m, de que o medo fosse a raz\u00e3o do consentimento\u201d que a imprensa deu aos generais, como anota a cientista pol\u00edtica Anne-Marie Smith, no livro \u201cUm acordo for\u00e7ado\u201d.<span class=\"s2\"><\/p>\n<p> <\/span>Ela p\u00f5e o dedo na ferida ainda aberta \u2013 \u201cE se outros jornais tivessem protestado quando o general Abreu proibiu qualquer publicidade do governo no Jornal do Brasil em 1978?\u201d \u2013 e se aproxima da resposta: \u201cOs obst\u00e1culos \u00e0 solidariedade n\u00e3o foram criados, nem refor\u00e7ados, nem explorados pelo regime. A falta de solidariedade foi uma desvantagem gerada pela pr\u00f3pria imprensa\u201d.<span class=\"s2\"><\/p>\n<p> <\/span>Imp\u00e9rio da m\u00eddia brasileira, o apoio do sistema O Globo \u00e0 ditadura nunca foi negado, embora hoje seja disfar\u00e7ado. Uma das raz\u00f5es para esse comportamento passado, que se encaixa na reflex\u00e3o de Smith, encontra explica\u00e7\u00e3o no livro \u201cDossi\u00ea Geisel\u201d, de Celso Castro e Maria Celina D\u2019Araujo.<span class=\"s2\"><\/p>\n<p> <\/span>No governo Geisel, o ministro das Comunica\u00e7\u00f5es Euclides Quandt vetou novas concess\u00f5es ao nascente sistema Globo por receio de que Roberto Marinho chegasse ao monop\u00f3lio da opini\u00e3o p\u00fablica. Ele, ent\u00e3o, foi ao ministro da Justi\u00e7a, Armando Falc\u00e3o e falou \u201cdo constante apoio\u201d que deu ao governo.<span class=\"s2\"><\/p>\n<p> <\/span>\u201cDisse tamb\u00e9m que o comportamento da Rede Globo deveria faz\u00ea-la merecedora de aten\u00e7\u00e3o e favores especiais do governo\u201d, registra o livro.<span class=\"s2\"><\/p>\n<p> <\/span>Marinho apelou sem constrangimentos. Amea\u00e7ou vender a Rede Globo caso n\u00e3o tivesse apoio para continuar a crescer. O resto da hist\u00f3ria todo mundo sabe.<span class=\"s2\"><\/p>\n<p> <\/span>A m\u00eddia reage, hoje, ao projeto sobre a atualiza\u00e7\u00e3o das leis de comunica\u00e7\u00e3o com argumento falso e insensato que o objetivo \u00e9 o de censurar. No entanto, em plena ditadura, adotou a in\u00e9rcia, o sil\u00eancio, diante dos atos concretos de restri\u00e7\u00e3o \u00e0 liberdade de escrever. N\u00e3o de escrever sobre tudo, mas, somente sobre certos assuntos como tortura e assassinato nos por\u00f5es da ditadura. Essa \u00e9 a diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gen\u00e9rica den\u00fancia de restri\u00e7\u00e3o \u00e0 festejada liberdade de imprensa.<span class=\"s2\"><\/p>\n<p> <\/span>A censura, nesse contexto, cumpria outro papel. Exclu\u00eda a responsabilidade direta dos donos da m\u00eddia e de muitos editores autorit\u00e1rios coniventes que sempre se desculparam ao apontar a censura governamental como a raz\u00e3o do sil\u00eancio.<span class=\"s2\"><\/p>\n<p> <\/span>A ditadura seria outra \u2013 talvez Ditabranda \u2013 contada a partir do que foi publicado na ocasi\u00e3o.<span class=\"s2\"><\/p>\n<p> <\/span>Para a imprensa conservadora, reacion\u00e1ria nos anos de chumbo, esse tema d\u00f3i. \u00c9 um nervo exposto.<span class=\"s2\"><\/p>\n<p> <\/span>(*) Golpe militar que o <a href=\"http:\/\/www.conversaafiada.com.br\/politica\/2013\/04\/04\/aecio-chama-1964-de-revolucao-so-o-dr-roberto\/\">A\u00e9cio Never chama de \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201d<\/a> \u2013 PHA<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Conversa Afiada<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falc\u00e3o deu de bandeja ao Dr Roberto uma rede nacional de apoio ao Golpe (*) (e \u00e0 tortura).Falc\u00e3o e o Dr Roberto. 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