{"id":4797,"date":"2013-04-13T22:31:26","date_gmt":"2013-04-13T22:31:26","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/04\/13\/comissao-da-verdade-de-sao-paulo-ouve-parentes-de-desaparecidos-na-guerrilha-do-araguaia\/"},"modified":"2013-04-13T22:31:26","modified_gmt":"2013-04-13T22:31:26","slug":"comissao-da-verdade-de-sao-paulo-ouve-parentes-de-desaparecidos-na-guerrilha-do-araguaia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/04\/13\/comissao-da-verdade-de-sao-paulo-ouve-parentes-de-desaparecidos-na-guerrilha-do-araguaia\/","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o da Verdade de S\u00e3o Paulo ouve parentes de desaparecidos na Guerrilha do Araguaia"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>A Comiss\u00e3o Estadual da Verdade de S\u00e3o Paulo ouviu sexta (12) os depoimentos de parentes de desaparecidos pol\u00edticos que participaram da Guerrilha do Araguaia, grupo armado de resist\u00eancia \u00e0 ditadura militar instalado no Par\u00e1 na d\u00e9cada de 1970. Foram discutidos os casos de nove militantes nascidos em S\u00e3o Paulo ou que tiveram atua\u00e7\u00e3o no estado.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O caso dos irm\u00e3os Jaime e L\u00facio Petit da Silva foi relembrado por Laura Petit, irm\u00e3 dos ex-militantes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). &#8220;Eu tive tr\u00eas irm\u00e3os desaparecidos no Araguaia [o desaparecimento de Maria L\u00facia Petit foi analisado no m\u00eas passado]. A minha fam\u00edlia foi dizimada pela ditadura. Espero que o Estado brasileiro fa\u00e7a jus ao resultado da Comiss\u00e3o da Verdade e responsabilize as pessoas que praticaram esses atos&#8221;, disse.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">De acordo com o hist\u00f3rico dos desaparecidos, organizado pela comiss\u00e3o, Jaime desapareceu em 28 ou 29 de novembro de 1973 ap\u00f3s um cerco militar \u00e0 regi\u00e3o da guerrilha. L\u00facio est\u00e1 desaparecido desde 21 de abril de 1974, e sumiu tamb\u00e9m depois de ataque dos militares no Araguaia. Os dados constam no Relat\u00f3rio Arroyo, escrito pelo dirigente do PCdoB, \u00c2ngelo Arroyo, que sobreviveu \u00e0s investidas militares na regi\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Laura Petit est\u00e1 confiante no trabalho feito pelas Comiss\u00f5es da Verdade, mas acredita que os familiares apresentaram todos os dados que deveriam e agora \u00e9 preciso escutar os agentes da repress\u00e3o. &#8220;Existe um arquivo vivo da ditadura militar que precisa ser ouvido. Gostaria de ver sentado naquela mesa as pessoas que praticaram esses atos&#8221;, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">De acordo com o deputado estadual Adriano Diogo, que preside os trabalhos, neste primeiro semestre a comiss\u00e3o est\u00e1 empenhada em reunir o m\u00e1ximo de informa\u00e7\u00f5es sobre os 154 casos analisados para, em seguida, identificar quais informa\u00e7\u00f5es de cada fato ainda devem ser buscadas. &#8220;As audi\u00eancias, por enquanto, s\u00e3o praticamente com o que j\u00e1 havia. Vamos ter que aprofundar. Saber como foi, quem praticou. \u00c9 uma fase mais complexa&#8221;, explicou.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Outro depoimento de hoje foi Rosana de Moura Momente, filha do militante Orlando Momente. &#8220;Tenho poucas lembran\u00e7as do meu pai. Na verdade, nunca convivi com ele. Acabei sabendo um pouco mais sobre ele a partir do contato com a Crim\u00e9ia [Almeida, tamb\u00e9m participante da Guerrilha do Araguaia]. At\u00e9 hoje enfrento dificuldades relacionadas ao meu pai, porque n\u00f3s n\u00e3o temos a data exata da morte e minha m\u00e3e n\u00e3o pode receber pens\u00e3o por isso&#8221;, disse. Orlando foi visto pela \u00faltima vez em 30 de dezembro de 1973 no sul do Par\u00e1.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A escritora Liniane Brum, sobrinha de Cilon Brum, morto em 27 de fevereiro de 1974, relatou durante a audi\u00eancia o resultado das entrevistas feitas por ela na regi\u00e3o do Araguaia. &#8220;A aus\u00eancia do meu tio tem exatamente a minha idade. Eu vivi esse v\u00e1cuo, esse sil\u00eancio. A espera da minha av\u00f3 durante todo esse tempo. Movida por essa dor, em 2000, decidi ir ao Araguaia e ouvir das pessoas que l\u00e1 viveram o que aconteceu&#8221;, disse. O material desse trabalho foi reunido no livro Antes do Passado &#8211; o Sil\u00eancio Que Vem do Araguaia.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Fiz tr\u00eas viagens independentes ao Araguaia. A primeira em dezembro de 2009. Fui com o foco familiar, mas chegando pude encontrar pessoas que me falaram principalmente do fim da vida do Cilon. Ele j\u00e1 abatido, preso, a fase de exterm\u00ednio mesmo. Acho que essas pessoas [da regi\u00e3o] deveriam ser ouvidas em espa\u00e7os como esses. Eles t\u00eam a mem\u00f3ria desse peda\u00e7o da hist\u00f3ria&#8221;, disse.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m participaram da audi\u00eancia Maristela Nurchis, irm\u00e3 do guerrilheiro Manoel Jos\u00e9 Nurchis; Jos\u00e9 Dalmo Ribas, irm\u00e3o Ant\u00f4nio Guilherme Ribeiro Ribas; Igor Grabois, filho de Gilberto Ol\u00edmpio Maria. Parentes de Pedro Alexandrino de Oliveira Filho e Miguel Pereira dos Santos foram convidados, mas n\u00e3o compareceram \u00e0 reuni\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Ag\u00eancia Brasil<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o Estadual da Verdade de S\u00e3o Paulo ouviu sexta (12) os depoimentos de parentes de desaparecidos pol\u00edticos que participaram da Guerrilha do Araguaia, grupo armado de resist\u00eancia \u00e0 ditadura militar instalado no Par\u00e1 na d\u00e9cada de 1970. 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